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    Hoje me passou pela cabeça que talvez as pessoas gerem uma expectativa sobre o que eu deva fazer, por ter o blog Mãe de Cachorro. Como por exemplo, encher meu quintal de animais recolhidos, ou ter uma solução mágica para quem encontra um cão ou gato abandonado e/ou doente em Floripa. Então, aproveito para deixar bem claro: NÃO me considero PROTETORA, mas sim, uma voluntária da causa animal. Eventualmente, ESTOU protetora.  Como agora, quando com a ajuda de uma madrinha que paga a hospedagem, estou com o Oito sob minha responsabilidade (e isto implica: pagar remédios, castração, ração, sair pra passear e me virar para que ele seja adotado com responsabilidade e, de preferência, o quanto antes). Protetor(a) mesmo, para mim, é aquela pessoa que retira das ruas e mantém constantemente um ou (muitos) mais animais sob seus cuidados com a finalidade de deixá-los saudáveis e doá-los com responsabilidade. Protetor é aquela pessoa que não transfere e nem foge à responsabilidade que sua consciência lhe cobra. Então, minha gente, aproveito para dizer, se forem me ligar ou escrever para repassar o problema (como eventualmente acontece), por favor não o façam. Foi você quem viu o bicho sofrendo, você quem se compadeceu, por que então outra pessoa vai resolver o problema por você? Acho uma graça quando as pessoas me ligam ou mandam e-mail: “Olha, tem um cachorro aqui na minha rua, coberto de sarna, berne, bicheira, você vem buscar?“. Eu digo: ou você faz parte da solução, ou passe reto. Todas as pessoas que recolhem animais botam a mão na massa, de uma maneira ou de outra. Quem não pode arcar com os custos, vai atrás de padrinhos que possam ajudar financeiramente, mas ainda assim fica responsável pelo animal, batalha uma boa adoção e gerencia todo o trabalho que isto […]

    Protetor ou Voluntário?

    Recebi o comentário abaixo no blog e, ao invés de publicá-lo no respectivo post, decidi escrever um post inteiro sobre ele. Anônimo deixou um novo comentário sobre a sua postagem “Recorde total de acessos!!“: Aqui em Belém o que não falta é criança precisando de ajuda também. Crianças sofrem com a miséria, passando por todo tipo de privaçoes e que também precisam ser adotadas. Eu pergunto: o que vale mais, a vida de um cachorro ou a vida DE UMA CRIANÇA?Pense nisso! Publicar este comentário. Recusar este comentário. Moderar comentários para este blog. Postado por Anônimo no blog Mãe de cachorro também é mãe em Quarta-feira, Agosto 01, 2007 3:46:00 PM Pois bem, vamos lá… Primeiramente, gostaria de sugerir à pessoa Anônima que me escreveu que faça, ela mesma, um blog, um site ou qualquer outro tipo de iniciativa que possa tomar, em prol das crianças carentes de Belém. O que esta pessoa poderia ter pensando antes de escrever me (nos) acusando é que o AMOR é um sentimento só, válido para TODAS as formas de VIDA, sendo, portanto passível de ser demonstrado por e para todos. Quem ama e não tem coragem de maltratar um animal jamais será insensível com a dor humana. As crianças de Belém sofrem? Sim, as de lá, as aqui de Floripa e, infelizmente, as do mundo todo. Mas uma dor invalida a outra? Porque as crianças sofrem lá, cá e acolá devemos fechar os olhos para todos os outros tipos de dor? Para a dor dos animais, que são desumanamente tratados e escravizados desde que o mundo é mundo, para a dor das mulheres, que apanham, são abusadas e subjugadas desde que Eva – ou a primeira macaca que lhe equivala- veio ao mundo, para a dor dos adultos que sofrem por falta total […]

    Reflexão: ajudar crianças ou cachorros?

    Durante minha viagem em abril último (ver postagens de abril), passamos por inúmeras igrejas católicas. Apesar de não ser católica, adoro visitar as igrejas, pois gosto da energia e da arquitetura das mesmas. Cachorreira que sou, durante toda a viagem via cachorros onde ninguém nem reparava… Em quadros nos museus, estátuas, fotos na casa de Pablo Neruda em Valparaíso…. Até no cemitério da Recoleta achei uma foto de cachorro em um mausoléu, ao lado de uma caixinha onde, imagino, estejam seus restos mortais. Voltando ao santo: em várias das igrejas visitadas reparei nas imagens de São Roque, sempre com um cachorro perto dele, com um pedaço de pão em sua boca e geralmente voltado para o santo.Como nem conhecia este personagem da igreja católica, fui pesquisar uma vez que fiquei muito intrigada com a presença do cão em todas as imagens e já simpatizei de cara com o santo.Quem gosta de animais está acostumado a associar São Francisco à causa animal. Resumindo: São Roque, nascido provavelmente em 1.295, herdou uma boa fortuna ainda jovem e logo a distribuiu entre os pobres e enfermos e, livre de vínculos, seguiu em peregrinação a Roma. Ao cuidar de leprosos, contagiou-se com a doença e foi obrigado a isolar-se em um bosque, onde recebia a visita de um cão, que todos os dias lhe trazia um pedaço de pão. O dono do bosque, um homem muito rico, um dia resolveu seguir o cão e descobriu São Roque, converteu-se e ajudou a partir de então a causa de São Roque. Não vou entrar nos detalhes da santidade da figura de São Roque.O que basta é sua vida, de homem dedicado a viver o mandamento “Ama a teus próximos como a ti mesmo“.Qualquer pessoa que viva desta maneira, em qualquer época, merece nossa admiração e respeito, […]

    Já conhece a história de São Roque e do cachorro que o ajudou?

    Não vou nem entrar no mérito do uso indiscriminado da cirurgia plástica nos tempos atuais e de seus desdobramentos em humanos… Mas essa briga, de transferir aos animais domésticos mais esta neura humana, eu compro! Façam-me o favor! Dêem uma olhada na reportagem da revista Isto É – edição 1963, 13 de junho de 2007 – e reflitam comigo! O nome do meu blog é “Mãe de Cachorro também é Mãe” justamente porque cansei de ficar me defendendo e justificando meu amor a meus cães, meus ‘filhos’. É uma chateação ficar discutindo com gente que não faz nada pela vida, nem pelo próximo me dizendo “Troque seu cachorro por uma criança pobre”, como se eu não tivesse direito a escolher quem amo e como se também não ajudasse meus próximos – irmãos da mesma espécie – e como se, ainda,  ajudando os humanos a melhor se relacionar e respeitar a Natureza, eu não estivesse fazendo um bem também para os “bípedes”, como o grande filósofo Schopenhauer adorava chamar os humanos. Mas GENTE, daí a aplicar Botox em cachorro por pura estética é DEMAIS para o meu coração de cachorreira! Já postei sobre a mutilação “autorizada” de rabos e orelhas. Sou totalmente contra essa humanização dos animais. Uma coisa é eu chamar o Shoyo de filho. Não só ele não entende o que é a palavra “filho”, como eu poderia chamá-lo de ‘cenoura’, ‘grilo’ ou ‘feioso’ que para ele, tanto faz como tanto fez. É só uma demonstração carinhosa da minha parte para com seres que estão sob minha responsabilidade e cuidados. Uma coisa é você colocar uma roupa no seu animal porque ele está com frio. Uma coisa é seu cachorro/gato ser tratado com dignidade, comendo bem, morando bem, indo ao veterinário e utilizando produtos que sua saúde esteja realmente demandando. OUTRA […]

    Plásticas e botox para cães (clique para ampliar e ler as imagens)

    Não sei quando você foi criança. Pode ter sido nos anos 50, 80, 90… O que eu sei é que quando euera criança, na década de 80, nossa relação com cães e gatos era bastante diferente. De gatos eu até não sei falar, pois realmente nunca os tive. Ou melhor, tive uma vez, em 2004, por algumas semanas quando tirei um das ruas, tratei e doei. O único gato da minha vida. Seu nome era Zen. Tá, voltando… Mas de cachorros na década de 80 eu sei falar (quer dizer… ao menos sobre os da vila militar onde eu morava). Meu pai sempre achou que ou você cuida realmente de um animal, ou não o tem (é isso aí, paizão!!! Guarda responsável, sempre!). E nós tínhamos o melhor cão do Universo. Dava um banho na perfeição do Shoyo. Na época, eu era uma irmã de cachorro… E meu irmão, meu amor, meu amigo, era o Tóto. Assim, com acento na primeira sílaba mesmo. Tóto, e não Totó. Que vida boa teve o Tóto… Morando em vila militar andava livre pelas ruas, pois as casas não podiam ter cercas ou muros e os carros não andavam a mais de 30km/h. Nossa preocupação era com ele, não havia nenhum tipo de consciência social. Castração? Que bicho era esse? E com isso lá ia o Tóto… Procriando. Fugir da gente? Impossível, foi o Tóto quem apareceu e nos adotou. Ele saía por aí, mas sempre voltava. Ficar preso? Bom, isso nem nos anos 80, nem nunca. Só se fosse dentro de um quintal. E o quintal do Tóto era o mundo… Era uma vila militar inteira. Ser atropelado? Era a mesma chance para mim e para ele… E não era só meu amigão canino que era livre… Eu também. Que felicidade dizer que […]

    Tóto e eu: outros tempos, outro mundo!

    Estava eu, bem bela e empolgada, debaixo de um super Sol, distribuindo exemplares do “Fala, Bicho!” na manifestação a favor da operação Moeda Verde no último dia 5, no semáforo em frente à Polícia Federal, quando várias negativas em receber ao jornal me chamaram a atenção. As pessoas diziam “Não tenho cachorro, não quero.“ No calor, literal e metafórico, do momento, engoli aquilo meio em seco pensando “Tá, não tem cachorro mas não tem coração? Não quer se informar mesmo assim?“, mas depois me envolvi com a própria manifestação e passou. Só que o bichinho daquele meu início de indignação ficou remoendo minha cuca e aqui vai tudo o que eu gostaria de dizer a quem acha que o individualismo ainda é viável se quisermos um mundo melhor: Estou achando que o problema todo do ser humano talvez seja o umbigo!De tão centrada nele, a maioria esmagadora da humanidade simplesmente deixa de ter a noção real do que é um ser humano: um bicho!Pois por cuidar tanto do próprio umbigo, o bicho homem decidiu em um triste dia que não era mais bicho. E começou toda a confusão! Antes de toda a construção de identidade que um ser humano vai sofrer durante sua jornada neste lindo Planeta, nascemos bicho!Bicho-bicho, ainda que bicho-homem, e dos mais fraquinhos, pois demoramos anos para alcançar a capacidade de defesa própria. Não consigo nem lembrar de um bicho tão fracote que dependa por tanto tempo dos progenitores como nós. E depois que inventaram o dinheiro, cada vez mais tarde as crias do bicho homem alcançam sua própria sustentabilidade, quando este dia finalmente chega… Portanto, caro bicho-humano que não quer ler nem se inteirar dos problemas dos outros bichos, aqueles aos quais chamamos ‘animais’ – como se nós também não o fôssemos – e que por azar […]

    A culpa é do umbigo!

    Não sei nem por onde e como começar… Enquanto escrevia o post “Somos todos animais“, para não falar besteira, fui ao Google procurar o verdadeiro autor da frase “Homo homini lupus” – O homem é o lobo do homem, que eu achava ser de Schopenhauer. Como eu havia feito um link para que vocês pudessem ler sobre o autor, Thomas Hobbes, e sobre a frase, obviamente tomei conhecimento do link ‘www.mundodosfilosofos.com.br‘. Então, resolvi dar uma olhada no mesmo. Qual não foi minha surpresa ao ver, na página inicial de um site sobre filosofia, um link com dois corações em que lê-se “Homenagem: Tati Forever“. Pensei, “Que raios isso está fazendo aqui?” e cliquei no link… Façam o mesmo… e leiam sobre a menina que perdeu a vida com seu cãozinho Thommy em um acidente de carro e as cartas psicografadas para a família em que ela diz estar com o animal de estimação o tempo todo. Agora chega, não consigo mais nem escrever… só de pensar em estar com meus amados animais num plano superior no qual acredito é emoção demais para o meu coração de cachorreira. E só consigo pensar no meu Tóto, no meu primeiro grande amor canino, que faz tanta falta que ainda nem consegui falar dele no blog…

    Coincidências da vida?

    Por mais que os seres humanos queiram manter-se acima de todas as outras espécies devido a sua super estimada ‘inteligência’ ou capacidade de raciocínio ‘lógico’, somos todos animais. E o que nos falta é contato com a Natureza. Em nossa assim chamada ‘evolução’, passamos muito mais tempo em contato direto com a Natureza do que distantes dela. Eu mesma, em minhas singelas três décadas de vida, sou uma exceção à regra urbana moderna: tive a felicidade de crescer em meio a animais, plantas, árvores, regatos etc. E ainda tenho a sorte e o prazer de morar em uma casa rodeada de árvores, gambás, lagartos, pássaros livres, meus três filhos lindos e até um macaquinho ocasional. Tudo bem que estamos praticamente ilhados em meio a conjuntos de apartamentos, mas me sinto morando em um oásis no meio do caos da construção desenfreada. E é essa necessidade de contato com a Natureza que, acredito, faz com que hoje cães e gatos sejam, cada vez mais, parte da família urbana. Eles são quase que somente tudo que restou a muitos e muitos humanos, um último vínculo vivo com a Mãe Natureza e seus benefícios à nossa psique. Agora mesmo eu estava ali fora brincando com os três filhos, assistindo a Moira comer um caqui caído do pé, para depois passar farejando a jabuticabeira só para constatar que já comeu todas as jabuticabas maduras e ainda ir cheirar a grama embaixo do pé de acerola atrás de uma frutinha caída… Enquanto isso, o Sushi corria com um osso pelo quintal, que largou para catar os restos do caqui depois que a Moira o deixou. E lá veio ele, todo feliz com um pouco de caqui na boca. Claro que o Shoyo estava grudado em mim, fazendo festa e me lambendo sem parar. Eu o […]

    Somos todos animais

    10 de março de 2007Textos favoritos
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