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    1º Encontro Nacional de Captura, Esterilização e Devolução de gatos e cães de rua.

    Mãe de Cachorro - Ana Corina | 16 de julho de 2013

    No dia 27 de julho acontecerá um evento MUITO legal em São Paulo sobre captura, esterilização (castração) e devolução às ruas de cães e gatos (C.E.D.). Cada realidade demanda uma postura da proteção animal e, infelizmente, no horror que ainda vivemos no Brasil, as técnicas de C.E.D. são altamente necessárias. Simplesmente não dá para recolher todos, ainda que castrando e cuidando até serem bem adotados. A técnica é mais usada com gatinhos, mas também é válida para cães.

    Entrevistei a Otávia Mello, do blog Felinos Urbanos, pois além dela estar na organização do encontro, participou de  uma capacitação sobre C.E.D. no Canadá recentemente.

    Vale lembrar que para praticar C.E.D. basta apenas boa vontade. É querer fazer algo pelos animais e botar a mão na massa, como a Otávia fez. Primeiro sozinha, depois com ajuda de outras pessoas. Mesmo pagando caro e sem ter apoio de veterinários conscientes, ela foi adiante e hoje já castrou quase 500 gatos!

    O que é C.E.D.

    O que é “C.E.D”?

    CAPTURA, ESTERILIZAÇÃO e DEVOLUÇÃO é uma técnica com mais de 30 anos de uso em países desenvolvidos. Foi a forma mais barata, rápida e humana para impedir os altos números de gatos abandonados e o número de recolhimento e eutánasias pelos centros de controle de zoonose.

    O C.E.D age na fonte do problema, utilizando-se da castração em massa como medida de controle populacional, promovendo assim uma vida mais digna e longa para gatos ferais (selvagens que não permitem aproximação humana ), ariscos ou comunitários/semi-domiciliados que vivem nas ruas.

    Como funciona?

    Ao localizarmos uma colônia (concentração de gatos ), os animais são capturados, utilizando-se armadilhas próprias para não machucar o animal, chamadas gatoeiras. Após a captura, eles são encaminhados para a clínica veterinária, onde são castrados com técnicas cirúrgicas minimamente invasivas, recebem toda a medicação necessária de amplo aspectro, também recebem uma marcação na orelha esquerda (sinalização internacional de gatos castrados em C.E.D ) e são devolvidos a seus locais de origem assim que acordam plenamente da anestesia.

    Alguns grupos também vacinam o animal contra raiva (fazemos isso no Felinos Urbanos ), doenças virais e parasitas internos ou externos. Há verdadeiros hospitais de grande porte dedicados ao C.E.D em outros paises.

    Todo o processo não leva mais de 24hr, entre capturar, esterilizar e devolver.

    Outra vantagem do C.E.D é que TODOS os animais capturados são esterilizados, desde filhotes de 2 meses de idade (castração pediátrica) até adultos de todas as idades.

    Como é feito o pós-operatório dos animais castrados?

    Não existe pós-operatorio. As fêmeas são castradas com tecnica de gancho e recebem pontos intradermicos ou absorviveis que não precisam ser retirados. Geralmente não recebem mais do que 1 ponto, o que diminui os riscos de hernia e infecções drasticamente.

    Os animais recebem todas as medicações necessárias assim que a cirurgia acaba.

    O manejo para gatos de C.E.D deve ser altamente efetivo e rapido, já que a grande maioria dos gatos beneficiados são ferais, que não permitem contato humano e são extremamente agressivos, podem até mesmo morrer do coração, por estress e se recusarem a beber e comer se forem forçados à presença humana mais do que o necessário.

    Quando estão plenamente acordados da anestesia, eles são devolvidos ao seu local de origem e se recuperam rapidamente.

    Em quase 2 anos de projeto e completando 450 gatos, nunca tivemos nenhum problema em nossas colonias monitoradas. 

    Qual a taxa de sucesso?

    Ações de C.E.D promovem um impacto imediato e a curto, médio e longo prazo em uma área urbana.

    Cada animal castrado e cuidado nunca será responsável por mais gatos naquela região. Quando você leva em consideração que uma única gatinha, que entra no cio aos 5 meses de idade, pode ser mãe de até 30 filhotes até seu primeiro ano de vida e um macho pode acasalar com todas as fêmeas que encontrar disponíveis em uma única noite, cada gato castrado faz uma enorme diferença.

    Esperamos completar 500 gatos atendidos até o final do ano, o que representa menos 20.099.945.000 de filhotes morrendo nas ruas, sob o abandono, fome e doenças.

    Menos problemas com a comunidade, já que gatos castrados não brigam, demarcam território e, sem os hormônios, tornam-se mais silenciosos e tranquilos. Menos zoonoses, já que gatos castrados raramente se envolvem em brigas e, com a vacinação, estão protegidos da raiva, por exemplo. Além disso, os gatos castrados de uma colônia continuam extremamente territorais, não permitndo que gatos inteiros (não castrados) entrem na área, fazendo assim um controle natural da população.

    A rua pode não ser o melhor lugar, mas gatos de colônias monitoradas, com água e comida disponível, podem viver uns bons anos de vida saúdavel e digna através da castração. Eles não têm culpa de estarem em situação de abandono, já que isso é resultado de nossa irresponsabilidade.

    A CAPTURA, ESTERILIZAÇÃO e DEVOLUÇÃO traz a estes animais um pouco de paz diante da situação de descaso que infligimos a eles.

    Categoria: Castração, Eventos, Gatos
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    7 Comentários:

    1. fernanda disse:

      23 de Março de 2014 às 23:46

      O que fica entendido por pós operatorio?? e a analgesia? Faz OSH e depois não recebe mais analgesia? Pós operatório não é só “tirar os pontos”, consiste no acompanhamento do paciente ATÉ a retirada dos pontos. Concordo com a idéia, mas muito cuidado com esterilização a qualquer custo.

      • Otávia Mello disse:

        24 de Março de 2014 às 12:00

        Fernanda, como foi dito acima, o C.E.D lida com gatos FERAIS, ou seja, que não tem nenhum nivel de domesticação. Você ja teve contato com algum desses animais de perto? São como mini-tigres ou leões selvagens, mas na forma de um gato. Se você os mantem em gaiolas e com a presença humana depois que eles acordam da anestesia, eles se recusam a comer e beber – podendo morrer de inanição e lipidose hepatica – e começam a se mutilar nas grades ou com mordidas, por stress.

        Uma cirurgia bem feita, com tecnica de gancho, não precisa de retorno, uma vez que é somente um micro-ponto no abdomen das femeas, com fio absorvivel e os machos sequer recebem sutura para evitar a formação de edemas. Inclusive temos em nosso projeto gatos de pessoas carentes que são devolvidos a seus donos assim que acordam, também sem nenhum dano a eles. Temos quase 700 animais que passaram pelo Felinos Urbanos atualmente e NUNCA tivemos nenhum problema, inclusive em nossas colonias, que são monitoradas. Gatos se recuperam melhor em ambiente familiar, não há necessidade de entupir o animal de remedios quando as drogas aplicadas no pós-cirurgico terão o efeito prolongado e eficaz para combater qualquer infecção.

        Lhe convido a conhecer nossa página no facebook e o trabalho que desenvolvemos e ver as fotos de nossos gatos antes e depois do processo de C.E.D, para que você possa saber mais sobre o assunto 🙂

        • fernanda disse:

          26 de Março de 2014 às 09:30

          Eu me preocupo com a analgesia, OSH é uma cirurgia bem dolorida e a chance de deiscencia da ferida por lambedura ou mesmo pelo fato de não haver repouso correto. Não entenda como uma crítica maldosa, eu gostaria mesmo de entender melhor como funciona até pra poder adaptar no trabalho que faço na minha cidade. Você tem algum artigo ou informação mais técnica e concreta sobre esse monitoramento?

          • Otávia Mello disse:

            26 de Março de 2014 às 18:00

            No Brasil o C.E.D é relativamente novo, mas é feito em outros países a mais de 30 anos. Na internet existem varios artigos em ingles sobre o assunto, inclusive estudos veterinarios. Procure por: articles trap neuter return

            Abraços!

    2. Marizete Assis Alves disse:

      17 de julho de 2013 às 18:17

      Esta notícia vou compartilhar, belíssima iniciativa. Eu já fiz muito isso no decorrer da vida tratando de animais de rua, castrava, vacinava, ficava em casa, depois de curada, eu devolvia p/ o ponto onde morava, dai monitorava e alimentava, é uma coisa de doido, mais funcionava muito bem, eu acredito que este projeto possa dar certo sim. Não dar pra ver tantos abandonos, maus tratos e pouco caso de muitas pessoas. Parabéns.

    3. Maria José Ferreira disse:

      16 de julho de 2013 às 10:50

      Maravulhosa essa iniciativa,pois trabalho em Feiras de Adoção e toda semana pegamos ninhadas e mais ninhadas de gatinhos. Custa caro para castrar,vacinar e vermifugar.Mas fazemos com dificuldade e amor.Pena que vocês não colocaram a opção de passar para o Facebook,pois lá é que estão as Gateiras e as maiores interessadas. Obrigada em nome de todos os GATINHOS!!Zezé- a que ama demais os ANIMAIS!!

    Os comentários estão fechados.

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