Postado dia 8/12/2010 por Mãe de Cachorro - Ana Corina
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Raça de hoje: Bull Terrier
Texto: Michele Welton Tradução: Ana Corina – Todos os direitos reservados. A reprodução é expressamente proibida.
Temperamento – O que é bom e o que é ruim sobre eles
O Bull Terrier tem um temperamento doce, ainda que bagunceiro e palhaço, cheio de energia e determinação. Este cão musculoso, forte e vigoroso fica melhor vivendo com famílias ativas, porque tem um alto nível de energia que manifesta-se de maneiras inesperadas e repentinas. Ele precisa de caminhadas frequentes e estimulantes, jogos de bola vigorosos e ocasionais e de total imersão no ambiente familiar, leia-se MUITA companhia e interação com sessões de brincadeiras. Se ignorados, os Bull Terriers ficarão entediados e os estragos feitos por travessuras serão questão de tempo… Os mais jovens que são ignorados e largados sozinhos podem ser especialmente destruidores, devorando sua mobília com alegria, cavando grandes túneis no quintal e rodando em círculos obsessivamente ao caçar seus rabos.
A maior parte dos Bullies (apelido do Bull Terrier) cumprimenta estranho com saltos entusiasmados (geralmente derrubando a visita) e com “lambeijocas” no rosto. Entretanto, agressividade e timidez estão presentes em algumas linhagens e a socialização correta e precoce é importante para desenvolver um cão emocionalmente estável.
Um Bull Terrier não deve ser mantido com outro cão do mesmo sexo. A raça pode ser bastante possessiva com comida, não permita que outro pet ou uma criança aproxime-se enquanto um Bull Terrier estiver se alimentando. A um certa altura, caso não tenha sido propriamente educado e criado, o cão desta raça muito provavelmente testará sua habilidade para controlar suas ações. Tais episódios de dominância devem ser tratados com calma e positividade. Mantenha as sessões de treinamento breves e use comida como motivação.
Alguns Bull Terries são “tagarelas” entusiasmados, resmungando e conversando com seus próprios botões (fofos!).
Se você quer um cão que…
- Tenha um porte médio e um corpo musculoso
- Tenha uma aparência bastante diferente, com uma cabeça em formato de ovo, largas orelhas pontiagudas e olhos triangulares que parecem afundados na cabeça
- Tenha uma pelagem curta e fácil de cuidar
- Seja bagunceiro e brincalhão, cheio de energia
- Precise de muito exercício e jogos vigorosos
- Pareça imponente, fazendo uma boa guarda só por impressão, mas que geralmente não seja agressivo com estranhos
Um Bull Terrier pode ser bom para você.
Se você não quer lidar com…
- Brutalidade, pulos exuberantes e tendência a brincar com força
- Propensão para destruir coisas ao sentir tédio ou solidão
- Agressividade ou medo direcionados a pessoas (presentes em algumas linhagens ou quando não socializados propriamente)
- Agressividade com outros cães e gatos
- Temperamento determinado que requer um tutor experiente e confiante
- Queda de pelo (muita!)
- Problemas sérios de saúde
- Responsabilidades legais (possibilidade de processos, leis de banimento da raça, problemas com seguros etc.)
Um Bull Terrier pode NÃO ser bom para você.
Se você está pensando em adotar um Bull Terrier… Considere as questões abaixo seriamente.
- Providencie exercícios físicos e estimulação mental suficientes. Bull Terriers, sejam de porte Standard ou Miniatura, são cães ativos que precisam ter oportunidades regulares para gastar sua alta energia e para usar manter sua mente ocupada com coisas interessantes. Caso contrário, serão cães barulhentos, violentos e entediados, o que geralmente expressam destruindo e mastigando coisas. Bull Terriers entediados são famosos por roer até paredes, destruir sofás e transformar seu quintal em uma paisagem de crateras lunares…
- Pulos. Bull Terriers jovens (até três anos de vida) podem ser como touros em uma loja de porcelana. Quando eles brincam e pulam, o fazem com tanto vigor que coisas podem sair voando, pessoas inclusive. Se você tem crianças pequenas ou se você ou alguém que more na mesma residência seja idoso ou enfermo, eu não recomendo que você adote um filhote da raça. A tentação para brincar de maneira brusca é muito grande em muitos Bull Terriers jovens.
- Providencie socialização suficiente. Muitos Bull Terriers amam todo mundo, mas alguns têm instintos de guarda contra estranhos e precisam de intensa socialização para que possam aprender a reconhecer o comportamento normal das pessoas “do bem”. Então eles poderão reconhecer a diferença no comportamento de alguém que não esteja agindo como o esperado. Sem uma socialização cuidadosa os cães desta raça tendem a suspeitar de todo mundo, o que pode levar a ataques. Alguns vão na direção oposta quando não são socializados corretamente e tornam-se medrosos, o que também pode levar a ataques por medo (defesa).
- Agressividade com outros animais. Muitos Bull Terries não toleram outros cães do mesmo sexo. Alguns não conseguem conviver nem com cães do sexo oposto. Muitos têm fortes instintos de perseguição e caça, o que pode ser um problema com gatos e outros animais que fujam correndo. Se alguma coisa der errado na procriação, socialização, treinamento e manejo desta raça, o cão será capaz de ferir seriamente ou matar outros animais.
- Temperamento forte. Bull Terriers não são Golden Retrievers, têm uma mente independente e não são fáceis de criar e treinar. Podem ser manipuladores e muitos são teimosos, obstinados e dominantes (querem ser o líder) e farão você provar que pode mandar. Você precisa mostrar a eles através da mais absoluta constância, que você realmente quer o que está pedindo.
- Queda de pelo. Bull Terriers soltam mais pelo do que você imagina. Seus pelos curtos saem em suas mãos quando você os acaricia e grudam firmemente em suas roupas, mobília e tapetes. Pessoas com peles sensíveis podem ter reações às “espetadas” de seus pelos.
- Sérios problemas de saúde. De problemas no coração e rins a doenças oculares e surdez, Bull Terries são arriscados quando o assunto é saúde.
- Responsabilidades legais. Bull Terries não são Pit Bull Terriers, mas são bastante confundidos e sofrem com os ataques da mídia contra cães “potencialmente perigosos”. Já são alvo de políticas de banimento em algumas regiões/países. Algumas seguradoras de casa recusam ou cancelam contratos se descobrem que o proprietário possui um Buldogue Americano. Seus amigos e vizinhos poderão ficar desconfortáveis com seu cão por perto. Nos tempos atuais as responsabilidades legais de manter qualquer raça que pareça intimidante e que tenha um histórico como cão de guarda ou caçador sério deve ser considerada com cuidado. Pessoas são rápidas em processar se um cão como este faz qualquer coisa remotamente questionável.
- Francamente, Bull Terriers, tanto Standards quanto Miniaturas, são “cães demais” para a maior parte dos tutores e famílias. Poucos possuem o conhecimento e habilidade necessários para lidar com esta raça cheia de energia ou para providenciar as atividades físicas e mentais de que precisam.
Adote um Bull Terrier adulto!
Quando você adota um filhote, você está adquirindo potencial do que ele um dia pode se tornar. Mas quando você adota um cão adulto, você está adquirindo o que ele já é e pode decidir se é o melhor cão para você baseado em sua rotina e realidade. Há vários Bull Terriers adultos que já provaram não ter as características negativas típicas da raça. Se você encontrar um cão assim, não deixe que elas preocupem você. Fique feliz que você encontrou um indivíduo atípico e aproveite!
Salve uma vida. Adote um cão.
*Lembrando: Estou traduzindo as descrições de temperamento das raças (que já vi disponíveis para adoção) apresentadas pela autora norte-americana Michele Welton, que obviamente leva em conta que a maior parte de seus leitores mora nos EUA e sempre tendo em mente cães dentro do padrão comportamental de cada raça. Não adianta um cão ter “cara” de uma raça, isso nem é tão difícil, um cão realmente “de raça definida” tem, mais do que qualquer outra coisa, a personalidade, o comportamento e os instintos da raça a que pertence.
Sobre a autora: Michele Welton tem mais de 35 anos de experiência como educadora canina e tem mais de 17 livros publicados, sendo 15 deles sobre cães.
Sobre a autora: Michele Welton tem mais de 35 anos de experiência como educadora canina e tem mais de 17 livros publicados, sendo 15 deles sobre cães.
Categorias: Guia de Raças
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Comentários
Amei essa. A minha Lola é exatamente assim, mas é muito mais fácil de lidar do que parece, eu aconselho quem quiser adotar um não perca a chance é realmente um animal surpreendente.Danik
Pois é, acabei de receber a minha menininha, Valentina, adorei ler as orientações, ela é adulta e vou observar o seu comportamento…
parabens pela postagem, a raça é exatamente isso que esta postado.
Adotei um de 4 anos, o unico problema do bull e não só dele mas de todas as raças é que se vc não cria-lo com criança ele pode ficar enciumado com o dono e querer avançar na criança menor de 9 anos, digo isso por experiencia propria eu tenho 2 filhos,um menino de 9 anos e uma de 1 e 7 meses, e ele brinca com o meu mais velho porem a menor ele estranha pois ficamos um bom tempo com ela no colo brincando.
então se vc vai adotar um adulto ele sera muito leal aos donos, cuide bem dele e observe a reação com crianças, ha só para saber ele não chegou a pular em minha filha pois obedece aos comandos.
Oi Dennis,
quando o assunto é criança, todo cuidado é pouco sempre, mesmo se o cão for de porte pequeno!
Parabéns pela adoção!
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