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    Série de fotos MUTE: the silence of dogs in cars

    Mãe de Cachorro - Ana Corina | 25 de outubro de 2010

      

    Descobri a série de fotos “Mute: the silence of dogs in cars, do artista Martin Usborne, lá no Bem Legaus. Terminei visitando o site do fotógrafo e resolvi traduzir pra gente as explicações do próprio Martin sobre a ideia de fazer fotos de cães deixados sozinhos em carros porque achei que vocês, como eu, gostariam do texto tanto quanto, ou talvez até mais, do que as fotos.
    Texto: Martin Usborne Tradução e adaptação: Ana Corina. Reprodução parcial ou total expressamente proibida.
    “Uma vez fui deixado sozinho em um carro quando era criança. Não sei quando ou por quanto tempo, provavelmente aos quatro anos de idade, talvez por apenas 15 minutos. Os detalhes não importam. O ponto é que fiquei me perguntando se alguém voltaria. Pode parecer trivial agora, mas na cabeça de uma criança é possível alguém ser deixado sozinho pra sempre.
    Por esta mesma idade comecei a sentir uma afinidade profunda pelos animais – em particular por suas más condições nas mãos dos humanos. Lembro de assistir TV e ver a filmagem de um cão ser colocado em uma sacola plástica e ser chutado. O que mais me assustou foi o fato do cão não poder argumentar. Sua condição de silêncio me aterrorizou.
    Devo dizer que fui uma criança muito amada que nunca fui abandonada e que, ainda assim, estas duas experiências surgem de um mesmo lugar profundo dentro de mim: o medo de ser deixado sozinho e de não ser ouvido. Talvez seja um medo que todos compartilhemos em algum nível, não tenho certeza.
    As imagens nesta série de fotografias exploram este sentimento, tanto em relação comigo mesmo quanto com os animais em geral. A câmera é a ferramenta perfeita para capturar o sentido de silêncio e espera: o dispositivo congela o momento para sempre e duas camadas de vidro existem entre quem observa e quem é observado: o vidro das lentes, o vidro da moldura da foto e, neste caso, o vidro das janelas do carro que isolam o animal. O cão está verdadeiramente aprisionado.
    Quando comecei este projeto, sabia que as fotos seriam pesadas. O que eu não esperava ver eram as reações sutis dos cães: alguns tristes, alguns na expectativa, alguns com raiva, alguns desanimados. É como se ao abrir uma caixa de lápis eu fosse surpreendido com vários tons de cinza.
    Espero que estas fotos sejam cativantes e talvez um pouco divertidas. Quero mostrar que há vida dentro dos lugares escuros que existem em nós. Vou parar de escrever agora e você pode parar de ler. Palavras podem nos levar apenas até certo ponto. Afinal, somos todos animais.”
    Martin, Setembro de 2010.
    Moose conferindo as fotos da série MUTE!
    O bonitinho acima é Moose, o cão do fotógrafo, que inclusive assinará um livro a ser lançado em abril de 2011, contando sobre como é a vida de um cão durante a recessão.
    Categoria: Animais e nós, Notícias
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    8 Comentários:

    1. Ana Corina disse:

      26 de outubro de 2010 às 00:15

      Acho que se o texto não existisse, eu teria desgostado profundamente porque sofri vendo as expressões dos cães. Não gosto de ver cachorros tristes. Mas como a intenção é fazer refletir, tem seu mérito e achei que o texto fechou bem a intenção do artista… Beijos.

    2. Patricia de Oliveira Sampaio disse:

      25 de outubro de 2010 às 22:38

      Obrigada pela tradução.
      Realmente achei triste e ainda dei uma olhada nas outras fotos dele, todas com uma essência triste. Não sei se o objetivo dele é mostrar às pessoas que devemos respeitar os animais….achei pesado demais.

      Patricia Sampaio

    3. Carol disse:

      25 de outubro de 2010 às 20:56

      Tudo triste, mas tudo lindo. Uma bela mensagem..

    4. marina disse:

      25 de outubro de 2010 às 19:12

      adorei as fotos! a primeira me lembrou a cara de aparovarada que a patrícia faz quando meu pai resolve passar com o carro no lava jato
      bjocas

    5. Ana Corina disse:

      25 de outubro de 2010 às 12:29

      Achei tudo tão triste… Fotos, texto… Mas tem seu mérito ao nos fazer refletir sobre a condição de subjugação dos animais, né? Tadinhos…
      🙁

    6. Jackie Nunes disse:

      25 de outubro de 2010 às 12:28

      Muit o grata pela tradução. É fantastica a capacidade do fotografo em superar seu egocentrentismo e perceber que os "animais" são seres sensientes.

    7. Tatiana disse:

      25 de outubro de 2010 às 12:22

      Ai que olhares tristes…

    8. Andreia disse:

      25 de outubro de 2010 às 12:11

      Oi Ana,

      Obrigada por compartilhar! Adorei conhecer o trabalho dele…e poxa…me deu até um arrepio em ler.
      Beijo,

      Andreia
      http://universoemcores.blogspot.com

    Os comentários estão fechados.

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