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    Dúvidas sobre o excesso de vacinação em cães e gatos.

    Mãe de Cachorro - Ana Corina | 2 de janeiro de 2011
    Recebi os dois comentários reproduzidos abaixo quase que em sequência no blog, em posts diferentes. Achei interessante pedir a uma médica veterinária formada e com bastante experiência para responder as duas questões, assim não fica aquela coisa de que eu, que não sou nada, apenas uma mãe de cachorro, estou metendo o bedelho onde não sou chamada.
    Como também confio demais na competência, trabalho árduo e estudos criteriosos e sérios da Sylvia Angélico, do Cachorro Verde, que está quase terminando a faculdade de medicina veterinária, pedi a ela para responder também. É que excesso de vacinação é um dos temas que a Sylvia mais estuda com afinco.
    Com vocês então, as dúvidas e as respostas, carinhosamente elaborada pela médica veterinária Carmen Cocca, autora do blog Homeopatas e do site Bicho Integral, e pela Sylvia. Minhas queridas, muito obrigada!
    Desculpe a invasão: sou gateira, mãe de 17 crianças.Tenho dúvidas quanto a sugestão de protocolo de vacinação para felinos.Anualmente eles são vacinados com a triplice e raiva. Resido no Rio de Janeiro – capital em apartamento, sem acesso a rua e telado.Comem ração Royal Canin Fit 32,água filtrada,além de fonte com filtro petmate.Gostaria de sua orientaçao desta vacinação para meus filhos…Como tenho um gatinho que está com linfoma renal,estou sempre no vet(é levado em bolsa de transporte)e por isso tenho receio de não vaciná-los já que estamos sempre num local onde há incidência viral grande. Meu e-mail é claudiag.seabra@globo.com. Bjs Claudia – Para ler o comentário no post onde foi deixado, clique aqui.
    **********
    Ana, falei com a vet do Arthur logo que comecei a ler seus textos e outros em inglês sobre a supervacinação e conversando com outras mães e protetoras de Ong de gatos, concordamos em parar as vacinas dele ano a partir do ano que vem ( 5 anos de idade ) O problema é que como divulgar esse assunto sem que as pessoas achem que é um sinal verde para poupar no cuidados dos animais e não fazer NENHUM esquema de vacinação :/
    – Para ler o comentário no post onde foi deixado, clique aqui.
    “O fator mais importante na questão vacinal dos pets, a meu ver, é que NÃO há protocolos Standard ou padrão em termos de vacinação para os animais domésticos. O veterinário deve construir um protocolo vacinal específico para cada indivíduo ou cada grupo em especial. Vamos usar como exemplo o caso da Cláudia, com 17 felinos em apartamento, sem acesso a rua. Muito provavelmente ela vacina seus gatos anualmente e há muitos anos, mas qual seria a real necessidade de vacinações anuais neste caso? A meu ver, nenhuma. Se os animais sequer têm acesso a outros felinos ou à rua, as chances de entrarem em contato com os vírus correspondentes às vacinas em questão são mínimas. Felinos vacinados no primeiro ano de vida e com reforço vacinal no segundo ano, apresentam células de memória imunológica ativas por longos períodos e mesmo por toda uma vida. No caso destes animais entrarem em contato com o vírus infectante, imediatamente estas células de memória imunológica ativam a fabricação de mais células de defesa específica ao vírus desafiante. Já o gatinho com linfoma renal, provavelmente tratado com protocolo alopático com prednisolona e outros quimioterápicos sabidamente depressores do sistema imune, é um caso mais complexo. Uma solução seria vacinar somente este indivíduo e poupar os outros 16. Na verdade, a melhor solução seria não levá-lo à clínica e sim atendê-lo em domicílio, desta forma ele também seria poupado dos efeitos nocivos da vacinação, principalmente em animais imunosuprimidos. Felinos com linfoma renal apresentam-se positivos para leucemia felina em 50% dos casos. Este fato além de complicar a situação da imunidade deste indivíduo, ainda pode tornar necessário que se façam exames para identificar a leucemia nos outros felinos dessa população. Importíssimo ressaltar que no caso de casas de passagem e/ou acolhimento/recolhimento de felinos de rua a necessidade de uma quarentena é imprescindível para que um animal aparentemente sadio recolhido da rua não venha a desequilibrar a população, infectando os demais habitantes.
    Com relação à dúvida da segunda leitora (não chegou pra mim o nome dela) é importante ressaltar que a quebra do paradigma dos reforços anuais vacinais, criado pela ausência de pesquisas científicas adequadas e de acordo aos interesses econômicos da indústria farmacêutica veterinária e de veterinários clínicos desinformados ou refratários às mais recentes pesquisas científicas no setor, é um processo lento, educativo e gradativo.
    Devemos sempre ressaltar que essa forma mais comedida e individual de programar a imunização de nossos pets visa preservá-los quanto aos efeitosdeletérios vacinais, afasta por completo radicalismos quanto a não vacinar os pets, evita desafios imunológicos desnecessários e diminui os gastos dos tutores/cuidadores que podem fazer melhor uso do capital para aplicá-lo em consultas, exames diagnósticos, melhor nutrição e bem estar para seus animais. Portanto, é um trabalho informativo de formiguinhas, que através da Internet pode tornar-se um grande formigueiro informativo.
    Abraço, Carmen Cocca.”
    **************

    Oi, Ana!
    Minha resposta para a 1a. dúvida: segundo as diretrizes internacionais do respeitado WSAVA (World Small Animal Veterinary Association), publicado em junho de 2010, a vacinação contra doenças virais nos gatinhos tem duração de 7 a 7,5 anos, no mínimo. Se seu gatinho recebeu pelo menos uma dose de vacina de marca idônea e bem conservada (armazenada em geladeirinha e temperatura próprias), estando saudável na época, ele provavelmente está protegido contra essas doenças por pelo menos 7 anos. “Estar protegido” significa que, ao entrar em contato com possíveis vírus no ambiente, as células de memória dele “se lembrarão” da doença injetada com a vacina e produzirão anticorpos, evitando a doença. Portanto, pode ficar tranquila. Existe ainda um segundo e importante motivo para você não vacinar seu gatinho: ele está imunossuprimido em função do linfoma, o que dificultará muito a fabricação de novos anticorpos e células de defesa. Além disso, alguns pesquisadores acreditam na associação entre os antígenos virais das vacinas e a formação de neoplasias (câncer)…


    Minha resposta para a 2a. dúvida: descobri que o melhor jeito de divulgar é (mal) comparando a vacinação com um tratamento medicamentoso. É importante tomar antibiótico quando se tem uma infecção, da mesma forma que é importante receber uma imunização inteligente para evitar doenças potencialmente fatais. O problema, como tudo na vida, é o EXCESSO. É isso que devemos enfatizar. Que os pesquisadores estão publicando dezenas de artigos afirmando que as vacinas contra doenças virais como cinomose, parvovirose, hepatite infecciosa, panleucopenia felina, etc, protegem por pelo menos 7 anos, se aplicadas em animais saudáveis com mais de 4 meses de idade. E que o excesso (os reforços vacinais anuais) é uma medida arbitrária que aumenta MUITO os riscos inerentes à vacinação (assim como toda medicação traz riscos). A questão é ter bom-senso. Vale comparar com a vacinação humana. É importante vacinar as crianças contra as doenças realmente importantes, mas ninguém toma 10-12 vacinas todo ano para o resto da vida. 🙂

    Abraços,
    Sylvia.

    Para ler mais sobre o tema “malefícios do excesso de vacinação em cães e gatos”, clique aqui.
    Categoria: Vacinação
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    12 Comentários:

    1. Luciana disse:

      29 de agosto de 2013 às 13:47

      Ana, boa tarde!
      Achei seu blog por acaso..moro num sítio com vários cachorros e duas gatas adotadas, mãe filha. Recentemente levei ao centro de zoonoses para agendar a sua castração. Como protocolo pediram para que fosse realizado a vacinação anti rabica e esperar 10 dias para realizar o procedimento de castração. Porém hoje o pessoal da campanha de vacinação passou em meu sítio e vacinaram minhas gatas novamente, não estava presente… Estou super preocupada com elas!!! Liguei para o centro de zoonose e a veterinária pediu para observar as duas. Estou muuuuuito preocupada. Que tipo de reações devo observar?

    2. adriana disse:

      24 de junho de 2013 às 20:06

      minha yorkshire tomou a primeira dose da vacina nacional,a questao é posso dar a primeira dose de novo da importada e quanto tempo devo esperar para isso.

      • Mãe de Cachorro – Ana Corina disse:

        25 de junho de 2013 às 11:07

        Adriana, qual a idade exata dela? As vacinas são iniciadas muito cedo, quando os anticorpos do leite materno ainda estão circulando no organismo, então a tendência a serem inativas existe, sejam importadas ou nacionais. O problema não é dar vacina nacional, é ela não ser aplicada por um veterinário que a mantinha em condições ideais de temperatura, entendeu? Eu não refaria a primeira dose, não, mas posso te ajudar melhor se me disseres a idade exata dela. E, por favor, NÃO use a V10 jamais.

    3. Canil e Hotelzinho Matsuyama disse:

      1 de fevereiro de 2013 às 12:03

      Queridas amigas segue o link atualizado das diretrizes de vacinação.

      http://www.wsava.org/sites/default/files/VaccinationGuidelines2010.pdf

    4. neide dorazio disse:

      16 de julho de 2012 às 00:21

      tomo muito cudado com ele. alimentação natural, carne, peito de frango com vegetais(ele gosta de chicórea picadinha na comida) ou cenoura amassadinha, porque como ele não toma essas vacinas me preocupo com a imunidade dele.Quando chega do passeio higienizo bem as patinhas. É, dá mais trabalho, mas vale a pena ver meu “caçulinha”feliz.

    5. neide dorazio disse:

      16 de julho de 2012 às 00:08

      não sabemos porque isso acontecia com ele, chegava perder pelo em toda lateral da barriga. eu perguntei a outros donos de cães se acontecia o mesmo, eles disseram que seus cães apenas ficavam uns dois dias sem apetite e um pouco febris, mas andavam normalmente. as vezes era preciso fazer compressa morna no local, mas ficava tudo bem

    6. neide dorazio disse:

      15 de julho de 2012 às 23:54

      meu cachorro tem 11 anos,não deixo mais a vet. dar vacinas v8 e v 10 nele. A última vez que tomou essa vacina tinha 5 anos e quase morreu. não andava , não comia, formou um imenso caroço ao lado da barriga impossível tocá-lo sentia muita dor.quase 1 semana para se recuperar. mais de uma vez por ano era esse sofrimento. NUNCA MAIS. Só a raiva a cada 2anos. Tem 11 anos e está LINDO E SAUDÁVEL.

    7. magda barbosa de souza disse:

      12 de março de 2012 às 21:56

      Há 3 semanas perdi o meu LINDO o meu BRU meu companheiro. Ele teve linfoma seus gânglios estavam todos enormes e agora fiquei pensando…tem haver com as vacinas?

      • Mãe de Cachorro – Ana Corina disse:

        12 de março de 2012 às 22:51

        Ah, querida… não tem como dizer. O que podes é fazer diferente com teus próximos peludos. Estude os posts sobre o assunto aqui no blog. Beijo e SINTO MUITO!

    8. Amor e Miados disse:

      2 de janeiro de 2011 às 15:18

      ô, Ana, que maravilha, muito obrigada! 🙂

    Os comentários estão fechados.

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