Artigo claro e pontual sobre os malefícios da vacinação excessiva de cães e gatos.

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Vacinas: Do que meu cão precisa?
Mais uma vez trago a vocês material não só confiável e com referências, mas de extrema importância para quem está realmente preocupado com a saúde de seus cães e gatos. Literalmente não ganho nenhum tipo de compensação financeira para tanto, sendo minha recompensa única o bem-estar dos peludos, caso as pessoas passem a considerar e estudar os assuntos abordados. Aproveitem, é de coração, com muito carinho e demanda toda atenção do mundo da parte de vocês, ok? Boa leitura e bom estudo!
Artigo: “Puppy Shots and Dog Vaccinations”, escrito por Michele Welton e publicado aqui. Tradução: Sylvia Angélico Reprodução expressamente proibida.
Vacinações… São necessárias ou não?
Há apenas alguns anos as pessoas eram obrigadas a trazer seus cães para uma visita anual ao veterinário a fim de que fossem vacinados. Os tempos mudaram. 

Leia o que a médica-veterinária Christina Chambreau tem a dizer sobre reforços vacinais anuais:
Como você reagiria se seu médico te dissesse para tomar vacina contra sarampo, caxumba, rubéola, difteria, coqueluxe, tétano e hepatite todos os anos de sua vida, até a sua morte, em vez de apenas algumas doses na infância?
Mesmo entrando em contato com centenas de pessoas no dia-a-dia as pessoas não precisam de re-vacinações anuais. E veterinários pesquisadores imunologistas agora nos dizem: cães e gatos também não precisam!
Uma das maiores “bíblias” veterinárias, diz:
Uma prática que teve início há muitos anos e que é destituída de validade ou verificação científica são os reforços vacinais anuais. Com raras exceções, não há necessidade imunológica para a revacinação anual. Imunidade contra vírus persiste por anos ou por toda a vida do animal.
Apenas a resposta imunológica a TOXINAS requer reforços (exemplo: o reforço contra a toxina tetânica que, para humanos, é recomendado uma vez a cada 7-10 anos). Para cães e gatos atualmente NENHUMA vacina contra toxina é utilizada.
Por favor releia essa parte. Porque é importante.
Isso é o que informa o Kirk’s Current Veterinary Therapy XI – a “bíblia” de muitos veterinários. Esse capítulo foi escrito pelo Dr. Ronald Schultz, Ph.D (Imunologista e Presidente do Departamento de Ciências Patobiológicas da faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de Wisconsin), junto com o Dr. Tom Phillips, médico-veterinário Ph.D.
Em português claro, significa que o sistema imunológico tem uma “memória”. De fato, o sistema imune contém células de memória. Uma vez que foi demonstrado a essas células de memória o que fazer no caso de uma determinada doença (o que é obtido com uma vacinação bem-sucedida entre 12 e 16 semanas de idade), essas células de memória produzirão anticorpos contra aquela doença toda vez que a encontrarem – por anos e anos e, provavelmente, para toda a vida.
Lembretes anuais não são necessários. Na verdade, lembretes anuais são inúteis na maioria das vezes, por que, de acordo com o mesmo artigo no livro Kirk’s Current Veterinary Therapy XI:
“Além disso, os reforços vacinais anuais não estimulam uma resposta secundária devido à presença de anticorpos existentes.”
Mais uma vez, em português claro, isso quer dizer que revacinações não funcionam quando o organismo de seu pet JÁ tem anticorpos das vacinações anteriores. Esses anticorpos existentes neutralizam o reforço vacinal. Portanto, repetir as vacinas não reforça a imunidade de seu pet. Na verdade, re-vacinar um animal que já é imune oferece virtualmente nenhum benefício uma vez que a imunidade criada anteriormente inativa a vacina.
Então, por que os veterinários vacinam os pacientes todos os anos?
O Dr. Phillips e o Dr. Schultz terminam seu artigo no livro Kirk’s Current Veterinary Therapy XI com essa revelação – o verdadeiro motivo por que tantos veterinários continuam a insistir que os pets sejam vacinados anualmente:
“A prática de vacinar anualmente, em nossa opinião, deve ser considerada de eficácia questionável, a não ser que seja empregada como forma de fornecer um exame físico anual.”
Em outras palavras, seu veterinário atrai clientes com a declaração de que seus animais precisam ser vacinados anualmente. Vacinações correspodem a uma boa parte da renda de um veterinário. Veterinários (nos Estados Unidos) cobram 15 a 50 dólares por vacinas que custam a eles menos de dois dólares cada. E (nos Estados Unidos) você ainda paga 25 a 35 dólares pela consulta. É do interesse financeiro do seu veterinário que você volte com seu cão ou gato anualmente.
Não me entenda mal - check-ups físicos regulares podem ser bons, especialmente para pets mais velhos. Mas veterinários éticos precisam parar de usar o falso pretexto de que “reforços anuais são necessários” como forma de atrair clientes para seus consultórios.
Na verdade, reforços vacinais são prejudiciais.
Mas, mesmo que os reforços vacinais anuais não sejam necessários, mal eles não fazem, certo? Infelizmente, isso não é verdade. Leia o que o Dr. Charles Loops, médico veterinário, tem a dizer sobre o poder das vacinas:

A primeira coisa que precisa mudar é a crença de que as vacinas são inofensivas. Veterinários e proprietários precisam perceber que eles não estão protegendo os animais de doenças com vacinações anuais, e sim, destruindo a saúde e o sistema imunológico dos animais que amam e cuidam.”

A médica-veterinária Dra. Christina Chambreau concorda:
Vacinações de rotina são provavelmente a pior coisa que fazemos com nossos animais. Elas causam todo tipo de enfermidades. Repetir anualmente as vacinas é uma afronta ao equilíbrio energético dos nossos animais. Veterinários imunologistas nos dizem que vacinas precisam ser aplicadas apenas uma ou duas vezes no decorrer da vida do animal.  Em primeiro lugar, não há necessidade para vacinações anuais e, em segundo lugar, elas definitivamente causam doenças crônicas.”
O médico-veterinário Dr. Roger DeHann diz o seguinte:
Estamos destruindo o sistema imune. Ao longo dos anos tem ficado cada vez mais claro que algumas vacinas são ineficazes ou desnecessárias, e que algumas vacinas são perigosas, capazes até mesmo de causar sintomas da doença que elas deveriam evitar.”
Você pode suspirar aliviado ao pensar que seu pet escapou de reações imediatas com as vacinações recebidas até hoje. Mas, na realidade, você não tem ideia do que está se passando dentro dele. Os verdadeiros problemas podem aparecer no mês seguinte ou no ano seguinte. Leia o que o médico-veterinário, Dr. Pedro Rivera tem a dizer sobre a relação entre vacinas e doenças crônicas:
“Vacinose é a reação que decorre de inoculações comuns. Reações podem levar meses a anos para aparecerem. Em nossa clínica, vimos hipotireoidismo, otites, doenças imunológicas, afecções articulares e distúrbios comportamentais como reações da vacinação excessiva.
O médico-veterinário Dr. Charles Loops, diz:
“Vacinações representam um grande ataque ao sistema imune, (o que) causa irregularidades e anormalidades na imunidade, o que então se manifesta na forma de doenças crônicas que variam de condições potencialmente fatais a crises auto-imunes que acabam com a qualidade de vida do animal, como é o caso das alergias de pele crônicas.  O que vemos hoje são gerações de animais vacinados em excesso.
A médica-veterinária Dra. Pat Bradley, observa:
“Os problemas mais comuns que atendo e que estão diretamente relacionados às vacinas no dia-a-dia são otites e doenças de pele, como eliminação de secreções e coceira crônicas. Também vejo problemas comportamentais, como medo e agressividade. Muitas vezes, os proprietários relatam que esses problemas ocorrem logo após a vacinação, e que são exacerbados com cada inoculação. Em um contexto mais generalista e assustador, vejo a saúde geral e a longevidade dos animais deteriorando.”
Deixe o Jornal da American Veterinary Medical Association (AVMA) de 1996 resumir tudo para você:
Não existem dados científicos para apoiar a atual recomendação para a administração anual de vacinas. Além disso, a repetida administração de vacinas pode estar associada com um risco maior de anafilaxia e doenças anto-imunes.”
Nesta mesma edição:
Existe pouca documentação científica para apoiar as recomendações das bulas para administrar a maioria das vacinas anualmente. No passado, acreditava-se que a vacinação anual não faria mal e provavelmente ajudaria muitos animais. Contudo, preocupações sobre efeitos colaterais têm começado a mudar essa atitude. O cliente está pagando por algo que não tem efeito ou que tem o potencial de provocar uma reação adversa.”
Protocolos de vacinação anual sempre se basearampreste atençãonas sugestões dos fabricantes das vacinas – e não nos resultados de pesquisas independentes. Será que é de surpreender que eles recomendam reforços anuais? Não se deixe intimidar por seu veterinário!
Don Hamilton, médico-veterinário, alerta: NÃO deixe seu veterinário fazer você sentir culpa!
“Outra tendência observada nos últimos anos é a coerção de proprietários para procedimentos como vacinações. A coerção pode ser forte, como a recusa em fornecer serviços, até mesmo tratamento emergencial, a menos que as vacinas do animal estejam ‘em dia’.  (Nos Estados Unidos) às vezes até mesmo cães e gatos em estado crítico são vacinados a fim de serem admitidos para tratamento.
Outros meios mais sutis incluem a indução do medo e/ou da culpa por meio de afirmações (como uma figura autoritária) de que animais de companhia correm risco caso não sejam vacinados anualmente, e que deixar de obedecer a essa recomendação é sinal de negligência.
Táticas como essas podem gerar sentimentos de culpa no dono, o que leva a uma decisão de vacinar um animal que não corre risco movida por medo. Isso é anti-ético, senão evidência de incompetência, e a recusa do dono deve ser uma resposta aceitável.”
Lembro que o texto acima é uma TRADUÇÃO –> Nota da tradutora:Você tem direito de se informar e de participar das decisões referentes à vacinação de seu animal. Para uma conversa produtiva com o veterinário de sua confiança, sugerimos que você discuta com ele as informações e fontes citadas na tradução deste artigo.”
Artigo: “Puppy Shots and Dog Vaccinations”, escrito por Michele Welton e publicado aqui. Tradução: Sylvia Angélico Reprodução expressamente proibida.
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Comentários

  • Suzan Afonso disse:
    2 de agosto de 2010 às 13:23

    Olá mãe!!

    Eu concordo plenamente com esse assunto, mas TEnho uma Duvida.

    Meu noivo me perguntou (E quando levarmos nossa filha pra viajar? Vamos nos exigir vacina atualizada. O que faremos?)

    eu não soube responder. Mas sei que em Viagem sou obrigada a mostrar o cartão de vacina da Chii e eles cobram mesmo… ao menos todas as empresas pelas quais ja viajei.

    você poderia Responder-nos sobre isso?

    Obrigada

    Su.

  • Ana Corina disse:
    2 de agosto de 2010 às 13:24

    Oi Suzan,

    a ÚNICA vacina obrigatória para que um cão/gato viaje é a contra a raiva. Já que lei é lei, paciência. Mas é muito diferente aplicá-la ocasionalmente para vijar e aplicá-la todo santo ano só por aplicar, né?

    Bj

  • Suzan Afonso disse:
    2 de agosto de 2010 às 14:32

    Sim é verdade! Obrigada pela Resposta!

    Beijos e ÓTIMA SEMANA!

    Su.

  • marina disse:
    2 de agosto de 2010 às 14:56

    o problema é que o ministério da agricultura exige a vacinação anual, sem ela não podemos levar nossos filhos conosco a lugar algum. não li ainda a reportagem toda, vou ler depois com calma
    bjocas

  • Ana Corina disse:
    2 de agosto de 2010 às 14:59

    NÃO TEM QUE DAR nenhuma além da raiva, não! Obrigatória é só a contra a raiva e ainda assim não tem nada que o vet possa fazer pra te obrigar. Se teus animais não vão morder ninguém, vais precisar comprovar vacina contra raiva quando? Só pra viagem. E outra, há vários Estados onde a doença está extinta. Aqui em Floripa a PRÓPRIA PREFEITURA NÃO VACINA pq a doença não existe mais. Beijo!

  • Miguel Eibel disse:
    2 de agosto de 2010 às 16:40

    Boa tarde!
    Esta leitura tem que ser obrigatória também para os donos de Pet shoppings que pelo cadastro olham a época de vacinação e ficam enchendo a paciencia dos donos para vacinar os cães e eles levarem a porcentagem do dinheiro!
    vejo cada dia mais gente conciente que reclamam das clinicas que continuam com pensamentos de décadas passadas!
    É complicado você colocar uma idéia na cabeça de uma pessoa ela ir fazer o certo e o veterinario não aprovar!
    Tudo de bom e uma bela tarde!

    http://migueleibel.blogspot.com

  • Camilli Chamone disse:
    2 de agosto de 2010 às 22:43

    Excelente texto, Ana! P-A-R-A-B-É-N-S!

    Meus cães tinham um vet clínico muito bom, mas acabei deixando-o, porque ele implicava demais com essa questão de eu utilizar o protocolo parecido com o da dra. Jean Dodd´s em meus cães.
    Para minha surpresa, mês passado, quando levei meus cães para fazer a vacina contra leishmaniose, na clínica dele, ele me questionou MUITO INTERESSADO, sobre este protocolo!!!

    Aos poucos as pessoas vão se abrindo aos novos conhecimentos.

    ——————
    Susaz Afonso,

    se seu veterinário lhe der um atestado, justificando a ausência da vacinação do cão, mas sua total competência para viajar, você estará resguardada.
    Sou expert neste assunto!

    Abraços!

  • Cão Feliz disse:
    3 de agosto de 2010 às 00:41

    Olá,

    Muio bom seu post, fico feliz em encontrar tantos blogs interessados nos cuidados caninos!

  • Priscila disse:
    3 de agosto de 2010 às 11:16

    Ana, muito bom ler um texto que esclarece tantas dúvidas.

    Vou colocar um link no post que publiquei ontem. ;)

    Beiijos

  • Lúcia disse:
    3 de agosto de 2010 às 12:59

    Essa foi direta pra mim, né?
    Pior que a gente faz questão de vacinar crente que tá fazendo o melhor mesmo. Nada além disso.
    Vou ler com carinho.

    Beijos

  • Ana Corina disse:
    3 de agosto de 2010 às 13:05

    Oi, gente, que bom que vocês gostaram. Leiam, estudem, DIVULGUEM, porque é a saúde dos nossos amores em jogo.

    Lúcia querida, confesso que NÃO. Na verdade, escrevo antes de mais nada pra mim, porque não é porque eu trato de temas aqui que os pratico todos, então estou sempre ME lembrando, sabe? Claro que neste caso das vacinas o meu desespero é avisar e alertar todo mundo porque é a saúde dos nossos amores (e até dos nossos bolsos!) em jogo. Mas não foi direta ou indireta, não, meu anjo. Beijo!

  • Lúcia disse:
    3 de agosto de 2010 às 13:23

    Oi querida,

    na verdade eu não quis nem dizer que você falou pensando em mim, mas a verdade é que me atingiu em cheio, já que é um assunto que ficou sensível pra mim depois de nossa última conversa. É difícil desconstruir algumas certezas que a gente tem (tipo "vacinas são boas, quanto mais melhor"). Estou trabalhando minha mente pra hora que seria dos próximos reforços.

    Muito interessante o texto. Obrigada por nos manter informados =)

    Beijos

  • Anonymous disse:
    3 de agosto de 2010 às 17:03

    E quanto a vacinação contra leptospirose , que o reforço é recomendado a cada 6 meses?
    Isabella

  • Ana Corina disse:
    3 de agosto de 2010 às 18:47

    Oi Isabella,

    Existe vacina específica para leptospirose, ou seja, caso você decida que seu cão tem realmente riscos de contrair a doença, pode optar em fazer apenas esta vacina, não precisando usar vacinas polivalentes.

    Abraço.

  • Ms. Siebert disse:
    3 de agosto de 2010 às 21:59

    A "lenda das 3 doses" e da vacinação anual é mto dificil de tirar das idéias já programadas das pessoas, assim como mta coisa no mundo. Esses dias, uma pessoa ficou mto brava comigo quando eu falei que nao vacinava os meus anualmente, por INDICAÇÃO DA VETERINÁRIA (que é homeopata) e pela falta de necessidade, que já li sobre o assunto e tal… mesmo assim, a pessoa fica arredia, me culpando, dizendo q se eles pegarem uma doença a culpa será minha, etc. Acontece o mesmo com alimentação natural, dizendo que vou matar eles se der carne crua, pq tem bacterias, etc.

    Tenho um cão que adotei e trouxe dos EUA e nunca tinha percebido que nos récordes dele (essa vet quem pediu) a vacinação estava de 4 em 4 anos, que é o normal sugerido pela EMPRESA que fabrica a vacina e os veterinarios americanos. Ou seja, ele tomou vacina qdo nasceu (UMA DOSE da múltipla aos 3 meses – na Califórnia é proibido retirar os filhotes com menos 2 meses da mãe, no comércio legal de cães) e depois mais uma aos 4 anos (qdo trouxe ele pra cá) e aqui no Brasil vacinei mais 2 vezes (hj ele vai fazer 9 anos). Como ele tem demodécica e atopia, a cada vacina, despencava toda imunidade e os pêlos iam-se todos… então a vet proibiu a vacina!

    Não era pra escrever tanto… heheh

    Bjos

  • Ana Corina disse:
    5 de agosto de 2010 às 17:21

    (continuando) Meu Deus, as próprias associações veterinárias seguidas pelo mundo inteiro classificam as vacinas em 'necessárias', 'opcionais' e 'não recomendadas' e nas necessárias estão apenas parvovirose, cinomose e raiva! Sobre a vacina de lepto, foi uma veterinária amiga minha que trabalhou na empresa que a fabrica quem me contou que NÃO PRECISA DE REFORÇO SEMESTRAL. Mesmo que eu não tivesse estudado tudo que estudei, não vou acreditar nela por qual motivo? Pelo amor de Deus! Se a vejo NÃO entupindo seus próprios cães e gatos de vacinas, isso já me diz muita coisa!

    Conversar com “vets de confiança” é a mesma coisa que nada se não estivermos embasados para poder ao menos questioná-los. O que é um vet de confiança? Que base usamos para classificar assim? Se não estudamos para conversar com eles, sequer saberemos se estão falando algum absurdo ou não. Infelizmente, a maioria dos vets no Brasil só sabem repetir os panfletos dos fabricantes. Muitos não sabem que na maioria das vezes os panfletos dos produtos vêm disfarçados de trabalho científico. A V. fala que não foram apresentadas provas, mas está citado no meu último post um trecho de um dos livros mais respeitados pelos veterinários do mundo inteiro. E falo de vets tradicionais, não só dos holísticos. O Kirk é uma bíblia veterinária mesmo, assim como o Ettinger, que também fala sobre as vacinações anuais não serem necessárias.Leiam este link, é bastante interessante: http://www. cachorroverde.com.br/vacinatrianual.php

    Agora, V., é justamente por eu "pesquisar e ir fundo" que tenho não só confiança para publicar os alertas que venho dando sobre excesso de vacinação e alimentação natural como também confiança para tratar meus animais desta maneira. São livros e mais livros, sites e mais sites especializados lidos, muitas conversas com diferentes veterinários, que inclusive NÃO vacinam seus cães anualmente, mas o fazem com cães/gatos de clientes, e muito estudo, muito esforço, muito tempo gasto sem nenhum tipo de remuneração financeira, apenas o desejo real e sincero de ajudar outras pessoas a manter seus animais saudáveis.

    A imunidade dos animais funciona da MESMA forma que a nossa. Mas não é de se estranhar que existam critérios para a imunização humana que não existem para os pets???
    A Medicina Veterinária segue no encalço da Medicina Humana – com exceção das áreas de Nutrição e de Imunização, pesadamente dependentes de produtos e de lobby farmacêutico/industrial. Não existe cabimento em aplicar 10 – 15 vacinas todos os anos – sem DOSIFICAR de acordo com o peso, inclusive – nos pets. Não existe nenhum embasamento científico para tal. E mesmo os fabricantes, ao determinarem quão imunogênicas (isso se refere à capacidade de uma vacina de gerar anticorpos duradouros no organismo) se esquecem da imensurável imunidade CELULAR, que é muito importante, pois impede que vírus e bactérias saiam das células que eles infectaram e ganhem todo o corpo.

    Meu conselho: tenham bom senso e estudem imunologia. E saibam que não é teoria da conspiração, não é terrorismo. É questão de individualizar a vacinação de acordo com os verdadeiros riscos a que cada pet está exposto.

    E desculpe, querer que os vets de uma hora para outra admitam que estão vacinando desnecessariamente, é fantasia! Imagino o descrédito e crítica a que eles se exporiam. NUNCA seriam tão ingênuos a ponto de fazer isso…rs Tem que conversar com eles em outro contexto. O sistema todo está em crise.
    (continua no comentário abaixo)

  • Ana Corina disse:
    5 de agosto de 2010 às 17:23

    (continuando e encerrando)
    Anteontem mesmo, uma amiga minha esteve em uma palestra sobre doenças infecciosas de felinos domésticos e me contou que o veterinário, que NÃO é holístico, comentou:

    “Na Veterinária, acontece um fenômeno esquisito e, na minha opinião, muito negativo. O marketing dos fabricantes de vacinas está pesadíssimo e voltado para o consumidor final, que é leigo e responde a anúncios emotivos e frases de efeito. O fabricante espertamente estampa a contra-capa de uma revista sobre raças de cães com a última V11 e escreve “MAIS PROTEÇÃO” e ilustra com a foto de uma moça jovem e bonita abraçada a um cãozinho. Amanhã, surgem mil moças que se identificaram com o anúncio, EXIGINDO que eu tenha e aplique essa vacina no cãozinho dela, que mora em apartamento e é alérgico. E ai de mim se eu não aplicar! Quer dizer, cadê a MINHA voz ativa? Voz de quem estudou mais, de quem sabe o que necessário ou não?? Tenho uma filhinha e levei ela para fazer umas vacinas de criança no posto de saúde. Você acha que eu sei que marca foi aplicada? Acha que fiquei questionando se era V2, V3, etc? Não. Mas na Veterinária é assim!”

    Se vocês tiverem interesse em realmente estudar e pesquisar, seguem algumas fontes:
    [Gente, aqui não tenho como colar os links de todos os textos indicados para leitura como no e-mail que enviei a elas, mas se vocês acessarem o link http://cachorroverde.com.br/site2009/?p=1104, estão todos lá!

    Grande abraço e ótimo dia para vocês!"

    Espero que seja útil a outras pessoas com dúvida!

  • Ana Corina disse:
    5 de agosto de 2010 às 17:16

    Oi todo mundo!

    Recebi e-mail de uma leitora minha que repassou este post e que recebeu resposta onde uma terceira pessoa colocava as seguintes questões:
    –> só citei veterinários estrangeiros para contar a vocês sobre o excesso de vacinação;
    –> ela contou veterinários de sua confiança e nenhum apoiou nada sobre o excesso de vacinação;
    –> ela insiste que vacina contra lepto deve ser aplicada a cada 6 meses.

    Vou colar pra vocês minha resposta a elas, assim quem tiver as mesmas dúvidas já lê também.

    "Oi C., oi V. (e, por favor, repassem minha resposta a quem mais vocês tenham mandado e-mail, para que todos fiquem cientes dela, ok?)

    Acho ótima essa troca de opiniões, informações, é assim que aprendemos e buscamos o melhor para nossos amores peludos e particularmente, adoro aprender!

    Também acho importante desfazer um conceito aqui, C.: não me considero ativista, não faço parte de ONGs e não sou sequer protetora. Meu blog é pessoal, é o trabalho de uma mãe de cachorro que compartilha as informações que encontra e estudacom o mundo, mas sou apenas uma voluntária da causa animal ao falar de questões como guarda responsável, adoção etc.

    Vamos às vacinas:
    Sabem quando comecei a pensar sobre elas? Quando um veterinário alopata (ou seja, não tem nem a desculpa de ser 'holístico', 'natureba', é veterinário 'tradicionalista' mesmo) aplicou a vacina polivalente no Shoyo e conversou comigo sobre isso tudo, vai saber por quê! Ele contou que nos cães dele só fazia as primeiras doses, o reforço com um ano e nunca mais! E isso mesmo sendo alguém que vai pra casa constantemente infectado por doenças que atende na clínica! Aqui em Floripa inclusive a prefeitura não vacina os cães contra raiva porque a doença está extinta. De lá pra cá, 7 anos se passaram e pelo menos outros três veterinários me contaram "em off" que não vacinam seus próprios bichos todos os anos. Em seguida, fui dona de petshop, o que me deixou mais próxima de vários veterinários e o que me fez ver o quanto a saúde não interessa, porque não dá lucro! Vendi o comércio porque não consegui vender minha alma e minha ética ao lucro em cima da saúde de quem amo tanto. Então quando falo em custos, gastos etc. estou bastante inteirada do assunto, podem ter certeza.

    Cito autores nacionais, sim, o texto reproduzido abaixo é apenas um da série "vacinações" no blog e inclusive a veterinária dos meus animais trabalha com o protocolo diferenciado de vacinação e tem material citado no meu primeiro post sobre o assunto. Um dos textos desta veterinária pode ser lido no link http://homeopatas.blogspot.com/2009/01/vacinas-e-vacinose-em-ces-e-gatos.html

    Infelizmente, a maioria do material é em inglês porque simplesmente os países da Europa, da Oceania e os Estados Unidos e o Canadá já promovem esta discussão há mais tempo.

    O alerta está sendo feito por veterinários renomados mundialmente, só não presta atenção quem não quer ou quem não tem conhecimento para ler as publicações, daí nossos trabalho de tradução: para ajudar as pessoas a saber do assunto mesmo não lendo em inglês. As fontes sobram e o mais importante é: não há comprovação científica da necessidade dos reforços vacinais, o que há é indicação das empresas que vendem as vacinas.
    Em nenhum momento é dito que animais não devam ser vacinados, apenas que a vacinação deve acontecer apenas quando realmente necessária.
    Vai vacinar um cão que mora em apartamento contra leptospirose pra quê, por exemplo? Vai dar vacina contra giárdia? Comprovadamente não só inútil, como também nociva?

    (continua no comentário abaixo)

  • Camilli Chamone disse:
    6 de agosto de 2010 às 00:23

    Como geneticista e biologista molecular.
    Além de filha de imunologista (portanto, bastante à vontade no assunto também), assino embaixo!
    :)

  • Ms. Siebert disse:
    6 de agosto de 2010 às 02:50

    Ana, quando vc falou da medicina humana e veterinária, não podemos esquecer que a indústria farmaceutica está por tras disso tudo! Várias marcas de vacinas e remédios veterinários são marcas dos remédios humanos tb.

    E essa onda de reposição hormonal? E a vacina da h1n1 (aliás, cade essa gripe que matava muito ano passado?)? E os médicos q estudam 8 anos pra sempre concluir q é virose? Isso não é privilégio dos pets… temos q desconfiar de tudo! O médico da minha mãe insistiu mto pra ela fazer reposição hormonal, mesmo com as 3 irmãs dela tenham feito e ter tido câncer na época da reposição(uma morreu). Ela simplesmente nao fez, passou por sensações estranhas por 1 ou 2 anos na menopausa e passou! E foi a única que coinscidentemente nao teve câncer. Antigamente como se fazia? Não se fazia… Hoje é muito questionável (até mesmo o efeito do anti concepcional) mas indústria farmaceutica que patrocina todos congressos, pesquisas… abafam os médicos que tentam alertar! E na veterinária? Acredito que acontece o mesmo, com mais veemencia ainda, pois nao se trata de humanos….

  • Cassia disse:
    7 de agosto de 2010 às 14:45

    Oi, Ana! Texto bastante elucidativo! Dei uma olhada no "Your Purebred Puppy" e tenho gostado muito das ideias e princípios que a Michele Welton defende. Quanto à questão de um novo paradigma para o protocolo de vacinações dos nossos peludos, percebo que a maior dificuldade está, justamente, em encontrar veterinários que defendam esta conduta. Muito pouco se fala abertamente sobre isso (aí, o trabalho de conscientização que você e a Camilli tem feito neste sentido torna-se ainda mais importante!). Conversei com uma amiga veterinária que se nostrou totalmente a favor de um novo protocolo vacinal no Brasil. E a vaterinária da Winie também tem se mostrado bastante aberta quanto ao tema. É isso aí, vamos espalhar as sementes, para que se tornem árvores fortes e frondosas! Bjs e bom fim de semana!

  • Ana Corina disse:
    8 de agosto de 2010 às 20:57

    Oi Cássia querida,
    Vc viu a parte educativa da Michele Welton? Interessante, né? Beijo!

  • Anonymous disse:
    16 de agosto de 2010 às 22:35

    Jura que vcs têm coragem de arriscar passear c/ seus cães sem vacinação anual num país onde existem centenas de cães doentes???

    Boa sorte!!!

  • Ana Corina disse:
    17 de agosto de 2010 às 03:04

    "Anônimo",

    Como você tem coragem de vacinar seu cão em excesso mesmo tendo em mãos amplo material provando dos seus malefícios?

    Bom, deve ser da mesma maneira como você NÃO tem coragem sequer de se identificar ao comentar.

    Quer saber como eu tenho coragem de sobra para não só pra trazer informação relevante e com embasamento de profissionais renomados mundialmente, como ainda deixar de poluir meu cão anualmente com vacinas não só desnecessárias, como nocivas quando aplicadas sem critério e em excesso? ESTUDANDO MUITO, coisa que pelo visto você não fez. Porque se fizesse, te garanto que terias muito mais receio de matar teu cão com excesso de vacinas do que a possibilidade dele contrair alguma doença.

  • Anonymous disse:
    18 de agosto de 2010 às 17:27

    Oi Ana Corina!

    Adorei este artigo que encontrei por acaso. Acredita que o veterinário que levo meus pets há anos agora quer vaciná-los a cada 6 meses, 2 doses de vacina em um intervalo de 21 dias? Achei um absurdo, e artigos como estes me ajudaram a manter a decisão de evitar vacinação em excesso.
    Sou a favor de vacinação, mas somente na quantidade necessária para proteger, não para prejudicar a saúde dos animais a longo prazo.
    Beijos e parabéns.
    Renata

  • Ana Corina disse:
    18 de agosto de 2010 às 17:29

    MEU DEUS, Renata! Que loucura! Agora imagine se vc fosse como 90% da população que escuta um absurdo desses e nem questiona? :-(

  • Anonymous disse:
    26 de agosto de 2010 às 19:38

    Como futura veterinária… Vou procurar saber sobre o assunto e questionar meus professores, que são excelentes e recomendam o reforço anual da vacina. Inclusive, o reforço semestral da vacina contra leptospirose. Mas tenho certeza que esse "artigo"… Possui graves falhas.

  • Ana Corina disse:
    26 de agosto de 2010 às 19:49

    Esse "artigo" como vc o chama cita não apenas veterinários de renome internacional como uma das "bíblias" da medicina veterinária mundial e foi traduzido também por uma futura veterinária que inclusive tem o apoio de seu orientador para fazer o trabalho de conclusão de curso sobre os malefícios do excesso da vacinação.
    De mais a mais, a carta que uma veterinária brasileira traduziu foi escrita e assinada por vários veterinários não só com anos de prática e experiência, como com reconhecimento por seus trabalhos. Você pode lê-la clicando no link a seguir http://homeopatas.blogspot.com/2010/02/estamos-vacinando-demais-ii.html

  • Anonymous disse:
    28 de agosto de 2010 às 15:22

    Peço desculpas pelo comentário anterior. Uma professora minha falou sobre isso. Porém, ela é a favor das vacinações iniciais, até os 4 meses de vida, e após o reforço de 3/3 anos.

  • DR philippe crmv SP 2449 disse:
    12 de setembro de 2010 às 11:10

    REALMENTE CONCORDO QUE A RE VACINAÇÃO ANUAL PARA CÃES ADULTS DEIXA DE SER NECESSARIA PARA UMA IMUNIZAÇÃO DE DOENÇAS A VIRUS , MAS VAMOS NOS LEMBRAR QUE A LEPTOSPIROSE É UMA BACTERIA E QUE O PODER IMUNOLOGICO DA VACINA NÃO EFETIVAA POR MAIS QUE 8 A 9 MESES ESPERO QUE OS INTERNAUTAS ESTEJAM A PAR DESTA PARTICULARIDADE MUITO IMPORTANTE ANTES DE AFIRMAREM QUE NÃO HA NECESSIDADE DE REVACINAÇÃO NENHUMA !!!!!
    O FATO QUE A VACINA ANTIRABICA IMUNIZA É CERTO MAIS OD TITULOS DE ANTICORPOS EXISTENTES NA CIRCULAÇÃO CAEM APOS DETERMINADO TEMPO E QUE É NECESSARIO A REVACINAÇÃO PRELO MENOS A CADA 2 ANOS
    ATENCIOSAMENTE

  • Flavia disse:
    18 de setembro de 2010 às 22:11

    Boa noite, gostaria de saber se a vacina utilizada nestes países onde se pesquisa sobre seus efeitos colaterais são as mesmas vacinas éticas comercializadas aqui nos consultórios veterinários do Brasil, ou elas tem alguma especificaçâo de que podem ser reaplicadas a cada 3 anos?

  • Ana Corina disse:
    19 de setembro de 2010 às 14:37

    Oi Flávia,
    são as mesmas vacinas, dos mesmos laboratórios.

  • Anonymous disse:
    7 de outubro de 2010 às 20:02

    Voltei… Para dizer que após quase ter concordado com o artigo, a cachorrinha de 11 anos da minha professora (Veterinária, a favor do artigo), morreu de cinomose.

  • Ana Corina disse:
    7 de outubro de 2010 às 22:20

    Oi, comentadora anônima,
    Você, como estudante de veterinária, deve saber que cães vacinados também morrem de cinomose e que, inclusive, muitos cães "pegam" as doenças justamente das próprias vacinas aplicadas (e que usam vírus vivo), certo?
    Como também deve saber que cada caso é um caso e que toda a leitura que recomendei deixa bem claro que o que é necessário é um protocolo vacinal personalizado, ou seja: se o animal não é exposto ao vírus, não deve ser tratado como um animal que é exposto ao vírus.
    Um cão que mora em apartamento não pode ser tratado como um cão de alguém que chega diariamente em casa super infectado (caso dos veterinários).
    Desculpa, mas a morte da cadela não é argumento, ainda mais que eu não sei o que ela come, ela já era idosa e sei muito menos a quanto andava a imunidade dela.

  • Camilli Chamone disse:
    8 de outubro de 2010 às 00:38

    Querida Ana,

    há pouco tempo atrás, um bichinho mordeu a "mocinha" da Pedrita e a pobrezinha acordou inchadíssima, como se estivesse no cio. Fomos à clínica do veterinário fera que está acostumado a nos atender – um cara de vanguarda, professor universitário que não é engessado por protocolos – e tive a (quase) infeliz surpresa de ser atendida por uma vet recém-formada e pouco experiente.

    A moça, de cara, receitou para a Pedrita corticóide por 1 semana, apesar da mesma estar em plena "campanha vacinal" contra leishmaniose + comprimidos antinflamatórios + protetor gástrico… Meu Deus! Fiquei impressionada de ver como aquela moça, depois de estudar por mais de 5 anos, não era capaz de raciocinar sozinha e se atinha a protocolos.

    Foi aí que disse que tinha sido professora universitária por 1 década, inclusive de muitos veterinários, que não concordava com a prescrição dela pelos motivos X, Y e Z e que tinha certeza que haveria um tratamento menos problemático – do ponto de vista sistêmico – para uma cadelinha de 5 meses.
    Saí de lá com a idéia de "coloque uma fraldinha de bebês nela, desta maneira ela não se arrsta para coçar, a inflamação tenderá a se render sozinha – se estiver incomodando muito, use a pomada B."

    (cont.)

  • Camilli Chamone disse:
    8 de outubro de 2010 às 00:39

    Honestamente, ganhei meu dia ao ver aquela moça usar seus neurônios! (com 2 dias de fralda, a Pedrita estava 100%)

    Mas, sabe por que estou contando isso tudo? Porque li um comentário de uma pessoa que postou, anonimamente, dizendo que "um cão de 11 anos morreu de cinomose", rs.

    A mesma motivação que tive, quando conversei com a vet recém-formada, estranhamente estou sentindo agora! :-)

    Repare você que o leque de contigências que existe para que este cão possa ter adquirido a doença é ENORME, mas, infelizmente, essa pessoa está focada em apenas uma coisa.

    A boa notícia é que o "anônimo" não é um veterinário, né? :-)

    Parabéns pela busca do saber!

  • Ana Corina disse:
    10 de outubro de 2010 às 22:27

    Oi, Camilli,

    Fico impressionada com a falta de curiosidade e questionamento de quem deveria ter IMENSO interesse em assuntos tão fundamentais. Enquanto isso, pessoas comuns estudam e estudam e estudam, usando a cabeça de modo muito mais inquisidor, científico e produtivo do que quem, de novo, deveria fazer tudo isto 100% do tempo…

    Arf!

    Beijo.

  • G.A.R.R.A. Grupo de Ação, Resgate e Reabilitação Animal. disse:
    12 de outubro de 2010 às 20:50

    excelente o post

    já ouvi alguns veterinários falarem que é realmente desnecessário a vacinação em excesso

    o problema é: em quem devemos realmente confiar?

    meu maior medo, cinomose e parvovirose, muitos cães que estão nas ruas, passeando acabam tendo acesso constante aos virus…

    nesse caso, será que a vacinação anual não protegeria mais?

  • Ana Corina disse:
    13 de outubro de 2010 às 01:02

    O problema é que NÃO achamos quase a vacina só para cinomose e parvovirose (a Nobivac Puppy, ou V2) e com isso temos que entupir os pobrezinhos de vacinas polivalentes desnecessárias e, pior, prejudiciais. Se você encontrar a V2, ótimo!
    Cada cão deveria ter um protocolo de vacinas personalizado e é LÓGICO que um cão que vive nas ruas não deve ser encarado da mesma maneira que um cão de apartamento, por exemplo.
    ;o]

  • Adriana disse:
    1 de novembro de 2010 às 20:14

    Ana tudo bem?
    Interessante essa matéria. O que você me aconselha a fazer aqui onde eu moro e sp têm muito virus cinomose meus cachorros faz dois anos que não vacino. Será que é bom vacinar ou não?
    Abraços Drika

  • Ana Corina disse:
    1 de novembro de 2010 às 21:36

    Oi, Drika!

    Querida, você deve ler tudo e mais um pouco que indiquei e daí tirar suas conclusões. Não sou veterinária e não posso dizer "faça isto ou aquilo", sabe?

    Como eles já estão há 2 anos sem vacinar e vc diz que há muita cinomose onde mora, então acho legal você vacinar, sim. O que não é bom é o EXCESSO de vacinação, sabe? A vacinação é necessária.

    Se eu fosse você, procuraria a vacina chamada de V2, que protege cinomose e parvovirose. Se não achar, tente a V6 e só então a V8. A V10 é que EU não uso nem pagando!

    ;-D

  • Anonymous disse:
    20 de novembro de 2010 às 22:49

    Mas, e se a pessoa está em um parque (por exemplo)passeando com seu cão que vive em apartamento e não foi vacinado, e vem um cão de rua pra fazer amizade, e ele tem alguma doença? Será mesmo que convém apenas a V2? A menos que o dono não vá deixar o seu cachorro se aproximar de nenhum outro na rua. Outra coisa, acho que quase todos os hotéis de cães exigem todas as vacinas. Então, se o dono quer viajar, como faz? Claro que achei interessante a proposta de vocês sobre vacinação personalizada no vet, mas aqui em Porto Alegre ainda não encontrei um único vet que faça isso. :(

  • Ana Corina disse:
    21 de novembro de 2010 às 14:04

    Oi leitor(a) de Porto Alegre!

    Veja bem: em nenhum momento é falado em NÃO vacinar o cão e sim em fazer um esquema personalizado de vacinação.
    Um cão que já tomou uma vacina polivalente V8 de maneira correta e que tenha uma vida de apartamento, não tem necessidade de tomar o reforço todos os anos por vários motivos, entre eles por estar imune por um período maior do que um ano. A polivalente V2 protege contra as únicas doenças realmente terríveis e mais fatais: cinomose e parvovirose e ainda assim não precisa ser feita todos os anos. A veterinária do Shoyo, por exemplo, faz a V2 só de 3 em 3 anos em cães adultos.
    Procure veterinários homeopatas ou acupunturistas porque tem mais chances deles já terem estudado os malefícios da vacinação excessiva. Ou estude bastante sozinho(a) e faça contato com a veterinária do Shoyo (http://www.homeopatas.blogspot.com).

  • cristiane disse:
    23 de novembro de 2010 às 18:08

    oi ana, tudo bem? estava pesquisando sobre calendário de vacinas e me deparei com o site e este artigo! nossa, achei de um bom senso incrível!!! nós tomamos vacinas apenas 1 na vez vida, pq seria diferente com eles?? minha cachorrinha, pedrita, teve parvovirose, qdo filhotinha e sobreviveu(ainda bem!), como vc sugere a vacinação dela? ela vive dentro de casa,com mais duas cachorrinhas que nada tiveram!
    tb tenho gatinhas, o protocolo serve para eles tb?? desde já agradeço a atenção e lerei com carinho as outras reportagens sobre o tema!
    um bjo
    cris

  • Amor e Miados disse:
    28 de dezembro de 2010 às 18:17

    Ana, falei com a vet do Arthur logo que comecei a ler seus textos e outros em inglês sobre a supervacinação e conversando com outras mães e protetoras de Ong de gatos, concordamos em parar as vacinas dele ano a partir do ano que vem ( 5 anos de idade )
    O problema é que como divulgar esse assunto sem que as pessoas achem que é um sinal verde para poupar no cuidados dos animais e não fazer NENHUM esquema de vacinação :/

  • Ana Corina disse:
    29 de dezembro de 2010 às 12:06

    Oi, querida!

    Olha, enfrentei esta mesma dúvida que você e resolvi tratar o assunto como ele merece: com bastante didática e respeito.
    Não podemos deixar de informar os leitores sobre algo TÃO importante e fundamental que está fazendo com que milhares de animais adoeçam com vacinação em excesso.

    Então a saída é estudar MUITO para não falar besteira e fazer textos claros, objetivos e pontuais, deixando claro que não se trata de NUNCA vacinar, mas sim de vacinar com critério, de maneira correta e em ocasiões onde realmente há necessidade.

    Um gato que mora em apartamento, que não sai NUNCA de lá, precisa ser vacinado todo santo ano sob QUAL justificativa? Nenhuma! É abusivo e chega a ser até criminoso, é uma falta de responsabilidade e até de competência de um veterinário que entope um animal desses de vacinas ano após ano, ainda mais quando já está mais do que provado que elas todas duram muitos anos, quando não a vida toda.

    Não sei se você lê em inglês, mas essas são as diretrizes 2010 da World Small Animal Veterinary Association sobre a questão da vacinação em excesso, se bobear, quando tiver tempo (ai, Jesus!) eu até traduzo, porque o material é maravilhoso e deveria ser lido por TODOS, principalmente os veterinários!
    http://www.wsava.org/PDF/Misc/VaccinationGuidelines2010.pdf

    Beijo!

  • Lilian (Marília-SP) disse:
    30 de dezembro de 2010 às 01:21

    Tenho 4 gatos e moramos em apartamento telado. Há anos deixei de aplicar vacina contra raiva neles. O vet ficou bravo e eu disse não.
    Agora, a quádrupla felina tenho aplicado todos os anos e ainda me encho de culpa quando atraso por falta de dindim. Vou relaxar e levar todo esse material prá minha vet ler. Ah…vou sim!!!
    Obrigada, pessoal.

  • elen disse:
    30 de dezembro de 2010 às 16:18

    Adorei a matéria.
    Mirra, minha cachorrinha tem anemia hemolitica, doença auto imune. A vet dela, hematologista, diz que nao pode afirmar que o que desencadeou a anemia foi a overdose de vacina que uma vet deu, foram 4 vacinas no mesmo dia, porque segundo ela havia mais de 60 dias, mas pra mim foi ali o momento.
    Na mesma semana das citadas vacinas a Mirra já ficou com os pelos em volta dos olhos e boca bem escuros, ela é de cor branca, e passou a fazer xixi bem escuro também e odor bem caracteristico.
    Minha convicçao vem da observação, toda vez que a Mirra está em processo de hemolise, o xixi fica escuro e com aquele tal odor. Então posso concluir que o processo de hemodiálise começou ali e foi se agravando até que meses depois chegou a transfusao de sangue e etc.
    Hj está sob controle, mas já fez 4 transfusoes de sangue.
    Minha opiniao de leiga, mae, hj é vacina só para doença que mata, o resto jamais.
    Se bem que a Mirra nunca mais poderá ser vacinada.

  • Ana Corina disse:
    31 de dezembro de 2010 às 22:20

    Meninas, programei a resposta da dra. Carmen para entrar no ar dia 2/janeiro, ok? Beijo a todas!

  • Anonymous disse:
    21 de fevereiro de 2011 às 18:33
  • Camilli Chamone disse:
    22 de fevereiro de 2011 às 00:40

    Olá Ricardo!
    Tudo bem?

    A Ana Corina costuma indicar este post do meu blog: http://www.blog.villechamonix.com/2010/04/o-blog-responde-meu-esquema-vacinal.html Ele fala sobre um esquema vacinal bastante adequado.

    Na idade que seu cão está, os artigos científicos mostram que apenas 01 (uma) dose da vacina múltipla (V2 ou V6 ou V8) basta.

    Infelizmente, vacinas nacionais não são confiáveis. :(

    Grande abraço!

  • Andréia N. Agostini disse:
    13 de março de 2011 às 14:34

    Ola, agradeco a oportunidade de estar lendo esse post. Vou procurar o estudo original, nao por ter duvidado dele, muito pelo contrario. Para ver se atraves dos autores chego a mais fontes dezinteressadas de interesses secundarios e interessadas em revelar a VERDADE. Sei como e a postura de grandes laboratorios quando o interesse e vender o produto (vacina). Tambem acredito que nem todos veterinarios facam recomendacoes com mas intencoes, mas por desinformacao e desatualizacao… E e incrivel como a verdade quando chega a nossos ouvidos, traz consigo uma transparencia, que se voce estiver aberto a escutar, simplesmente nao ha como nao perceber como VERDADE. Para os animais, o sistema imune difere absolutamente em tudo na resposta fisiologica? Nao vou conseguir seguir acreditando mais… E tenho motivos pessoais para crer que esquemas vacinais em excesso piorem o sistema imunologico dos animais.. Nada melhor do que investigar por si mesmo. Obrigada Ana por trazer algo polemico mas com raizes profundas.

  • Joyce disse:
    22 de março de 2011 às 12:48

    Olá pesssoal… uma dúvida?
    Em caso de viagem, que documento ou exame ou atestado é válido para não apresenar a vacinação anual de raiva?
    Em caso de mordida também exige-se a carterinha de vacinação, tem algum outro documento ou exame que substitui para evitar que o animal fique em quarentena por exemplo?
    Obrigada,
    Joyce

  • Joyce disse:
    22 de março de 2011 às 12:55

    Ah sim… outro dúvida…
    Quando temos que deixar os peludos em hotéis a vacinação v10 ou equivalente é obrigatória.
    O que fazer nestes casos?

  • Gabriela Netto - Médica Veterinária Cantinho Animal disse:
    22 de março de 2011 às 17:58

    Infelizmente no nosso país, mesmo você tendo apresentado o exame de pesquisa de anticorpos anti-rábicos, que no Brasil é realizado apenas pelo Instituto Pasteur, que fica localizado em São Paulo – SP (http://www.pasteur.saude.sp.gov.br/anticorpos/soro_animal.htm), a apresentação da carteira de vacinação contendo a vacina anti-rábica é obrigatória. Essa deve ter sido aplicada com pelo menos 30 dias antes para viagens aéreas. O exame de titulação é obrigatório em caso de viagens internacionais, ele leva 15 dias para ficar pronto o laudo e tem o custo elevado de R$150,00, fora o envio. A amostra de sangue deverá ser coletada com pelo menos 30 dias após a vacinação do animal e 3 meses antes da viagem do animal, tendo que ser assim, muito bem planejada com antecedência. A amostra deve ser colhida em tubo seco, uma quantidade suficiente onde possa separar um volume de soro não hemolisado de 0,5 ml e enviada para o Instituto Pasteur, sob refrigeração, acompanhado da requisição da sorologia animal devidamente preenchida pelo Médico Veterinário.

    Para qualquer tipo de viagem, seja ela, aérea ou terrestre, além da vacina anti-rábica em dia (aplicada há pelo menos 11 meses), o animal também deve ter um atestado de saúde, que deverá ser emitido por um Médico Veterinário, que irá examinar o animal e atestar que o mesmo está sadio e não apresenta nenhuma doença infecto contagiosa, parasitária ou miíase. Esse atestado tem validade de apenas 10 dias.

    Já no caso de mordida, infelizmente, caso seja acionado o Centro de controle de Zoonoses, o animal será recolhido, e deverá ficar em observação no CCZ por 10 dias (quarentena), mesmo ele tendo a titulação e a carteira de vacinação em dia. Infelizmente esse é o protocolo adotado (super atrasado) em nosso país.

    Atenciosamente,

    Dra. Gabriela M. Barroso Netto
    Médica Veterinária
    CRMV-SP:19.477

    Cantinho Animal
    Av. Dr. Altino Arantes, 647
    São Paulo – SP
    Fones: (11) 5585-2982 / 5589-2803

    http://www.twitter.com/CantinhoAnimal
    http://www.CantinhoAnimal.com/blog
    http://www.facebook.com/CantinhoAnimal

  • Anonymous disse:
    9 de agosto de 2011 às 16:25

    Há dois anos vacinei meu gato e ele apresentou 15 dias depois uma alergia. Coçava-se agressivamente a ponto de formar feridas e arrancar o pelo. O diagnóstico do veterinário foi alergia psicogênica.No ano passado, vacinei novamente e aconteceu uma otite 15 dias após a vacinação. Neste ano, duas semanas após a vacinação, ele desenvolveu novamente a tal "alergia psicogênica". Estou me sentindo culpada por vaciná-lo todos os anos e provocar estas reações todas. Trata-se de um gato de idoso,com 15 anos de idade, que é o único pet que tenho. Moramos num apartamento. A tentativa de tratá-lo bem e de seguir as recomendações veterinárias estão me gerando culpa. Agora ele está tomando corticoides para amenizar o mal-estar. Minha dúvida: este artigo se refere a tríplice felina? Já não é necessário eu vaciná-lo todos os anos?

  • Mãe de Cachorro - Ana Corina disse:
    9 de agosto de 2011 às 17:50

    Leia todos os posts do marcador "Vacinação" e você poderá decidir por você mesma.

    Veja a situação: seu gato já apresentou reações 3 vezes e agora está sendo tratado com VENENO, porque corticóide é veneno. É um animal idoso, que mora em apartamento. Quais as chances REAIS dele se contaminar? Muito próximas de zero.

    Leia todos os artigos, por favor. Não importa a vacina, mas polivalentes (o caso da tríplice) são as mais agressivas…

  • 30 de outubro de 2011 às 16:21

    Em 2007 vacinei meus cães, um coker de 4 anos e um akita de 2, contra leishemaniose, como veterinário depois de aplicar um golpe, fugiu, eu fiquei sem o relatório e não conclui as 3 doses iniciais, fui em outro veterinário que falou que eu deveria aplicar novamente as 3 doses, uma vez que eu não tinha concluido as doses, eu fiz isso apesar do absurdo que eu paguei, só por medo pois já havia perdido dois cães com essa doença. Só que intuitivamente eu me preocupei achando que estava submetendo meus peludo a uma overdose e fiquei com essa culpa até hoje, e agora constatei que de fato a minha intuição estava certa, pois o meu akita passou a ter problemas de hipotirodismo e os pelos cairam em algumas regiões da cabeça e pescoço. Agora tenho de fazer controle constantemente com um outro veterinário de confiança, pois a anterior dizia que ele tinha sarna ou fungos e estava entupindo meu cachorro com cetoconazol. Estou angustiada pois amo meus cães e querendo protegê-los estou prejudicando-os por causa da falta de ética de alguns veterinários. Obrigada pela matéria que me ajudou a esclarecer muita coisa e principalmente atenuar o meu sentimento de culpa. Um grande abraço. Su

  • 31 de outubro de 2011 às 14:25

    Oi Suely,

    Esse tipo de situação é ABSURDAMENTE comum e chega a me deprimir, já que quem supostamente é responsável pela saúde, na maioria das vezes está ajudando a CAUSAR a doença. Chegará o dia em que a prática da medicina veterinária no Brasil será OBRIGADA a levar em conta as inúmeras descobertas sobre os malefícios do EXCESSO de vacinação. Enquanto isso não acontece, cães e gatos pagam muitas vezes com a própria vida. Cabe a nós alertar o maior número de pessoas possível, tanto veterinários quanto mães e pais de cachorros e de gatos, sobre o assunto. Beijo.

  • luana disse:
    23 de novembro de 2011 às 22:44

    Ana, sobre essa questão da falta de raciocinio dos vets, e de se guiarem pelos panfletos de fabricantes, deixa eu te contar: esses dias uma vet conhecida fez uma visita à fábrica da ração da r**** c. Sim, aquela mesma que usa conservantes cancerígenos e tals. Ela voltou maravilhada porque o milho usado na tal ração, considerada super premium, era de ótima qualidade, melhor que o milho usado na alimentação humana… Não aguentei… Perguntei “mas e o fato de que uma dieta adequada para cães sequer deveria conter grãos? e de que as melhores rações nos eua são livres de grãos? de que adianta conter milho ‘de alta qualidade’ se uma boa ração nem deveria conter milho??” Ela ficou sem palavras… pq com certeza nem sabe o que é uma dieta adequada… E trata-se de uma vet de clínica renomada… Isso é TÃO triste e desestimulante! bjo

  • 23 de novembro de 2011 às 23:50

    É sim, por que ver quem mais deveria estar atrás de informações não usando a cabeça, dói na alma! Tem veterinário que se forma, vai clinicar e nunca mais abre um livro! Beijo.

  • [...] Artigo claro e pontual sobre os malefícios da vacinação excessiva de cães  gatos [...]

  • Luis Carlos disse:
    3 de dezembro de 2011 às 10:45

    Obrigado por divulgar a verdade e parabéns por sua coragem em contrariar diversos intere$$es (que não são dos pets).

  • Joziane Martins disse:
    20 de fevereiro de 2012 às 19:56

    Boa Noite,

    Tenho uma Golden Retrivier que hoje tem 2 anos e 3 meses de idade. Quando ela tinha 8 meses de idade, por motivos de mudança de cidade, sugeriram que comprássemos a coleira scalibur e a vacinássemos contra leishimaniose (antes de ser vacinada fizemos o exame para a doença e deu negativo). Após um ano aplicamos outra dose (reforço). Depois de alguns meses, após a Mel apresentar alguns problemas na pele (caspa) e nenhum tratamento surtir efeito, um veterinário sugeriu que fizessemos o exame para ver se ela tinha leishimaniose e o resultado foi positivo. Fizemos novamente o exame e novamente deu positivo. Hoje ela toma 3 medicamentos para a doença (alopurinol, prednisolona e motilium), porém as caspas continuam e atualmente seus banhos são com shampoo com cetoconazol, enxofre e ácido salícilico. Hoje ela amanheceu defecando sangue e ao levar em outros veterinários, expliquei o caso e os mesmos disseram que provavelmente ela não tem a doença e o fato dos resultados serem positivos é devido ela ter tomado as vacinas contra a doença. Assim, ela apresenta anticorpos para a doença, a tornando positiva para a doença em qualquer exame que fizermos. Gostaria de saber se isso é possível? Pois estamos “entupindo” nossa filhota de medicamentos sem ter necessidade. Espero ansiosamente por respostas. Att. Jozi

  • 21 de fevereiro de 2012 às 19:43

    Oi Jozi,

    É VERDADE! Como ela tem anticorpos por conta da vacinação, pode ter dado falso positivo realmente. E há muitos falsos positivos. O diagnóstico da leish não é fácil, é preciso fazer vários exames. Acho melhor você ler os posts sobre leishmaniose aqui no blog e fazer contato com o Dr. André, ok?

  • Erika disse:
    29 de fevereiro de 2012 às 20:00

    Ola Corina,

    Li o artigo, achei interessante. Sou vet, e particulamente tenho alguns pontos a preponderar.
    Realmente o que aprendemos na faculdade é a necessidade de vacinacao anual. Isso por 2 motivos, acredito eu. Primeiro, porque para que se fosse eliminada a necessidade de reforço de uma vacina, teria que ser feito a titulacao do anticorpo para cada doença ano a ano, o que seria bastante caro para o proprietario, alem de nao ser pratica normal dos laboratorios oferecerem esse teste (eu nunca vi, pelo menos). Segundo, existem doencas que sao endemicas em alguns locais e nao em outros e nao existem vacinas separadas pra cada doenca (por ex, uma vacina so de cinomose, outra so de parvo, etc… fora que isso sairia bastante caro novamente para o proprietario . O mesmo com a raiva, que os animais sao vacinados e nao titulados antes… Acho que a discussao é saudavel e acredito (minha opiniao pessoal) é de que se deveria ter um protocolo para o caso Brasileiro. Qto a vacina de raiva, ainda acho que o mais seguro é vacinar sim, mesmo pq a raiva mata humanos e animais de forma cruel e nao tem tratamento.. entao (eu, em particular) acho ainda melhor prevenir, mesmo pq casos novos tem surgido no pais. No entanto, por mais que se fale que a vacina X ou Y vale por W anos… nao é incomum vermos animais vacinados ainda pegarem a doenca, de forma que em minha opiniao, novamente, acredito que cada organismo reage de um jeito ao desafio do ambiente. Ai fica a criterio de cada um optar. Mas acho interessante discutir e procurarmos por artigos cientificos que embassem decisoes. Ab

  • 1 de março de 2012 às 09:57

    Oi Erika,
    tão bom uma pessoa que sabe conversar, hehe…
    Então, a titulação ainda não é muito fácil de achar (em São Paulo tem e sei que em Floripa também há um exame para verificar a cinomose e que não é caro), mas, se não me engano, é mais barata do que a vacinação.
    O mais triste, aqui no Brasil, é não termos as vacinas separadas. Mas a Nobivac tem a Puppy, apenas para cinomose e parvovirose, o que já ajuda bastante.

    Mesmo que a pessoa opte em vacinar anualmente, o chamamento é para uma reflexão para o assunto, sabe?
    Vai revacinar todo santo ano? Então aplique a vacina contra a raiva meses antes/depois de outra vacina e de cirurgias/anestesias, por exemplo.
    Vai revacinar contra cinomose e parvo todo santo ano? Então use a vacina o menos “polivalente” possível, e daí temos a Nobivac Puppy e creio que, se os veterinários se posicionassem como classe, os laboratórios venderiam mais opções.
    O mesmo serve para a vacina da leptospirose, que existe sozinha e que pode ser dada separadamente das outras com intervalo mínimo de 30 dias.
    Nunca usar a vacina contra giárdia, comprovadamente ineficaz e ainda potencialmente perigosa e por aí a coisa vai, né?

    Ninguém está dizendo para NÃO vacinarmos mais nossos cães e gatos e sim para que os vacinemos com critérios e com protocolos individuais. Um gato que nunca sai do apartamento ou de casa não tem as mesmas necessidades que um gato que vive solto e por aí a coisa vai.

    Quem está fera no assunto é a veterinária Sylvia Angélico, do http://www.cachorroverde.com.br, caso queiras mais material ou uma discussão mais técnica! :)

    Abraço!

  • Patrícia Souza disse:
    11 de março de 2012 às 09:53

    Talvez na realidade americana ou Européia pode até ser diferente…mas aqui no Brasil não é a nossa realidade, vejo muitos cães que só foram vacinados filhotes e que nunca mas tomaram vacinas morrerem com cinomose, lepto etc…..Sem falar que depois de 2 anos sem campanhas de vacinação de raiva no Brasil, em outubro ou novembro (não me lembro) resgistarmos 1 morte de raiva em gato no Estado de SP e no Rio a VIgilância Sanitária já deu o alerta principalmente na Zona oeste pelo risco de contágio de raiva….
    Ou seja acho que para nossa realidade ainda precisamos fazer as vacinas anuais SIM…Principalmente por algumas dessas doenças serem zoonoses (que passam de animais para humanos) e algumas dela não terem cura como a Raiva…..

  • Camila disse:
    11 de março de 2012 às 23:09

    Oi,sempre passo por aqui, tem umas matérias bem bacanas, outras que já não concordo tanto. Essa é uma delas!Não!Não estou defendendo a revacinação anual, também acho todo ano muito. Mas não se pode simplesmente parar de vacinar!Foi lançado um artigo no congresso mundial (quem quiser posso enviar cópia)sobre o excesso de vacinação, mas nada ficou definido. Existem especulações e mais especulações, mas nem como deveria ser feito uma nova “forma” de vacinação foi definido (revacinação anual, a cada 2 anos). Quando esses estudos forem feitos e comprovados cientificamente, com nova formulação de calendário de vacinação e etc, ai sim nós veterinários iremos aderir. Só a titulo de esclarecimento: não existe vacina que causa cinomose (como foi citado em um comentário, existem vacinas que conferem aos animais maior imunização e menor imunização. A chance de um animal contrair doenças com a de menor imunização é bem maior, é claro. Existem também animais vacinados de forma tradicional, com vacinas de qualidade com viroses. Porque? Forma correta de acondicionamento e manipulação, reposta imunológica individual, mutações de vírus e etc.
    P.S: Achei desrespeitoso e sem embasamento técnico uma boa parte dos comentários.Antes de qualquer comentário chequem as informações e a origem destas. Achismo não nos leva a lugar nenhum!Obrigada :)

  • Veterinária Fernanda disse:
    11 de março de 2012 às 23:37

    Sinceramente se vc que se diz “mãe de cachorro” gosta mesmo do seu cãozinho…VACINE ELE ANULAMENTE!!! vc não tem noção ta tamanha barbaridade que escreveu!! aliás todo leigo que leu isso e concordou contigo e decidir não mais vacinar seu bichinho deveria mandar a conta do Vet pra ti se caso adoecer!!!
    esses artigos que vc cita são referentes as doenças e raiva nos Estados Unidos(pais de PRIMEIRO MUNDO, onde as doenças estão praticamente erradicadas!!!) e NÃO NO BRASIL(onde existem milhares de casos de RAIVA, cimomose, parvovirose, leptospirose….e por ai vai)!!!
    aqui ainda existem muuuuitas doenças e só com a vacinação anual é que se previne isso!!
    ATT

    uma Médica Veterinária!!!

  • 12 de março de 2012 às 10:10

    Oi Fernanda, Camila e Patrícia!

    Mas NINGUÉM, EM MOMENTO ALGUM, está falando para vacinar apenas filhotes (primovacinação) e NUNCA MAIS!

    O gato que pegou raiva com toda certeza NUNCA foi vacinado contra a doença. NUNCA VACINAR OU VACINAR SEM CRITÉRIOS É LÓGICO QUE É LOUCURA E BURRICE, MAS VACINAR PRA TUDO, TODO SANTO ANO, é prejudicial e há DEZENAS E DEZENAS de artigos científicos comprovando isso.

    Camila, as fontes estão citadas nos posts e caso você tenha interesse de saber muito mais, converse com a Sylvia Angélico, do site http://www.cachorroverde.com.br, ou com Carmen Cocca, do http://www.homeopatas.blogspot.com, ou compre e leia o livro que indico (Stop the shots) e vários outros sobre o assunto, há material sobrando… E já foi definido um novo protocolo de vacinação, apenas o Brasil ainda não o segue… Não sei se você lê em inglês, mas essas são as diretrizes 2010 da World Small Animal Veterinary Association sobre a questão da vacinação em excesso, se bobear, quando tiver tempo (ai, Jesus!) eu até traduzo, porque o material é maravilhoso e deveria ser lido por TODOS, principalmente os veterinários!
    http://www.wsava.org/PDF/Misc/VaccinationGuidelines2010.pdf

    O que está sendo dito em VÁRIOS países e INCLUSIVE NO BRASIL é: excesso de vacinação traz consequências prejudiciais para a saúde de cães e gatos, SIM.
    Se você LER COM ATENÇÃO todos os posts aqui do blog sobre o assunto, mais os posts de outros blogs que recomendo, mais os livros, artigos científicos etc. citados, verá que:

    - Vacinar anualmente um animal com produto que comprovadamente confere proteção de longa duração é uma prática cientificamente obsoleta e antiética.
    - Vacinação não é uma conduta inócua, isso consta de qualquer bula. Ela tem potencial de provocar uma miríade de reações adversas imediatas e tardias (alergias, glomerulonefrite, encefalite, doenças auto-imunes etc) por estimulação poliantigênica constante.
    - Conhecer e promover uma conduta capaz de imunizar adequadamente o paciente com menor risco de provocar afecções que, coincidentemente ou não, hoje são campeões de ocorrência na clínica é fundamental!
    - O profissional de saúde tem obrigação de se manter atualizado e essas informações estão em sua maioria disponíveis gratuitamente na Internet para quem se interessar. Ignorá-las é irresponsabilidade.
    - A situação de países da Europa ou dos Estados Unidos não é necessariamente diferente da nossa. Nos EUA somente 50% dos cães são vacinados. Muitos Estados norte-americanos são pobres – e as normas não são diferentes por lá. Mas isso não vem ao caso.
    - Vacinar menos vezes um animal não é de maneira alguma o mesmo que não vaciná-lo nunca.
    - O que conta para o controle de uma doença infecto-contagiosa é a dita “proteção de rebanho”. Ou seja, mais animais com idade igual ou superior a 4 meses de vida precisam receber ao menos uma vacina. Em termos epidemiológicos, há pouca ou nenhuma valia em vacinar os mesmos poucos indivíduos anualmente. O Brasil também é país “subdesenvolvido” para as crianças humanas, mas nossos médicos recomendam o mesmo protocolo vacinal adotado em países “desenvolvidos”. (Aliás, nos EUA as crianças são mais vacinadas que as nossas…)
    - O objetivo da imunização contra doenças virais é estimular a produção de “células de memória”. Uma vez criada uma população destas células o indivíduo se encontra protegido. Esse fenômeno independe da localização geográfica do indivíduo.

    Aqui no Brasil infelizmente as novidades custam a chegar. Mas estão chegando. Até mesmo o material que acompanha as vacinas dá sinais dessa mudança. Diversos fabricantes estão recomendando V2 na primoimunização, e aplicação de leptospiras à parte. Em breve, em SP, um grande laboratório veterinário oferecerá o exame de titulação de anticorpos IgG para cinomose e parvovirose, que permitirá a monitoração do status imunológico dos cães. Na próxima edição da revista Clínica Veterinária você poderá ler uma monografia que a médica veterinária Sylvia Angélico escreveu junto com um veterinário Doutor em Imunologia, avaliada por dezenas de profissionais atuantes nas mais diversas áreas de clínica médica e embasada por mais de 70 artigos científicos recentes.

    GENTE, VOCÊS PRECISAM LER TUDO antes de tirar conclusões e dizer que eu e outras pessoas estamos sendo levianas ao levantar uma questão que É FATO: JÁ ESTÁ MATANDO MAIS CÃES E GATOS DE DIVERSAS DOENÇAS PROVOCADAS PELO EXCESSO DE VACINAÇÃO DO QUE O EXTREMO OPOSTO DA SITUAÇÃO, QUE SERIA A IRRESPONSABILIDADE DE NÃO VACINAR OU DE VACINAR SEM REFORÇOS OCASIONAIS.

    NINGUÉM ESTÁ DIZENDO “NÃO VACINEM CONTRA CINOMOSE, PARVOVIROSE, RAIVA“, O QUE ESTÁ SENDO DITO É: TENHAM CRITÉRIO PARA VACINAR COM PROTOCOLOS PERSONALIZADOS, adequados a CADA ANIMAL, levando em conta sua VIDA, PORTE, IDADE, SAÚDE.
    NÃO VACINEM CONTRA RAIVA JUNTO COM POLIVALENTE, por exemplo. ISSO NÃO É DIZER “NÃO VACINE“, É DIZER “ESPERE O MELHOR MOMENTO PARA VACINAR” e por aí a coisa segue! VACINEM COM CRITÉRIO, COM RESPONSABILIDADE, COM INFORMAÇÕES!

    Gente, eu mesma adotei uma cachorra adulta ano passado e a vacinei com V8! Só que ESPEREI a imunidade dela estar melhor e estou ESPERANDO mais um tempo para vaciná-la contra raiva. NÃO ESTOU DEIXANDO DE VACINAR, apenas estou vacinando de acordo com a história desse animal (adulta, resgatada, com problemas de saúde referentes à condição anterior) e a nossa realidade (animal agora come alimentação natural, específica para as necessidades dela, morando em uma região sem ocorrências de raiva e convivendo com outros animais vacinados).

    Abraço e, POR FAVOR, estudem o assunto com a mente aberta. Vocês não têm interesse em fazer o melhor para seus pacientes? Então, considerem que vocês podem estar prestes a descobrir algo que fará TODA a diferença na vida deles e na prática veterinária de vocês, tornando-as profissionais mais bem informadas e que tomam decisões baseadas em seus ESTUDOS e em dezenas e dezenas de fontes científicas. No que eu puder ajudar, estou à disposição.

  • 12 de março de 2012 às 10:58

    Oi Mari,

    mas até onde estudei não existe “lenda das 3 doses”, querida. A primovacinação é necessária, sim!
    O que os veterinários que defendem um protocolo diferente pregam é que:

    - Todo filhote comece a ser imunizado após 10 – 12 semanas de vida, para que o leite materno não interfira na eficácia das vacinas;
    - Não é necessário aplicar polivalentes pra várias doenças nas 3 doses, ou seja: a 1ª dose seria apenas para parvovirose e cinomose, a 2ª dose igual à primeira e daí sim, na 3ª dose o animal receberia uma múltipla (como a V6 ou a V8);
    - A vacina contra raiva deve ter sua primeira dose preferencialmente após 6 meses de vida (embora já existam veterinários defendendo a 1ª dose após um ano de vida, quando a imunidade do animal está melhor formada) e SEMPRE aplicada sozinha, com no mínimo 1 mês de intervalo entre outras vacinas e procedimentos;
    - Repetir a polivalente um ano depois da 3ª dose, DAÍ SIM, vacinar com intervalos maiores do que um ano, baseando cada caso no histórico do animal em questão.

    Beijo.

  • 12 de março de 2012 às 11:02

    Oi Dr. Philippe,

    Desculpe só responder agora, mas o sr tem toda razão quando à leptospirose.
    Abraço.

  • Nisa disse:
    12 de março de 2012 às 14:40

    Ana, que perfeição de resposta, até chorei de emoção! <3

    Fernanda 'uma Médica Veterinária' espero que você entenda que faculdade de veterinária qualquer um faz, mas estar realmente comprometido com a profissão, com a saúde e o bem estar do paciente e mantendo-se ATUALIZADO visceralmente são outros 500, essas atitudes que diferem os medíocres dos fodas, colabore e faça sua parte, porque ter diploma e clinicar estagnada/alienada é um desserviço a saúde/bem estar dos seus pacientes! ;o)

    Camila, não existe achismo, você mesma pode comprovar cientificamente a proteção de longa duração por vacinais virais, basta realizar um Teste de Titulação de Anticorpos.

    Patricia, o animal adulto imunocompetente imunizado corretamente (com vacina confiável, transportada e acondicionada adequadamente e aplicada no animal SADIO) está imunizado, vacinas virais imunizam por 7-9 ou mais anos e até por toda a vida (tudo pode ser monitorado periodicamente com Testes de Titulação de Anticorpos e a vacina ser aplicada SE e QUANDO necessário), a revacinação anual só irá potencializar o aparecimento de reações adversas (imediatas ou tardias) e não 'mais proteção' porque vacina não é cumulativa (e o principal, NÃO é inócua)…

    Sobre o caso de raiva que teve em SP, ninguém questionou se o gato foi imunizado corretamente, pratica comum em clínicas/hosvets é a aplicação de vacina em animal NÃO sadio – o próprio fabricante fala pra somente animais sadios serem vacinados, se a(s) vacina(s) aplicada(s) no gato era confiáveis, se foram transportadas e armazenadas corretamente, se o animal era imunocompetente (é raro se todos esses cuidados que citei acima forem mega respeitados, mas acontece, se o protocolo vacinal fosse individualizado (e não padronizado) e acompanhado com Teste de Titulação de Anticorpos saberiam se ele estava, ou não, respondendo adequadamente a vacina recebia…)… Entendam, vacinas ANUAIS não tem efeito cumulativo, o animal revacinado anualmente não fica 'mais protegido' ou com a proteção 'mais garantida'… Só debilita o sistema imune, já debilitado…

  • 12 de março de 2012 às 18:05

    A Ana colocou todos os pontos importantes da questão. Toda novidade traz receio de ruptura completa com os paradigmas de antes. Mas não defendemos que vacinas sejam abolidas ou que apenas filhotes sejam vacinados. Veiculamos diretrizes de cunho internacional que há mais de 15 anos figuram no meio científico e são muito bem embasadas. Aliás, em minhas pesquisas desse assunto, não encontrei um único artigo científico recente e independente que defenda a conduta ainda vigente aqui de aplicar todos os produtos disponíveis no mercado em todos os cães todos os anos. Nem em português e nem em outros idiomas. Isso não é curioso? Excetuando-se as recomendações dos fabricantes (que devem ser filtradas pelo senso crítico), ninguém defende protocolos arbitrários.

    Vacinas são importantes? Sim. Ninguém aqui está questionando isso. Mas é preciso saber usá-las ou o risco de deflagrar no recipiente doenças agudas e/ou crônicas (alergias, glomerulnefrites, encefalites, tumores etc) pode superar o benefício da aplicação. É o caso com pets já imunizados com produtos importados. Imunidade não é um processo cumulativo. Ou se tem ou não se tem.

    Em tempo, outras considerações cabíveis:

    - As atualizações na conduta vacinal não se resumem a reduzir o número de aplicações. Talvez vocês não tenham lido com atenção as novas diretrizes vacinais, mas os imunógenos têm sido classificados pelas entidades internacionais de vacinologia de pets em “essenciais”,”opcionais” e “não recomendados”. Os produtos biológicos “opcionais” – vacinas contra “tosse dos canis” e “leptospirose” – conferem proteção de mais breve duração e por isso preconiza-seque sejam aplicados até semestralmente nos cães com risco de contraí-las. Deste modo, aplicar somente uma V8 ou V10 no paciente com risco de contrair leptospirose não conferirá proteção de um ano.

    - É preciso entender que mesmo cães vacinados contra leptospirose podem desenvolver a doença. Existem cerca de 200 sorovares e as vacinas disponíveis no Brasil protegem contra 2-5 deles, sendo que inúmeros sorovares prevalentes aqui estão ausentes nas vacinas e não ocorre proteção cruzada significativa entre eles. Aliás, os sorovaes extras presentes na V10 praticamente não ocorrem por aqui… Além disso, a vacina contra leptospirose pode impedir o desenvolvimento da doença quando causada por esses sorovares mas não impede a infecção e o estado de portador. Vejam quantos fatores devem ser levados em consideração antes de simplesmente inocular o animal. Em muitos casos, pode ser mais eficiente e interessante instruir o cuidador do animal a minimizar ou mesmo eliminar completamente comportamentos de risco que favoreçam a transmissão da doença do que realizar a aplicação arbitrária. Pets portadores de doenças crônicas, com neoplasia etc. podem se beneficiar mais com essa conduta. Afinal, como consta de qualquer bula de vacina “somente animais saudáveis devem ser vacinados”.

    - Infelizmente, vacinas preparadas com antígenos virais atenuados (“vivos modificados”) podem, sim, causar a doença em questão. Esse fenômeno é apelidado de “reversão da virulência residual”. É incomum, mas pode acontecer. É por esse motivo que existe vacina recombinada (com vetor vivo canarypox) para cinomose. E é por esse motivo que em geral não se recomenda vacinar imunossuprimidos e gestantes. Caso queiram saber mais sobre esse fenômeno, sugiro consulta ao tratado de imunologia veterinária de Ian Tizard. Também pode acontecer da vacinação causar imunossupressão transitória que favorece o desenvolvimento de uma infecção clinicamente inaparente (subclínica) - isso infelizmente não é tão incomum.

    Finalmente, reitero o que a Ana pontuou tão bem: estudem a fundo e considerem essas novas informações com um olhar parcial. Elas estão vindo para ficar. Vocês vão ver o quão diferente estará esse cenário dentro de 5-10anos. Teremos protocolos mais seguros do ponto de vista de reações adversas com os mesmos benefícios associados aos protocolos atualmente vigentes. Quando não for cabível aplicar as novas normas, elas não serão aplicadas, oras. Basta usarmos o bom senso. Só não é mais aceitável, do ponto de vista científico, adotar o mesmo protocolo arbitrário sem considerar as distinções que existem entre os indivíduos – o cão de sítio requer uma proteção distinta do cãozinho idoso que não sai do apartamento, não? O atual protocolo pode ser excessivo e até deficiente para ambos…

    É possível adaptar as novas informações à realidade que cada veterinário encontra na sua rotina. A ideia não é substituir um dogma por outro. Enfim, isso tudo é algo para ser comemorado e estudado com olhar no mínimo curioso, e não confrontado sem atenção à importância das atualizações propostas.

  • luciane disse:
    30 de março de 2012 às 04:29

    paixonados por animais, tenho 2 cães e os vacinei com a V10 por eles serem filhotes fiz as tres aplicações, mas quem aplicou não me explicou uma triste realidade que existi vacinas nacionais e importadas. Adivinha? Após o 1º passeio com eles apos o tempo exigido, os dois pegaram parvirose,o vet que o tratou me explicou que a vacina nacional é agua com açucar. Graças a Deus os dois estão bem, mas agora bem mais informada só a importada.
    Estou postando esta informação pois deixo bem claro vacina nacional é lixo.
    obrigada, xau.

  • Lidia disse:
    5 de abril de 2012 às 03:50

    Olá Ana:

    Esse alerta sobre as vacinações em excesso, deveria ter sido feito há mais tempo.
    Nos EUA (morei lá) e na Europa, o protocolo do reforço das vacinas, a cada TRÊS anos, já existe há bastante tempo.
    Tenho 5 gatos adultos e um filhote. Os gatos mais velhos de 12, 10 e 8 anos, tomavam reforços da quádrupla felina todos os anos.
    A gata de 5 anos tomou uma dose da tríplice aos 3 meses e mais o reforço após 21 dias e o gato da mesma idade (adotado aos 8 meses), tomou só uma dose. As vacinas aplicadas foram as importadas.
    Há 5 anos atrás, ao ler esses mesmos artigos, já tinha decidido parar com os reforços anuais dos meus gatos, que vivem confinados em apto.
    Sei que vou ter que vacinar o filhote, de 2 meses de idade, mas vou esperar os 4 meses, para fazê-lo.
    Não sei se sabem, mas nenhuma vacina confere imunidade total, ela apenas ameniza os sintomas da doença.
    Bem, eu era uma fanática por vacinas, mas lendo, pesquisando e me informando, percebi que havia um excesso de zelo da minha parte. Zelo, esse que poderia causar um mal maior aos meus animais.
    Parabéns Ana, pela coragem de abraçar uma causa tão polêmica e não ligue para as críticas, pois é mais fácil criticar, do que ler, pesquisar e se informar sobre as verdades científicas.

  • 5 de abril de 2012 às 10:08

    MUITO obrigada pelo teu depoimento, Lidia!

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