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    Dúvida do leitor: Como ajudar um cão comunitário que avança em vendedores ambulantes e estranhos, defendendo sua rua e moradores?

    Mãe de Cachorro - Ana Corina | 16 de maio de 2011
    Quando recebi o e-mail da Vera, respondi imediatamente dando algumas dicas mesmo sem ainda não tendo sequer pensando em quem eu pediria que comentasse o caso. Acontece que tivemos uma situação aqui em Floripa exatamente igual. Um cão comunitário estava ameaçado de morte por defender seu “território”.

    Felizmente ele foi colocado em uma hospedagem e hoje está feliz da vida, adotado e com uma famíllia para chamar de sua, mas até isto acontecer a situação estava bastante crítica para o lado dele. Para todos os que possam passar por algo parecido, aí vai a questão da leitora Vera e a resposta da amiga Cássia, educadora canina do Cão Amor. Minha resposta para a Vera, antes de eu ter a opinião profissional da Cássia, foi no sentido de que eles retirem o Fucinho de lá imediatamente, colocando-o em um lar de apoio ou hospedagem paga, que os moradores da rua que ele tanto cuida podem ajudar a pagar, ao menos até que a situação tenha uma outra solução. Bom, vamos ao relato da Vera:

    Bom dia, gostaria de uma orientação, pois estamos com um pequeno problema o qual não estamos conseguindo resolver.
    Cuidamos de um cachorro, o chamamos de Fucinho, cujo companheiro foi atropelado, inclusive quando esse morreu, o Fucinho não queria sair de perto do corpo do amigo, nem deixava que ninguém mexesse nele. Com paciência, conseguimos pegá-lo para enterrar, e a partir desse dia estamos cuidando dele, inclusive uma veterinária se prontificou a castrá-lo, e o restabelecimento do cão foi em minha casa, onde tenho mais 4 animais, dos quais um é bem pequeno, dois grandes, e um gato, e meu hóspede não se entendeu com nenhum deles, muito pelo contrário, tive que mantê-lo preso o tempo todo e era horrível .
    Agora estamos cuidando dele na rua, e algumas vezes durante o dia e a noite o colocamos no fundo de um imóvel, coberto e limpo para que possa dormir…
    O problema é que ninguém quer adotá-lo, pois ele é bem temperamental, pois já foi muito maltratado, tem a orelha rasgada, e o corpo todo cheio de marcas, inclusive uma mordida que levou de um cachorrão defendendo meu marido, se enfiou no meio e foi machucado, conclusão ele e meu marido saíram mordidos.
    Ele avança em todos para defender o território, que no caso, é a calçada e a frente de casa… e tbém para nos defender, vive atrás da gente, nos faz festa, carinho, e nós tbém gostamos muito dele, e nossos dias são em sobressaltos tentando ajudá-lo.
    Outro dia um homem que vende tapioca quis enfiar nele uma faca, porque ele late e avança no homem… outro que pega reciclagem com um carrinho, tbém quis feri-lo com dois ferros. Ele avançou num senhor de bicicleta e furou sua bota¸ sem falar de outro que do nada saiu correndo e mordeu seu calcanhar..e nenhum animal pode se aproximar que ele sai correndo espantando todos, correndo o risco de ser atropelado…
    Como pode ver, ele é assim, a gente entende pois, além de ter sido já mto machucado, ele faz toda essa confusão, não por maldade, mas assusta todos, e temos a preocupação que assuste alguma criança, ou gestante, ou mesmo algum velhinho, que caia no chão e piore as coisas.
    Eu gostaria de uma orientação para ajudar a mudar o comportamento dele, pois já não sabemos mais o que fazer para salvar sua vida, fico a maior parte do dia preocupada com ele. Não posso colocá-lo em casa por causa dos outros, e não tenho espaço para separa-lo, arrumar quem o queira, está impossível, então para ajudá-lo nós precisamos de ajuda…
    Por favor, nos oriente…
    Agradecemos muito a atenção e parabéns pelo site, é ótimo e tem me ajudado muito em vários outros assuntos.

    Abaixo, a resposta da Cássia:

    EXCLUSIVO: Olá, Vera!
    A situação que você relata é bastante delicada por se tratar de agressividade contra pessoas e animais, que compromete a segurança de transeuntes e do próprio Fucinho. Antes de mais nada, é muito importante que ele seja retirado da rua, onde ele está sendo constantemente recompensado por apresentar comportamento agressivo. Isto porque, conforme seu relato, ele não permite nenhuma aproximação de pessoas ou animais, dando mostras de se tratar de agressão territorial. Na visão dele, cada vez que late ou agride, as pessoas saem de perto e, assim, o peludo conseguiu seu objetivo, ou seja, acabou sendo recompensado. Mesmo que, na realidade, as pessoas estejam simplesmente de passagem… Além disso, pessoas estão tentando ferí-lo, o que compromete sua integridade física e mental.
    Por outro lado, o Fucinho parece também apresentar sinais de agressividade por medo, que é deflagrada por estímulos que parecem ameaçadores ao cão. Experiências traumáticas, punições e componentes genéticos podem contribuir para seu surgimento. Certamente ele já passou por situações bem marcantes em sua vida…
    As orientações sobre como proceder envolvem identificar as situações deflagradoras do medo e dos sinais de agressividade, para mantê-las controladas. O treinamento para este tipo de situação envolve o que se denomina dessensibilização e contracondicionamento, ou seja, substituir a resposta agressiva por outra resposta, como antecipação de alimentos que ele deseje. Isto significa fazer o cão associar a aproximação de pessoas ou outros animais com coisas boas e prazerosas, para diminuir as respostas agressivas.
    Mas é preciso, de qualquer forma, prezar pela segurança de todos, mantendo as situações de treino sob controle, com uso de guia e focinheira, por exemplo. E tomar muito cuidado também para que as reações agressivas não sejam reforçadas, ou seja, o Fucinho não deve ser acariciado ou alimentado quando estiver dando sinais de agressividade. E o enfrentamento também não é nada indicado.
    No seu caso, seria muito importante a ajuda de um profissional especializado e experiente em comportamento canino, para auxiliá-la nos treinamentos que se fazem necessários.
    Espero ter ajudado e lhe desejo boa sorte nesta situação!
    Um abraço,
    Cassia

    Categoria: Adestramento, Agressividade, Animais de rua, Mordidas
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