Série Filhotes no Mãe de Cachorro – 12º post: como ensinar o comando “Não”

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Continuando com a ajuda da minha amiga Fúlvia Andrade para dar sequência às traduções da Série Filhotes no Mãe de Cachorro, segue mais um post.

Importante: estes textos são traduzidos do livro Puppies for Dummies, transformado aqui no blog na Série Filhotes, mas tanto eu quanto a Fúlvia recomendamos firmemente que qualquer pessoa desejando um melhor convívio com seu cão leia diversos materiais sobre técnicas de educação e psicologia canina, principalmente sobre métodos positivistas, que não utilizam castigos/punições.
Texto: Sarah Hodgson – Puppies for Dummies – 2nd Edition
Tradução e adaptação: Fúlvia Andrade- Todos os direitos reservados. A reprodução é expressamente proibida.
De 16 a 24 semanas de vida: O Pré-Adolescente (parte III)
Uma palavra por semana
Conforme seu filhote se desenvolve, física e mentalmente, você precisa começar a ensiná-lo os comandos mais úteis: Junto, Não, Fica, Vem e Parado-Fica. Se você ensinar uma palavra por semana, ele aprenderá rapidinho.
Não
Há algumas contradições com o modo como as pessoas fazem uso dessa palavra tão pequena mas que deixa os filhotes confusos com o seu significado.
→ Normalmente as pessoas gritam. Gritar com um filhote parece com um latido. Você acha que latir excita ou acalma uma situação?
→ Muitos usam junto com o nome do filhote (tanto que a maioria dos filhotes acha que “Não” é seu sobrenome: Suzie Não!; Bono Não!). Devemos usar o nome do filhote somente quando estamos felizes, nunca quando estivermos bravos.
→ As pessoas dizem “Não” depois que a ação já aconteceu. Se eu gritar com você depois de você ter jantado, você vai saber que eu estava brava com você por ter comido meu iogurte? Dito na hora errada, o comando “Não” não significa nada.
→ A grande maioria das pessoas o diz repetitivamente. “Não, não, não, não” é diferente de “Não”.
O que podemos fazer, então, para ensinar os filhotes a não se meter em encrenca? Por sorte, há uma resposta! Primeiro, você precisa ensinar o filhote o conceito de “Não” armando situações para que ele entenda o processo. No começo, eduque-o dentro de casa. Com o tempo, vá para fora de casa.
Dentro de casa, coloque o filhote na guia e peça para alguém (amigo, irmão, esposo, filho…) colocar um pedaço de queijo, sem que o filhote veja, em outro cômodo. Siga estes passos e preste atenção no seu timing (quando a gente recompensa no ato, naquele instante ou, neste caso, diz “Não” na hora, nem 1 milésimo de segundo depois).
1. Mantenha o filhote do seu lado (use o comando Junto – ver post anterior da Série Filhotes) e, casualmente, ande na direção do queijo.
2. No instante em que o filhote notar o queijo, mude de direção e diga “Não!”.
Seu filhote tem um ótimo sistema de antenas: as orelhas. Se as orelhas se levantarem, o filhote está em alerta. Ao ensinar o “Não”, preste atenção nas orelhas dele. Corrija-o no exato momento em que ele se mostrar atento a algo inapropriado.
3. Continue a andar como se nada tivesse acontecido. Lembre-se: Não é Não.
4. Ande na direção do queijo várias vezes para ter certeza de que o filhote entendeu a lição.
Se você tem usado outros sons para corrigir seu filhote, como “Ê, ê”, use o “Não” para infrações maiores, como roubar comida ou perseguir o gato ou as crianças. Você pode continuar usando o “Ê, ê” se o filhote estiver como que procurando alguma besteira na rua.
Depois de ensinar dentro de casa, pratique o “Não” numa caminhada. Quando o filhote notar algo interessante: uma pessoa correndo, um gato, uma criança, outro cão ou qualquer coisa que ele queira pegar, diga “Não!” exatamente como você fez com o queijo. Afaste-se da tentação para enfatizar que você não gostou daquilo. Continue se afastando, caminhando na outra direção, até que as orelhas dele tenham relaxado. Elogie muito seu fihote por prestar atenção em você e por relaxar seu sistema de radar.

Categorias: Adestramento, Fúlvia Andrade, Série Filhotes
Atenção!
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Comentários

  • ♥ κєκєl ♥ disse:
    30 de maio de 2011 às 21:58

    Olá
    Você sabia que LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais), que é o idioma em que os surdos se comunicam, é a segunda língua oficial do Brasil?

    Com objetivo de expandir a língua de sinais um grupo de professores e alunos da escola Lauro Müller em Florianópolis criou o BLOG VEJO VOZES e por conta disso estamos aqui lhe convidando para fazer parte da nossa história.

    Se você entende que nosso país precisa de educação com qualidade e que a inclusão é um direito de todos, venha nos conhecer. O endereço é:

    http://eeblmlibras.blogspot.com/

    Abraços fraternos

  • Simone Lima disse:
    20 de janeiro de 2012 às 22:29

    Olá, gente
    Além de ser diretora da ProAnima, bióloga e professora de Psicologia da UnB, fiz formação em comportamento canino nos EUA com a renomada autora Pat Miller. E a maioria dos treinadores positivos concorda que é bem complicado usar a dica ( preferimos a palavra cue do que command) ‘não”. Ela é uma palavra usada muito frequentemente e achar que o cão vai entender todas as instâncias em que preferimos que ele não faça algo ( correr? pular? latir? etc) leva a problemas. Como está descrita, essa dica se relaciona mais com a idéia de “leave it”, ou “deixa isso”", mas está faltando o componente positivo, por exemplo, uma dica de “olhe” , para redirecionar a atençao para a pessoa, sempre seguido de um petisco, até que o comportamento possa entrar num esquema de reforço variável

  • 21 de janeiro de 2012 às 11:10

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