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    Dúvida do leitor: A importância da socialização dos cães!

    Mãe de Cachorro - Ana Corina | 1 de fevereiro de 2012

    EXCLUSIVO – Recebi o comentário abaixo no Facebook e achei interessante demais. Pedi então que a Cássia Santos do Cão Amor, a Sara Favinha da Tudo de Cão e a Emmanuelle do Cão em Casa o comentassem, para que pudesse ter um post super completo sobre o assunto. Aproveitem!

    Enviado em 20/01/2012 as 10:39 am
    Bom dia, gostaria de saber o que faço com meu cão, pois ele já está com 2 anos e como trabalho fora de casa não tive tempo de socializá-lo com outras pessoas e animais, todo final do dia brinco com ele mas sem contato com outras pessoas/animais. Agora ele é bastante agressivo com visitas e na rua também é dificil passear com ele, porque quer atacar tudo e todos, quando foca em algo é muito difícil conseguir a atenção dele, nem petisco atrai. É um macho SRD de porte pequeno, pesa em torno de 7 kg. Agradeço se puder me orientar.

    Resposta da Cássia:

    O comentário recebido no Mãe de Cachorro comprova, de forma bastante clara, o quão importante é um bom trabalho de socialização com o filhote de cão. Os cachorros são animais sociais por natureza e, instintivamente precisam viver em grupo. Mas, hoje em dia, muitas pessoas acabam descuidando da socialização na tenra idade, na fase em que o filhote está em formação e não se preocupam em apresentá-lo ao maior número possível de situações, pessoas e outros animais (da mesma espécie ou não). Assim, o ambiente seguro, para ele, será somente aquele onde estejam pessoas conhecidas.

    O chamado período de socialização, que vai do 50º ao 85º dia de vida, corresponde à fase em que o cérebro do filhote está neurologicamente mais apto ao aprendizado de novas experiências. Assim, o pequeno cãozinho, durante este período, deve ser apresentado ao maior número possível de pessoas, animais, barulhos, objetos e situações, sempre de forma cuidadosa e controlada. Com esta providência simples, ele certamente de adaptará facilmente a novas pessoas e animais durante toda sua vida, sem que isto lhe cause insegurança ou medo excessivos, que podem gerar reações agressivas.

    Um cão que não foi bem socializado pode desenvolver fobias, ter comportamentos compulsivos ou tornar-se um cachorro agressivo com outros cães e pessoas, por exemplo, como mencionado pela leitora do Mãe de Cachorro. E isto simplesmente pelo fato de que outras pessoas e animais significam para ele algo desconhecido e que deve ser evitado.

    E como garantir que o cão seja bem socializado? Assim que chegar em sua nova casa, deve-se levar o pequeno à casa de parentes e amigos que tenham cães vacinados, apresentá-lo a crianças e a muitas pessoas, de várias etnias e idades, mas sempre associando estas experiências com algo positivo, sem sustos ou estresse. O fato de não ter ainda tomado todas as doses das vacinas não significa que o cão deva ser mantido em casa. Ele pode, sim, ser exposto a outras pessoas e animais conhecidos e saudáveis, visando garantir uma boa socialização.

    No caso específico da leitora do MDC, ainda é possível melhorar o comportamento de seu cão, e isto deve ocorrer o quanto antes, pois à medida que os anos passam, fica mais e mais difícil. O cão também deverá ser apresentado de forma gradual e controlada às situações que o deixam inseguro, sempre associando-as a coisas positivas (elogios, brinquedos e petiscos). O auxílio de um especialista em comportmaento canino que utilize reforço positivo certamente auxiliará bastante nos treinos.

    *******************************

    Resposta da Sara:

    Fico feliz que você tenha identificado pelo menos uma das causas dos problemas de comportamento do seu cãozinho, aprendemos com cada situação e é bem menos provável que você deixe de prestar atenção na socialização de um futuro filhote que venha a adquirir.

    É possível melhorar bastante o comportamento do seu cão. Já socializei cães mais velhos e conseguimos ótimos resultados, eles podem aprender uma grande quantidade de sinais para conseguirem se comunicar com os outros cães, entender que não é perigoso estar na presença deles e que pode até ser divertido, mas é um trabalho que pode ser de longo prazo, dependendo da intensidade da associação ruim que existe com outros cães, pessoas, situações, etc.

    Porém, não aconselho que faça isso sozinha, é imprescindível a presença de um profissional qualificado, que, como disse a Cassia, utilize métodos positivos (a utilização de punição na socialização pode acabar fazendo com que o cão relacione a presença de outros cães com algo ainda mais desagradável) e seja muito bom na leitura corporal dos cães. É muito importante também contar com a participação de cães calmos e sociáveis, para ajudar o seu cão a perceber que está tudo bem.

    Um treino de auto-controle, por exemplo, estar mais calmo para sair de casa, sentar para que você coloque a guia, sentar para sair de casa e só sair com um comando de liberação, aprender a ficar perto de outros cães, sem contato mas sem reagir, etc, pode ajudar muito na melhora do comportamento do seu cãozinho.

    Grande abraço e boa sorte!!

    *******************************

    Resposta da Emmanuelle Moraes:

    Olá!

    Você já escutou falar em Socialização? Invista em socializar o seu cachorro!

    Embora reserve a ele os demais cuidados do dia-a-dia (cuidados veterinários, alimentação, carinho…) socializá-lo irá proporcionar equilíbrio mental.

    O período mais importante da vida de um cão, onde devemos dedicar atenção especial é o período de socialização. Este período tem o seu ponto máximo entre a oitava e a décima segunda semana de vida do cão. É neste momento que o cão deve ser apresentado ao máximo de estímulos possíveis (pessoas, animais, lugares, sons…).

    Infelizmente, os tutores de cães não são orientados sobre isto pela maioria dos veterinários, que em grande parte desconhecem o assunto. E para piorar, como coincide com o período em que o cão não está com o protocolo de vacinas completo, acabam orientando os tutores a manter o seu cão dentro de quatro paredes.

    Mas existe uma infinidade de formas de socializar o cãozinho, mesmo que ainda sem todas as vacinas. Alguns exemplos:

    · Levar o filhote no colo em parques onde possa conhecer outros cães, pessoas e crianças,

    · Passear de carro,

    · Convidar para brincar em casa outros cães que sejam saudáveis e que estejam devidamente vacinados,

    · Trabalhar sons, como barulho de fogos, buzinas, coisas que caem no chão (de forma gradual e com muito cuidado para não assustá-lo, pois também neste período o filhote é muito suscetível a traumas) sempre criando uma associação positiva e com a orientação de um profissional etc.

    A ideia é preparar o cachorro para o mundo lá fora. Embora o referido período seja onde as “janelas” estão abertas, este trabalho é eterno. Costumo dizer aos meus clientes que:

    se querem que o seu cão possa lhes acompanhar durante um café é preciso prepará-los para isto, levando-o com frequência e trabalhando ali o comportamento de estar calmo em meio a tantos estímulos (ambiente novo, sons, pessoas, cheiros, outros animais, cheiro de comida, pessoas que se levantam de forma rápida, pessoas que se aproximam de forma inesperada para servir a mesa…)!”

    Nós, por sermos a espécie mais desenvolvida, recebemos desde muito cedo muita informação. Com os cães não deve ser diferente, mas claro, adequando à capacidade da espécie.

    Socialização é um dos temas mais importantes da Educação Canina. Socializar um cão é prepará-lo para o convívio em sociedade, tanto humana como animal.

    Quando um cachorro é privado do convívio social (animais e humanos), embora seja feito um trabalho tardio sobre o tema, pode ser impossível alcançar os resultados que se conseguiria quando feito no tempo correto. No entanto, muito ainda pode ser feito.

    Como o seu cão já possui dois anos de idade, e pelo que compreendi não foi socializado na fase ideal, o que pode ser feito é tentar reverter a situação até onde o cão esteja “aberto” para as mudanças necessárias. De pronto já digo que não devemos criar expectativas irreais em relação a um cão. Assim como nós humanos, cada um tem os seus limites e potencialidades.

    Oriento que procure um profissional que possa avaliar o seu cão e montar um protocolo adequado onde irá trabalhar assuntos técnicos como dessensibilização e contracondicionamento.

    Categoria: Adestramento, Brigas, Emmanuelle Moraes, Socialização
    Atenção!
    Plágio é crime federal previsto na Lei 9.610/98.
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    13 Comentários:

    1. Rafaela disse:

      7 de agosto de 2013 às 15:43

      Olá, comecei a sair com minha cadelinha agora próximo aos 4 meses para passear, porque ela terminou de tomar as vacinas, porem no período de socialização ela teve contato com bastante visitas em casa, eu saia com ela de carro, más mesmo no carro ela latia para pessoas e cachorro apesar de nunca estranhar quando alguém ia fazer carinho nela e pegar ela no colo.Más agora na coleira ela late para pessoas e cachorro como eu faço para corrigir quando ela latir?A Raça é uma schnauzer miniatura.

    2. Luísa Lazzari Bernardo disse:

      2 de maio de 2012 às 01:58

      Oi! Falei há um tempo atrás que meus dois cãezinhos, a Nessie e o Dog não se entendiam muito bem…
      Mas, agora, segui as dicas do blog e dei um tempo a eles, e hoje são melhores amigos! Quando a Nessie acorda, a primeira coisa que vai fazer é brincar com o Dog, e ele fica brincando com ela, com cuidado, para não machucar a Nessie – afinal eles tem uma grande diferença de tamanho! rs
      Obrigada!

    3. Adriana Mota disse:

      8 de fevereiro de 2012 às 16:40

      Oi Ana,minha nova vizinha (patio da frente) está com um linguiçinha que “ganhou” de uma sobrinha.Ela nem sabe a idade dele,mas pleo jeito aparenta ter mais de 5 anos.O problema é que Linguiça(nome dele) não é nada sociavel…ela também não sabe se ele foi socializado com outras pessoas,porque a principio o problema deles é só pessoas ,porque ele chega perto do mue portão e cheira a Nina,não late nem avança mas também não faz nada. O problema todo somos nós pessoas.
      Quando alguem sem ser ela e a filha chegam perto ele late feito louco e sai correndo.Eu já tentei chamar ele,chegar perto,ele latiu latiu chegou perto e saiu correndo latindo,esses dias peguei um petisco e me abaixei estiquei o braço e mostrei pra ele,ele veio de mansinho,cheirou,pegou e largou no chão,correu e continuou latindo.Falei pra ela que queria ser “amiga” dele que não vou dessitir e ela vai dexiar eu tentar socializar ele com a gnt,estou tentando por meio da Nina,ja que ela é a unica que consegue chegar perto dele,os outros cães ele não deixa.
      O que eu posso fazer pra ajudar?
      bjo grande

    4. Luísa Lazzari Bernardo disse:

      7 de fevereiro de 2012 às 11:18

      Oi! Tenho um beagle de 6 anos que era acostumado a ser o “ddono do quintal”, sempre foi muito mimado, e agora ele ganhou uma irmãzinha maltês que tem 4 meses. Ela quer muito ficar brincando com ele, pulando no pé dele, mordendo de brincadeira, enfim, brincadeiras de filhotes, mas se ela está em um lugar ele sai, ele realmente não gosta ndela. O Doguinho fica no quintal e a Nessie fica dentro de casa. O que faço para que eles se socializem e brinquem felizes?

      • Mãe de Cachorro – Ana Corina disse:

        8 de fevereiro de 2012 às 08:57

        Oi Luísa,

        leia http://www.maedecachorro.com.br/2011/06/muito-prazer-tambem-sou-um-cachorro-%E2%80%93-como-apresentar-caes-evitando-brigas.html

        Vocês precisam dar tempo a eles. E como o Doguinho vai cair de amores por um cão que fica dentro de casa – coisa que ele não pode – e que provavelmente está sendo o centro das atenções?

        Você NUNCA deve brigar com o Doguinho quando a Nessie estiver perto ou mesmo se ELE brigar com ela. Isso só fará com que ele associe a Nessie com broncas. SEMPRE que eles estiverem juntos dê MUITA atenção, carinho e petiscos para o Doguinho. Quando ela sair de perto, pare tudo.

        DEIXE-OS mais tempo juntos, até para ela também aprender a se apegar a ele, ou daqui a pouco ela cresce e só vai querer saber de vocês.
        Vocês socializaram o Doguinho com pessoas e outros animais? Estão fazendo isso com a Nessie?

    5. Marina disse:

      2 de fevereiro de 2012 às 08:36

      Malu, tive um cocker exatamente assim…e conheço outras pessoas com cães da mesma raça com esse problema…não sou veterinária, mas cá entre nós, eu acho que quase todo cocker é meio “maluco” rsrsrsrs

    6. Malu Novaes disse:

      1 de fevereiro de 2012 às 22:42

      Olá,vi que outras pessoas tem o mesmo problema.Meu cocker Theodoro era um cãozinho muito sociável,desses que brinca com todo mundo. Porém há alguns meses atrás,ele foi “cumprimentar ” um salsichinha na rua e o cachorro deu uma mordida no nariz dele.Não foi nada tão horrível,sangrou um pouquinho,levei no veterinário e logo ficou bem,mas depois disso o Theodoro ficou muito arredio com cães e pessoas na rua.Ele é um amor,super carinhoso conosco de casa mas avança nos cachorros e em algumas pessoas.Ele agora tem 1 ano e 8 meses,isso foi há uns 6 meses atrás.Quando vejo outro cachorro na rua,seguro firme na guia,não o deixo se aproximar.Ele é muito bonito,chama atenção e algumas pessoas,durante os passeios,querem brincar com ele.Ele brinca mas no momento que a pessoa se afasta,ele avança nela.Não sei o que fazer.Sou louca por cães,sempre os tive mas nenhum teve este comportamento.Não sei o que fazer !!!

    7. alessandra De Corso disse:

      1 de fevereiro de 2012 às 09:38

      Putz Ana, não sei se você sabe mas passo isso todos os dias com a Púrpura. Ela já tem 4 anos, adotei a Catarina para fazer companhia pra ela e para que ela fosse mais simpática com outros cães. Mas ela só NÃO morde a Catarina. O resto, em todos os passeios que faço com ela, ela vê um cachorro, já abaixa que nem onça sabe, para dar o bote? É desse jeito mesmo. às vezes um cão chega perto, ela cheira e tal….quando ele se distrai, ela “nhac” na orelha dele. Graças a Deus, por ser pequena, nunca machucou nenhum cão e por sorte nunca foi machucada. Também, ela nunca está sozinha ou solta em contato com outros cães. Ela foi “socializada” quando pequena….mas sei lá, parece que é dela, um traço da personalidade. Ela adora gente e odeia cachorro, menos a irmã dela. Notei que cães que ela conhece a um tempinho é mais sossegado. Então levo ela na casa da minha amiga pra brincar com o cão dela, na minha irmã para brincar com a cachorra dela (apesar que a da minha irmã morre de medo da Púrpura). Dou floral para ela, mas na verdade ainda não vi resultado. Não sei se é por medo ou proque é briguenta mesmo. Adoraria que fosse diferente… Se vc tiver mais alguma dica para eu mudar o comportamento dela. Pensei em contratar um adestrador, mas com 4 anos já não sei se funciona. Pelo menos foi o que o adestrador que eu entrei em contato falou. BJS

      • Mãe de Cachorro – Ana Corina disse:

        1 de fevereiro de 2012 às 18:25

        Amada, vcs moram em Sampa, não é? Santo André, né? Fala com a Cássia e com a Sara Favinha! Tem também o Gustavo Campelo! Beijo

    Os comentários estão fechados.

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