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    Final Feliz: Mãe de cachorro e mãe de gêmeas. Um post sobre grávidas, amor e cães!

    Mãe de Cachorro - Ana Corina | 23 de dezembro de 2014
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    Fotos: Arquivo pessoal Mariana

    Estamos chegando a mais um final de ciclo e mês que vem o blog completa 8 anos!!!

    E com todas as energias que o Natal e o Ano Novo trazer, todos os sentimentos e emoções, muitas vezes ficamos tristes, pois apesar de haver no mundo muito amor e concórdia, ainda há muito mais sofrimento e dor. Então, para nos ajudar a focar nas energias positivas e a a aumentá-las, segue o lindo relato da Mariana, uma leitora querida que há alguns anos acompanha o Mãe de Cachorro no blog e nas redes sociais e que mantém contato e tem sempre uma palavra de carinho e alguma novidade boa para contar.

    Fiquei muito emocionada com o relato dela, imaginando a dor de ter sofrido tanto assédio moral durante a gravidez por um motivo que deveria ser comemorado, não criticado: a decisão de manter a guarda responsável de suas duas cachorrinhas mesmo após saber que estava grávida de gêmeos.

    Que seu belo exemplo ajude outras grávidas a manterem-se firmes e a não desistirem de suas famílias, pois há inúmeros casos de como os animais de estimação salvaram a vida de bebês, de crianças e de adultos. Eles são anjos em nossas vidas, não um fardo, ou algo descartável.

    De: Mariana Bergamo
    Para: anacorina <anacorina@maedecachorro.com.br>
    Enviadas: Quinta-feira, 4 de Dezembro de 2014 17:45
    Assunto: Mãe de cachorro e mãe de gêmeas!
    Oi Ana, tudo bem? 
    E Javinha e Shoyo?

    Bom, faz algum tempo que não consigo ler seu blog, mas o motivo você vai entender.. A turminha aqui em casa aumentou demais e o tempo da mãe aqui ficou escasso! Kkkk Portanto, não sei se você já falou sobre isso no blog, mas eu gostaria de te contar a minha história. Se você achar que é bacana e que pode ajudar outras mães de cachorros graávidas, eu adoraria que fosse publicada.

    Uns 6 meses depois do meu casamento, eu queria um cachorro. E conhecia pouco sobre adoção.. Então compramos a Kimi, a salsicha simpática da foto.
    Por causa dela, eu que queria ser uma mãe dedicada, cheguei no seu blog. E conheci a adoção e o sofrimento das matrizes. Alguns anos depois, adotamos a Yumi, a pretinha.
    Ter filhos não era exatamente o sonho da minha vida (casei aos 21), mas fui chegando mais perto dos 30 e achamos que era bacana ter um bebê.
    Tentei por quase um ano e nada. Eu, já meio brava com o mundo, já tinha desistido.

    Um dia, percebi uma mudança no comportamento da Kimi. Ela sempre foi muito ligada em mim, mas não me seguia pela casa toda (na época, um apto pequeno). Naquela semana, onde eu ia, a Kimi tava no meu pé. Comentei com a minha mãe que estava com medo de morrer, pq ela (a Kimi) não parava de me seguir.
    Na segunda feira após essa semana de grude da salsicha, descobri que eu estava grávida! 😀
    Aí começaram as especulações sobre o que seria feito das minhas filhas caninas.. E eu respondia sempre a mesma coisa: “Posso ter 10 filhos, mas a Kimi e a Yumi continuarão comigo.”.
    Com 7 semanas de gravidez, no primeiro ultrassom, a surpresa… Eu não teria 1, mas 2 bebês!
    Bom, se grávida de um bebê eu já ouvia absurdos sobre o destino dos meus cães, grávida de gêmeos foi muito pior. O que eu faria com 2 bebês e dois cachorros em um apto de 50m²?
    O pai do meu marido virou pra mim e disse: “Você VAI TER que dar esses cachorros.”. 
    Durante toda gestação fui questionada, julgada e apontada. Como eu faria, por que eu não dava logo esses bichos embora, se eu não tinha consciência de que elas podiam deixar minhas filhas doentes, que eu só não queria dar as peludas porque as crianças ainda não tinham nascido etc.
    E por fim, com 34 semanas, a gestação teve que ser interrompida, porque a segunda gemelar estava em sofrimento fetal. Foram 26 dias de UTI, e durante esse tempo, ficamos na casa dos meus pais, pois passávamos o dia no hospital e a Kimi e Yumi ficavam lá. Para não ir e voltar todo dia, íamos dormir lá com elas.
    Todos os dias, chegávamos com os paninhos, cueiros, bodies que as bebês usavam na UTI e dávamos pra elas cheirarem. Fazíamos festa, dávamos petisco, para que fossem se acostumando com o cheiro das pequenas.
    No dia da alta, cheguei em casa com as bebês e depois de tudo organizado, meus pais trouxeram as cachorras.
    A Yumi, muito sossegada e assustada, não chegou muito perto… ela cheirou e saiu fora… às vezes latia quando elas se mexiam…
    A Kimi detestou a ideia.. rosnou e tentou avançar nas humanas dela. Ela é bem bravinha quando não conhece uma pessoa. Com as bebês não foi diferente.
    Começamos a aproximá-la.. dava os pés para cheirar, fazia carinho, deixava ela chegar perto quando eu estava com elas no colo… e em uma semana ela se acostumou.Depois ela começou a gostar.
    Como eu trabalhava fora, elas ficavam na creche para cães. Para não mudar a rotina delas, continuei levando, até que percebi que a Kimi não queria mais ir… se escondia e ficava perto das bebês. Aproveitei que logo a gente ia mudar pra uma casa, e acabei tirando elas da creche.
    Hoje, como você pode ver pelas fotos, a cachorrada e a criançada se dá muito bem aqui em casa. Às vezes as bebês choram e a Kimi chega perto, lambe as mãos, deita junto. A Yumi não é muito dada a carinhos, ela é mais distante. As meninas adoram as peludas. Morrem de rir quando elas se chacoalham, adoram as lambidas da Kimi (a Helena já aprendeu que se deixar a mão na boca dela, ganha lambidas!!), e estou ensinando as humanas a fazer carinho sem machucá-las…

    Gostaria que as pessoas soubessem que sim, é possivel ter cachorros e crianças, mesmo se você morar em um lugar pequeno, mesmo se você tiver dois bebês e dois cachorros.
    Tudo depende da sua vontade em continuar com seus animais e do amor que você tem. Não é exatamente fácil, porque muitas vezes elas latem quando as bebês dormem, saem arrastando fraldas de coco pela casa (aconteceu 2 vezes!! kkk), mas quando você vê o carinho que seus cães tem pelos seus humanos e vice-versa, tudo compensa.

    E principalmente, não deem ouvidos para as pessoas. Todo mundo tem um palpite, um jeito de fazer melhor, uma forma mais fácil. Mas na hora que seu bebê chorar a noite, todo mundo vai estar em casa dormindo… Então as decisões sobre a sua casa e seu filho, cabem somente aos pais.
    Uma mãe só esta feliz com todos os seus filhos juntos. A família seria incompleta se minhas filhas peludas não estivessem com a gente!

    Anexei umas fotos pra você conhecer a minha família! 🙂
    Um beijão,
    Mariana

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    Categoria: Destaques, Filhos, Finais Felizes, Guarda responsável
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