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    Notícias do socorro aos animais na região serrana do RJ

    Mãe de Cachorro - Ana Corina | 25 de Fevereiro de 2011

    RESA

    “Convocado pela WSPA- Sociedade Mundial de Proteção Animal, cheguei a Teresópolis dia 27.01.2011 para participar da coordenação do Centro Operacional da organização junto à Faculdade de Medicina Veterinária – UNIFESO em Teresópolis, para socorro aos animais atingidos pela tragédia da região serrana do Rio de Janeiro.

    Pesou em minha decisão de atender a convocação da WSPA, o fato de que quando SC foi atingida pela tragédia em 2008, a RESA-Rede Catarinense de Solidariedade aos Animais, criada para amenizar o sofrimento dos animais, recebeu ajuda de todo o Brasil, inclusive com ofertas a até a presença de voluntários do RJ e SP. Percebi que havia chegado nossa hora de retribuir a consideração, a solidariedade e o maciço apoio recebido seja na forma de donativos ou de voluntariado.

    Dia 04.02, juntou-se ao grupo em Teresópolis, Clarice Vianna, Policial Militar aposentada e bacharel em direito, membro da diretoria do Ecosul que entre 2008 e 2009, ainda como Policial Militar deu apoio à RESA-Rede Catarinense de Solidariedade aos Animais na tragédia que se abateu sobre o Vale do Itajaí em SC.

    No Centro Operacional da WSPA/UNIFESO, alem da disponibilidade de toda a infraestrutura veterinária do campus, são em torno de 25 professores e alunos da 9ª fase de veterinária divididos em equipes de 4 por veículo, sob a coordenação veterinária da Gerente de Veterinária da WSPA, atuando em Teresópolis e Nova Friburgo o dia inteiro sem intervalos para o almoço.

    Minha função com o assessoramento de Clarice Viana foi organizar e coordenar a logística de recebimento e distribuição de insumos, planejamento dos roteiros das equipes, formatação dos relatórios e planilhas tanto das atividades desenvolvidas, alimentos e medicamentos veterinários aplicados, animais atendidos, diagnóstico e destino, organização de campanhas em postos fixos de vacinação a assistência, entre outras atividades.

    Estivemos em atividades tanto de campo quanto no Centro Operacional da UNIFESO até o dia 13.02. As atividades planejadas e desenvolvidas ainda se estenderão por tempo indeterminado, até que as pessoas nas áreas críticas retomem relativamente a normalidade de suas vidas, para aqueles que isto é possível, e tenham condições de recuperar e continuar mantendo seus animais.

    A WSPA e a UNIFESO não estão medindo esforços para diminuir o impacto da tragédia na vida dos animais. A WSPA adquiriu inicialmente 12.000 kgs. de ração para cães e 1.000 kgs. para gatos e um lote dos principais medicamentos. À medida que a
    necessidade vai surgindo, é adquirido na região alimentos para outros
    animais e o complemento dos medicamentos. Foram recebidos em doação em torno de 3.000 kgs. de ração para cães e gatos e muitos medicamentos como antibióticos, vacinas, antiinflamatórios, vermífugos, soro fisiológico, entre outros.

    Os trabalhos são suspensos a noite porque a energia elétrica ainda não foi
    restabelecida na maioria das áreas atingidas, os riscos são grandes e o
    Exército, Bombeiros e Cruz Vermelha com quem o Centro Operacional trabalha em parceria não permitem que se permaneça nas áreas atingidas após o por do sol.
    As pessoas mesmo diante de toda a desgraça que lhes atingiu e das suas próprias necessidades não deixam de alimentar de alguma forma seus animais. Encontramos cães sendo alimentados com mandioca cozida com sal e gatos com mandioca cozida com leite das próprias vacas da região. O gado, cavalos, porcos e cabras se alimentam com raízes e folhas de mandioca, cana de açúcar e peras que é uma fruta muito comum na região. Galinhas e patos vivem soltos e não tem maiores problemas para encontrarem alimentos. 

    As equipes se deslocam nos veículos até onde é possível e a partir dali, continuam a pé, levando alimentos, equipamentos e medicamentos veterinários e lanches e água e adentram em áreas onde nenhuma ajuda ainda chegou para humanos e
    animais. É emocionante ver a solidariedade das pessoas que perderam tudo, até
    familiares e amigos, sensíveis ao trabalho e preocupados com os seus e os demais animais.

    São avaliados, vacinados, medicados e alimentados todos os animais encontrados e
    deixado ração para as pessoas os alimentarem por um período posterior e medicamentos para a complementação de tratamentos iniciados pelos voluntários.

    Os principais problemas encontrados nos animais são processos infecciosos e bicheiras em ferimentos provocados pela tragédia, bicheiras provocadas por infestação de bernes, infestação de carrapatos e pulgas, cinomose, verminoses, desnutrição e sarna.

    Os animais cujo tratamento não possa ser efetuado no local, são transportados para o hospital veterinário da UNIFESO, atendidos e após a recuperação, devolvidos aos proprietários ou incluídos em um programa de adoção.

    As pessoas que podem, se dirigem aos postos de distribuição próximos e recebem
    mantimentos para si e sua família. Motoqueiros e cavaleiros que em algumas áreas são os únicos que acessam, levam alimentos e água e também nos ajudam transportando ração para os animais e trazendo dados da quantidade, espécie e situação deles nestas
    áreas para se estabelecer o plano emergencial de socorro.
    É digno de registro o desprendimento, amor e respeito aos animais,
    a solidariedade e o profissionalismo dos professores e alunos da veterinária
    da UNIFESO que compõem as equipes. São incansáveis e verdadeiros heróis,
    porque heróis são assim, quando tudo desaba ao seu redor, dão um passo à frente. Uma aluna que vive com sua família que perdeu dois comércios e a residência na tragédia em Teresópolis é voluntária no grupo fazendo a sua parte e é uma das mais animadas, incansáveis e otimistas.

    A catástrofe que se abateu sobre a região serrana do RJ é imensamente maior, mais
    extensa e com maiores danos às pessoas, animais, meio ambiente e construções
    do que a tragédia de 2008 em SC.
    Foram 4 municípios gravemente atingidos e outros em menor escala. Na minha avaliação e de outros que agora estão vendo ao vivo e ouvindo relatos, as vítimas humanas são em número muito acima daqueles divulgados oficialmente.
    A desorganização é geral por parte do poder público, o recebimento e
    distribuição de donativos é um verdadeiro caos. As pessoas tem que se
    vasculhar em cima de toneladas de roupas, calçados e outros utensílios e
    entrar em enormes filas para se cadastrar e receber alimentos e assistência médica.
    São recebidas toneladas de mantimentos, cestas básicas, medicamentos e vestimentas sem uma estrutura de planejamento e logística adequadas e eficientes para armazenagem e distribuição aos necessitados.

    Halem Guerra Nery
    Instituto Ambiental Ecosul

    Resa-Rede Catarinense de Solidariedade aos Animais

    Fevereiro de 2011”

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    Confira abaixo algumas fotos enviadas pelo Halem:

    Categoria: Notícias, RESA
    Atenção!
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    2 Comentários:

    1. Anonymous disse:

      25 de Fevereiro de 2011 às 12:10

      Ana, parabéns!
      Não nos deixe esquecer.
      São tantas as tarefas e projetos particulares que acabamos por deixar passar…
      Vamos fazer o que podemos no momento, divulgar e compartilhar.
      Abraços
      Mariangela
      recantotaliesin.blospot.com

    2. Andreia disse:

      25 de Fevereiro de 2011 às 11:19

      Oi Ana,

      Parabéns pelo post, e principalmente parabéns para estes incansáveis heróis.
      Ótimo final de semana pra ti.
      Beijo,

      Andreia
      http://universoemcores.blogspot.com

    Os comentários estão fechados.

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