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    A receita para o cão perfeito: socialização!

    Mãe de Cachorro - Ana Corina | 8 de abril de 2013

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    Assim como sempre digo que “quem ama, castra”, digo também que “quem ama, educa”. E educar um cão passa por socializá-lo corretamente. Fico a.p.a.v.o.r.a.d.a. quando alguém me diz que tem um cachorro que nunca sai de casa. Cães precisam interagir, ser expostos a tudo e a todos, enfim, viver!

    E viver passa por conviver em sociedade com equilíbrio e boa educação. Praticamente todos os pedidos de socorro que recebo relacionados a “adestramento” acontecem por culpa dos humanos envolvidos e de sua quase absoluta falta de conhecimento sobre comportamento canino e suas necessidades especiais. Se você quer conviver com um cão psicologicamente saudável, precisa estudar e conhecer princípios básicos de comportamento canino, não há outro modo. A socialização é o mais importante de todos. Mais um texto exclusivo da Emmanuelle Moraes para o Mãe de Cachorro. Boa leitura!

    Outros textos da Emmanuelle no blog: http://www.maedecachorro.com.br/category/emmanuelle-moraes

    Existe uma regra de ouro na educação canina, chama-se: SOCIALIZAÇÃO. Invistam em socialização!

    Normalmente, as pessoas querem saber como melhorar o comportamento do seu cão, como resolver certo problema, ou como educá-lo corretamente diante de determinada situação. O ideal não é trabalhar na resolução de problemas comportamentais, mas na prevenção. Se desejar que a relação com o seu cão seja como sempre sonhou, terá que prepará-lo para isto.

    Por muito tempo, associou-se a ideia de que para se ter um bom cachorro era necessário adestrá-lo. O animal poderia ser enviado a uma “escola” ou ser treinado por um adestrador e, ao fim, ambos iriam entregá-lo “pronto” com os “comandos de adestramento”. A ideia era quase como ter um “robô programado”.

    O adestramento tradicional ocupou-se de ensinar os famosos “comandos” ao cão. Ensiná-lo a andar junto do condutor, a “dar a pata”, a rolar, a fingir estar morto e à usual posição de “cumprimentar”, sempre foram o “carro chefe” deste método. Obediência aos comandos era a meta!

    Tudo isto pouco adianta na prática e muitos tutores que já submeteram seus cães a este tipo de adestramento não atingiram o objetivo almejado. É fato que quando possuem treinamento de obediência o manejo é facilitado. Porém, um cão adestrado não é garantia de que saberá se comportar bem em situações que não fazem parte da sua rotina. Ao avistar outro cão na rua ou quando retirado do ambiente em que vive, comportamentos indesejados, como reação a outros cães e pessoas, medos, e não obediência são, novamente, apresentados pelo cão.

    Muito mais importante para o dia a dia do cão doméstico é a socialização. Trabalhar o temperamento do seu cão será muito mais útil do que ele apenas saber exercícios de adestramento, mas não conseguir se relacionar com pessoas e outros cães. Se você pretende ter um cão que te acompanhe para todos os lugares e que ainda se relacione bem com pessoas e outros cães terá que prepará-lo para isto. Socialize-o!

    Mas o que é Socialização de cães?

    É o processo de preparar o animal para o convívio com o grupo e a sociedade. Este período de desenvolvimento do filhote é o mais importante e responsável pela estrutura do comportamento do cão por toda a sua vida. Reside neste curto espaço de tempo a oportunidade de construir um cão equilibrado e preparado para o convívio na sociedade humana.

    Entretanto, entre a 8° e a 12° semana de vida do cão, tem-se o período crítico ou período máximo de socialização e embora esta seja a fase mais importante, é também a mais crítica, posto que o animal fica suscetível a traumas quando exposto de forma errada, criando desta forma associações negativas aos estímulos experimentados.

    Como os filhotes chegam (ou deveriam chegar) à casa dos novos tutores com dois meses, a fase crucial do processo de socialização dos cães dá-se no novo lar. Embora ele ainda não tenha todas as vacinas que permitam que saia à rua, existem medidas que podem ser adotadas para socializar o seu cãozinho ainda nesta fase. Como exemplo, algumas delas:

    · Passeie com o cãozinho de carro ou no colo. Desta forma, mesmo que indiretamente, ele passará a ter contato com sons, cheiros e situações que não conhecia sem ser ficar suscetível a pegar doenças,

    · Convide pessoas (homens, mulheres e crianças, de todos os tipos, etnias e idades possíveis – com barba, sem, com bengala, sem bengala, agitadas, calmas, com capacete, sem capacete etc. ) para vir conhecer o seu filhote em sua casa,

    · Ensine o seu cão a ser manuseado, examinado e tocado em todas as partes do seu corpo,

    · Ensine o seu cão a gostar de ser abraçado por você e outras pessoas,

    · Prepare o filhote para sons variados, texturas, e ambientes.

    Lembrem-se de que todas essas “apresentações” devem ser feitas de forma positiva, ou seja, agradável. Estas são apenas algumas dicas de como pode aproveitar o período em que o seu cão ainda não pode sair à rua. Como trata-se de um período crítico, as apresentações devem ser orientadas por um profissional, de forma a evitar que traumas sejam inseridos decorrente de exposições indevidas e de forma não gradual. Por exemplo: se um cão for bem apresentação a uma pessoa usando um capacete ou uma bengala/pau, não terá medo, para o caso de no futuro precisar reagir para te defender de um assalto, assim como não ficará agressivo caso você receba um amigo em casa que venha de moto, que esteja com algo nas mãos etc.

    Antes de escolher um novo cão, atente para dois importantes critérios:

    · Se optar por comprar um cachorro, escolha um criador responsável e que tenha a ninhada dentro de casa e não em canis. Desta forma, garantirá que os filhotes desde o nascimento estejam em contato com o ambiente doméstico e acostumados a sons, cheiros e à presença de humanos.

    · Filhotes – adotados ou comprados – só devem sair do convívio com a mãe e os irmãos após os dois meses de idade. Existem uma série de coisas que os cães precisam vivenciar junto a eles até esta fase. Normalmente, os “criadores de fundo de quintal” vendem os cães o quanto antes para minimizar despesas e também por não terem conhecimento acerca de comportamento canino. Fuja deles! Uma das coisas que os filhotes aprendem nesta fase é a não morder com força, uma das maiores reclamações das pessoas na fase da troca de dentes, por exemplo.

    Logo que o seu cãozinho tenha as vacinas completas, inscrevam-se com eles em aulas de educação canina para filhotes e deliciem-se em aprender sobre o comportamento canino, sobre como educar o seu cão e como presenciar uma verdadeira “farra”, que é o que acontece em tais aulas. Além disto, o profissional os orientará acerca de como proceder no processo de socialização.

    Mesmo tendo tomado todas estas medidas preventivas, tenha em mente que a socialização é um processo para toda a vida. Se desejar que o seu cão frequente lugares públicos com você e se não quiser passar vergonha, preparem-no para tanto. Como?

    Passeie! Ande muito com o seu cão e sempre por lugares diferentes. Vá com ele a cafés, sorveterias, praças, à casas de amigos, pet shops etc.

    Para que se comporte bem em lugares distintos o cão tem que ser exposto e treinado nestes locais com frequência.

    Invista em aulas de educação canina em grupo. São nelas que irão aprender a educar o seu cão e, de quebra, a socializá-lo a outros cães, pessoas e lugares. É fundamental que tenha orientação de como proceder no processo que estamos falando, pois as experiências devem ser positivas e jamais traumáticas.

    Quando tiver a orientação adequada, pratique! Pratique muito!

    Privar o cão do convívio social é a receita inversa do tema central deste texto. É a receita para o fracasso e a certeza de muita dor de cabeça, além de baixa qualidade de vida para ele.

    Os tutores e cães que começam o processo educacional e de socialização na fase correta, experimentam maior facilidade e alcançam os objetivos mais rápidos. Para os que perderam a fase ideal de começar este processo, resta a socialização remediável ou tardia. Mesmo assim, melhoras significativas são possíveis de serem alcançadas. Levará mais tempo, demandará mais trabalho, mas é totalmente possível. Para todo este processo, seja na fase correta ou tardia, a orientação profissional é fundamental. É preciso saber o que está sendo feito e o que deve ser feito para que não se dê “um tiro nos pés”.

    Cães sociáveis são aceitos em muitos lugares e mudam a visão de muitas pessoas que associam cães a um animal perigoso. É o melhor argumento para convencer, por exemplo, o farmacêutico em permitir que o teu cão entre com você na farmácia para realizar a compra. Além disto, conviver com um cão educado e sociável é prazeroso e não frustrante. Socialize o seu cão!

    Emmanuelle Moraes

    Educação Canina

    (48) 9995 – 0144 (Florianópolis/SC)

    (66) 8124 – 0955 (Rondonópolis/MT)

    www.educadoracanina.com.br

    Facebook: Educadora Canina – Emmanuelle Moraes

    Categoria: Adestramento, Emmanuelle Moraes, Socialização
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    5 Comentários:

    1. Emmanuelle Moraes Educadora Canina disse:

      12 de abril de 2013 às 22:40

      Parabéns a você Estela, por ser uma Mãe de Cachorro dedicada em atender as necessidades da sua filha Polaca, e eu fico muito feliz em tê-las presente nas aulas da Classe!
      Parabéns Bianca! Espero que mais tutores despertem para a importância da socialização!

    2. estela disse:

      11 de abril de 2013 às 19:03

      Parabens Emmanuelle! Eu e a Polaquinha, minha dog, adoramos as aulas de socializaÇao! Super recomendo! Todos os tutores deveriam ler este texto!!

    3. Marina disse:

      9 de abril de 2013 às 11:52

      Pois é…eu achei que tinha feito tudo direitinho…saia com a Judith…pra conviver gente e outros animais.Mas não adiantou muito…ela é medrosa, late pra tudo e pra todos…

      • Mãe de Cachorro – Ana Corina disse:

        14 de abril de 2013 às 15:17

        Marina, pode ser que ela tenha sofrido algum trauma em uma das fases do medo. E provavelmente agora vc esteja reforçando o medo e os latidos. Qdo ela late vc IGNORA? Tente ignorar totalmente. Leia os posts sobre latidos excessivos aqui no blog e os comentários também, por favor. http://www.maedecachorro.com.br/category/latidos

    4. Bianca disse:

      8 de abril de 2013 às 12:52

      Isso é MUITO importante!
      É uma das coisas que mais damos atenção para a nossa filhota Paçoca!
      Nós apresentamos ela para todo tipo de gente e animal, claro, tomando cuidado!
      Acho isso tão importante também para a inteligência do animal, conhecer gente diferente, cheiros etc…
      Eles adoram!

      Ana, te mandei um email! Leio seu blog todo dia mas é a primeira vez que resolvo me comunicar! rsrs
      Adoro este espaço!

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