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    Série Filhotes: você quer um filhote de raça definida ou não?

    Mãe de Cachorro - Ana Corina | 13 de agosto de 2012

    Segue mais um texto da Série Filhotes traduzido para o Mãe de Cachorro pela querida amiga Fúlvia Andrade.

    Um pedido especial: CONSIDEREM com carinho a adoção de animais adultos, idosos ou adultos jovens! Eles dão MUITO menos trabalho, já não crescem mais, geralmente já não roem mais nada, aprendem facilmente e são muito devotados. Para conferir vários casos de adoção de adultos de sucesso conheça a série Finais Felizes!

    Importante: estes textos são traduzidos do livro Puppies for Dummies, transformado aqui no blog na Série Filhotes, mas tanto eu quanto a Fúlvia (minha amiga que ajuda com as traduções) recomendamos firmemente que qualquer pessoa desejando um melhor convívio com seu cão leia diversos materiais sobre técnicas de educação e psicologia canina, principalmente sobre métodos positivistas, que não utilizam castigos/punições.

    Texto: Sarah Hodgson – Puppies for Dummies – 2nd Edition
    Tradução e adaptação:
    Fúlvia AndradeTodos os direitos reservados. A reprodução, total ou parcial, é expressamente proibida.

    Quer um cão de raça definida ou não?

    Todo cão que vemos por aí tem uma “inscrição” genética que determina cada uma de suas características, da cor do pelo e formato da cauda até o som de seu latido e reação com estranhos. Assim como nós combinamos os genes dos nossos pais aleatoriamente, o mesmo acontece com os cães. Cada cão que tem as mesmas características, ou “inscrições” genéticas, é classificado dentro de uma “raças”. Você optou em adotar um cachorro e conviver por toda vida com ele e agora está em dúvida se quer um cão de raça definida ou um sem raça definida? A diferença é basicamente a seguinte:

    → Cães de raça definida: Há mais de 420 raças reconhecidas de cães pelo mundo. Cada uma delas foi aprimorada pelo ser humano para executar uma tarefa específica na sociedade. Apesar da maioria das raças de hoje não “trabalharem” mais, os criadores ainda se dedicam à elas, criando filhotes (e cães) que sejam capazes de executar as tradições. Ao escolher uma raça específica, você é capaz de predizer qual será o tamanho, peso e temperamento do filhote. Mas este argumento perde muito de sua força quando consideramos que a maioria dos filhotes de raça definida nascem sem o menor critério ou estudo da procriação que os gerou. Cada vez menos encontram-se verdadeiros criadores de cães, pessoas comprometidas apenas com a saúde, temperamento e características das ninhadas e que não vendem os filhotes para se sustentar, apenas vendem os filhotes que sobram das ninhadas que programaram para ficar com alguns filhotes para eles próprios ou para outros criadores de verdade.

    → Sem raça definida, ou mestiços: normalmente são filhotes produzidos por “acidente” (ou irresponsabilidade mesmo) e a maioria acaba sendo abandonada. Não há nada de errado com estes cães: pelo contrário, devido à maior variabilidade genética, são cães mais saudáveis, além de serem extremamente amorosos, assim como seus companheiros de raça definida.

    Quando a previsibilidade reina: Cães de raça definida

    Ao adotar um cão de raça, vem com ele uma linhagem: há muito tempo cada raça foi criada acasalando-se cães com aparência e/ou características específicas, ou que fossem mais felizes realizando certos trabalho (como pastorear, recolher objetos) com cães que tinham outras características admiráveis. A criação de raças criou previsibilidade tanto na aparência quanto no interesse por atividades específicas dos cães.

    Atualmente, mais de 420 raças são registradas no mundo todo. Ser um cão de raça definida é como pertencer a um clube: somente cães com aquela aparência e características podem entrar. Uma vez no clube, só podem ser acasalados com outros cães que fazem parte do mesmo. Mesmo se for um grande clube, poucas variações estão disponíveis para a próxima geração.

    Se um membro do clube se rebela e acasala com outra raça, os filhotes são o que se chama de “sem raça definida” (SRD) ou mestiço. Igualmente capazes de amar e de ser devotados aos donos, são normalmente mais saudáveis devido à maior variabilidade. Apesar disso, são considerados “acidentes” e são mortos, doados ou abandonados.

    Mistura de raças: Descobrindo o vigor híbrido

    Um cão mestiço (que tem a mestiçagem conhecida, como um filhote de yorkshire com poodle, por exemplo) ou sem raça definida (quando a mistura das raças é desconhida e difícil de ser deduzida) é tão amoroso quanto um de raça definida e, embora alguns não concordem, são mental e fisicamente mais saudáveis devido ao seu vigor híbrido, um termo que se refere à carga genética destes animais: ao se combinar duas raças diferentes, você tem uma maior possibilidade de características. O vigor híbrido defende que estes cães são mais saudáveis devido à variabilidade genética. Quando mestiços são acasalados, estas características mais saudáveis serão dominantes e, como há mais opções, a genética torna o cão melhor.

    Como cães de raça definida têm um número disponível limitado do seu “pacote” genético, sua aparência não varia muito de uma geração para outro. Por exemplo, um West Highland White Terrier é sempre de pelo branco – há muito pouca variação. Se ele acasala com uma Cocker Spaniel, aí sim haverá variação na cor da pelagem. E, como a textura da pelagem também é diferente, é provável que cada filhote tenha uma aparência única.

    Há agora uma moda de se inventar raças novas acasalando-se duas delas. E, pasme!, filhotes vindos dessas cruzas podem ser mais caros do que os de raça pura! Pasme mais ainda: todos são abandonados ou sofrem crueldades da mesma forma! Cães que estão “na moda” costumam sofrer mais com criadores de fundo de quintal e suas horríveis fábricas de filhotes, pois atendem a uma demanda cruel. Ou seja, você tem papel fundamental para evitar este ciclo, basta adotar ao invés de comprar.

    Essa ideia surgiu na tentativa de se criar um cão de serviço hipoalergênico, acasalando-se Labradores com Poodles Standard. O resultado foi o “Labradoodle” e, embora não sejam usados como cães de serviço (guias de cego), enlouqueceram o público. Agora, “criadores” inventaram várias outras raças, que variam na forma e tamanho – podendo chegar a mais de cem “raças novas”.

    Mas, como pode-se vender filhotes mestiços a preços tão caros? A resposta é que, quem os cria, usa o argumento do vigor híbrido a seu favor! Ou seja: usam cães saudáveis de duas raças diferentes para produzir filhotes ainda mais saudáveis, com certas características desejáveis de cada raça.

    Por exemplo, o Puggle (mestiço de Pug e Beagle) tem um focinho maior que o do Pug, tornando-o assim mais saudável geneticamente. A maioria dos donos espera que esta mistura diminua um pouco a obsessão de cheirar tudo (do Beagle) e aumente a adestrabilidade (herança do Pug).

    Mas lembre-se: você não pode ter certeza do que está levando para casa. Em um cão de raça podemos saber como será seu tamanho, peso e comportamento. Um mestiço, acidental ou não, será uma mistura de várias características e não há como prever quais delas irão prevalecer. Se você pensa em adotar um destes mestiços, é bom ter certeza de que goste das duas raças que originaram este filhote – você pode acabar com um cão com a aparência de uma raça e o comportamento da outra.

    NUNCA compre cão nenhum em pet shops, internet ou anúncios de jornais! Os filhotes que lá se encontram são provenientes de fábricas de filhote, onde seus pais são mantidos em condições deploráveis; filhotes são separados muito cedo de suas mães (e elas são usadas até a exaustão) e vendidos a preços exorbitantes! Se você escolher comprar ao invés de adotar, mesmo sabendo de tudo que acontece de ruim para os pais dos filhotes fofos (e muitas vezes doentes), ao menos procure criadores de verdade. Leia os posts abaixo para tentar achar um assim, mas boa sorte, é quase como achar agulha no palheiro!

    Categoria: Série Filhotes
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    6 Comentários:

    1. bárbara b.da costa disse:

      2 de Janeiro de 2014 às 12:18

      lindos,fofos e peludos

    2. ana laura disse:

      4 de Janeiro de 2013 às 15:45

      que lindos!!!!

    3. Adriana disse:

      24 de agosto de 2012 às 16:24

      Falando em cães de raça ou não,o amor é o mesmo,sendo ele filhote ou não.
      Quando adotei o Kavuska,mestiço de poodle ele era filhote,hoje com 5 anos.
      Passei muito trabalho com ele,mas pelo seu comportamento destrutivo e manhoso e eu não conseguia doma-lo.
      Hoje ele é totalmente diferente,um adulto obediente e comportado que aos poucos fomos dominando,é o homem da casa.
      Já a Nina está conosco a pouco mais de um ano,está com 3 anos aprox. ja foi adotada adulta,também é srd ,veio com a cabeça formada,nos adaptamos a ela e ela a nós.Eu acho que é isso que faz a diferença eu sempre digo as pessoas que querem um cão: os filhotes ainda não tem personalidade,somos nós os donos que a criamos para eles,já os adultos não…eles já tem personalidade própria,cabe a nos nos adaptarmos e quem sabe fazermos eles um pouco diferentes ao nosso jeito,sem perderem sua essencia.
      Mas o amor,ah o amor é igual sempre.Nunca tive um cão de raça,me nego a comprar,mas se um dia eu tiver,nada vai mudar.Quem faz a raça é a maldita sociedade.
      E essas fábricas de filhotes infelimente é o que mais tem.Tantas formas de ganhar dinheiro honesto,mas não eles querem é se aproveitar de quem não pode se defender.

    4. Vera disse:

      17 de agosto de 2012 às 13:22

      Muito tem se falado em fábricas de filhotes, mas eu já perguntei em vários blogs e no Face e ninguém me responde: onde estão estas fábricas aqui no Brasil? este é um assunto dos EUA, lá tem sim um monte. Pegaram matérias antigas lá dos EUA e falam como se aqui existisse isso. E as pessoas não procuram se informar: aqui tem muitos criadores desinformados e sem responsabilidade, mas não tem fábricas e fazendas de filhotes. Divulgar o assunto é importante, mas há de se informar antes.

      • Mãe de Cachorro – Ana Corina disse:

        18 de agosto de 2012 às 07:27

        Vera, DE NOVO?

        Você já deixou este mesmo comentário em outro post e foi respondida por mim e por duas outras leitoras. ACORDE PARA A REALIDADE, POR FAVOR!
        Colo abaixo as respostas que estão no post http://www.maedecachorro.com.br/2010/10/sobre-fabricasfazendas-de-filhotes-comerciantesatravessadores-e-criadores-de-fundo-de-quintal.html

        14 de agosto de 2012 às 09:59
        NOSSA, Vera, TODO “criador” de várias raças que tem ninhada à venda SEMPRE já é uma fábrica de filhotes. Qualquer pessoa que procrie sua própria cadela todo santo cio já é uma fábrica de filhotes. Ser fábrica de filhotes vai além de manter vários cães enjaulados procriando e passa também por ficar botando filhote no mundo para fazer DINHEIRO. Aqui em Floripa mesmo, recentemente estouraram um criador e resgataram 38 cães vivendo em condições de escravidão apenas para reprodução. ISSO É UMA FÁBRICA DE FILHOTES.

        luana disse:
        14 de agosto de 2012 às 20:09
        Mês passado (julho 2012) uma “criadora” teve 50 cães de raça aprendidos aqui em ctba-pr… os cães, de raça, estavam em péssimas condições de saúde, com fraturas, pneumonia, enfim, diversos problemas de saúde, viviam em cxs de madeira tampadas de 1m², tudo documentado, muitos inclsuive morreram após o resgate. Isso é uma fabrica de filhotes Vera. Só não vê quem não quer.

        luana disse:
        14 de agosto de 2012 às 20:11
        Procure no google, saiu inclusive nas redes de televisão locais, vc deve encontrar. Digite “canil clandestino curitiba” que você vai ver onde estão as fábricas de filhotes aqui no Brasil.

        Teresa Rivero disse:
        16 de agosto de 2012 às 21:39
        Pois eu digo,alto e bom som,detesto cafetao de cachorro!Vai trabalhar,vagabundo.Experimenta vender pastel na feira,que e digno.

    Os comentários estão fechados.

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