Guia de Raças no Mãe de Cachorro: Boxer

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–> Quer conhecer o verdadeiro temperamento de outras raças disponíveis para adoção? Confira o Guia de Raças Mãe de Cachorro clicando aqui.
Leia também: Cuidados com cães de focinho curto/encurtado/achatado.

Raça de hoje: Boxer: só a cara é de mau!
Texto: Michele Welton Tradução: Ana Corina – Todos os direitos reservados. A reprodução é expressamente proibida.
Temperamento – O que é bom e o que é ruim sobre eles
Boxers podem ser ótimos cães de família se você der a eles exercício suficiente, os treinar para controlar a impetuosidade que possuem quando jovens e se você puder providenciar tudo que for necessário para que eles convivam bem com seus focinhos anormalmente curtos (sim, a mão do homem está presente em TODAS as raças que não têm focinhos longos como os dos lobos e eles não são NADA naturais).
Quando filhotes e adultos jovens os Boxers são animados, brincalhões (por vezes ao extremo) e adoram pular e saltar em você. Boxers adultos geralmente tornam-se mais ponderados e são companheiros calmos e fiéis pelo resto de suas (infelizmente curtas) vidas.
As necessidades de exercício variam de longas caminhadas diárias para Boxers mais sedentários a brincadeiras vigorosas para os indivíduos com mais energia – mas não no clima quente porque os Boxers são mais suscetíveis a ataques cardíacos do que a maioria das raças.
Embora muitos Boxers se comportem bem com outros pets, incluindo gatos, alguns são dominantes ou agressivos com relação a outros cães do mesmo sexo e alguns são perseguidores de gatos.
Boxers precisam de liderança consistente. Sua herança, afinal, vem de um cão de trabalho de caráter forte. Mas você deve lidar com eles de uma maneira persuasiva e otimista. Eles são teimosos, sim!, mas também são sensíveis/suscetíveis e orgulhosos. Eles vão empacar se você os puxar ou empurrar.
A maior parte dos Boxers serve como cão de alerta – significando que eles irão latir quando virem ou ouvirem algo fora do normal. Seus instintos territoriais e de guarda, entretanto, variam muito. A maioria deles reage a estranhos com uma postura amigável de “Olá! Entre aí!” (geralmente acompanhada por pulos alegres e caudas balançando). Outros são sensatos e educados com estranhos, nem cortejando, nem ameaçando. Uns poucos Boxers (tipicamente de linhagens Germânicas) são mais violentos, impetuosos e desafiadores. Uma socialização desde cedo é importante para desenvolver uma atitude estável no seu Boxer.

Se você quer um cão que…

  • Tenha porte médio a grande, com uma estrutura masculina e forte
  • Precise de poucos cuidados de pelagem
  • Ame pular e brincar
  • Geralmente seja constante e confiável com todos
  • Pareça imponente o suficiente para que pareça intimidante até mesmo quando estiver sendo amigável
Um Boxer pode ser bom para você.

Se você não quer lidar com…

  • Brutalidade e pulos exuberantes quando o cão for jovem
  • Agressão em potencial contra cães (geralmente do mesmo sexo)
  • Um temperamento forte e decidido que requer um tutor que possa estar no comando
  • Baba (e mais baba!)
  • Gases (flatulência)
  • Um potencial muito alto para problemas de saúde e uma expectativa de vida pequena
Um Boxer pode NÃO ser bom para você.
Se você está pensando em adotar um Boxer… Considere as questões abaixo seriamente.
  1. Vigor. Boxers jovens (ou seja, Boxer com até 2 anos de vida) são travessos e pulam com vigor, então coisas em redor podem “voar”, inclusive crianças pequenas ou adultos idosos/enfermos.
  2. Potencial para agressividade com animais. Embora a maioria dos Boxers seja tranquilo com outros pets, incluindo o gato da família, alguns são dominantes e agressivos com outros cães do mesmo sexo.
  3. Teimosia. Boxers não são Golden Retrievers. Eles possuem uma mente independente e não são fáceis de manipular/enrolar ao ser treinados/educados. Muitos Boxers são “passivamente teimosos” e simplesmente se recusarão a fazer o que quer que você peça que façam. Alguns são dominantes (querem ser o líder) e farão você provar que pode obter algo deles. Você mostrar ao seu Boxer, através da mais absoluta consistência, que realmente deseja que ele faça aquilo que está sendo pedido.
  4. “Barulhos de Boxer”. Boxers não são cães quietos. Eles não são barulhentos, de maneira alguma, mas eles se comunicam com rosnados e grunhidos e bufam, fungam e roncam. Estes sons podem ser afetuosos para algumas pessoas, mas irritantes para outras.
  5. Baba! Muitos Boxers, especialmente aqueles com mandíbulas frouxas, babam bastante, especialmente após comer e beber.
  6. Gases (flatulência). Felizmente, Boxers que sejam alimentados com alimentação natural ao invés de ração (seca ou molhada), têm muito menos problema com gases.
  7. Problemas de saúde. Infelizmente o Boxer é uma das raças com mais problemas de saúde. Eles geralmente são bastante suscetíveis a problemas nos olhos (como úlceras nas córneas), doenças relacionadas à digestão (como inflamação no cólon), hipotireoidismo e outras mais. Ainda mais triste é o alarmante número de Boxers que morre de câncer ou doenças do coração enquanto ainda são adultos jovens.
Adote um Boxer adulto!
Quando você adota um filhote, você está adquirindo potencial do que ele um dia pode se tornar.  Mas quando você adota um cão adulto, você está adquirindo o que ele já é e pode decidir se é o melhor cão para você baseado em sua rotina e realidade. Há vários Boxers adultos que já provaram não ter as características negativas típicas da raça. Se você encontrar um cão assim, não deixe que elas preocupem você. Fique feliz que você encontrou um indivíduo atípico e aproveite!
Salve uma vida. Adote um cão.
*Lembrando: Estou traduzindo as descrições de temperamento das raças (que já vi disponíveis para adoção) apresentadas pela autora norte-americana Michele Welton, que obviamente leva em conta que a maior parte de seus leitores mora nos EUA e sempre tendo em mente cães dentro do padrão comportamental de cada raça. Não adianta um cão ter “cara” de uma raça, isso nem é tão difícil, um cão realmente “de raça definida” tem, mais do que qualquer outra coisa, a personalidade, o comportamento e os instintos da raça a que pertence.
Sobre a autora: Michele Welton tem mais de 35 anos de experiência como educadora canina e tem mais de 17 livros publicados, sendo 15 deles sobre cães.

Categorias: Adoção, Câncer, Guia de Raças
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Comentários

  • Fran disse:
    6 de outubro de 2010 às 20:11

    q legal, gosto mto da raça, qualquer cão que seja criado com socialização e um bom treinamento será um ótimo companheiro !

  • Ana Paula disse:
    6 de outubro de 2010 às 22:17

    baba, flatulência, "buf-bufs"… sim, isso diz muito! =D e eu aaaaaamo!

    a descrição é bastante fiel ao temperamento do meu casal de boxers amados, ana, mas acho que faltou um aspecto fundamental que vale ressaltar: eles são extremamente dóceis com crianças. são carinhosos de maneira geral, mas realmente têm muita curiosidade e paciência com humanos filhotes.

    lola e fidel mandam beijinhos!

  • Ana Corina disse:
    6 de outubro de 2010 às 23:44

    É isso aí, Fran, pena que as pessoas saibam TÃO pouco sobre socialização!

    Ana, então, menina,! Também achei estranho o fato dela não falar disso, ainda mais que sempre chamo o Boxer de "cachorro babá"… Ué, né? Vai saber… Como lá nos EUA eles são neuróticos com TUDO e mais um pouco, vai que não se diz que cachorro grande nenhum é bom com crianças por medo de processos casa um dia algum meta a boca em um pentelhinho? ;-D

  • Fúlvia e Suzie disse:
    7 de outubro de 2010 às 01:08

    Ana, adoro a raça, tenho uma afilhada Boxer que vai fazer 9 aninhos.

    São uns doces de cães e só não pegamos um quando procurávamos um cão por morarmos em apartamento. Se não, acho que o Boxer seria nosso cão.

    Não me importo tanto com baba, os sons deles são uma graça, mas o mais triste é o fato deles terem tantos problemas de saúde… fico pensando se uma AN não ajudaria no caso também, deixando-o viver mais e melhor, será?

    Beijos, Ana, adorando a série (e feliz por ainda conseguir lê-la, mesmo já com a net cancelada… rs).

  • Coisinhasdalili disse:
    7 de outubro de 2010 às 01:08

    Olá! Sempre passo por aqui e adoro o blog de vcs! Parabéns. Mas hoje vim pedir uma ajuda. Entraram no pato de uma querida amiga em Laranjeiras (RJ) e assaltaram a casa mas o pior foi que deixaram o York dela de 12 anos fugir e ela não consegue encontrá-lo. Ele já está bem velhinho e não sabe andar na rua sozinho. Ela fez um cartaz e eu divulguei lá no meu blog. (www.coisinhasdalili.com) Por favor, se vcs puderem, divulguem. Ela está sofrendo muito. Bjs

  • Marisol Paz disse:
    7 de outubro de 2010 às 02:01

    Que saudades do Franco Zeffirelli, meu irmãozinho Boxer de 10 anos que morreu ano passado!! E foi uma alegria do primeiro ao último dia!!

  • Eliane disse:
    7 de outubro de 2010 às 14:17

    Tenho um boxer macho de 5 anos chamado Logan(também atende por bebê). Posso afirmar com toda certeza que foi o melhor cão que tive até agora. É obediente (não foi adestrado), companheiro, não baba e entende tudo que falamos com ele (parece uma pessoa). Não é um cachorro fujão pois mesmo com o portão de casa aberto, ele não sai.Eu simplesmente o AMO demais!!!E sei que vou sofrer muito quando ele se for…

  • Anonymous disse:
    8 de novembro de 2010 às 17:45

    O meu boxer tem 7 meses e chama-se Panzer. Ele é muito bonito e carinhoso, mas não caminha comigo de jeito nenhum. Pensei que fosse a coleira que pudesse estar incomodando, daí comprei um peitoral. Mesmo assim, ele teima em empacar e não sair do lugar mesmo com toda a minha insistência. O QUE É QUE EU FAÇO???

  • Ana Corina disse:
    9 de novembro de 2010 às 02:36

    Olá!

    Na verdade, o ideal seria você conversar com um adestrador profissional para ele te ajudar com o treino da guia.
    Você precisa entender que o cão deve ser acostumado lentamente com as novidades, sempre por poucos minutos por dia. Então o ideal seria primeiro você apenas deixá-lo com coleira e guia arrastando no chão mesmo. Deixe que ele vá pra lá e pra cá, dê petiscos, brinque com ele. Faça isso várias vezes por dia por pouco tempo.

    Depois comece a segurar na ponta da guia, mas deixe que ELE guie você pelo quintal. Faça isso por mais um tempo e só mais tarde vá começando a puxar a guia para ele te seguir. Não esqueça de ter sempre em mãos um petisco bem saboroso para despertar o interesse dele, como pedacinhos pequenos de salsicha, por exemplo.

    Vou pedir para um adestrador vir aqui responder, ok? Mas por enquanto pode ir tentando estas minhas dicas mesmo!

  • Anonymous disse:
    20 de junho de 2011 às 17:01

    Aqui em casa temos um boxer de oito anos: Lex Luthor.

    Ele é adorável, manso e super dedicado a todos da casa.

    Um amigão!

    Vivian -Pelotas-RS

  • Mãe de Cachorro - Ana Corina disse:
    20 de junho de 2011 às 19:37

    Obrigada por comentar, beijo pro Lex e pra vc!!

  • Marcela disse:
    28 de junho de 2011 às 00:41

    Adotei um boxer de 2 anos, o Tyson. Ele está comigo há 3 semanas e eu e meu marido estamos apaixonados por ele. Muito carinhoso e companheiro. O Tyson é um pouco medroso. Acho que pode ser a adaptação. Nos primeiros dias tive dificuldades com os passeios, ele não gostava e se jogava no chão. Agora, depois de muito treino e paciencia ele está passeando direitinho e está mais solto e mais à vontade com a gente. Já tive um husky e um labrador, mas estou apaixonada pelo boxer!

  • Mãe de Cachorro - Ana Corina disse:
    30 de junho de 2011 às 17:36

    Oi Marcela!

    Parabéns pela adoção do Tyson!!! Beijo grande.

  • Anonymous disse:
    20 de julho de 2011 às 18:17

    Somos pai e mãe de cachorros, encontrados na rua, machucados, desnutridos…. Temos uma boxer linda de +- 10 meses…. amavel…. mesmo com os outros cachorros, temos 3 meninas (boxer, e duas sem raça definida) e um filhote menino que chegou debilitado e a boxer que na epoca tb era filhote o adotou e hoje não desgruda dele…..

  • aide pereira da silva disse:
    21 de agosto de 2011 às 12:32

    Olá!
    Temos, eu e meu filho, um boxer, lindo de viver!!!!!Carinhoso,amigo, companheiro, ele
    se chama Walter e é a alegria da casa. Ele baba, resmunga, geme mas nós não nos importamos, ele é demais!!!!
    Um beijo

  • Anonymous disse:
    4 de outubro de 2011 às 16:45

    Cristina/RJ
    Boxer é uma raça apaixonante, meu EROS te 1 ano e 3 meses, é um dengoso, fica extremamente triste qdo. chamo sua atenção, vive pedindo colo,detesta ficar sozinho,parece que é a nossa sombra, adora jogar bola com as crianças, é bastante obediente e limpo e haja energia,por ele brincariamos o dia inteiro. Como sou feliz por ter um BOXER !!!

  • Janaína Corrêa disse:
    13 de outubro de 2011 às 02:09

    Também tivemos uma boxer maravilhosa, chamada Gude. Foi nossa princesa, tudo em nossas vidas… Papai do céu a levou com apenas cinco anos. O que podemos dizer quando eles "empacam" é para não fazer nada "forçando-os". Lidar com carinho, mimando na hora de dar um remedinho, por exemplo, é melhor do que tentar empurrar; eles travam mesmo! Carinho, beijos e brincadeiras. É tudo de que eles mais gostam. E nós, que os amamos, também!

  • Renata disse:
    6 de dezembro de 2011 às 20:37

    Amei isso! Tenho um casal de boxer de seis anos. Ganhei o macho (Dom) com seis meses e adotei a fêmea (Raika) há um ano. No começo foi um problema por causa do ciúme, mas hoje eles não se desgrudam, foi a melhor coisa pra ele, que ficou muito mais obediente e feliz com a nova companhia. Eles brincamo dia inteiro. Quem quiser ter um boxer não vai ser se arrepender é uma raça amável e muito brincalhona. Amo BOXER!

  • Priscila Santos disse:
    14 de março de 2012 às 18:22

    Me chamo Priscila Santos e tenho uma Boxer, Estrela Santos, mas a chamamos de Estrelinha ou telinha. Estrela chegou a minha vida, com mais de um ano, estava em péssimas condições de higiene, cheia de bichos e mal amada. A ganhei num momento muito difícil, logo após a separação do meu primeiro casamento, e ela sempre foi minha companheirona, minha base, meu alicerce, minha fortaleza. Neste meio tempo, mudei de casas algumas vezes e nunca tive problema em adaptações com ela, mas sempre q estou em casa ou chego, minha atenção é voltada a ela e a salsicha Lua de 02 anos. Estrela é meu farol, minha amiga, minha história de vida, estamos tão ligadas que muitas vezes quando me pego triste ou chorando ela está sempre ali ao meu lado para me acalentar e mais ainda me lamber de beijos. Concordo com muitas coisas, inclusive uma q passei por cima de todos em relação a comida, elas comem comida natural, e estrela tem pouca flatulência, mas quando comia ração era um ohohohoh. Só fico bastante preocupada e choro bastante quando dizem q eles tem vida curta, ai já me pego pensando em como vai ser minha vida, sem a minha Estrela, mas isso eu vou deixar para lá pq eu as amo muito e vamos estar juntas sempre, eternamente.

  • Helana Unias disse:
    17 de março de 2012 às 20:10

    Sinto muita falta do meu cachorro ZEUS(boxer),pois o mesmo morreu de calazar.Ele era o meu companheiro.Nunca pensei que num ambiente arejado esse mosquito fosse aparecer.Foi ótimo ler esse texto senti muitas saudades dele.

  • Michele disse:
    8 de maio de 2012 às 10:14

    Boxer é tudo de bom!!!!

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