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    Dúvida do leitor: Fui vítima de um péssimo adestrador e meu cão ficou agressivo. E agora?

    Mãe de Cachorro - Ana Corina | 18 de setembro de 2012

    A dúvida da leitora Débora Müller é bem grande, mas graças ao relato detalhado a querida Emmanuelle Moraes, do blog Educação Canina, conseguiu ser bem precisa na resposta (que prontamente enviei à Débora).

    Relutei um pouco em publicar a pergunta na íntegra com medo de vocês não lerem tudo, mas o material está bem rico, então segue tudo como recebi, pergunta e resposta. Leiam tudo com atenção, pois vale a pena!

    Olá, achei seu blog ao procurar dicas de adestramento, e me encantei com o texto sobre dominancia, pois tenho uma cadela que é uma mistura de pastor alemao com holandes, de 3 anos que tem sérios problemas de comportamento, e todos os adestradores que ja contratei com que conversei, falam sobre ela ser dominante, e ate hoje NINGUEM conseguiu nos ensinar a mudar o comportamento ruim que ela apresenta. Gostaria muito de poder passar a vc e sua equipe a situação que passo com a minha cadelinha, pois eu a amo muito, mas ela tem problemas terriveis de comportamento…mas nao consigo desistir de pesquisar a tentar novas tecnicas para ajudá-la. Ja passamos por 3 adestradores, ja comprei todos os tipos de coleiras, livros… tudo! nada funciona com ela. Voces se interessam em saber qual a situação dela para de repente, tentar me ajudar? vejo q vcs tem uma visao diferente da dos outros adestradores em geral, por isso me interesso muito em saber a sua opiniao.

    Então, a situação é a seguinte: Eu comprei ela com 45 dias de uma pessoa que se diz adestrador, aqui na minha cidade. E quando fez 4 meses pensei em adestrá-la, pois ela é um cão pastor e cresceria, e temos uma criança em casa, e eu queria um cão calmo e obediente. Daí contratei o mesmo rapaz que me vendeu a cadelinha. As instruções dele foram : mantê-la no canil o máximo de tempo possível, não passear com ela, e não fazer muito carinho. Como na época não entendia nada de adestramento, tentei cumprir o que ele me pediu. Mas não fazia direito, porque nao suportava mantê-la presa e nao poder fazer carinho nela. Mas não passeava com ela. Até que certo dia, resolvi sair com ela, mesmo ele nao recomendando, e ela quando viu o primeiro cachorro que apareceu, simplesmente ficou maluca! Latiu, puxou a guia com muita força, me arrastando pela rua. Fiquei espantada com a reação dela, nunca tinha visto nada parecido. Liguei para o adestrador e relatei a situação, ele disse que era problema de liderança, que eu não era lider dela. Até que certo dia ele me permitiu participar do adestramento com ele, e ela fez a mesma coisa. Ele fez um “cabo-de-guerra” com ela, pois quando ela via um cão, simplesmente ignorava qualquer comando e puxava a guia em direção ao cão (tudo isso num escândalo, com latidos, rosnados…), e ela também nao obedeceu a ele. Daí, o “adestrador” simplesmente desapareceu! Nunca mais deu notícias! E eu fiquei com uma cachorra que não pode sair na rua. Daí comecei a pesquisar. Cheguei a contratar uma adestradora que me ajudou em algumas coisas. De inicio ela tmb pensava ser questão de liderança, mas ao conhecer melhor a mim e como eu lido com a Tereza (minha cadelinha), percebeu que Tereza me obedece sim, e dentro de casa se comporta super bem com todos, é dócil e carinhosa (inclusive com a cadelinha da minha irmã, elas dormem juntas, as vezes na mesma caminha)

    Pesquisei muito! Li sobre tudo, já gastei fortunas com livros, coleiras, já conversei com milhares de pessoas… já tentei de tudo mesmo. Nos ultimos tempos, tenho tentado fazer com que ela se distraia ao ver outros cães, utilizo o clicker para recompensá-la, e em alguma situações ela acaba até ignorando o cão (quando ele está preso no quintal de alguma casa). Mas a situação se torna catastrófica se o cão estiver solto e vier em nossa direção. Ela ignora aos comandos, e fica difícil quando o cão está solto, pq nao posso controlar a situação.

    Penso ser um problema de socialização (que nao foi feita com o primeiro “adestrador”), e acho que ele utilizou algum tipo de punição violenta com ela. Assim que ele desapareceu, e eu fiquei por conta, quando ia sair com ela e passava pela porta da frente, ela ja ficava tensa. Dava pra ver nitidamente a mudança de comportamento dela (mesmo sem nenhum cão por perto), daih tentei brincar com ela e fazê-la relaxar na rua. Hoje ela fica calma quando saímos, nada comparado ao estresse que demonstrava a tempos atrás, mas infelizmente, o comportamento diante de outros cães, pouco mudou. Ela ainda fica muito agitada, late muito, e ignora qualquer comando. Mas apesar disso tudo, não parece ser agressiva, pois em alguma situações, pude me aproximar de outros cães e ela não os mordeu, apenas os cheirou. Ela nunca mordeu ninguem! Nem cão nem pessoa.
    Não consigo desistir dela, ela é muito inteligente, muito querida e dócil. Minha sobrinha de 4 anos, sobe em cima dela… brinca com ela, sem o menor problema!
    Gostaria de saber se vocês tem alguma dica para que eu possa aplicar com ela!
    Todas as dicas de liderança eu sigo… ela dorme na cama dela, na rua. Só come depois de toda família, não permito que ela passe primeiro que eu em passagens, portas, escadas, ela não sobe em sofás… permite que eu, ou qualquer pessoa da minha familia toque na sua comida, quando vou por a comida para ela, peço que sente, e espere, ela só come ao meu comando.
    Por isso penso, ter acontecido algo de ruim enquanto ela adestrava com o rapaz, na presença de outros cães….
    Então, como vi que vocês pensam diferente da maioria dos adestradores, penso que talvez, possam me indicar um caminho diferente. uma nova dica… uma nova tática…
    Agradeço desde já a atenção de vocês!

    Segue a resposta da Emmanuelle:

    EXCLUSIVO: Oi Débora!
    Gostei muito da oportunidade em poder responder esta dúvida de leitor do Blog, pois o tema além de muito polêmico entre os colegas de profissão também pode contribuir para muitos erros em relação à compreensão do comportamento canino e poder esclarecer esse assunto poderá ajudar a muitos tutores de cães.

    Antes de começar a responder a sua dúvida quero parabenizá-la por não ter desistido da sua cadela e também por mesmo tendo procurado ajuda “profissional”, ter usado do bom senso para discernir entre o que é certo e o que não é, e mais, por ter ido pesquisar sobre o seu caso e continuar procurando ajuda já que identificou que a sua cadela, na verdade, não é nenhum “bicho papão”. Parabéns!

    Está certa quando, no final do seu relato, diz que: “penso ser um problema de socialização“.
    Os cães devem permanecer juntos à mãe e à ninhada até completarem os dois meses de idade, no mínimo, já que nesta fase irão aprender muitas coisas importantes com o convívio com a família canina, como um exemplo, inibição de mordida (ter controle da intensidade da mordida). Infelizmente a maioria dos criadores os vendem antes para minimizar o trabalho que a ninhada lhes causa.

    É um absurdo que o “profissional” a tenha orientado para manter a cadela presa no canil a maior parte do tempo e a não dar muito carinho e não passear. Infelizmente a orientação que você recebeu foi a de não socializar a sua filhote. Certamente, a pessoa que lhe orientou pouco ou nada conhecia sobre comportamento canino e criou sequelas seríssimas na socialização do seu cão, pois mesmo que faça um trabalho muito sério e consistente agora, é possível que jamais alcance os resultados que teria caso tivesse feito na idade correta.

    Esse tipo de manejo que fora recomendado pelo “profissional” faz com que o cão, por não ser socializado e por ser mantido preso a maior parte do tempo em um canil, se transforme em um cão medroso e triste. E decorrente disso possa se tornar um cão agressivo. Por sorte, como não seguiu a risca as orientações os prejuízos foram amenizados.Muita gente confunde e pensa que um cão agressivo é um cão valente e que por isso vá proteger a casa, mas na verdade um cão mal socializado é na verdade um cão medroso, e isto pode gerar problemas com ataques inesperados e ou não proteção real da propriedade, já que não é confiante.

    E mais, os cães são animais de grupos. Não devem ser criados isolados. Isolamento social e ambiente empobrecido são as piores coisas que podemos fazer a um cão.
    Costumo falar aos meus alunos que a parte mais importante do manejo comportamental é a socialização. Um cão deve ser socializado de forma segura e consistente com o máximo de cães e pessos não apenas na sua infância (2 a 6 meses) como por toda a vida.

    O termo “dominância” tem gerado muita polêmica entre os profissionais da área, uma vez que a opnião se divide entre aqueles que justificam todo e qualquer comportamento como uma questão de dominância e aqueles que sabem o que é dominância de fato. Infelizmente, ainda é maioria em nosso país o uso dessa “justificativa” por parte dos profissionais para os comportamentos que o cão oferece e que não são compreendidos na verdade.

    Parte da responsabilidade pela propagação desta informação equivocada se dá em face do programa de TV amplamente veiculado e que infelizmente é referência de treinamento de cães para muitas pessoas e até mesmo profissionais.

    O fato da sua cadela não se comportar bem diante de outros cães durante os passeios, provavelmente se dá pelo fato de não ter sido socializada adequadamente na idade correta. Isto não tem nenhuma relação com “Liderança”. Os cães não nos veem como Líder da Matilha, porque de longe temos comportamentos específicos (e diferentes) da espécie para podermos ser confundidos com um cão.
    Somos humanos e isto é claro para eles. Apenas somos os responsáveis pelos recursos vitais dos cães. Somos nós, humanos, que devemos definir as regras da casa, as regras de convivência.

    • Para que um cão nos respeite e nos obedeça:
      não é necessário comer primeiro que ele,
      não é necessário que ele durma para fora de casa e jamais dentro, ou na sua cama,
      não é necessário passar primeiro que o cão pelas portas, nem as outras orientações que os seguidores dessa equivocada linha de manejo comportamental seguem.

    Para ter uma idéia, por vezes o meu Pit Bull Nero de 10 anos de idade (um dos meus cães) dorme na cama comigo. Também, gosto de acordar pela manhã e alimentar os meus três cães antes de tomar o meu café da manhã e em muitas vezes os meus cães passam pela porta antes de mim. Nem por isso querem me “Dominar”. E tenho cães extremamente bem educados, afinal, esta é a minha profissão!

    O que importa é que você defina as regras da sua casa e as regras de convivência com o seu cão. Poder permitir acesso a uma parte da casa quando deseja e não permitir quando não desejar. Poder manusear o pote de comida do seu cão, manusear suas patas, dar banho, escovar, determinar que saia de um lugar em que esteja e que não te agrade, não fujir pelo portão quando for aberto, não puxar a guia, entre outras tantas coisas há mais.

    É como criar um filho humano! Ensinar os comportamentos adequados, recompensar os bons comportamentos consedendo aquilo que eles desejam quando se comportam bem, não recompensar os maus, ou seja, ausência de reforços, e pronto! Não é necessário punir de forma violenta. Ignorar um cão quando ele se comporta mal é a opção mais correta.

    Para o seu caso, é importante que tenha ajuda de um excelente profissional, pois para resolver o problema de comportamento que ela apresenta é necessário conhecimento específico de técnicas de treino positivo. Será necessário socializá-la adequadamente. Dependendo de que cidade esteja posso indicar um profissional competente.emanuelle

    Espero ter ajudado,
    Emmanuelle Moraes
    Educadora Canina

    Categoria: Adestramento, Emmanuelle Moraes, Mordidas, Socialização
    Atenção!
    Plágio é crime federal previsto na Lei 9.610/98.
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    17 Comentários:

    1. Mario firmino disse:

      10 de março de 2013 às 21:00

      Mario Firmino, Sou de Florianópolis SC, e trabalho com comportamento de animais desde 1977. e cada animal que trabalho me da novos rumos, e o conhecimento não é estático, cada ser é unico,técnicas devam ser desenvolvidas especificamente para cada individuo.e não de forma generalizada,

    2. Mario firmino disse:

      10 de março de 2013 às 20:50

      Manuela, é um prazer, esta aqui participando do seu blog.Você foi muito feliz em suas colocações, e quem trabalha com comportamento de animais tem maior facilitação para entender oque você comentou aqui.Sobre os profissionais citados, tenho minhas reserva, trabalho na área desde 1977, ou seja bem antes de tudo isso começar, e defendo que não existe possibilidade de o cão de nos ver como “lider”, pois para um cão sua preocupação de “disputar liderança”, é tão somente com outro animal de sua espécie,sendo assim não nos veem como ameaça de perda de sua posição, no mais as pessoas deveriam conhecer melhor,estudar sobre a espécie que venha contactar, para conhecer suas reais necessidades, e assim respeita las,Eu defendo que não se deva comercializar animais algum, pois a vida não deva ter preço!e que se deveria se refletir antes de trazer um cão para espaços tão angustiantes,como sobras de quintais, e outros..ter um cão em cativeiro, é um ato egoista humano, defendo que se alguém queira cuidar de um animal,deva possuir áreas com muito espaço,e próprios para as comndiçoes a sua espécie, prender um pássaro na gaiola, não é diferente de prender um cão no quintal.canil,e mante lo numa guia ao sair.Meu trabalho sempre voltado para amenizar os danos que os cães sofrem com seus tutores, pois muitos antropomorfisam os animais ,causando danos psicológicos.

    3. Rita de Cassia Paula disse:

      20 de setembro de 2012 às 12:36

      acho q naum me expressei bem, é um cão machinho, raça yorkshire.2 anos, sera castrado amanha, epero q comm isso ele melhore 50%.
      Vou ler os artigos q indicou, mas realmente eu fico muito insegura qdo ele passa por cachoros q estão soltos, pq outro dia ele foi atacado por um cachorro muito maior q ele, tive q puxar da boca do cachorro, e fiquei mais assustada ainda, e com isso, so passeio em um lugar com ele, onde naum ha muitos cachorros pq é rua de um condominio aki perto é um muro so, mas ate chegar la,para solta-lo, depois do ocorrido ,levo ele no colo, ele quer latir mas no colo ele me obedece mais e so fica chorando imagino tb q seja medo essa reação dele, mas me impossibilda de viajar passear com ele em outros lugares.se alguem conhecer alguem na minha região z leste q naum cobre tão caro me forneça o tel, eu agradeco deste ja.

    4. Huilter Ladir disse:

      20 de setembro de 2012 às 12:34

      Opa, novamente estou aqui pois achei necessária expor novamente uma visão que tenho sobre o comentário anônimo. Rita você já tentou o procurou profissionais que infelizmente não te ajudaram, mas é importante lembrar que em todas as profissões existem os bon e maus profissionais e que você não deve generalizar.
      Agora o processo a ser feito é a dessensibilização, que nada mais é que ensinar a sua moçinha que ela pode gostar de conviver com pessoas e animais de diferentes portes , cores em situações variadas. Para isso você pode sim estudar buscar informação e se preparar para atuar como educadora canina, mas deve ser feito por partes, primeiramente aprendar a entender os sinais que ela mostra nestas situações e aprenda como contornar a situações e evitar o confronto, posterior a isso mostrar que a situação não representa perigo e que ela pode ficar a vontade nesta situação. Para isso acredito que a melhor opção é realmente a busca de um profissional que possa te educar e preparar para enfrentar esta situação, duvido que você irá pagar um adestrador a vida toda como sugerido anteriormente mas que seja até se sentir segura na condução da situação.
      Vá sempre com calma e faça um comparativo no tempo de aprendizado, o que são alguns meses para uma vida longa juntos e sem problemas, boa sorte…

    5. Anônimo disse:

      20 de setembro de 2012 às 06:26

      Rita, é preciso estudar como bem disse a Ana,mas vc mesma pode socializar sua cadela com outros cães aos poucos. Tenha em mente, sempre que lidar com ela, as coisas + importantes: mantenha-se CALMA; confiante (se bater insegurança, não tente fazer); e CONSTANTE. Ensine sempre de uma mesma maneira.Vc não disse de que cidade vc é… Dependendo do lugar, alguém por aqui pode conhecer uma pessoa q te ajude. Não é preciso “pagar adestrador” por toda a vida, muitas vezes uma só orientação pode resolver. Vai depender de vc conseguir se manter calma e confiante com seu cão, sempre. Por enquanto vc está muito ansiosa – com razão – mas alguém com + experiência poderá começar a socializar sua cadela com outros cães e depois vc continua.

    6. Rita de Cassia Paula disse:

      19 de setembro de 2012 às 20:23

      ok, entendi todos os comentarios, mas para quem é leigo e tem, como eu tenho um peludo amigo q naum suporta ver outros cães, devido tb acho a falta de socialização, pq ganhei ele com 45 dias, o q devemos então fazer para socializar esses cães????eu naum tenho como pagar o valor que os adestradores cobram e ainda correr o risco de naum conseguirem reverter esse comportamento.ou seja entre a cruz a espada

    7. Claudia Estanislau disse:

      19 de setembro de 2012 às 19:02

      Emmnuelle deu uma resposta muito profissional e útil. Eu como profissional há bastante tempo subscrevo totalmente.

    8. Ana Sofia Cabral disse:

      19 de setembro de 2012 às 18:58

      Muitos parabéns Emmanuelle, sem dúvida que concordo a 100% com a sua forma de adestrar animais. Apesar de ainda não ser mãe as minhas mascotes são como filhos para mim. Sempre os eduquei com base no reforço positivo e com grande sucesso. Sinceramente não me vejo, no futuro a educar os meus filhos à pancada ou com coleiras electricas, mas enfim… cada um sabe de si e faz os seus juízos de valor.
      Mais uma vez parabéns pelo site e parabéns à Emmanuelle.

    9. Patrick disse:

      19 de setembro de 2012 às 11:02

      Antes de mais os meus parabéns á Emmanuelle Moraes pela resposta bem fundamentada.

      Hesitei em responder mas o comentário da Senhora Dona Suzan Afonso merece uma resposta, não ofensiva mas sim construtiva.

      Vivemos num Mundo livre, no qual as pessoas tem a liberdade total para terem ideias diferentes uma das outras….. mas isso não significa que todas as ideias são corretas e de bom senso. Assim como a maior parte dos acompanhantes deste blog, eu também sou proprietário de um cão e orgulho-me de dizer que gosto muito mais dele do que certos familiares. Porquê? Porque já não consigo viver sem a sua companhia. Dispenso idas ao café para brincar com ele, prefiro gastar 20€ num brinquedo de cão do que gastar 10€ numa discoteca, prefiro ir dar uma longa caminhada com o cão do que ir á piscina com um amigo….. se sou feliz assim não vejo motivos para mudar de vida.
      Agora analisando o cerne da questão eu pergunto o seguinte:
      “Porque motivo uma pessoa trataria o seu melhor amigo como se fosse o seu pior inimigo?” (by Dr. Ian Dunbar, na obra “Agora que já tem o seu cachorro)
      Sim, porque usar estranguladoras, coleiras de choque, agressões físicas entre outros aversivos, é tudo menos amigável !!! O César Milan até pode resolver problemas comportamentais nos cães mas com base nos treinos que ele utiliza não consegue de modo algum criar uma relação de confiança e cooperação com os cães. Esse senhor não modifica comportamentos, o que ele faz é obrigar á força a que os cães façam determinado comando mantendo o comportamento indesejado camuflado dentro do cão. Comportamento este que mais tarde ou mais cedo vai voltar a aparecer. Isto não é modificação comportamental nem treino canino, isto é a lei do mais forte a querer mostrar superioridade e “dominância” (erradamente utilizada, pois este termo não é válido para interações de seres de diferentes espécies….e isto não fui eu que inventei mas foi a ciência que estipulou baseado em estudos especificos na etologia).
      Eu também já fui vitima, pois frequentei um curso de obediência básica com métodos aversivos , eu também era seguidor do “Encantador de cães” e tentava usar as técnicas dele nos meus amigos…..mas acordei a tempo e refleti que o que estava a fazer era tudo menos humano. Sacrificar, causar dor, agredir o meu cão, simplesmente porque o César Milan diz que é melhor maneira de educar um cão…..quem é ele afinal? Foi nessa altura que dispensei algum do meu tempo com pesquisas na Internet e comecei a seguir dados ciêntificos (sim, porque a ciência baseia-se em estudos e factos alcançando conclusões lógicas e fundamentadas) que me motivaram a usar métodos positivos com o meu cão e criar uma verdadeira relação de amizade e confiança entre dono e cão!

      Agora para concluir, Senhora Dona Suzan Afonso aconselho-a seriamente a ler um pouco sobre os métodos positivos e tenho a certeza de que se fizer uma comparação entre os dois tipos de treino vai chegar á conclusão que assim como eu andou a ser erradamente manipulada pela comunicação social.

      Já agora, posso-lhe garantir que daqui a alguns anos o César Milan vai deixar por completo as técnicas aversivas e vai usar apenas métodos positivos! Não é por acaso que o prólogo do mais recente livro do César Milan foi escrito pelo Dr. Ian Dunbar (consagrado veterinário especialista em comportamento canino, considerado ” o Pai do treino com métodos positivos)

    10. Anônimo disse:

      19 de setembro de 2012 às 10:55

      Achei muito boa a orientação da Emanuelle, embora eu siga os métodos do Cesar Millan – mas não sou xiita fanática! Faço tudo o que a Emanuelle diz, não sou aquela disciplinadora militar autoritária, mas todos os meus 7 cães grandes me obedecem numa boa. E quem disse que deixar o bicho dentro de casa ou dormir na cama é “humanizar” não sabe do que está falando… Pra ser líder, basta agir com calma e confiança! O que aconteceu com a Pastora da leitora que perguntou foi um tremendo azar, esse adestrador de araque que vendeu o filhote antes do período de socialização, não contente com isso, ainda “orientou” a manter a coitada da cadela confinada, sem socialização com humanos! Esse sujeito devia ser proibido de se intitular adestrador.

    11. Patricia Jordão disse:

      19 de setembro de 2012 às 08:35

      Gostei muito da tua abordagem Emmanuelle muito clara e sem margem para duvidas, realmente este tema e controverso a “dominância” mas pensemos bem nós nem somos da mesma espécie será que os cães querem dominar os humanos lógico que não, e que tal por-mos essa teoria completamente de lado e focar no que realmente importa educar os nossos cachorros sem agressividade sem pontapés, coleiras de choques como faz o senhor César Milan, pois como sabemos agressividade gera mais agressividade, e muito melhor criar-mos associações positivas termos assim cães mais felizes e equilibrados (e fazem as coisas por gostarem e não por medo),e donos também, tenho uma amiga e excelente treinadora que diz “prefiro que um cão faça as coisas com comida na mão que com coleira de choques ao pescoço” esta frase para mim diz tudo. Débora parabéns por procurar o melhor para a sua cadela.

    12. Huilter Ladir disse:

      19 de setembro de 2012 às 07:27

      Olá retorno aqui para que possamos reforçar positivamente a resposta de Emmanuelle, acredito na leitura equivocada da leitora ao interpretar que em sua resposta ela ofendeu ou menosprezou o trabalho do Alexandre, não a ví citando o Alexandre, ela citou um programa de TV e tenho certeza que foram programas em que o treinador opta por técnicas onde a imposição da força física é amplamente utilizada e argumentou que para se treinar e educar o cão não são necessária aplicação destas técnicas, pois temos a ciência do comportamento ao favor . Ciência que inclusive determina que o cão não enxerga o homem como membro de uma matilha, acredito que substimam os cães quem acha que eles nos vêem como outros cães e que nossos movimemtos cheiros e ações podem simular ao um lobo tentando conquistar a dominancia sobre seu cão. Tratar cães como lobos seria como me tratassem como macaco, pois temos sim um ancestral em comum, mas já evoluimos e nos distanciamos e muito dos macacos, assim como os cães dos lobos.
      Não acredito que ela tenha afirmado que estas técnicas não funcionam, somente que essas técnicas não corrigem e sim suprimem os comportamentos e por isso podem causar outros problemas comportamentais, e se temos técnicas que além de’corrigir os problemas comportamentais ainda valorizam o relacionamento entre o cão e você, porque não utilizar?
      Durante um bom tempo trabalhei com o Alexandre que é um excelente treinador e também apliquei técnicas semelhantes as aplicadas pelo Sr. César, porém não apresentava resultados pois cães reactivos se tornavam ainda mais reactivos e ao abordar as técnicas positivas meus resultados e clientes foram aumentado. Ninguem quer ver eu pegando o cachorro dele pelo pescoço e forçando ele a deitar, aliás esta técnica amplamente utilizada por César e criada por monges, foi banida posteriormente pelos próprios monges pois não trazia o resultado esperado. Agora você já tentou fazer isso com um Bernese de 70 kgs? Eu já, e mesmo com meus 120 kgs foi um esforço sobre humano, imagina para a dona dele que pesa 54 kgs.
      Acredito que o treino de cães tem que ser fluido e com o mínimo de confronto possível, e novamente parabéns Emmanuelle pela resposta foi clara e objetiva.

    13. Teresa Rivero disse:

      18 de setembro de 2012 às 21:55

      Ai,que complicado…Eu,particularmente,acho que quase metade do cao e resultado da genetica,uma grande porcentagem,do temperamento individual e,por ultimo, a criacao.Como ela nao viu os pais do cao que comprou,essa parte e desconhecida.Entao,cuidar agora de verificar seu temperamento individual com muita perspicacia e me perdoem,repreender seus ataques na rua.

    14. Huilter Ladir disse:

      18 de setembro de 2012 às 13:31

      Parabéns Emmanuelle, você foi muito clara em sua resposta.

    15. Suzan Afonso disse:

      18 de setembro de 2012 às 10:04

      Desculpe, Ana.

      Adoro seu blog… mas sinceramente não gostei absolutamente nada do que essa senhora educadora falou.

      Como assim agora humanizar (do jeito que ela falou foi o que eu entendi, sorry) o cão é algo bom.
      Como assim não temos de ser Líderes dos nossos animais. Tenta não ser líder de criança pra você ver a necessidade de chamar a supernanny …

      “Ignorar um cão quando ele se comporta mal é a opção mais correta.”

      OI??? ótimo então quando meu cão estiver atacando o carteiro ou um outro cão é só IGNORAR que ele para… pelo amor…

      é preciso UTILIZAR DA PSICOLOGIA para se EDUCAR animais SIM!

      A senhora, (que provável deve ter perdido clientela) vem Discretamente condenar o trabalho de dois melhores Educadores de Cães da TV ( Alexandre Rossi (Dr. Pet) e Cesar Millan) Mas esquece que se eles estão lá é por que esta FUNCIONANDO. Simples assim. Ja estive com o Alexandre, Conheço sua forma de educar e ja vi Cesar Millan sociabilizar cães muito mais anti-sociais do que a cadela da Debora. por que existe SIM a possibilidade de melhora PARA TODOS OS CASOS.

      Minha opinião sobre o que ocorreu com a Debora é: agiu de forma errada desde o inicio (comprando de qualquer pessoa, alias comprar pra mim ja é uma forma de crueldade com o animal,fato, são vidas, são livres, não são objetos, muito menos escravos!) e ainda acatando uma conselho que no fundo ela ja sabia que era errado, tanto que não executou. AGORA… Ela esta fazendo o CERTO, consertando um erro, e só precisa de mais PACIÊNCIA pra que consiga ver o progresso. Esse tipo de situação OBVIO não se conserta de um dia pra outro, acho que ela deveria por exemplo, continuar a socializar a cadela com outros animais na rua (utilizando uma focinheira) e fazendo os outros cães cheirarem a cadela dela. aos poucos ela agiria como CÃO e não com a raça.

      Quem diz que Cesar ou Alexandre não são excelentes profissionais, definitivamente não sabe ser profissional. Eu ja tive MUITA AJUDA DE AMBOS, inclusive com minha gatas! Tenho muito RESPEITO por eles e to lutando para ser como uma deles. Tratando cães como cães, gatos como gatos e não deixando de ama-los por isso.

      Peço desculpas se me exaltei, mas essa é minha opinião. Se você não concorda, tudo bem. você tem esse direito.

      Abraços a Você e lambeijos no Shoyo e na Javinha!

      Suzan Afonso

      ps: Não voltarei a comentar esse post, o que tinha pra falar já disse, ponto final.

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