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    Dúvida do leitor: Como ganhar a confiança de um cão?

    Mãe de Cachorro - Ana Corina | 7 de maio de 2012

    cao

    EXCLUSIVO Recebi o contato abaixo e mandei a resposta que meu pouco conhecimento permitia. Corri então a pedir ajuda à super Cássia Santos, do blog Cão Amor. Segue a resposta dela para que todos nós possamos aprender com a situação. Boa leitura!

    A dúvida:

    boa tarde, ganhei uma cachorrinha já com 7 meses (“salsichinha”). logo que chegou íamos fazer carinho nela, ela rosnava e queria morder, tudo bem achei que faltava se adaptar conosco. Somos 4 em casa, todos apaixonados por Nina, mas só que a Nina hoje já tem um mês em casa e ainda tem esse comportamento, sempre que alguém vai fazer carinho nela, ela rosna e quer morder, o que faço? fico muito triste com isso

    Minha resposta:

    Querida,
    Você adotou um cão filhote de uma raça bastante inteligente. Ela está SÓ HÁ UM MÊS na sua casa (é POUQUÍSSIMO TEMPO)… Você sabe como era a vida dela antes? Apanhava? Morava em um lugar com muita gente fazendo barulho, gritando, brigando?
    Havia crianças a maltratando?
    Ou ela era MUITO mimada e ganhava colo e beijos cada vez que rosnava para alguém?
    Tudo isso pode fazer dela um animal ressabiado. O importante agora é conquistá-la e mudar este comportamento.
    Com TEMPO e amor vocês conquistarão a Nina aos poucos, mas é preciso PACIÊNCIA. As dicas deste texto podem te ajudar: http://www.maedecachorro.com.br/2011/05/duvida-do-leitor-como-resgatar-um-cao-que-esta-arisco-e-fugindo.html
    De qualquer maneira, achei interessante a situação de vocês e vou pedir a uma educadora canina para fazer um post a respeito, ok? Fique de olho no blog.

    A resposta da profissional:

    A situação narrada pela leitora do Mãe de Cachorro, que adotou uma cadelinha com 7 meses que se mostra arredia e dá sinais de agressividade mesmo com um mês de convivência, é uma realidade para muita gente.

    Apesar de ainda ser filhote esta cadelinha já tem um histórico de experiências em sua vida, que pode estar refletindo agora, na fase em que está numa casa nova, com uma família nova. Lembrando que a fase de sociabilização do filhote vai até, aproximadamente, o 85º dia de vida e, nesta época, não sabemos que experiências ela pode ter vivido.

    Vale mencionar que, na fase de sociabilização, todas as situações que o filhote vivenciar serão definidoras de seu comportamento no futuro. Sejam elas boas ou ruins. Daí a importância de uma sociabilização bem feita, expondo o filhote a diversas pessoas, locais, ruídos, texturas, sempre de forma positiva, para que ele associe essas experiências a coisas boas.

    Mas, e quando adotamos um cão mais velho? Não sabemos por quais experiências ele passou anteriormente, nem tampouco como ele viveu sua fase de sociabilização.

    No caso da leitora, a Nina ainda é filhote e há grandes chances deste comportamento melhorar. Mas o importante, como bem disse a amiga Ana Corina, é ter paciência e respeitar o tempo do cãozinho para a adaptação necessária. Um mês, realmente, ainda é um curto espaço de tempo.

    A dica é não forçá-la a manter contato físico. O que, para nós, pode parecer “fazer carinho”, para ela pode significar perigo, ameaça. O ideal é fazê-la ganhar confiança aos poucos. Isto pode ser feito jogando comidinhas ou brinquedos sempre que passarem por ela. Outra forma é sentar-se longe e ir jogando petiscos, que ela certamente pegará ser tiver apetite normal. À medida que perceber que ela vai se tornando mais confiante, jogue o petisco mais perto de você, até que ela venha pegá-lo em sua mão.

    No momento em que for tentar um carinho, faça-o sem levantar a mão acima da cabeça dela. Deixe-a ver onde está sua mão e, com a outra bem próxima, ofereça um petisquinho de forma a fazê-la encostar em sua mão vazia.

    Se sentir que a situação não progride, seria interessante consultar um profissional especializado em comportamento canino, que trabalhe com técnica baseada em reforço positivo.

    Boa sorte!

    Cassia Santos – blog Cão Amor

    Categoria: Adestramento, Agressividade, Mordidas
    Atenção!
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    18 Comentários:

    1. Viviane disse:

      24 de novembro de 2013 às 00:51

      Olá ganhei uma cachorrinha da raça schananzer mais ela foi mal tratada no pet ela brinca passeia mais fui dar carinho e ela me mordeu feio to apavorada nunca aconteceu isso comigo olha que tenho mais cachorro e são todos amorosos tenho meus filhos e to muito precupada se ela morder mais alguém so socorro preciso de uma saída estou com medo nunca fui mordida por cachorro na vida e do nada ela me mordeu ainda bem que foi eu deus o livre se foce um dos meus filhos ou outra criança to a dois dias com ela totraumatizada

      • Mãe de Cachorro – Ana Corina disse:

        24 de novembro de 2013 às 23:26

        Querida Viviane,
        fica difícil responder assim, sem mais detalhes, sem conhecer o animal pessoalmente. O que posso te dizer é que se você der uma pesquisada sobre como os animais demonstram suas emoções e sobre como ler a linguagem corporal deles, vai ser mais difícil acontecer novamente. O bom seria um educador canino dos bons avaliar a situação. É importante que essa violência não seja tratada com violência, pois só vai aumentar o problema.
        Há vários posts no blog sobre o tema “mordida”, dê uma lida neles e nos comentários e veja se te ajudam: http://www.maedecachorro.com.br/category/mordidas

    2. Lisiane disse:

      14 de junho de 2013 às 14:06

      Olá, adotei um cachorro adulto acho que ele deve ter uns 5 anos ou mais, ele apareceu no meu trabalho e estava com a pata quebrada e bem mal cuidado, dormiu durante dias em frente a empresa, eu com muita pena resolvi tirar ele dali, pois estava sem comer e dormia ao relento, então fui conversando com ele dando petiscos e no começo ele rosnava as vezes, então chamei uma amiga que tem um pet shop e levamos ele pra minha casa, mas nisso ele tentou avançar tivemos que colocar fusinheira, chegando em casa dei água ração e ele comeu muito esganado tadinho, depois tentei passar a mão mas ele tentava morder, o que é estranho é que ele é tranquilo balança o rabo e chega perto de mim e tudo o problema é no passar a mão ou encostar nele, será que ele é traiçoeiro ou está acuado? tenho medo dele mais tarde querer me morder o que faço? tenho pena dele e quero ajudar!

      • Mãe de Cachorro – Ana Corina disse:

        17 de junho de 2013 às 14:17

        Querida, respeite o tempo dele, não “force a amizade”, faça como diz o texto e o conquiste com petisco etc.
        A dor faz com que o animal reaja com agressividade. Quando ele estiver 100%, ficará bonzinho 🙂
        Beijo e não desista dele, por favor. Ah, mande castrar assim que possível!

    3. ROSEMAR COSTA EVORA disse:

      25 de novembro de 2012 às 21:00

      Olá Ana, obrigada pela sua atenção, mas infelizmente tive que pedir para sacrificá-lo. Quanto a ajuda para resgatá-lo, a ess “Joana” eu só tenho que dizer que “pessoas” como ela não me diz nada. Eu só falei nessa opção porque estou desempregada ha 4 anos, sei o que passo mas jamais me neguei a dar comida, agua,arrumar caixas para não dormir no frio, a cada temporal saio pelas ruas a procura deles e dou remédio (muitas vezes deixo de tomar os meus) mas jamais deixaria um animal sofrendo nas ruas . Dei o remédio para dopá-lo, mas ele era muito forte. Tive que arrumar dinheiro e pagar uma pessoa para laçá-lo. Muito me doeu ver essa cena. Infelizmente o veterinário pediu que o retirasse de la porque estava estragando a grade do canil. Foi muito triste ouvir isso . Eu andei em vários lugares para ver quintais desocupados mas com cobertura porque eu iria cuidar dele e limpar o local, mas todos me negaram. Até na OAB fui pedir ajuda e nada. E foi chorando muito (porque só eu sei o que sofro por causa desses animais maltratados) que pedi que o sacrificasse. Hoje ainda choro por ele, não gosto de passar no local que ele dormia… . O dinheiro fez toda a diferença para esse veterinário sim. Claro que ele estava violento: estava preso, com dor profunda, acuado…. Mas se eu fosse uma pessoa de posses com certeza ele estaria sendo tratado com mais respeito, com calmante para ajudar a relaxar e na hora do curativo ele seria posto a dormir, pois era muito dolorido o curativo. Não tive coragem de vê-lo ser sacrificado e nem ir buscá-lo. Isso me dói muito o coração. Ele me cobrou 580,00 (poderia ter feito pela associação com um preço mais em conta ) além de ser antiga cliente ele sabia que era um cão de rua e da minha situação financeirae só eu sei da dificuldade que estou para pagar. Mas pagarei cada centavo. O meu amor pelos animais é mais importante do que o dinheiro. A essa “Olga” só possó dizer… tenho pena de pessoas como você. Quem não faz nada está sempre pronto a criticar quem faz.
      Hoje estou, mesmo sem poder, com o cão de rua que atacou ele.Consegui castrá-lo, mas não tive coragem de colocá-lo de volta as ruas . Ele é grande e ás vezes tenho medo. Em nenhum momento me morde, mas tem momentos de euforia pela rua, e não se adapta bem a coleira. Ah… e ainda não consegui dar banho: ele tem pavor. Será que vou conseguir? Já está 1 mês comigo. Tenho medo de forçá-lo a banho e ele me atacar. O que faço?
      No mais , muito obrigada pela sua atenção e continuarei seguidora do seu site que me esclarece muito. Fique com Deus. Pessoas como vc faz toda a diferença neste mundo tão covarde, tão violento, tão sem amor… se não presta para as pessoas , imagine para os animais. Abraços .

      • Mãe de Cachorro – Ana Corina disse:

        26 de novembro de 2012 às 10:55

        Rosemar,
        sinto MUITO! 🙁
        Deixa eu entender: o veterinário cobrou R$580,00 pra fazer a eutanásia?

        Sobre o outro cão: só o tempo e paciência. Tem que ser tudo aos poucos… molhar as patas e dar petiscos e carinho. Outro dia molhar um pouco mais e dar petiscos e carinho e ir bem devagar até ele perder o medo.

        Meu ex-marido virava o Shoyo de barriga pra cima e fazia aquele barulhinho que a gente faz em barriga de criança, soprando, sabe? O Shoyo ficava DESESPERADO e o ex achava engraçado (homem tem dessas brincadeiras bestas…). Sabes o que fiz? Virava o Shoyo de barriga pra cima e dava beijos bem devagar, todo dia um pouco, várias vezes por dia. RESULTADO: o marido depois assoprava a barriga e o Shoyo NEM TCHUM, hehe. Entendeu a lógica?

        Abração!

    4. Joana Queiros disse:

      23 de novembro de 2012 às 21:59

      Continuando e pedindo desculpas por isso, essa parte de socorro solidario deve ser feita pelas unidades publicas que recebem verbas enormes do governo federal e não cumprem com a sua obrigação.
      É a população que deve exigir deles que cupram com o seu dever.

    5. Joana Queiros disse:

      23 de novembro de 2012 às 21:51

      Continuando… Partindo da lógica pq sou veterinário vou sair por aí cuidando de todo animal que esta em dificuldade, os médicos humanos, os advogados, os engenheiros e etc deveriam fazer o mesmo mas isso não é viável para nenhum profissional. Nos nos formamos não para slavar o mundo mas para termos uma profissão e nas horas vagas a gente tenta salvar um parte do mundo.

    6. Joana Queiros disse:

      23 de novembro de 2012 às 21:45

      Olá
      É muito bom ver tanta gente disposta a ajudar essas criaturinhas que em situação normal só nos dá amor e dedicação. Mas, gostaria de dizer que veterinários estudam anos na maioria em faculdades caríssimas porque também amam as criaturas de Deus e eles não têem condições de sair por aí dando remédio e ajudando pessoas gratuitamente sem nenhum critério. Em sua maioria pertencem a grupos de ajuda aos animais abandonados.

      • Mãe de Cachorro – Ana Corina disse:

        24 de novembro de 2012 às 02:10

        QUEM ESTÁ dizendo que veterinário tem que sair por aí trabalhando de graça, a menos que queira dedicar um pouco do seu tempo como VOLUNTÁRIO?

    7. ROSEMAR COSTA EVORA disse:

      7 de outubro de 2012 às 09:58

      Olá, amei seu site. Tem me orientado bastante . MAs estou com um problema sério e que está me angustiando muito. Um cão de rua que foi atacado por outro está muito machucado. Ele já me conhecia, mas depois que sua inchação nas laterais da carinha estouraram está me deixando muito tensa. Ele não aceita comida, se fico distante e jogo os pedacinho de carne ele sai do lugar e não deixa ninguém chegar perto. já tentei todas as técnicas suas, preciso dar remédio para que possa pegá-lo e levar a um veterinário, mas não tem como. Ele some por uns dias, aparece em horários alternados, eu vou todos os dias:manhã e noite proucrá-lo, quando aparece não aceita nada. O tempo está passando e isso pode piorar(bichos de moscas, etc). Choro muito, pois estou me sentindo incapaz de ajudá-lo. Tem algo mais que eu possa fazer? Os veterinários não se importam, desde que eu pegue e leve para eles e pague (claro). Me ajude, por favor. Eu gosto muito dele.

      • Mãe de Cachorro – Ana Corina disse:

        8 de outubro de 2012 às 12:54

        Hummm… teria que ter a ajuda de um veterinário para sedá-lo. Poxa, basta um pouco de boa vontade, se ao menos o vet preparasse um sedativo e te desse numa seringa pequena com agulha fininha vc tinha condições de picá-lo sem ele nem sentir. Ou então o vet poderia te dar o sedativo pra vcs botarem em um bolo de carne e vc ficaria de olho nele até ele cair. Não consigo pensar em mais nada… 🙁

    8. luiz disse:

      8 de agosto de 2012 às 00:37

      Legal…

    9. margarida kirkovits disse:

      15 de maio de 2012 às 10:55

      uma dica bacana é a pessoa se abaixar,para ficar ,bem dizer,na altura dos caes..facilita p eles de te verem,olhos nos olhos,= ou- nivelado…abraçao a todos…margarida

    10. Fabiana disse:

      8 de maio de 2012 às 18:46

      boa tarde, bom eu gostaria de saber se voces aceitam trabalho voluntario com os animais, tanto com os gatos quanto com o cachorros.. e aonde tem uma unidade de voces..

      pelo q vi e soube, voces tem um trabalho lindo, gostaria de me juntar a voces e poder ajudar esses animais

      obrigada, espero resposta

      • Mãe de Cachorro – Ana Corina disse:

        8 de maio de 2012 às 22:29

        Fabiana, não entendi… O Mãe de Cachorro NÃO é ONG e nem faz parte de nenhuma. Você mora onde? Posso tentar te ajudar a achar uma ONG legal para participar. Abraço.

    11. luana disse:

      8 de maio de 2012 às 11:41

      Já passei por uma situação muito similar, ao resgatar das ruas uma daschund adulta de cerca de dois anos. Ela gritava como se estivesse com muita dor sempre que eu tentava encostar nela, e mesmo para resgatá-la foi preciso jogar um pão dentro do carro para que ela entrasse, pois não se deixava encostar (cheguei a pensar que estivesse atropelada). A solução foi esperar que ela se sentisse segura e me procurasse para pedir carinho, sem forçar nada, mas sempre falando com carinho, deixando-a à vontade. Ela precisava se sentir segura e confiante no tempo dela, e não no meu. Depois de um tempo ela acabou fazendo exatamente isso, me procurando para pedir carinho e colo, porque percebeu que eu não era uma ameaça. E a partir daí só evoluiu, ganhando a confiança das outras pessoas da casa também. A pequena já está comigo há seis anos, e hoje é um “grudinho”, extremamente carinhosa. Por isso, leitora, tenha muita paciência e não desista da Nina. Se você desistir dela, o trauma só vai aumentar, e vai ficar cada vez mais difícil para ela confiar nas pessoas. Lembrando que HOMEOPATIA também pode ajudar muito nesse caso. Abçs! Luana

    12. Mariana disse:

      7 de maio de 2012 às 22:24

      Olha, tambem sou mãe de salsichinha! A Kimi veio pra minha casa com 3 meses, então nunca tive problemas, mas gostaria de te falar para não desistir da sua salsicha!
      Acredite, são muito, muito amorosos (tá, bem geniosos tambem.. kkk).
      A Kimi tem um carinho muito grande com a gente, com meus pais e com a irmazinha peluda dela, a Yumi. E é muito companheira!

      Espero que você possa se aproximar logo da Nina, para curtir sua cachorrinha!!
      Beijos

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