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    Como escolher a melhor ração para o meu gato? – Parte 1

    Mãe de Cachorro - Ana Corina | 7 de novembro de 2011

    ATENÇÃO!!! A leitura de hoje e sua parte 2 é obrigatória para todos os que convivem com gatos e estão preocupados com sua saúde real. Leiam com calma, atenção, imprimam e espalhem as notícias para ajudar o maior número possível de bichanos! Alimentação pode ser tanto sinônimo de saúde e qualidade de vida quanto de doenças e morte.

    O texto de hoje faz um apanhado geral sobre nutrição dos felinos domésticos, como suplementar rações industrializadas (ótimo para protetores com muitos gatos ou pessoas que não conseguem comprar as rações mais caras) e sua Parte 2 nos ajudará a saber escolher a melhor ração industrializada para eles. Aguardem!

    Leia também:

    Texto gentilmente escrito com exclusividade pela médica veterinária, editora do site Cachorro Verde, Sylvia Angélico.

    EXCLUSIVO – Cães são carnívoros, porém são mais flexíveis com relação à alimentação. Já os gatos, são carnívoros estritos. No ambiente natural, felinos se alimentam quase que exclusivamente dos tecidos de suas presas. Ao longo de sua evolução, a Natureza os sofisticou para esse tipo de alimentação. Quer ver? Os dentes dos gatos não são próprios para mastigar, e sim para morder, arrancar e triturar carnes e ossos. Eles não apresentam uma enzima presente na saliva de onívoros e herbívoros, a amilase. Essa enzima dá início à digestão de alimentos contendo amido. O pâncreas felino também costuma ter baixa produção de amilase. Afinal, pra que ter essas enzimas se não ingerem amido na natureza? O estômago é grande, incrivelmente ácido e o intestino é relativamente curto (mais do que o dos cães); ou seja, próprio para o processamento de carnes, vísceras, ossos.

    Portanto, proteína em níveis generosos – lembrando que aqui nos referimos a gatos saudáveis – é algo a se valorizar nos rótulos das rações. Mas o simples fato de haver na fórmula um teor de proteína bruta adequado (ex: 30%) não enaltece o produto. O teor de proteína bruta não equivale à fração de proteína que no fim das contas será aproveitada pelo organismo do gato. A maior parte da proteína de uma ração pode ser oriunda de subprodutos de vegetais, como glúten de milho e soja. E é pouco fisiológico fornecer esses ingredientes como fonte de proteína para felinos. Então, olho no rótulo: quanto mais ingredientes de origem animal, melhor. E quanto menos subprodutos de grãos, melhor. Por exemplo: uma ração contendo “carne de frango”, “hidrolisado de gordura suína”, “farinha de peixe”, “óleo de peixe”, “farinha de fígado”, “farinha de carnes e ossos” e um mínimo de grãos; é superior àquela que cita apenas um ou dois ingredientes de origem animal, sendo todos os outros de origem vegetal (“óleo de canola”, “semente de linhaça”, “glúten de milho” etc). Em geral, quanto mais barata é a ração, menos produtos de origem animal entram nela, por serem mais caros do que seus “similares” vegetais. E rações para gatos que contenham excesso de carboidratos predispõem à obesidade (o carboidrato não aproveitado é armazenado como gordura), o que favorece o surgimento de diabetes e problemas hepáticos bastante sérios, como a lipidose hepática (ou “fígado gorduroso”). Além disso, a presença massiva de vegetais torna a urina do bichano mais alcalina, o que pode causar cistites e formação de “plugs” (tipo de cálculo urinário) que obstruem a uretra. Para prevenir essa alcalose alguns fabricantes incluem acidificantes. O problema é que há acidificantes potentes o bastante para provocar o efeito inverso ao desejado: a acidificação excessiva da urina, o que pode levar o gato a ter outros problemas.

    Aqui, é bem controversa aquela história de que a proteína animal pode ser 100% substituída pela proteína vegetal com total segurança. Não quando leva-se em conta o metabolismo e a fisiologia tão única do gato, e conceitos como o de biodisponibilidade (“grau de aproveitamento”) dos alimentos de origem animal versus os de origem vegetal. O metabolismo do gato é específico a ponto de não fabricar a própria taurina (como fazemos nós e os cães), uma vez que eles obtêm esse aminoácido essencial comendo carnes cruas. Eu disse “carnes cruas”? Pois é, e as rações são beeeeem cozidas, né? Mas a taurina sintética é adicionada às fórmulas de modo a não provocar carência. Dentre outros elementos que os gatos em geral obtêm ingerindo subprodutos de animais, estão: arginina, ácido araquidônico (presente na gordura animal), ácidos graxos ômegas 3 EPA e DHA, vitamina A e niacina.

    Aditivos também merecem ser investigados, embora os fabricantes os descrevam de tal forma no rótulo que dificulta muito a compreensão do que de fato representam. Descubra o que são algumas dessas siglas, lendo esse interessante artigo:http://ligadasaude.blogspot.com/2011/08/aditivos-alimentares-e-seus-maleficios.html?spref=tw Alguns cuidados, entretanto, são mais fáceis de se tomar. Rações coloridas devem ser evitadas, uma vez que corantes estão relacionados a problemas crônicos de saúde. Rações Super Premium, depois Premium, são preferíveis a produtos de categoria Econômica. Infelizmente, são poucas – se é que existem – as rações secas para gatos no Brasil que não contenham os controversos conservadores (agora denominados “antioxidantes”) BHT, BHA, propilenoglicol ou etoxiquina.

    Quem não tem condições de bancar uma ração tida em nosso mercado como top, pode optar por um produto mais em conta e enriquecer as refeições com pedacinhos de ovo de codorna moderadamente cozido (ou cru, mais nutritivo), peixes comprados frescos e servidos crus ou moderadamente cozidos (enlatados contêm excesso de sódio e óleo de soja, que está associado a alergias nos pets), além de pedacinhos de carnes cruas (de aves, boi, suíno etc) e fígado cru. O coração de boi e também o de galinha são fontes especialmente ricas em taurina, aquele aminoácido tão importante para os olhos e coração dos felinos. Mas atenção: a taurina natural só está presente em quantidades apreciáveis nas carnes, coração e vísceras cruas. Cozinhou, perdeu a taurina.

    E aí entra outro ponto importante, o da veiculação do protozoário causador da polêmica toxoplasmose. Para não correr esse risco, nem pense em chegar da feira ou do açougue e atirar pedaços de carnes cruas frescas ao bichano. Para inativar esse protozoário e outros parasitos comumente encistados na carne, submeta carnes e vísceras ao congelamento em freezer por um mínimo de 3 dias, ou em congelador por um mínimo de 5 dias. Aí sim, esses alimentos estarão prontos para serem oferecidas aos miaus com segurança.  Até 30% da dieta comercial do gato pode ser substituída por pedacinhos de ovos, fígado, peixes e carnes.

    Se quiser oferecer ovos e peixes crus com regularidade, eis um “pulo do gato”: sirva-os moderadamente cozidos. Algumas espécies de peixes contêm tiaminase, elemento que degrada parte de uma importante vitamina do complexo B. Já os ovos crus são apresentam avidina, que atrapalha a absorção de outra vitamina do complexo B. Mas essas substâncias – a avidina e a tiaminase – só causam problemas se o gato ingerir peixes e ovos crus com regularidade (exemplo: mais de 2 vezes cada um por semana). Dê preferência a peixes ricos em ômegas-3 EPA e DHA, os únicos ômegas-3 que os felinos realmente aproveitam bem. Exemplos: sardinhas, cavalinhas e arenques. Ou então, pingue algumas gotas de óleo de fígado de bacalhau em uma das refeições do bichano, de 1 a 2 vezes por semana. Alimentos de origem vegetal agregam pouco nutricionalmente à dieta dos gatos. Mas uma hortinha vai bem. As fibras ajudam a prevenir bolas de pelos e melhoram o aspecto das fezes. Nas pet shops, já se vendem plantinhas para gatos. E há quem plante milho de pipoca, aguarde o crescimento dos talos e sirva aos gatinhos.

    LEMBRE-SE: não podemos dar cebola nem alho aos gatos, nem temperar alimentos com cebola e muito menos oferecer papinhas comerciais para bebés, que são muito salgadas e podem conter cebolas. Mesmo uma quantidade pequena de cebola e de alho pode causar anemia grave nos gatos (já o alho para cães é um ótimo suplemento em pequenas quantidades, sempre cru e picadinho, ajudando a mantê-los mais saudáveis e livres de parasitos internos e externos, entre outros benefícios).

    Texto gentilmente escrito com exclusividade pela médica veterinária, editora do site Cachorro Verde, Sylvia Angélico.

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    Categoria: Alimentação, Gatos, Ração
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    24 Comentários:

    1. eduardo disse:

      7 de agosto de 2013 às 18:38

      muito bom o texto vou testar com meus dois gatos , o mais velho que tem 9 anos nao sei se vai topar mais a pequena que tem 1 ano e é “faminta” deve aderir a esse complemento .

    2. [...] Como escolher a melhor ração para o meu gato? – Parte 1 [...]

    3. Isabel Cristina Borges disse:

      11 de agosto de 2012 às 23:27

      a esquici de assinar pelo meu esposo, juci, ele me ajuda muito..aceitando os meus bichos…rsrs
      isabel

    4. Isabel Cristina Borges disse:

      11 de agosto de 2012 às 23:24

      boa noite, em primeiro lugar gostaria de parabeniza-la pelo texto acima, pois tinha muita informacao, que como nao sou veterinaria e nem estudo a fundo a naturexa dos animais mas amo eles a ponto de estar aqui pesquisando para entende-los ainda melhor e dar uma alimentacao ideal tanto para os meus bichanos que ao todo sao 20 entre adultos e pequenos todos colido nas ruas e alguns frutos daqueles que hoje ja nao estao mais junto comigo. e mais 3 cachorros que tbem adoro todos eles. e eh verdade nao basta so ama-los, ele ficariam mais felizes com uam boa alimentacao, e em relacao a isso sou sicera a dizer estou deixando a desejar, por isso estou aqui, pesquisando para enteder e ver o que posso fazer para melhorar na alimentacao..principalmente na racao…e nao sabia ate agora que a racao vegetal era tao prejudicial assim. bom agora ja sei e tanto que estou aqui para procurar algumas marcas, que nao custem caro no meu bolso, pois nao sou uma ong e sim uma acolhedora de animais abandonados.gostei de saber que alho e bom para os caes, atraves de meu pai eu ja dou a eles sem saber que e muito mais saudavel do que eu imaginava…contrui um gatil para abriga-los, plantei a graminha dos gatos em garrafa pet, pois de outro modo eles acabavam sempre dormindo em cima, assim na garrafa pet espalhada pelo gatil nao tem como.rsrs. mas eles tbem tem lugar quentinho e acolhedor dentro da area de servico, la tem as caminhas deles, com panos bem quentinhos. enfim so estou deixando a desejar mesmo na alimentacao, que apartir de hoje estarei modificando..
      mas antes gostaria de saber uma coisa que me deixou com uma certa interrogacao. em relacao aos suplementos alimentares enlatados ou em saches???por exemplo wiskas e outros??? nao posso dar para os gatos…essa parte nao entendi muito bem…
      bom gostaria muito de continuar tendo contato com vcs. e agradeco a oportunidade de expor o meu apego aos animais e espero que vcs me respondem.

      abracos
      isabel e 20 gatos e 3 cachorros todos com nomes. rsrs

    5. Francieli disse:

      30 de maio de 2012 às 17:45

      Oi estou com um gatinho nascido em 28/03/12 qual a quantidade correta de ração para meu bebê gato?
      E, desculpe perguntar… mas é normal gato peidar e tipo, BEM fedido? rs

      E no caso do meu cãozinho, que nasceu dia 08/02/12 qual a quantidade também?

      Se eu deixo o gatinho come o dia todo…
      O cãozinho parece estar com dificuldades para comer bastente… ele fica brincando com a ração e esquece de comer… será que é o grão que está muito grande? Eu comprei aquela de grãos fofinhos sabe? Deli dog da purina.

      Aguardo resposta e obrigada.

      OBS: se possível, poderias enviar a resposta para meu email também? Obrigada.

      • Mãe de Cachorro – Ana Corina disse:

        1 de junho de 2012 às 13:29

        Oi Francieli,

        Bom, você está com dois animais filhotes e deve estar indo toda hora no veterinário para vaciná-los e vermifugá-los, certo? Então o bom era você tirar dúvidas com ele. O que posso te dizer é que cada ração tem uma quantidade sugerida na embalagem e que EU, quando dava ração para meus cães (não uso ração, só alimentação do http://www.cachorroverde.com.br) dava sempre um pouco a menos do que o que o fabricante recomenda por que cachorro bicho magro é mais saudável. PORÉMMMMMM, como são dois filhotes, é melhor não regular muito a comida. Ofereça 3x porções por dia e fique atenta no peso deles, não precisa ficar gordo, você deve sentir as costelas deles facilmente, mas não é pra deixar magrinho.
        Não gosto de ração de grãos fofos, cachorro precisa mastigar. Quando o assunto é ração, só gosto de 3: Guabi Natural, Premier Pet e Tutano (Nutron). Mas como te falei, faço alimentação específica do site http://www.cachorroverde.com.br

    6. carmen meneses disse:

      8 de maio de 2012 às 20:40

      poxa obrigada por esse artigo, sempre q posso compro carne crua p meus gatos simplesmente pelo prazer de ve-los comendo tão satisfeitos e morria de medo de faze-los mal, fiz por instindo de mãe de gatinhos e agora me sinto aliviada por ter certeza q n faço mal a eles

    7. Taize Lourenço disse:

      5 de abril de 2012 às 19:16

      Excelente matéria, muito esclarecedora e com ótimas dicas. Parabéns pelo post!!

    8. Daiane disse:

      16 de março de 2012 às 13:48

      Ótimo post. Sempre tive problemas com a alimentação do meu Julian, porque cd um dava uma opinião sobre “qual a melhor ração”. Morro de medo dele ter um problema de saúde por causa disso. Agora, lendo o post, acho q acertei…tb foi bom saber q posso complementar a alimentação dele com carne, só dava aqueles alimentos enlatados p gatos! Adorei!!! :)

    9. Quality Pet Food – alimentos para pet disse:

      9 de novembro de 2011 às 12:52

      Excelente o post!

      É sempre importante falar sobre a qualidade da alimentação dos nossos animais.

      Parabéns por falar numa linguagem que todos podem entender!

    10. Sylvia Angélico disse:

      8 de novembro de 2011 às 14:46

      Ficou show, Ana! Valeu :o)

      Abraços,

      Syl

    11. Deborah disse:

      8 de novembro de 2011 às 14:18

      Quando eu disse ofender, não quis dizer a sua pessoa, quis dizer em modo geral. Porque está escrito aqui em cima: “Não serão publicados comentários anônimos ou que contenham:
      * ofensas/palavrões”

      E sim, já vi/conheço muito vegetariano orgulhoso afirmando que alimenta seus gatos sem nada de origem animal e que, ainda por cima, diz ser muito saudável. E ai de quem dizer o contrário. Por mais delicada e educada que a pessoa seja, sempre chamam de ignorante, de cruel, de assassina de animais… Não tem quem coloque na cabeça dessas pessoas que gatos são carnívoros estritos.
      Vou começar a mostrar este post pra essas pessoas daqui pra frente.

      • Mãe de Cachorro – Ana Corina disse:

        8 de novembro de 2011 às 14:34

        Ah, a ofensa a que me refiro ali nas regras de publicação é aquela direta. Tem LOUCO que vem aqui no blog nos xingar pq cuidamos dos nossos bichos e falam cada coisa que tu nem imaginas… Deleto tudo ;)

    12. Mãe de Cachorro – Ana Corina disse:

      8 de novembro de 2011 às 12:06

      opa, corrigindo: “Até hoje não vi ninguém que alimenta cães e gatos de maneira vegetariana ou vegana COMPROVANDO a saúde deles com checkups ao longo dos anos.”

    13. Deborah disse:

      8 de novembro de 2011 às 11:41

      Desculpa se vai parecer ofensa: esse post é um belo tapa na cara dos vegetarianos que defendem com unhas e dentes esse tipo de alimentação aos seus pets também. Gatos são carnívoros e ponto! Não tem como discutir com a natureza! Quer dar cenourinha pro seu gato? Ótimo. Mas saiba que é maus tratos com animais da mesma forma >:|

      • Mãe de Cachorro – Ana Corina disse:

        8 de novembro de 2011 às 11:57

        Olha, parto do princípio de que só se ofende quem aceita a ofensa. Se alguém te chama de algo que sabes não ser, vais te ofender? Eu não…

        A intenção do texto é técnica e clara: fala de felinos e sua alimentação como deve ser, como foi prevista pela natureza.

        Em opiniões pessoais, sempre deixei bem claro no blog e nas redes sociais que acho exatamente o que você falou: impor uma dieta que não é natural e nem fisiologicamente apropriada a cães e gatos é uma questão de maus-tratos. Até hoje não vi ninguém que alimenta cães e gatos de maneira vegetariana ou vegana comprando a saúde deles com checkups ao longo dos anos.

        Tenho algumas amigas vegetarianas ou veganas que entendem que os animais sob seus cuidados são carnívoros e que respeitam sua natureza, dando-lhes alimentação adequada, seja industrializada ou natural…

        O problema não é dar cenoura para o gato, é dar SÓ cenoura ;)

        Bjo.

    14. eva disse:

      8 de novembro de 2011 às 00:16

      Muito boa a matéria. É legal saber um pouco mais sobre a alimentacao dos nossos amados felinos.

    15. Ceci disse:

      7 de novembro de 2011 às 20:26

      Adorei a matéria! Vou colocar em prática essas dicas. Obrigada por compartilhar o conhecimento conosco!

    16. gilvas disse:

      7 de novembro de 2011 às 15:44

      aguardo a segunda parte!

    17. Fernanda disse:

      7 de novembro de 2011 às 14:20

      Adorei a “reportagem” me ajudou muito a me nortear sobre o que realmente é melhor para os meus bebês. Mas e a parte 2?? cadÊ??

    18. Julliana disse:

      7 de novembro de 2011 às 12:42

      Adorei a matéria!
      É bem legal pra gente, que ama e cuida dessas criaturinhas superiores, saber o que eles comem e como procurar pela comida certa!
      Muito obrigada pela dica.

    Os comentários estão fechados.

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