• Instagram do Mãe de Cachorro

    Instagram
  • Listas de veterinários

  • Receba os posts por e-mail:

    Finais Felizes: Marco Antônio

    Mãe de Cachorro - Ana Corina | 24 de março de 2012

    Vocês são uns AMORES e graças a seus relatos, os Finais Felizes continuam. Alegre Mais um “causo de amor” para alegrar nossas vidas. Beijos, boa leitura e um ótimo fim de semana a todos.

    Ana,
    Mais uma história para o Finais Felizes. A mais difícil de escrever...Bj
    Marina

    Meu primogênito

    Ele bateu na minha casa numa tarde qualquer. Abri a porta e ele entrou como se a casa já fosse sua. Era um Cocker preto lindo! Minha irmã o chamou de Marco Antônio. Procurei pelo dono naquele dia e nos que se seguiram. Coloquei anúncios nos jornais e rádios. Na época morávamos com meu avô e já havia um cão na casa. Não pude ficar com ele.

    Como o dono não apareceu comecei a procurar alguém que pudesse adotá-lo. Nunca tinha tido experiências com adoções...não sabia a quem recorrer e acabei entregando o Marco a uma mulher que respondeu a um dos anúncios em que eu procurava pelo dono dele. Ela disse que já tinha tido um Cocker e que adoraria ficar com o Marco.

    Achei que era o melhor a fazer. Mas ao deixá-lo na casa dela meu coração não encontrou sossego. Cerca de 3 meses depois surgiu uma oportunidade de emprego em outra cidade. Imediatamente decidi procurar pela mulher e, de alguma forma, recuperar meu amigo. Liguei para ela e disse que gostaria de ver como ele estava...ela não gostou muito da idéia mas acabei indo até a casa dela assim mesmo. Arquitetei um plano daqueles: uma amiga diria que o cachorro era dela e que teria fugido enquanto ela estava viajando de férias.

    Chovia quando chegamos a casa. A frente do imóvel estava alagada. A mãe da mulher para quem entreguei o Marco nos recebeu e nos levou até ele. O pobrezinho estava molhado, amarrado ao pé de uma mesa, num quintal cheio de lama...eu não sabia se chorava ou se gritava com a mulher...mas me controlei. Minha amiga foi até ele e o abraçou. O Marco , que parecia saber o que se passava, fez a maior festa pra ela! Diante disso a mulher acreditou que ele realmente pertencia a minha amiga.

    Depois do resgate seguimos direto para uma clínica veterinária. Marco tinha pulgas, carrapatos e uma otite daquelas...

    Depois do tratamento e de muitas promessas de nunca mais abandoná-lo, seguimos juntos para a capital.

    O Marco Antônio foi meu amigo e companheiro durante sete anos. Juntos enfrentamos a cidade grande, a solidão, uma depressão brava...com ele fui passear todos os fins de semana na Lagoa, no primeiro carro que tive...

    Ele não era um cão fácil. Dizem que todo Cocker é meio louco e meu negão era dos mais malucos ...temperamental chegou a morder alguns amigos e até a mim mesma. Mas nunca pensei em deixá-lo. Eu tinha uma promessa a cumprir: nunca mais ele seria abandonado.

    Aos sete anos veio o diagnóstico de leishmaniose. Meu cão era vacinado, usava coleira contra mosquito...mas ainda assim aconteceu. Com a ajuda de um veterinário maravilhoso e da minha família, iniciamos um tratamento caro e difícil. Mas apesar da idade, o Marco era muito saudável e tinha boas chances de se curar. Me agarrei a essa esperança e prometi a ele que tudo ia acabar bem.

    Foram muitos meses de luta, com quimioterapia e comprimidos. Meu cão ia diariamente pra clínica. E ia com uma boa vontade tão grande...Mas ele não reagiu bem ao tratamento e os rins começaram a falhar. Cheguei a conseguir um medicamento caro no exterior, mas o Marco já não tinha saúde para usá-lo. No fim, só me restou tentar dar a ele um fim de vida com menos sofrimento. Tirei férias e cuidei dele 24 horas por dia: cozinhava tudo o que ele gostava, dava os medicamentos em uma seringa...cheguei a comprar coxinha na melhor lanchonete da cidade só pra vê-lo comer um pouco.

    Quando o fim chegou, ele me deu o maior dos presentes: não me deixou ter que decidir pela eutanásia. Morreu no dia em que eu e o veterinário iríamos conversar sobre o assunto.

    Eu às vezes penso que não devera tê-lo deixado morrer na clínica. Às vezes acho que não cumpri minha promessa e o abandonei...mas no fundo sei que é só culpa de mãe de primeira viagem. Depois dele veio a Nina, de quem já contei a história aqui. Sei que outros virão. Eu sou uma pessoa de cachorro. Jamais saberei viver sem eles. Mas o Marco vai ficar pra sempre no meu coração. O Marco foi meu primeiro filho peludo adotado.

    Categoria: Finais Felizes
    Atenção!
    Plágio é crime federal previsto na Lei 9.610/98.
    Conheça a Licença de Uso do blog e saiba o que você pode fazer ou não com os posts do Mãe de Cachorro!

    14 Comentários:

    1. Dany sanches disse:

      6 de maio de 2012 às 00:39

      Que triste, minha cachorra uma rotwailler, tb morreu com essa doença maldita, eu sofri muito e ate hj sofro.

    2. Edilaine disse:

      12 de abril de 2012 às 12:19

      Me emocionou sua historia.
      Parabens por resgata-lo e cuidar tão bem dele no final de sua vida

    3. linfonodo disse:

      6 de abril de 2012 às 16:32

      parabens pelo artigo! adorei, saude eh o interessa!

    4. izabel Moreira disse:

      4 de abril de 2012 às 19:17

      Nossa chorei muitooo… porque tenho meu filho que se chama Jimi, as vezes só de imaginar ficar sem ele choro muito.. não consigo me imaginar sem ele….

    5. Mari disse:

      1 de abril de 2012 às 10:36

      Me emocionei ao ler sua história. Lembrei muito da minha Dorotéia, uma cocker marrom que viveu 11 anos e até o último momento continuava com a mesma expressão e alegria de todos os tempos. Uma raça maravilhosa, que nunca deixa de ser feliz e criançona.
      Você fez tudo o que podia por ele, não sinta que o abandonou, não se sinta culpada por nada. Você salvou a vida dele, salvou de passar por maus tratos. Foi corajosa e com atitude. Parabéns por ser essa pessoa que vc é.

      Bjos

    6. Salvia Pereira disse:

      28 de março de 2012 às 10:23

      Tbm tive uma filhota peludinho Srd que foi adotada e conviveu em nossa casa por quase 18 anos, infelizmente tive q optar pela eutanasiia depois de alguns dias de internação em uma ótima clinica e todas as tentativas (teve falência de fígado e rins devido a idade), foi muito difícil. O mais incrível é q um mês antes encontramos uma cocker abandonada e que ficou conosco Pq não apareceu os donos. Qdo minha Lassie partiu a Morgana nos ajudou a superar a dor. Depois de dois anos e meio minha irmã faleceu e mais uma vez a Morgana me ajudou a superar essa fase. A um ano e meio ganhei da minha melhor amiga uma yorkshire e a Morgana adotou como filhote dela. Somos uma família feliz e minha mamãe tem orgulho das suas netinhas q sao muito educadas, carinhosas e companheiras. Sinto muitas sauds da minha irmã e da minha Lassie, mas sei q agora elas sao estrelas q iluminam minha vida e agradeço a Deus por isso.

    7. magda barbosa de souza disse:

      26 de março de 2012 às 21:19

      Acredito em uma ligação entre nos e nossos filhos peludos eles fazem o impossível para não nos deixar enquanto não nos convencemos do inevitável.A poucos dias meu companheiro partiu com linfoma não havia muito o que fazer mas ele só partiu quando parei de chorar e o deixei partir para não ter que optar pela eutanásia, até no final ele demonstrou amor e não permitiu que eu tivesse esse sofrimento de tomar essa decisão. Agradeço muito a Deus por me preservar e na lembrança ficou o melhor somente as alegrias e o olhar de amor e despedida!

    8. Lucineia Aparecida Luiz dos Santos disse:

      25 de março de 2012 às 13:08

      APESAR DE SER UMA HISTORIA TRISTE E MUITO LINDA ,EU ACOMPANHEI UM POUCO DO SOFRIMENTO DA MARINA .ELA FOI UMA ÓTIMA MÃE E FEZ TUDO QUE ELA PODE .ONDE O MA ESTIVER ELE ESTARÁ MUITO FELIZ,ELE TEVE UMA MÃE QUE O AMOU MUITO.

    9. Bell disse:

      25 de março de 2012 às 10:05

      muita linda mesmo, e triste no final, dificil nao chorar..T.T

    10. Mariana disse:

      25 de março de 2012 às 00:43

      Marina,

      linda história! Ele deve ser uma estrelinha muito grata por uma mãe como você!!!! 🙂

      beijos

    11. Marina disse:

      24 de março de 2012 às 21:29

      Um ano já se passou desde que ele virou estrelinha e ainda choro ao me lembrar…

    12. creusa disse:

      24 de março de 2012 às 15:45

      acompanhei passo a passo esta história e sei que foi amor a primeira vista de ambas as partes….sei tb que minha filha e MA foram amigos de verdade,dividindo alegrias e tristezas…!Só quem passou por esta doença com seu peludo entende o tamanho da dor que vc sentiu.Admiro mto sua força e coragem!

    13. Katia Rossi disse:

      24 de março de 2012 às 13:07

      Linda história, maravilhosa!!! Chorei rios…

    Os comentários estão fechados.

  • Arquivo por data

  • Páginas

  • counter for wordpress
  • Assuntos

    Mãe de cachorro também é mãe!

    Todos os direitos reservados