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    Conjuntivite seca em cães

    Mãe de Cachorro - Ana Corina | 9 de Abril de 2014

    Recebi da assessoria de marketing da Pet Center e achei interessante repassar.

    Este post não é um publieditorial.

    Texto: Dra. Natalie Rodrigues/Pet Center Marginal

    Narinas ressecadas, olhos vermelhos e excesso de secreção no globo ocular dos cães pode ser um sinal de conjuntivite seca

    Capaz de causar sérios danos à córnea dos animais, problema é um dos mais frequentes entre as doenças oculares que acometem cães no país; especialista da Pet Center Marginal alerta que a conjuntivite seca pode comprometer a córnea do animal perpetuamente e até levá-lo à cegueira, caso não seja tratada
    Nem sempre os cães conseguem comunicar com clareza o que sentem, quando passam a conviver com alguma dor ou incomodo físico. Por isso, a chamada ceratoconjuntivite seca, ou simplesmente conjuntivite seca, pode causar danos irreversíveis à visão dos animais, caso não seja diagnosticada a tempo. “Como aparece sem ser notada e também se desenvolve muito rápido, a doença pode comprometer perpetuamente a córnea do animal e levá-lo à cegueira se não for tratada com rapidez. Por isso, é fundamental que os donos conheçam os seus sintomas para que possam procurar um veterinário, antes que o problema ganhe maiores proporções”, diz a oftalmologista veterinária da Pet Center Marginal, Dra. Natalie Rodrigues.

    Situada entre as doenças oculares mais frequentes entre cães no país, a conjuntivite seca é provocada por uma diminuição da porção aquosa da lágrima. Isso faz com que o globo ocular fique cada vez mais seco e comece a produzir um tipo espesso de secreção que se acumula por toda a circunferência dos olhos do animal. “Nesse processo, o cão perde o brilho natural dos olhos e passa a sofrer com dores e muita coceira – o que pode agravar a situação, caso ele machuque o globo ocular com as unhas”, afirma a veterinária da Pet Center Marginal.

    Sintomas – Os sintomas iniciais da doença são muito semelhantes aos da conjuntivite humana, como olhos vermelhos, secreção ocular e coceira. Com o passar do tempo, manchas escuras aparecem na córnea do cão, as narinas ressecam e ele passa a manter o olho afetado parcialmente fechado em função do incomodo que sente por causa do problema. “Ao mínimo sinal de qualquer um desses sinais, é fundamental que o dono submeta o seu bicho de estimação a uma consulta oftalmológica. Quanto antes iniciar o tratamento, melhor para o cão”, aconselha a Dra Natalie.

    Tratamento – O tratamento da conjuntivite seca consiste na utilização de colírios para estimular a produção de lágrimas e também para substituí-las. São necessários cerca de 30 dias para que essa medicação comece a estimular a glândula lacrimal. No início do tratamento, é necessário associá-la ao uso de colírios e anti-inflamatórios. “Antes de utilizar qualquer tipo de medicação é preciso consultar um especialista para que ele avalie quais tipos de remédio ou colírio devem ser adotados de acordo com cada caso”, alerta a veterinária.

    Maior predisposição – A doença pode se manifestar em cães de todas as raças. Porém há uma maior predisposição em raças braquicefálicas, como Cocker Spaniel Americano, Buldogue Inglês, Schnauzer miniatura, Pug, Yorkshire Terrier, Pequinês, West Highland White Terrier. English Springer Spaniel. Samoyeda, Shih-tzu e Boston Terrier e em animais idosos.

    Outras causas – A conjuntivite seca não é contagiosa como a dos humanos e pode ser causada por infecções virais que atacam as glândulas lacrimais ou pela destruição imunomediada delas. Outras razões podem ser:
    · . Manifestação Congênita ou possivelmente hereditária
    · . Lesões nas glândulas lacrimais ou em sua inervação – localizada próximo à orelha
    · . Lesões na glândula da terceira pálpebra
    · . Falta de vitamina A
    · . Distúrbios endócrinos, como diabetes, hiper e hipotireoidismo
    · . Tratamentos prolongados com medicamentos a base de sulfa ou colírio de atropina
    · . Botulismo
    · . Doenças sistêmicas, como cinomose em cães e herpes vírus em gatos
    · . Doenças auto-imunes e degenerativas
    · . Atrofia por envelhecimento

    Este post não é um publieditorial.

    Categoria: Destaques, Saúde
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