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    Guia de raças no Mãe de Cachorro: American Pit Bull Terrier

    Mãe de Cachorro - Ana Corina | 7 de maio de 2013

    —>Quer conhecer o verdadeiro temperamento de outras raças disponíveis para adoção? Confira o Guia de Raças Mãe de Cachorro clicando aqui.

    Raça de hoje: Pit Bull, o injustiçado!*

    Texto: Michele Welton- Tradução e adaptação: Ana Corina – Todos os direitos reservados. A reprodução é expressamente proibida.

    As pessoas geralmente ficam surpresas ao saber que este cão extremamente muscoloso, com uma presença tão confiante, seja na verdade tão amigável. Um verdadeiro Pit Bull Terrier é um cão confiável, com uma boa índole e um companheiro leal. Atlético e ágil, com ótimos reflexos, ele precisa de uma quantidade moderada de exercícios diários para manter seu esplêndido tônus muscular.

    Ter companhia é ainda mais importante e uma bem feita e constante socialização é imprescindível. Sua atitude com estranhos varia de beijos exuberantes no rosto a uma polida reserva e seus instintos de guarda podem varia de altos a nulos, com algumas linhagens tendo um temperamento mais forte do que outras.

    Sua atitude com outros cães, entretanto, é outra história. Seu passado de cão de rinha acabou deixando-o com um temperamento forte, o tipo de cão que não aceita ser desafiado por outros cães agressivos. Quando confrontado, o Pit Bull reagirá imediatamente. Embora alguns indivíduos da raça convivam pacificamente em casas cheias de outros pets, sempre há o risco de seus instintos adormecidos aflorarem em um combate mortal.

    Pit Bulls podem ser teimosos, mas ainda assim respondem bem a tutores confiantes que saibam como estabelecer e reforçar regras do comportamento esperado.

    Por culpa do prejuízo/preconceito causado pela mídia, todo American Pit Bull Terrier deve ser treinado ao menos com os comandos mais básicos de obediência e só pode sair às ruas com coleira e guia. Cada Pit Bull bem comportado, obediente e calmo visto nas ruas ajuda a contrabalançar o sentimento que foi criado contra a raça.

    Se você quer um cão que…

    • Tenha um tamanho de médio a grande
    • Que seja musculoso e que pareça poderoso
    • Que pareça imponente e agressivo, fazendo uma guarda “psicológica”, mas que geralmente não seja agressivo com humanos
    • Tenha uma pelagem fina e fácil de manter, existente em muitas cores

    Um Pit Bull pode ser bom para você.

    Se você NÃO quer…

    • Preocupar-se com possibilidade de se incomodar com aspectos legais (percepção das pessoas sobre a raça, possibilidade da raça ser banida, problemas com seguros, chances de ser processado)
    • Ter cuidado para escolher um Pit Bull equilibrado (o que hoje é mais difícil conseguir comprando do que adotando, tamanha a irresponsabilidade dos “criadores”)
    • Providenciar socialização extra e permanente e educação canina para aumentar as chances de ter um Pit equilibrado
    • Lidar com probabilidade de agressividade com outros animais
    • Bagunça e pulos em pessoas, especialmente quando jovem (até uns 2 a 3 anos de idade!)
    • Destruição por tédio
    • Lidar com um cão de temperamento forte, que requer um tutor que saiba lidar com ele.

    Um Pit Bull pode NÃO ser bom para você.

    Se você está pensando em adotar um American Pit Bull Terrier considere as questões abaixo seriamente:

    1. Temperamento instável. American Pit Bull Terriers estão por todos os lados hoje e muitos são cruzados e vendidos por pessoas que não têm a MENOR ideia de com criar cães com bom temperamento que possam integrar-se à sociedade. Educadores caninos lidam com muitos Pit Bull com perigosos transtornos de temperamento. Com essa raça, mais do que com muitas outras, é muito importante fugir dos criadores do tipo “macho” que ficam exibindo seus cães como tendo “cabeças gigantes” ou como sendo “invencíveis”. Um criador de verdade ama a raça e trabalha para seu melhoramento. O Pit Bull é um cão pacífico e deveria ser procriado para ter este traço de personalidade reforçado.
    2. Agressividade com outros animais. A maioria dos Pit Bull Terriers é agressiva com outros cães. Muitos têm instinto de caçar gatos e outros bichinhos que corram, inclusive animais maiores, como gado. Se algo der errado na criação, socialização, treinamento, educação e manejo desta raça, ela é capaz de matar ou deixar seriamente ferido um outro animal. Para manter seu Pit Bull solto no cercado com confiança, sem medo dele fugir para atacar outros animais, as cerca/muros devem ser pelo menos 2 metros de altura, com os ferros da base cimentados pra baixo do nível do solo, para evitar que ele fuja por baixo da cerca, cavando. Portões devem ter as melhores fechaduras/cadeados possíveis.
    3. Providencie socialização suficiente e permanente. A maioria dos Pit Bull Terriers  é amigável, mas alguns têm instintos de guarda e proteção contra estranhos, então precisam de uma extensa e constante socialização desde a mais tenra idade para que possam aprender a reconhecer comportamentos normais de pessoas amigas para que então possam reconhecer a diferença de alguém que represente um perigo real e que reaja fora da normalidade. Leia mais sobre o que é e como fazer socialização clicando aqui.
    4. Providencie exercício físico e estimulação mental suficientes. American Pit Bull Terriers são cães poderosos que precisam ter oportunidades regulares para gastar energia e fazer coisas interessantes. Do contrário, ficarão entediados e indisciplinados, o que geralmente vão expressar latindo em excesso e destruindo tudo em redor. Pit Bulls entediados são famosos por roer até paredes, destruir móveis e transforar um quintal em uma paisagem lunar cheia de crateras.
    5. Temperamento forte. Os melhores Pit Bulls são cães de trabalho versáteis, capazes de aprender praticamente tudo. Mas eles têm uma mente independente e pesam por si próprios, não sendo o tipo de cachorro fácil de “enrolar” e treinar. Eles podem ser manipuladores e muitos são obstinados, teimosos e dominantes e farão você provar que realmente quer que eles obedeçam. Seu treino deve ser constante, coerente e consistente.

    Adote um Pit Bull adulto!

    Quando você adota um filhote, você está adquirindo potencial do que ele um dia pode se tornar.  Mas quando você adota um cão adulto, você está adquirindo o que ele já é e pode decidir se é o melhor cão para você baseado em sua rotina e realidade. Há vários Pit Bulls adultos que já provaram não ter as características negativas típicas da raça. Se você encontrar um cão assim, não deixe que elas preocupem você. Fique feliz que você encontrou um indivíduo atípico e aproveite!

    Salve uma vida. Adote um cão.

    *Lembrando: Estou traduzindo as descrições de temperamento das raças (que já vi disponíveis para adoção) apresentadas pela autora norte-americana Michele Welton, que obviamente leva em conta que a maior parte de seus leitores mora nos EUA e sempre tendo em mente cães dentro do padrão comportamental de cada raça. Não adianta um cão ter “cara” de uma raça, isso nem é tão difícil, um cão realmente “de raça definida” tem, mais do que qualquer outra coisa, a personalidade, o comportamento e os instintos da raça a que pertence.

    Sobre a autora: Michele Welton tem mais de 35 anos de experiência como educadora canina e tem mais de 17 livros publicados, sendo 15 deles sobre cães.

    Categoria: Guia de Raças
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    12 Comentários:

    1. Zaira Bruna disse:

      4 de abril de 2014 às 09:12

      Olá!
      Estava lendo a matéria sobre guia de raças para tentar tirar uma dúvida. A alguns meses ganhei da minha cunhada uma filhotinha branca de manchinhas claras nas costas, linda de nariz rosa e olhos azuis (que depois ficaram verdes). No começo pensamos que era pit bull, mas como ela não sabia dizer qual era a raça, só que era uma raça que a família criava a muito tempo e que era uma raça de caça, ficamos na dúvida. Ela (Maiev) parecia muito um pit quando mais nova, mas agora com quatro meses notamos que ela está ficando mais alta e magra, com o focinho um pouco mais comprido. Minha cunhada disse que todos os filhotes da ninhada são assim e que os pais são do mesmo jeito. Acredito que possa ser uma mistura de raças, mas fico preocupada com quais. Já tinha uma poodle, uma pincher e duas gatas. As cinco brincam o dia inteiro e ela é super dócil, tanto com as outras quanto com outras pessoas(inclusive crianças). Seu único ponto negativo é a destruição… Ela destroi coisas por esporte quando está sozinha…

      Então gente, alguém tem alguma ideia com o que estou lidando? Ela é um amor, mas e se ela se tornar mais agressiva a medida que cresce? E se as brincadeiras ficarem mais pesadas?

      • Mãe de Cachorro – Ana Corina disse:

        5 de abril de 2014 às 22:06

        Oi, Zaira,

        não importa a raça, querida. O que precisas é dar MUITO exercício, oportunidades pra ela usar a inteligência, ensinares comandos para ela achar que está “trabalhando” etc. Todo cachorro precisa disso muito mais do que de várias outras coisas que as pessoas costumam dar, como banho toda hora, mil brinquedos inúteis, roupinhas etc.

        NENHUM cachorro destrói nada por esporte e sim por TÉDIO. Leia as raças no Guia de Raças que você acha que ela pode ter mistura, mas mais como um parâmetro sobre como educar um cão. A Série Filhotes também pode te ajudar bastante> http://www.maedecachorro.com.br/2010/08/serie-filhotes-no-mae-de-cachorro-%E2%80%93-indice-dos-posts.html

        Leia sempre os textos e também os comentários, ok?

    2. erismar disse:

      22 de fevereiro de 2014 às 04:28

      ola galera sou um amante da raça pitbull,tenho um red nose que se chama Thor,meu filhão dócil amoroso,quando ele tinha aproximadamente 1 ano de idade,minha esposa adotou um poodle,no começo pensei que iria dar certo,mas os dois se tornaram grandes amigos ate as fugas são em dupla,fico triste quando ouço comentários ruins a respeito dessa raça,quando isso acontece é por que a pessoa formou uma opnião enraizada em comentários de alguns ou é algum criador inexperiente que se frustou no adestramento do cão.
      meu cachorro nunca atacou ninguém,com um simples comando de não ele obedece,não sou adestrador,apenas me informei a respeito da raça e procurei conheçe-la a fundo antes possuir.
      obrigado galerinha

    3. wanderlea disse:

      27 de julho de 2013 às 13:15

      Ola!
      Olha eu tenho um pitbuul rednose e quando eu ganhei ele ja estava com tres meses,emfim eu adotei ele e ja tinha um shitzumacontece que ele foi criado com meu shitzu e depois que ele completo um ano ele começou a atacar meu cachorrinho tinhamos que viver cuidando e varias vezes tiramos ele da boca do meu pitbull.
      Tanto que no ultimo ataque meu shitzu veio a morrer, e eu hoje nao posso ter nehuym cachorro que ele quer ataca, criei ele com muito amor e nao entendo o porque dele nao gosta de outros cachorros e crianças fico triste porque varias vezes ja me passou pela cabeça me desfazer dele.

      • Mãe de Cachorro – Ana Corina disse:

        30 de julho de 2013 às 15:58

        🙁 poxa, wanderlea, sinto MUITO.
        olha, agora que o pior já aconteceu, fique com ele como filho único até o final da vida. não desista dele…

    4. Fabio disse:

      6 de junho de 2013 às 17:25

      Desculpe me entrometer na saudavel discução mas me senti obrigado a colocar minha opinião.
      A descrição sobre a raça tá muito precisa e exagerada sim quanto a violencia dos pits. Já tive 3 de linhagens completamente distintas e me surpreendi com eles.
      São cães extremamente inteligentes, doceis e companheiros. Eles possuem um instinto de proteção muito apurado, tive várias situações com minha ultima “filha” a Kyara que me fizeram pensar assim. Esta cachorra só não falava, digo falava por que faleceu no ano passado, e discordo da Mona quando disse que a Pandora é a criatura mais doce do planeta. Você não conheceu a Kyara, uma cachorra que eu conversava como com qualquer pessoa e qualquer coisa que pedisse ela fazia. Poderia escrever um livro com as provações que tive com esta raça mas não é o caso aqui. Gostaria de relatar minha experiencia. Os pits tem sim um instinto de caça, proteção e não suportam serem provocados, com isso realmente devemos nos preocupar e acompanhar nossos cães para que não ocorrera incidentes. Mas a agressividade neles não existe. A “agressividade” divulgada está relacionada e confundida com a força deles. Imagine só se o poodle tivesse o tamanho e a força do pitbull… Ou o Pinscher… Provavelmente seriam os mais ferozes e perigosos predadores entre os caninos, não acham? Lí uma matéria com um relato de um cirurgião plastico dizendo que a maior incidencia de cirurgias re-construtivas por mordida de cachorros em crianças, foram por ataques de poodles. Acredito sim devemos orientar as pessoas quanto ao comportamento das raças para que possam escolher seus companheiros, mas por favor não condenem nenhuma raça por relatos dos outros, existem muitas pessoas ignorantes que não querem um cãozinho companheiro mais sim um animal de luta e violento para se auto afirmar. Qualquer raça bem treinada pode ficar violento, até mesmo a raça humana. E tambem qualquer raça pode te devolver amor e carinho se assim você lhe tratar, até mesmo um tigre.
      Um abraço a todos e amem seus cães que saberão retribui-los.
      Fabio

    5. Mãe de Cachorro – Ana Corina disse:

      21 de maio de 2013 às 11:19

      Oi Mona,
      sim, é necessário, em casos em que vidas podem estar em risco, nivelar pra cima.
      Adorei seu comentário, ele é 100% pertinente!
      Só temos que tomar cuidado em não rotular raças como “perigosas”. Beijo!

    6. Mona disse:

      21 de maio de 2013 às 11:14

      Carolina, essa tendência está até na DESCRIÇÃO da raça…

      http://www.cbkc.org/padroes/pdf/grupo11/americanpitbull.pdf

    7. Mona disse:

      21 de maio de 2013 às 11:12

      Carolina e Ana,
      Não creio que a autora “pecou pelo excesso” não. Assim como qualquer raça, todo exemplar é único, podendo haver exceções.
      Porém, os pitbulls, assim como todo terrier, ainda mais se for dominante, terá sim que ser educado se quiser conviver com outros cães. O recado deve ser triplicado se o cão for outro terrier, seja ele um schnauzaer, como lá em casa, ou um outro terrier maior.
      No caso dos pitbulls, o gameness alto, pode fazer com que ele ataque, qualquer coisa menor que ele que se mova, ou apenas outros cães, mas na maioria das vezes se manifesta apenas cães do mesmo sexo. Tudo vai depender da socialização e educação feita pelo tutor do cão.
      A minha por mais que tenha colegas pitbulls na rua, que se dê super bem com meu schnauzer e o meu novo pitbull, ela só aceita cães machos!
      Ainda assim depois de 2 meses de adestramento e socialização… (ela foi adotada adulta)
      Quando se cria um pitbull, desde filhote, em meio à diversos cães, pode não haver essa necessidade. Mas como nós divulgamos e queremos a adoção de animais adultos, etc, temos sim que ressaltar esses pontos, que eu tenho como sendo de extrema importância. Devido ao tamanho e à proporção dos possíveis prejuízos, melhor sim prevenir.

    8. Carolina disse:

      9 de maio de 2013 às 16:54

      Ana Corina, você sabe se existe algum estudo ou pesquisa que comprove que a maioria dos pit bulls é agressiva com outros cães?

      • Mãe de Cachorro – Ana Corina disse:

        12 de maio de 2013 às 18:48

        Oi Carolina, não sei, acho que é mais constatação dos educadores caninos (no caso da autora do artigo que traduzi). E brigar “até o fim” na verdade é características dos terriers em geral, até dos pequenos, como o yorkshire, por exemplo. Meu Shoyo é TERRÍVEL, já atacou amiguinhos e não solta. A sorte é que é pequeno e fácil de separar. Mas há pits que convivem com outros animais uma vida inteira sem problema algum, só que no caso do texto, a autora é obrigada a mencionar e peca pelo excesso na generalização desta característica…

    9. Mona disse:

      8 de maio de 2013 às 10:51

      Oi Ana… Até que enfim! ebaaa… Minha pitbull resgatada e adotada adulta tem ÓTIMO temperamento, é a coisa mais companheira, linda e dócil que existe. Passei um trabalhinho para socializar ela com meu mini zoo, mas deu tudo certo, outros dogs (desde que machos), gatos (desde que não se comportem como caça, correndo obviamente) e ratos vivendo em perfeita harmonia. Ela ainda tem o gameness alto, precisa ser conduzida na guia e ter alguém que a domine pois se outro cão latir pra ela, sim, ela encara a briga! Mas se criado dentro dos padrões de posse responsável, sendo socializado, e etc, ela é um cão excelente. Tem inclusive outros amigos pitbulls com quem levo ela pra brincar às vezes. A paixão foi tanta que adotamos um macho pitbull, dessa vez um filhote, de linhagem tão ou mais dócil que da minha adotada.
      Minha família e amigos tinham preconceito com a raça… Mas tudo passou ao conhecerem minha Pandora. Ela é a criatura mais doce e fofa, e amável desse planeta! Virou o xodó da clínica veterinária.
      Sua pelagem branca requer MUITOS cuidados… seria bom falar disso depois, predisposição para câncer, sarna demodécica, alergias etc.
      mas eu <3 de paixão. Bjks Amei!

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