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    Alimentos naturais para enriquecer a dieta de cães e gatos que comem ração

    Mãe de Cachorro - Ana Corina | 25 de março de 2014

    Dando sequência aos posts para ajudar cães e gatos que comem alimentação industrializada (rações secas ou úmidas), segue a segunda parte do texto escrito especialmente para o Mãe de Cachorro pelas queridas Sylvia Angélico e Gabriela Netto. Lembrando que as dicas abaixo servem para enriquecer a dieta de cães e gatos saudáveis e adultos. Se o seu pet possui qualquer doença ou é um animal idoso, é importante obter informações alimentares diretamente com o seu médico veterinário.


    Leia também: Como escolher uma boa ração para o meu cão?
    Texto: Sylvia Angélico, do Cachorro Verde, e Gabriela Netto, médica veterinária do Cantinho Animal (CRMV-SP:19.477)

    Como enriquecer a ração do seu animal com segurança:

    Não é nenhum segredo que a maioria das pessoas tem o hábito de acrescentar alimentos à ração de seu peludo, sem maldade; aquele famoso “franguinho sem sal, cozido na água”. Porém, sem o devido conhecimento, podemos causar desbalanços nutricionais que levarão a problemas de saúde, como alergias, obesidade e distúrbios urinários e intestinais nos pets a médio e longo prazo.
    Veja abaixo os alimentos que podem ser utilizados e os que devem ser evitados para um adequado “enriquecimento” da dieta comercial. Observação: rações de boa qualidade a rigor não necessitam de suplementação, salvo sob orientação do Médico Veterinário.
    Esqueça o cálcio. Ele é um elemento muito barato e está presente em teores mais do que adequados em todas as rações, mesmo nas mais econômicas.
    Proteína de origem animal é sempre bem-vinda na dieta de carnívoros saudáveis. Você pode acrescentar, por exemplo, uma porção (25, 50 ou 100 gramas, dependendo do porte do animal) de fígado (alimento rico em proteína, vitaminas e minerais) de galinha ou de boi à ração, uma a duas vezes por semana. Cozinhe moderadamente para não acarretar grandes perdas nutricionais, ou ofereça cru, tomando o cuidado de congelar a peça por 3 dias, para torná-la livre de parasitos.
    – O ovo também é um super alimento, fonte de proteína, gorduras, vitaminas e outros elementos benéficos a saúde. Ofereça 1 a 2 ovos de codorna ou de galinha (dependendo do porte do animal) por semana, misturado à ração ou como petisco. Pode ser oferecido cru (mais nutritivo) ou cozido.
    Carnes devem ser oferecidas com moderação. Prefira oferecer alimentos mais completos, como o fígado e os ovos sugeridos nos tópicos anteriores, mas se, preferir, adicione um pouco de carne crua ou cozida à ração de seu animal algumas vezes por semana.
    Probióticos são importantes para a adequada saúde intestinal e promoção da imunidade, eles fornecem as “boas bactérias”. Boas opções incluem Iogurte Natural (www.cachorroverde.com.br/iogurte.php), Kefir (http://pat.feldman.com.br/?p=6631) ou Estibion Plus Neem, um complemento comercial que contém diversas espécies de bactérias benéficas, além do Neem ser uma planta que ajuda a repelir pulgas e carrapatos. (http://www.lamorim.com.br/estibionplusneem.php). Tanto o Iogurte Natural quanto o Kefir podem ser oferecidos diariamente na ração do animal, de acordo com o porte do animal (1 colher de chá, de sobremesa ou de sopa).
    – Um grande promotor da saúde nos animais e nas pessoas é o alho fresco. Seu consumo diário está associado ao combate natural a vermes, pulgas, vírus, bactérias etc, além de estimular a imunidade, ajudar a prevenir tumores e a regular o colesterol e os níveis de açúcar no sangue. A questão é não exagerar na quantidade, já que o alho em excesso pode provocar anemias nos cães. Os gatos não devem receber alho, mesmo em pequenas quantidades, por serem mais suscetíveis a intoxicação. Para cães de pequeno porte, acrescente 1 lâmina (1/7) de 1 dente médio de alho picada por dia na ração; para cães de porte médio, ofereça 1/5 de 1 dente médio de alho picado; e para cães de porte grande e gigante, cerca de 1/3 a ½ dente de alho picado por dia.
    – As rações de qualidade já apresentam ácidos graxos essenciais. No entanto, existem alimentos ricos em gorduras de outros tipos que também podem beneficiar a saúde dos cães. É o caso do óleo de coco, um complemento um pouco caro (cerca de R$40,00 para 500mls), mas que estimula as defesas naturais e ajuda a manter o peso saudável. Mais informações, incluindo uma receita de como prepará-lo em casa: http://cachorroverde.com.br/site2009/?p=2424
    – Em relação aos vegetais, é preciso ter moderação. Frutas e legumes são fontes de vitaminas, fibras e são ricas em água, o que as tornam indicadas para animais acima do peso. Entretanto, devemos lembrar que as rações já apresentam um elevado teor de vegetais em sua composição e que os cães são carnívoros. Uma grande quantidade de vegetais na dieta pode desbalancear a alimentação, predispondo-os a deficiências protéicas e alterações urinárias por mudanças no pH. Para não cometer erros o ideal é que se ofereça uma pequena porção diária desses alimentos, como petisco ou lanche.
    Ossos carnudos crus são uma boa opção para manter os dentes e as gengivas limpos e saudáveis. Ofereça uma vez por semana um grande osso bovino carnudo e poroso, como a rótula (joelho), ou o osso da bacia, do peito ou uma vértebra grande. Ossos longos devem ser evitados por serem rígidos demais, o que pode favorecer fraturas nas pontas dos dentes.

    Alimentos que devem ser evitados:

    • Sementes de maçã: liberam pequenas quantidades de cianeto (um veneno) no estômago.
    • Ossos cozidos: o cozimento altera a composição molecular do colágeno ósseo, tornando o osso mais rígido, difícil de ser digerido e potencialmente perfurante.
    • Uvas e passas: alguns trabalhos científicos têm demonstrado que o consumo de pequenas porções de uvas e passas, por motivos ainda desconhecidos, tem causado danos renais em cães suscetíveis.
    • Macadâmias: podem causar transtornos locomotores nos cães.
    • Chocolate: pode desencadear distúrbios cardíacos e neurológicos.
    • Batatas cruas: contêm uma toxina chamada solamina que pode provocar problemas gastrointestinais. O cozimento anula essa substância.
    • Cebola, alimentos acebolados e papinhas de neném industrializadas salgadas: apresentam uma substância capaz de provocar anemia severa em cães e gatos.
    • Doces e alimentos preparados com farinha branca (bolos, pães, pizza, polvilho, salgadinhos): predispõem o animal ao acumulo de tártaro, à obesidade, ao diabetes, e a alergias alimentares, mesmo em pequena quantidade. São fontes de calorias vazias (poucos nutrientes).
    • Alimentos industrializados ricos em sódio (embutidos, azeitonas, amendoim, queijos amarelos etc.): podem causar retenção de líquido e problemas arteriais nos cães.
    • Leite: alguns animais são intolerantes ao açúcar do leite (lactose), apresentando diarreia e ou gases ao consumirem esse alimento.
    Texto: Sylvia Angélico, do Cachorro Verde, e Gabriela Netto, médica veterinária do Cantinho Animal (CRMV-SP:19.477)
    (texto de 25 de março de 2011)
    Categoria: Alimentação, Destaques, Gatos, Produtos pet, Ração
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    95 Comentários:

    1. evelyn sá disse:

      2 de abril de 2014 às 21:51

      Oi Ana querida

      Fiquei na duvida nas informaçoes acima. Confirme por favor:

      1- o ovo cru ou cozido é para cães e gatos?
      2- o iogurte, para cães e gatos?

      Super afeto.

      • Mãe de Cachorro – Ana Corina disse:

        3 de abril de 2014 às 08:10

        Oi Evelyn,
        os dois podem ser servidos para cães e gatos, mas os gatinhos talvez não aceitem tão bem, pois são mais difíceis de agradar. Beijo!

    Os comentários estão fechados.

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