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    Leishmaniose Visceral e você: NÃO pense que não tem nada a ver.

    Mãe de Cachorro - Ana Corina | 22 de setembro de 2010

    Clique na imagem. Fonte: Grappa

    Se você

    • mora no Brasil
    • mora no Planeta Terra
    • não quer pegar leishmaniose, seja visceral ou tegumentar

    Leia este post com atenção e divulgue-o!

      • Existem dois tipos de leishmaniose: a tegumentar, que apresenta lesões externas e é a mais comum no Brasil, ocorrendo em 98% dos diagnósticos de leishmaniose, e a visceral, que atinge as vísceras e é fatal em 90% dos casos não tratados.
      • A leishmaniose visceral atinge em sua maioria crianças menores de dez anos e pessoas com imunidade baixa.
      • A doença pode ficar quietinha sem apresentar sintomas por anos.
      • O inseto cuja fêmea infectada transmite a leishmaniose visceral é um flebótomo, mais conhecido como mosquito palha. Só que ele não é um mosquito porque não põe ovos em água e sim em matéria orgânica. Ou seja: é ainda mais difícil de ser combatido já que qualquer folha caída em decomposição pode servir de berçário para o inseto.
      • A fêmea do flebótomo precisa de algumas horas para ficar infectada e sair transmitindo a doença, assim, caso ela pique um hospedeiro qualquer e pique você em seguida, não haverá transmissão porque ela nem “processou” a doença dentro de si ainda.
      • O flebótomo mede de 1 a 3 milímetros, é menor do que qualquer coisa que você considere minúscula e mal pode ser visto a olho nu.  Ele não consegue voar livremente como um mosquito e dá pequenos saltos baixos, mas não se iluda, é eficiente mesmo assim e pode ir de uma cidade a outra paradinho em carros, malas etc.
      • Ao telar suas portas e janelas use a tela com espaçamento inferior ou igual a 1 milímetro (eu disse milímetro!).
      • Não tenha a menor dúvida: é apenas uma questão de tempo até a leishmaniose visceral bater a sua porta. Não só o aquecimento global está contribuindo para que doenças transmitidas por insetos/mosquitos sejam “globalizadas”, como o Brasil é um país de proporções continentais que não tem saneamento básico decente e não impõe barreiras sanitárias em áreas endêmicas.
      • Ou seja: uma pessoa sai de uma cidade com vários casos de leishmaniose visceral e facilmente passa férias ou se muda para outra cidade onde a doença não existe. Não só ela pode ser hospedeira da doença, como ainda pode levar outros hospedeiros, como cães e gatos. Chegando na cidade nova, é questão de tempo que o inseto transmissor pique a pessoa ou um animal infectado, contraia a leishmaniose visceral e saia repassando.
      • O cão é apenas mais um hospedeiro da leishmaniose visceral. É também o mais estudado e injustiçado, já que mesmo que todos os cães do mundo deixassem de existir, a leishmaniose visceral continuaria a crescer, como inclusive ocorre nas cidades onde há matança indiscriminada de cães como “forma de combate à doença”.
      • A fêmea do flebótomo que transmite a doença prefere antes picar aves (mas elas não são reservatórios), depois humanos, cavalos, bovinos e só lá bem depois, o cão. É uma questão de paladar!
      • Dois exames detectam se o cão apresenta sorologia positiva para a doença, ou seja, podem ter tido contato com ela, mas não estão necessariamente doentes. No Brasil a ordem é matar qualquer animal com sorologia positiva, só que aqui o problema é que:
      • existem resultados errados, chamados de falso positivo e falso negativo (ou seja, o cão saudável pode ser morto ou tratado indevidamente e o cão doente passa batido sem tratamento)
      • estes exames não diferenciam a leishmaniose tegumentar da visceral (e no Brasil não é feita a eutanásia de cães com leishmaniose tegumentar)
      • os exames podem dar positivo caso o cão tenha outras doenças, como erlichiose, sarna demodécica, babesiose etc.

    Segundo o professor André Fonseca, médico veterinário e advogado, “os melhores exames, no momento, para o diagnóstico da Leishmaniose visceral em cães são a Punção de Medula Óssea e/ou Linfonodos (chamada de “PAAF”) e o PCR de Medula Óssea, além do qPCR e a Imunohistoquímica de pele (todos mais caros). Reforçamos que os demais exames complementares, após confirmada a Leishmaniose visceral, são igualmente fundamentais: Creatinina, Uréia, ALT, Proteinograma e Hemograma”.

    Prevenção:
    • 15 dias após parar de chover borrife as paredes de sua casa, seus muros e quintal com produtos à base de piretróides, como a deltametrina (K-Othrine, Butox etc.) ou a cipermetrina . Você também pode pincelar batentes de portas e janelas e locais escuros (embaixo de camas, casinhas de cães, atrás e embaixo de móveis etc.) com o produto escolhido. Faça esta dedetização de 4 em 4 meses.
    • Se preferir algo mais natural, borrife/aplique óleo de citronela ou óleo de neem nos mesmos locais com, mas estes devem ser reaplicados após cada chuva ou limpeza.
    • Para aplicar cipermetrina diretamente no cão alguns cuidados são necessários:
    –>A dosagem é de 1 gota de cipermetrina para cada quilo de cão de pelo curto e de 2 gotas para cada quilo de cão de pelo longo. O produto não pode ser aplicado em gatos e em humanos e deve ser pingado onde o cão não consiga lamber (entre os “ombros”, na nuca, no pescoço) e apenas no pelo, nunca diretamente na pele! Cuidado com animais que possam lamber um ao outro!
    • Se você quiser aplicar óleo de citronela ou óleo de neem em um cão, lembre-se de diluí-los em água e fazer a aplicação diariamente e antes dos “horários de passeio” do mosquito: o amanhecer e o entardecer (mais no fim de tarde).
    Sobre o uso da cipermetrina em cães:

    A cipermetrina é um piretróide inseticida (mata mosquitos, carrapatos, pulgas etc) e somente na formulação pour-on (oleosa) pode ser aplicada em cães (não em gatos). Aplicar no PELO (evitar o contato direto com a pele). É encontrada nos seguintes produtos: Cipermetrin, Cyperpour-on, Controller CTO, Ectosules, Cipermetrina Nortox, que são vendidos por litro e somente são encontrados em casas de produtos agropecuários (não são vendidos em pet shops). Aplica-se espalhando o volume sugerido na ponta das orelhas, cabeça e linha dorsal do animal (2 gotas por quilo, se cão de pelo longo e 1 gota por quilo, se cão de pelo curto). A aplicação deve ser repetida após o banho, com o animal seco, ou senão, a cada 7 dias. Não aplicar no animal sob o sol. Em caso de intoxicação, simplesmente lavar o animal com sabão e mantê-lo à sombra. O produto também deve ser aplicado nos canis (paredes e telas) e nos portais de janelas e portas das residências e apartamentos. POR SER INSETICIDA, MANTER FORA DO ALCANCE DE CRIANÇAS. fonte: Fiel Amigo

    Resumindo o uso de cipermetrina/deltametrina:
        • em cães usar apenas a cipermetrina oleosa (pour-on, vendida para ser passada em bois)
        • para dedetizar o ambiente, usar a cimpermetrina para pulverização ou então deltametrina (K-othrine, Butox etc.)
        • dedetizar o ambiente com cipermetrina ou deltametrina apenas a cada 4 meses, preferencilamente 15 dias após parar de chover (que é quando os ovos do inseto estão eclodindo)
    Leia também:
    ATENÇÃO:
    Você não é obrigado de forma alguma a entregar o seu animal aos fiscais da saúde pública. SEU CÃO É SUA PROPRIEDADE. Nem mesmo um Delegado de Polícia pode ir na sua casa e exigir que você entregue seu animal. Para sua informação, um Delegado de Polícia ou um policial só podem entrar na sua casa com um mandado judicial ou com sua autorização. Se alguém (Delegado ou Fiscal da Saúde) te constranger, não deixe de anotar o nome da pessoa para formular uma ocorrência policial por abuso de autoridade e/ou constrangimento ilegal. Seja cidadão, exija seus direitos !!!!
    Se alguém te constranger a entregar o seu animal, procure uma Delegacia de Polícia e registre um boletim de ocorrência (B.O.) alegando abuso de autoridade e/ou constrangimento ilegal e procure a Ordem dos Advogados do Brasil – OAB – (Comissão de Direitos Humanos e/ou Comissão de Meio Ambiente) e formule sua reclamação.
    fonte:  Informações Gerais Sobre Leishmaniose Visceral Canina
    Prof.M.Sc. André Luis Soares da Fonseca CRMV/MS 1404 – OAB/MS 9131
    Atenção: há diversas alternativas de prevenção. Algumas exigem bastante cuidado porque são tóxicas (coleira de deltametrina, gotas de cipermetrina, gotas de produtos para cães contra pulgas etc.) e outras são naturais, mas exigem aplicação diária. 
    Por favor, estudem com atenção todo o material disponibilizado no índice dos posts sobre leishmaniose visceral aqui no blog !Lembrando: NÃO use nenhum medicamento sem orientação médico-veterinária! Tudo que cito aqui no blog serve de referência para que os leitores conversem com veterinários de confiança. NÃO façam “consultas” com balconistas, vendedores ou qualquer outra pessoa que não esteja inscrita no CRMV de seu Estado como um médico veterinário formado.
    Categoria: Campanhas, Leishmaniose, Saúde
    Atenção!
    Plágio é crime federal previsto na Lei 9.610/98.
    Conheça a Licença de Uso do blog e saiba o que você pode fazer ou não com os posts do Mãe de Cachorro!

    13 Comentários:

    1. valeria claudia de souza carmo disse:

      4 de fevereiro de 2014 às 13:54

      minha shofia tem 6 meses e ela tem o abto de fazer coco e comer e narmal o que fazer para ela pararela e da raça shithzhu

    2. CLARISSA disse:

      8 de outubro de 2013 às 18:58

      Sobre o óleo de neem me esclareça uma duvida por favor….o cão pode se lamber sem problemas seja qual for a idade dele?…..e outra duvida….qual a dosagem do óleo puro de neem para a aplicação pour on em cãe de porte grande?…tenho um casal de husky e a femea teve filhotes. Posso aplicar no casal e nos filhotes sem problemas seja diluido em agua ou nao?…..
      obrigada….

      • Mãe de Cachorro – Ana Corina disse:

        29 de outubro de 2013 às 00:28

        Oi Clarissa,

        Desculpe a demora, o blog ficou fora do ar.
        Olha, a aplicação é para ser feita onde o cão não consegue lamber. Prefiro que você tire estas dúvidas com o veterinário André, do site http://fielamigo.com.br/trata/andre.fonseca@ufms.br Ele é especialista em combater a leishmaniose.

        Eu só deixaria o animal lamber o neem se ele fosse para uso em cães (como o Estibion).

        Depois nos conte o que o André falou. E castre essa turma toda, né?

    3. Rafaela disse:

      12 de setembro de 2013 às 15:28

      Oi Ana!

      Qual o jeito correto de aplicar óleo de neem em um cão: só na nuca e atrás das orelhas ou posso borrifar no animal todo a mesma solução pra borrifar no ambiente (20ml/L)?

      Desde já obrigada.

      • Mãe de Cachorro – Ana Corina disse:

        17 de setembro de 2013 às 01:09

        Oi Rafaela,

        Então… se for neem específico para passar no animal, basta você ler a bula e decidir. A marca Estibion tem neem assim, por exemplo. Se for neem normal, dilua em água numa proporção 50/50 e borrife nele inteiro. Dia desses vi spray de neem e citronela pra passar em gente à venda em loja de produtos naturais. Se achares, passe no corpo. É aquela história> evite focinho, olhos etc. Bjo

    4. Maika Minatti disse:

      2 de outubro de 2012 às 10:52

      Oi Ana,bom dia!
      Olha eu aqui de novo!
      Tenho uma dúvida sobre a questão da vacinação contra a LVC. A veterinária do Al Pacino me sugeriu vaciná-lo com a vacina chamada Leshimune (acho que é isso), mas antes tem que fazer os exames de sangue para atestar que ele é negativo para a doença. Meu medo é que ao aplicar essa vacina, que pelo que sei contém o esporo da doença, apareça nos futuros exames de sangue dele como positivo para LVC. Será que estou falando uma grande bobagem??? Abraços!

      • Mãe de Cachorro – Ana Corina disse:

        8 de outubro de 2012 às 12:57

        O exame anterior à vacinação é necessário pra depois vc poder provar que o cão NÃO tinha a doença. O contato com a vacina pode realmente dar falso positivo, daí a importância do exame, pois ajuda você a comprovar que o exame positivo é em virtude da vacinação. Mas ele PRECISA mesmo ser vacinado? Vcs moram em área de risco?

    5. Anjinha disse:

      11 de novembro de 2010 às 10:31

      Foi importantissimo ler a respeito disso.Mas principalmente saber que não sou obrigada a entregar meus animais a ninguem.Recolho cães e gatos de ruas,cuido deles e procuro quem os adote.Nem sempre é facil encontrar quem queira,e por isso ainda tenho varios em minha casa.Ja fui ameaçada muitas vezes de tomá-los e envia-los a um abrigo.Hoje mesmo estou esperando mais uma "visita" do pessoal da saude publica.Meus bebes sao bem cuidados,nao perturbam a ninguem.Vou lutar por eles até o fim.Obrigada pela informção!

    6. Ana Corina disse:

      26 de setembro de 2010 às 10:50

      Oi, gente!
      Obrigada por comentar. Nem preciso pedir que REPASSEM, REPASSEM, REPASSEM as informações, né? hehe Bjo!

    7. Anonymous disse:

      25 de setembro de 2010 às 21:05

      Ola Ana, muito bom ter lido suas infs .
      Soube que florianopolis esta apresentando muitos casos . Vou fazer contato com o pessoal de lá.
      beth, canil Shuk, RJ

    8. marina disse:

      22 de setembro de 2010 às 21:56

      por via das dúvidas a partir de amanha a dona Biba vai usar a coleira repelente!

    9. comediasdavidacanina disse:

      22 de setembro de 2010 às 18:27

      Excelente post, Ana!!
      Um apanhado de tudo que é importante. Já que "eles" não fazem sua parte, vamos nós fazer a nossa!! Divulgando!!

      Mais uma vez, parabéns!! educação é tudo!!

      Beijocas
      Carina

    Os comentários estão fechados.

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