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    O uso de cães nas guerras dos Estados Unidos da América (+ um vídeo lindo)!

    Mãe de Cachorro - Ana Corina | 3 de setembro de 2012

    “Duke” está fora para servir o Exército. Propaganda para incentivas as pessoas a aliastar seus cães na Segunda Grande Guerra.

    Lembram que andei pelos Estados Unidos em abril do ano passado? Pois descobri um Museu dos Cães de Guerra na Califórnia e o visitei. Ele é pequeno e fica dentro de um museu da base aérea em Camp Pendleton, mas há na entrada um memorial que vocês podem ver nas fotos que ilustram este post e que vai recebendo novos “tijolos-homenagem” ao longo do tempo (botei a foto de um deles aqui).

    Por meses não consegui tocar no assunto com vocês por um único motivo: dói demais. É que fiquei um longo tempo por lá, assistindo aos vídeos que passam sem parar em uma pequena TV no museu e foi frustrante ouvir o que nenhuma pessoa que ama os cães gosta de saber que existe: para o exército norte-americano (e provavelmente para todos os exércitos e polícias no mundo) os cães são meros INSTRUMENTOS DE TRABALHO! Valem o mesmo que armas, capacetes, aviões! Bem, dependendo de quanto custar o objeto comparativo em questão, valem menos, na verdade…

    Mas a Tati Lee me mandou o lindo vídeo que segue no fim deste texto, mostrando cães recebendo militares que voltam da guerra e acabei lembrando de algo que fica claro para quem visita o Museu e assiste aos vídeos: os soldados AMAM os cães e sofrem muito ao ter que deixá-los para trás quando voltam para casa. E é por estas pessoas que este post existe. Por que também aprendi nos mesmos vídeos que existe um movimento que tenta mudar esta realidade e dar aos cães o direito de retornar para adoção após servirem às forças armadas.

    Resumindo pra vocês: quem inventou de fazer um exército canino para ajudar os norte-americanos em suas guerras foi uma criadora de cães! Ela precisou suar a camisa para convencer a turma das guerras a aceitar os peludos, mas conseguiu e depois ainda virou autoridade no assunto, estando presente na profissionalização dos exércitos caninos mais tarde. No ínício não eram cães criados e treinados para este fim, mas animais de cidadãos comuns, que alistavam seus peludos para servir à pátria (ai, que eu não mandava os meus nem pagando, mas tudo bem!) durante a Segunda Guerra Mundial. Os animais que sobreviveram foram devolvidos a suas famílias e nenhum deles teve problemas para se readaptar à vida de “civil”.

    No Vietnã o único cão que retornou aos Estados Unidos – e que recebeu medalha de herói que depois foi retirada porque sempre tem a turma de babacas pra dizer que um cachorro não pode ganhar medalha – foi o Nemo, um pastor alemão que foi ferido em combate ao salvar a vida do soldado responsável por ele, durante uma emboscada dos vietcongues. Mesmo ferido gravemente (tanto que depois perdeu um olho) Nemo defendeu o militar e o acompamento e graças a ele o ataque inimigo fracassou. Mas apesar de ter sido aposentado com honras, Nemo numa teve uma família e viveu o resto da vida em um canil militar, onde morreu com 10 anos.

    Quando a guerra acabou os cães foram simplesmente ABANDONADOS no Vietnã. Simples assim…

    Ao longo das guerras o papel fundamental dos cães ao salvar e defender a humanidade tem sido mais e mais utlizado, mas sempre nas condições de animal explorado, por que é muito fácil usar o papo de que eles são imprescindíveis, baratos e heróicos, mas não é natural mandar um animal à guerra e fim de papo. Eles deixam-se treinar, obedecem e cumprem missões por serem seres maravilhosos, não por compartilharem de ideologias e ódios humanos.

    Achei até uma yorkshire heroína da Segunda Guerra Mundial, a Smoky, usada para levar correspondências pra cima e pra baixo e até para passar fios subterrâneos em túneis! A linda ainda atacava de cadela terapeuta, entretendo os militares feridos nos hospitais! Felizmente ela voltou para os Estados Unidos, para uma vida civil (pois era da época dos exércitos caninos não organizados e criados para este fim), morrendo aos 14 aninhos de vida.

    Seguem o vídeo lindo e as fotos da minha visita.

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    Categoria: Animais e nós, Viagens, Vídeos
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    8 Comentários:

    1. Ivelise Barssotti disse:

      9 de setembro de 2012 às 15:30

      Ana, que BACANA esse post, o vídeo, tudo..apesar dos pesares, como os cães eram e sim, ainda são vistos por muitos, (não só nas forças armadas), apesar disso tudo essa visita deve ter sido incrível! Adorei o post, vc ter compartilhado conosco essa descoberta! Beijos no seu coração….

    2. Tania Regina Scaquetti disse:

      4 de setembro de 2012 às 11:15

      Ah Ana Corina, mesmo sendo um vídeo feliz, minhas lágrimas rolaram, ao ver a alegria desses peludos, muito lindo, obrigada por nos mostrar algo tão gratificante.Beijos

    3. Tania Regina Scaquetti disse:

      4 de setembro de 2012 às 11:07

      Parabéns, muito interessante, na verdade não sabia que os cães haviam sido usados na guerra, muito triste a situação dos animais, infelizmente eles são sempre usados e explorados pelos homens, eu também jamais alistaria o meu para servir em uma guerra. sabe o que mais me impressionou, e que eles foram deixados para trás com o fim da guerra, como se fossem algo material realmente o ser humano e muito desumano e insensível, não tem compaixão, o cão jamais abandonaria o soldado. Eu acredito que os animais tem mais sentimentos que os humanos.

    4. Malu disse:

      27 de novembro de 2011 às 19:20

      Eu também tenho uma gatinha cega de nascimento, de nome Meg e creiam que ela é tão normal quando a outra no dia a dia com suas brincadeiras As duas foram recolhidas nas ruas e agradeço sempre a Deus por ter me dado um ser tão especial de presente. .
      Quem tiver curiosidade pode vê-la no seu blog
      http://www.pousadadeanimais.blogspot.com/

    5. Cibele Almeida disse:

      26 de novembro de 2011 às 18:43

      Lindo vídeo! Eu amo cada vez mais esses bichinhos!

    6. Myriam disse:

      18 de novembro de 2011 às 12:24

      Adorei o post, pois abre a nossa mente para o que achamos ser digno e na verdade não é. Fico triste em ver essas coisas, mas o vídeo sem dúvida compensou, pois foi de uma paixão inigualável.
      Amei.
      Super beijo.

    7. Isa disse:

      18 de novembro de 2011 às 08:55

      Eu chorei tanto qdo vi as fotos dos nossos peludos que já estão na porta do arco iris, eu queria que todos amassem os animais como eu amo! LINDO,LINDO O TRABALHO DE VCS, DEUS ABENÇÕE SEMPRE!

    Os comentários estão fechados.

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