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    Guia de raças Mãe de Cachorro: Dálmata

    Mãe de Cachorro - Ana Corina | 10 de dezembro de 2013

    dalmata

    Raça de hoje: Dálmata

    Texto: Michele Welton Tradução: Ana Corina – Todos os direitos reservados. A reprodução é expressamente proibida.

    Temperamento – O que é bom e o que é ruim sobre eles*

    Um bom dálmata é um cão confiável e praticamente um “gentleman”, embora também seja brincalhão. Um bom dálmata. O problema é que há muitos dálmatas mal cruzados/procriados e estes cães podem ter sérios problemas de temperamento. (O dálmata, como outros cães que viraram “moda”, sofre com a procriação indiscriminada e com os fabricantes de filhotes. Nota da tradutora).

    Mesmo um bom dálmata precisa de muito exercício físico e companhia. Confinamento e solidão em excesso (especialmente a falta de companhia da família humana) e pouco estímulo mental levam a raça ao tédio, à hiperatividade e aos comportamentos destrutivos.

    Este cão atlético e vigoroso é bastante resistente e tem uma herança de cães de trabalho e deve ser levado para correr, escalar, fazer trilhas ou brincar livremente em áreas cercadas e seguras com bastante regularidade.

    Atividades caninas desafiadoras, como treinamento avançado de obediência e agility (circuito com obstáculos) também são altamente recomendáveis.

    Alguns dálmatas cumprimentam estranhos com pulos entusiasmados, enquanto outros são mais reservados. Alguns podem ter instintos moderados de proteção/guarda. Infelizmente, nervosismo e/ou agressividade são encontrados em algumas linhagens (fruto da má procriação/cruzamento) e muita socialização é necessária para promover um temperamento estável.

    Geralmente bons com outros bichos da família, os dálmatas são especialmente apaixonados por cavalos. O cão dessa raça é um “pensador independente”, mas nas mãos certas é capaz de aprender e fazer qualquer coisas. Pessoas que não entendam sobre comportamento/adestramento canino acharão o dálmata um cão difícil de lidar.

    Se você quer um cão que…

    • Tenha um tamanho médio e porte atlético
    • Tenha pelagem curta e fácil de escovar
    • Precise de muito exercício físico e de interação com humanos
    • Seja geralmente educado com todos

    Um dálmata pode ser bom para você.

    Se você NÃO quer um cão que…

    • Possa ter problemas de temperamento por ter sido fruto de cruzamentos mal planejados
    • Precise de muito exercício físico
    • Pule nas pessoas, especialmente quando jovem e/ou quando não está sendo bem exercitado
    • Destrua coisas e lata em excesso ao ser deixado muito tempo sozinho
    • Possa ter problemas de agressividade ou medo por ter sido fruto de cruzamentos mal planejados ou por não ter sido bem socializado
    • Seja teimoso, precisando de um tutor que saiba lidar com ele com consistência
    • Perca muito pelo o ano inteiro
    • Tenha sérios problemas de saúde

    Um dálmata pode NÃO ser bom para você.

    Se você está pensando em adotar um Dálmata (filhote ou adulto) considere as questões abaixo seriamente:

    1. Temperamento instável: Graças ao filme “101 Dálmatas”, a raça ficou muito famosa nos anos 90 e foi procriada indiscriminadamente por fabricantes de filhotes e pessoas sem nenhum preparo, que tentaram lucrar com a popularidade da raça. Assim, mesmo dálmatas com temperamentos inadequados e sérios problemas de saúde foram usados para produzir filhotes e mais filhotes, destruindo a raça. O resultado é que ainda hoje é MUITOS dálmatas com temperamento neurótico que inclui mordidas, hiperatividade descontrolada e teimosia excessiva.
    2. Exercício físico e estímulo mental suficientes: Dálmatas PRECISAM ter oportunidades regulares para gastar energia e fazer coisas interessantes. Caso isto não aconteça, ficarão entediados e indisciplinados, o que eles geralmente demonstram latindo em excesso e com comportamentos destrutivos. Um dálmata entediado pode destruir sua casa ou quintal.
    3. Pulos: Dálmatas jovens (até perto de 2 anos de vida) pulam com muita energia e podem fazer coisas e pessoas voar pelos ares.
    4. Teimosia: Dálmatas não são Golden Retrievers. Os melhores dálmatas são cães de trabalho versáteis, capazes de aprender muitas coisas, mas eles têm temperamento forte e uma mente independente e não são fáceis de serem enrolados e nem de serem criados e treinados. Eles podem ser manipuladores e alguns são obstinados, cheios de vontade e dominantes. Você deve mostrar a eles, através da mais absoluta consistência, que realmente quer dizer o que quer que esteja pedindo/comandando.
    5. Queda de pelo constante: Dálmatas trocam de pelo uma vez por ano, por 365 dias! Em outras palavras, eles soltam muito pelo constantemente e seus pelinhos grudam por tudo, por todos os lados.
    6. Sérios problemas de saúde: Dálmatas geralmente têm um sistema urinário que é geneticamente favorável a ter sérios (e perigosos) problemas de pedras nos rins. Assim, precisam de monitoramento da dieta e da urina por toda a vida. Além disso, um terço dos dálmatas nasce surdo ou com audição em somente um ouvido. Outros problemas de saúde também são comuns.

    Adote um Dálmata adulto!

    Quando você adota um filhote, você está adquirindo potencial do que ele um dia pode se tornar.  Mas quando você adota um cão adulto, você está adquirindo o que ele já é e pode decidir se é o melhor cão para você baseado em sua rotina e realidade. Há vários dálmatas adultos que já provaram não ter as características negativas típicas da raça. Se você encontrar um cão assim, não deixe que elas preocupem você. Fique feliz que você encontrou um indivíduo atípico e aproveite!

    Salve uma vida. Adote um cão.

    *Lembrando: Estou traduzindo as descrições de temperamento das raças (que já vi disponíveis para adoção) apresentadas pela autora norte-americana Michele Welton, que obviamente leva em conta que a maior parte de seus leitores mora nos EUA e sempre tendo em mente cães dentro do padrão comportamental de cada raça. Não adianta um cão ter “cara” de uma raça, isso nem é tão difícil, um cão realmente “de raça definida” tem, mais do que qualquer outra coisa, a personalidade, o comportamento e os instintos da raça a que pertence.

    Sobre a autora: Michele Welton tem mais de 35 anos de experiência como educadora canina e tem mais de 17 livros publicados, sendo 15 deles sobre cães.

    Categoria: Guia de Raças
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