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    Verrugas em cães: dicas naturais para combater a papilomatose canina

    Mãe de Cachorro - Ana Corina | 17 de julho de 2017

    (fonte: clique na imagem)

    De aspecto parecido com minúsculas couve-flores e causada pelo papillomavírus, a papilomatose canina costuma atacar a boca (podendo alcançar também palato, esôfago e faringe) dos cães e, mais raramente, suas pálpebras, genitália e corpo (geralmente entre os dedos).

    Resumão:

    • Karen Becker, famosa veterinária norte-americana, explica neste vídeo que por ser ‘oportunista’, o vírus da papilomatose canina é mais um dos vários problemas decorrentes da imunidade baixa;
    • A versão canina do vírus afeta apenas cães e é mais comum em animais jovens (com imunidade ainda em formação – alô, excesso de vacinação!!) e idosos (com imunidade decaindo por conta da idade). Ou seja> nada de surtar achando que você, outras pessoas ou gatos serão infectados(as);
    • A ocorrência da papilomatose na versão oral não costuma ser agressiva e é mais comum em cães de até dois anos de idade, justamente porque nessa idade a imunidade ainda está em formação. Com essas características, a doença (autolimitante) costuma desaparecer sem tratamento;
    • Em casos em que o organismo do cachorro está tão debilitado que não reconhece o vírus como um agente a ser combativo por seu sistema imunológico, as ‘verrugas’ podem surgir em quantidade tão grande que é capaz de impedir o animal de comer e beber, o que também trará dor além do desconforto óbvio;
    • Medicamentos que derrubam a imunidade (corticoides e outros) e excesso de vacinação também podem desencadear uma infestação das verrugas. Nunca deixe um veterinário aplicar mais de uma vacina por dia (nem por mês!). Leia mais sobre os malefícios do excesso de vacinação aqui e aqui);
    • O tamanho individual das verrugas não segue aumentando (apenas o número delas)! Ou seja> se algum sinal/verruga/massa aparecer no corpo do seu cão e não parar de crescer, corra para um bom veterinário e não para a internet, nem para o balcão da agropecuária, pelamor!!

    Remover as verrugas ou não?

    Citando novamente Karen Becker, a médica veterinária recomenda que as verrugas causadas pelo papillomavírus não sejam arrancadas a menos que haja um risco de não serem… verrugas causadas pelo papillomavírusmas algum outro tipo de lesão/tumor, daí sim maligno. Ela explica que quanto mais o corpo lidar sozinho, ou com o auxílio de remédios homeopáticos, contra o vírus, mais forte ficará para enfrentá-lo no futuro. Remover cirurgicamente (cortando, queimando, congelando etc.) não trata o vírus, nem “ensina” o corpo a responder a ele.

    Minha experiência com a retirada de verrugas: em 2003, mandei retirar cirurgicamente uma verruga do Shoyo, que logo depois retornou. Foi quando descobri a maravilhosa e eficiente tintura de thuya e pronto, problema resolvido!

    Recapitulando:

    • Verrugas não são o fim do mundo, mas um indicativo de que a imunidade do seu cão não está tão boa quanto pode parecer;
    • O contágio é entre espécies: apenas cães podem ser infectados;
    • Tratar é melhor do que remover;
    • Fique de olho na imunidade do seu peludo!

    Dicas de tratamentos eficazes e baratos

    A saúde é subversiva, porque não traz lucro a ninguém” como muito bem nos lembra a grande Sonia Hirsch!

    • Aplicação tópica (direta) nas lesões com tintura de Thuya occidenthalis> leia mais no final do post;
    • Uso oral de Thuya occidenthalis> estudo de caso/dosagem no final do post;
    • Auto-hemoterapia> mais informações/estudo de caso no final do post;
    • Sulfato de magnésio – 500 mg: 1 cápsula ao dia (cães até 15kg) durante 20 dias. Receita testada e aprovada em cães resgatados que aguardam adoção em canil (sempre estressados e com imunidade baixa).

    Minha sugestão nestes casos sempre será a de que você procure um veterinário que trabalhe com alternativas que realmente ajudem seu cão a combater o vírus de maneira saudável! Não é segredo que meus profissionais favoritos são os chamados ‘veterinários integrativos’, ou ‘holísticos’, pois tratam o animal considerando todo o seu sistema/personalidade/rotina/idade/histórico de saúde etc., não apenas seus sintomas/doenças. Além disso, tais profissionais costumam estudar sobre os benefícios da alimentação natural e os malefícios do excesso da vacinação, dentre outras alternativas para promover saúde real dos peludos.   =)

    Dicas para manter a imunidade dos cães (e gatos!) em alta:

    • Atenção para a saúde intestinal: 70% da imunidade (nossa e deles!) depende da saúde dos intestinos. O uso de probióticos  (bactérias benéficas que mantêm a flora intestinal saudável) deve ser constante em nossas vidas. Sim, ‘nossas’! Cães, gatos e humanos são enormemente beneficiados por seu uso regular (usar por seis meses, pausar dois, recomeçar por mais seis etc.). Mas onde encontrá-los facilmente? Ingerindo kefir , kombucha e/ou cápsulas de probióticos vendidas em farmácia (prefiro mandar manipular versões daquelas que precisam ficar na geladeira, com mais de um tipo de colônia de bactérias, pois notei utilizando várias marcas, inclusive importadas, que são as que em mim percebo melhor o efeito: regularização do intestino, menos gases, menos inchaço após comer etc.);
    • A vacinação deve personalizada para idade, peso e possibilidade real de contágio de cada doença para cada animal, além de pontual; não ocorrendo todos os anos, muito menos para todos os tipos de vacinas comercializadas;
    • Forneça boa alimentação e mantenha o ambiente saudável: cachorro amarrado é cachorro doente!; promova estímulos mentais; ofereça exercícios físicos conforme a idade/porte/energia/temperamento do cão; passeie com qualidade (deixe-o cheirar o caminho, varie os trajetos, fique ao menos meia hora fora de casa por passeio etc.); procure ao máximo não deixar um cão por mais de seis horas sozinho em casa ou no quintal, sem ter o que fazer e sem interação com pessoas e animais.

    Sobre os tratamentos, leia também:

    Foi instituído tratamento clínico com Thuya occidentalis 30CH, administrado por via oral a cada 12 horas, por 30 dias. No 15º dia o cão apresentou remissão quase completa dos papilomas, restando apenas alguns resquícios (Figura 2). No 24º dia ocorreu remissão completa (Figura 3), porém foi mantido o tratamento por mais 1 semana a fim de se evitar recidivas. Até o presente momento não houve recidiva (8 meses). Trecho extraído de Uso de Thuya occidentalis no tratamento da Papilomatose oral canina

    A remoção cirúrgica (NICHOLLS et al., 1999; SILVA et al., 2011) e a eletrocirurgia são indicadas em cães com papilomas orais isolados ou persistentes após os demais tratamentos não invasivos (MEGID et al., 2001; FERNANDES et al., 2009). O tratamento homeopático indicado em cães é com o fármaco Thuya 30CH (0,5ml/animal, por via oral, a cada 12 horas, durante 15 dias seguidos ou mais) e, em seguida, Nitric acid 30CH (na mesma dosagem, via oral, a cada 12 horas, por três dias consecutivos) (FERNANDES et al., 2009). De acordo com MONTEIRO & COELHO (2008), a ação da tintura alcoólica da Thuya parece estar relacionada à presença de um óleo volátil em sua composição que é imunoestimulante e purificador sanguíneo. MONTEIRO & COELHO (2008) também citaram que a tintura mãe da planta Thuya occidentalis pode ser utilizada de forma tópica nos papilomasA auto-hemoterapia consiste na retirada de sangue venoso do animal acometido por papilomatose aproximadamente 20 mililitros de sangue sem anticoagulante) e aplicado nele mesmo imediatamente, por via intramuscular, com a finalidade de estimular o sistema imunológico pela ativação do sistema mononuclear fagocitário, o que pode aumentar o número de anticorpos circulantes, com custo relativamente baixo (HARTMANN et al., 2002; SILVA et al., 2011). Na autovacinação (ou vacina autógena), utilizam-se extratos provenientes dos próprios papilomas do paciente (aproximadamente cinco gramas) que são triturados e inativados com solução formalina a 0,04% e conservados em estufa durante 24 horas, para posterior aplicação por via intramuscular ou subcutânea, com intervalos de cinco dias e normalmente é feito seis aplicações (HARTMANN et al., 2002). Esta modalidade terapêutica, amplamente utilizada na espécie bovina (MEGID et al., 2001), tem o intuito de estimular a imunidade celular e humoral, porém a ocorrência de reações pós-vacinais locais não é rara (FERNANDES et al., 2009). Trecho extraído de/bibliografia das citações> Papilomatose oral em cães

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    Categoria: Auto-Hemoterapia, Homeopatia, Saúde
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