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    Um mês de Java na família!!! + Projeto Segunda Chance

    Mãe de Cachorro - Ana Corina | 22 de julho de 2011

    um mês, fui buscar a Java, então Lulu Dentinho, na hospedagem onde estava sendo mantida por uma protetora independente, apesar de ter sido resgatada de maus-tratos pela Diretoria de Bem-Estar Animal.
    O meio da proteção animal tem dessas “trocas” e uma mão vai lavando a outra. Enfim, por aqui, por ali, minha pequena chegou a seu novo lar em um dia chuvoso, com o olhar preocupado e a expressão de dúvida em um rostinho que hoje é só alegria. Isso porque ela estava bem e não tinha como saber que ficaria ainda melhor. Sim, melhor não porque estivesse mal, mas porque todo cachorro merece um lar e atenção individual.

    Mesmo tendo tido mais cães adotados/retirados da rua do que comprados/ganhados ao longo da vida, não posso mentir: a sensação maravilhosa de adotar é sempre única. Um cão na família é sempre uma benção, um rio de energias positivas, mas a chegada de um animal resgatado, SALVO, é algo que traz uma vibração diferente. Você olha para aquela carinha e sabe que fez toda a diferença no destino daquele ser vivo. Tudo isso, inclusive, me faz pensar demais em quanto deve ser maravilhoso adotar uma criança. Quem sabe um dia, se eu decidir criar um cidadão e ser mãe de gente?
     Primeira foto em casa! Primeira soneca ao lado do mano!
     Acostumando na casa nova... Primeira soneca na mesma cama com o irmão (e única, que eu gosto do meu espaço, hehe)
    Conviver com a Java me faz rever conceitos; me faz lembrar que as coisas podem estar terríveis a ponto de parecerem sem solução, mas que ainda assim podem melhorar; me faz pensar duas vezes antes de reclamar, já que tantas pessoas e animais, como ela, viveram verdadeiras tragédias e ainda assim encontraram a redenção e hoje vivem no presente, não no ressentimento do passado. Adotar a Java me faz pensar em meus irmãos humanos e animais que não são tão abençoados quanto eu e no que posso fazer para, no mínimo, viver uma vida que valorize e que seja grata às bençãos recebidas, em respeito à dor alheia. Com isso, valores e prioridades são revistos e cada dia mais percebo que viver de modo a colaborar para um planeta melhor, em todos os sentidos, é o que me faz feliz e o que me realiza.

    Com cada filho aprendemos lições diferentes. O Shoyo me abriu os olhos para as fazendas de filhotes e o grande sofrimento dos animais de raça definida (ou vocês acham que só cães/gatos sem raça definida sofrem demais?). A Java me lembrou o quanto é bom adotar. Todos, à sua maneira, são importantes e fundamentais em minha vida e até mesmo no trabalho que desenvolvo através do Mãe de Cachorro.
    Primeiro passeio bem longe de casa, de roupa nova! Solzinho gostoso!
     Passeando (e dormindo) por aí! Com a mamãe!
    Neste um mês de Java na família eu não poderia deixar de vir aqui agradecer a todos vocês a ENXURRADA de carinho e amor que temos recebido sob as mais variadas manifestações. Mas uma coisa eu gostaria de pedir a todos: NÃO ACHEM QUE EU FIZ ALGO “demais” ou que mereço elogios. Fiz o que meu coração pediu e o que acredito ser certo, o resto é resto e consequência.

    Desejo, com toda força da minha alma, que todos, TODOS, todos vocês um dia abram seus lares e corações a um animal à espera de adoção ou recolhido por vocês diretamente das ruas (de preferência adulto!!!). Não porque é algo bonito, não porque vocês receberão elogios, não porque vocês queiram com isso compensar alguma possível culpa. Desejo isso a vocês da mesma maneira que lhes desejo saúde, equilíbrio emocional e vontade de aprender sempre mais e mais sobre cães e gatos para poder praticar ao máximo a guarda responsável: porque é algo bom a se desejar ao próximo!

    A todos os que acham a Java adorável e que moram em Florianópolis e região, peço que visitem a Diretoria de Bem-Estar Animal (48 - 3237-6890), onde os outros cães que foram resgatados com ela (provavelmente seus filhos ou parentes, inclusive) esperam por um lar amoroso.

    E, como não poderia deixar de ser, aproveito a oportunidade para apresentar a vocês uma iniciativa muito responsável que conheci em minha última viagem “canina” a São Paulo, o Projeto Segunda Chance.
      Para que vocês conhecessem esta turma do bem um pouco melhor, entrevistei sua idealizadora e vice-presidente, a querida Fernanda Barros, a quem tive a alegria de conhecer pessoalmente no aniversário do Cachorro Verde e que me encheu não só de carinho, mas de confiança no trabalho que ela e suas colegas desenvolvem.

    Gente, tenho certeza de que depois de ler a entrevista vocês ficarão como eu fiquei: com vontade de ser resgatados pelo Projeto Segunda Chance, hehe. Isto sim é exemplo de proteção animal e doação responsável! Que cada vez mais outras iniciativas com tanta responsabilidade e zelo prosperem pelo país, onde infelizmente ainda vemos absurdos como animais seriamente doentes/contaminados levados a feiras de adoção, doações de animais não castrados, doações sem vistoria da casa/apartmento que receberá o animal, sem assinatura de Termo de Adoção e Responsabilidade etc.
    Mãe de Cachorro: Quantas pessoas atuam hoje no Projeto Segunda Chance?
    Fernanda: O Projeto Segunda Chance é oficialmente constituído por 6 pessoas mas somos por volta de 10 a 12 no total.
    Mãe de Cachorro: Em média, quantos animais são ajudados por vocês todos os meses?
    Fernanda: Atualmente temos 110 cães e 10 gatos sob nossa guarda, todos resgatados do abandono ou retirados de situação de risco ou maus-tratos. Não temos abrigo, todos os nossos animais vivem em hotéis para cães/gatos, em ótimas condições de higiene, limpeza e também procuramos locais com áreas de lazer para que eles possam correr e não fiquem restritos a um canil. São alimentados com ração de primeira linha e tomam banho mensalmente. A passagem deles pelo hotel deveria ser temporária somente enquanto não forem adotados, mas infelizmente devido às baixas taxas de adoção, para muitos o hotel acaba virando sua residência fixa. E nós fazemos de tudo para que eles tenham uma boa qualidade de vida enquanto a adoção não vem.
    Mãe de Cachorro: E quantos são doados?
    Fernanda: A procura por adoção infelizmente é pequena. Este ano, em seis meses, doamos 11 animais somente e o mais triste, tivemos algumas devoluções. Para efetivar uma adoção, o adotante passa por entrevista por telefone, preenche um questionário prévio de adoção, e levamos o animal na casa em que vai morar para verificar as reais condições. Não doamos animais para empresas e sítios e, para fazendas, somente após averiguação.
    Mãe de Cachorro: Uma amiga minha que adotou com vocês recentemente comentou que sua cadela veio com vários documentos, exames de sangue etc. e estava em ótimas condições de saúde. Conte um pouco pra nós sobre o trabalho de vocês, por favor.
    Fernanda: Após o resgate, todos os nossos animais vão diretamente para um veterinário, ainda que aparentem boas condições de saúde. Solicitamos um exame clínico geral e no mínimo um hemograma para verificar as reais condições deste animal. Em seguida provemos todos os exames, medicamentos e tratamentos indicados pelo veterinário, sem restrições. Providenciamos a castração e vacinação, com os devidos intervalos médicos necessários. Neste período o animal também recebe ração de primeira linha, ou ainda suplementos se indicados pelo veterinário, de forma que ele possa se recuperar fisicamente e também emocionalmente das feridas do abandono e maus-tratos. Ao ser adotado, entregamos toda a documentação, exames, carteira de vacinação e Termo de Posse Responsável.
    Alguns adotantes acabam por levar seus recém-adotados em seu veterinário de confiança, e sempre nos retornam felizes com mais um atestado de boas condições do animal. Raramente doamos animais em recuperação, pois preferimos nós mesmas garantir que estejam com boa saúde. Queremos que ao entrar em uma nova família, a única preocupação seja a boa adaptação do animal.
    Os hotéis onde moram possuem veterinários disponíveis para atendimentos de rotina ou emergências, e nós também temos muito contato com eles, garantindo que a qualquer alteração aparente eles tenham pronto-atendimento.
    Mãe de Cachorro: Como as pessoas podem ajudar o Projeto Segunda Chance a ajudar mais peludos?
    Fernanda: Existem muitas formas de ajudar, a principal delas é abrir seu coração e seu lar e adotar um dos nossos animais. A cada animal adotado, conseguimos fazer um novo resgate e dessa forma ajudar os milhares de animais em necessidade nas ruas. Nossa prioridade é a qualidade de vida daqueles que ainda esperam por um lar, e não abriremos mão disso para fazer mais resgates e perder o controle da situação. Temos um limite financeiro, pois não recebemos ajuda nenhuma do governo.
    Somos todas profissionais de diversas áreas de atuação e que temos nosso trabalho, que gera o sustento destes animais.
    Uma outra ótima forma de ajudar é divulgando o projeto, fazendo com que mais pessoas conheçam a Proteção Animal, abram sua mente e aceitem adotar um animal ao invés de comprar. Que elas saibam que estes animais são entregues saudáveis, e cheios de amor e fidelidade para dar, apesar de todo o horror que passaram.
    Também aceitamos doações de caminhas e cobertores em bom estado e temos a opção de apadrinhamento, que nos ajuda muito nos custos fixos com a ração e hospedagem.
    Estamos buscando parcerias com fabricantes de ração e nos organizando para nos tornarmos OSCIP, de forma que as doações de pessoas jurídicas possam ser descontadas de seus impostos de renda.
    Clique no cartaz para ampliá-lo.

    ps: A linda frase que colei na primeira foto da Java foi presente da amiga Ila Brognoli
    Categoria: Adoção, Blogs e Sites, Entrevistas
    Atenção!
    Plágio é crime federal previsto na Lei 9.610/98.
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    3 Comentários:

    1. Ju disse:

      23 de julho de 2011 às 17:06

      Sou mamãe da Jillian, ela foi adotada com a @DriWalch que é do Projeto Segunda Chance. Ela é linda, serelepe, bagunceira e veio em ótimo estado de saúde.
      Todo mundo deveria adotar.
      Temos 1 gato e 1 cachorro adotados. Nunca compraria um bichinho. Adotar é bom demais.

    2. Karen disse:

      22 de julho de 2011 às 15:00

      Olá!

      Confesso que quase choerei com este post!

      Já tinha um "irmão" peludo, depois quando me mudei de SP para BH ganhei um filho peludo, igualzinho o Shoyo, mas quando adotei minhas duas meninas (uma de maus tratos) e a outra que peguei diretamente das ruas num dias frio e com chuva, confesso, não teve sensação melhor. Como você disse, é uma sensação única, uma alegria absurda em saber que junto a nós eles teram a chance de enfim enconatrar a felicidade!

      A Java é uma fofucha pequetita e linda!!!

      ADOTAR é simplesmente!!!

      Bjos

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