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    Vira-Latas: os verdadeiros cães de raça – Um workshop, várias lições.

    Mãe de Cachorro - Ana Corina | 23 de junho de 2010

    Ai, ai… Respiro fundo, me ajeito melhor na cama (não é mordomia, estou moída de gripe ou coisa que o valha) e penso “Por onde começar a contar toda a experiência que foi trazer o workshop do projeto Vira-Latas a Floripa?”.
    Acho que nada mais justo do que iniciar agradecendo. Aparentemente, parece simples organizar um evento onde basicamente há um palestrante e uma audiência. Mas não é, logo, a lista de agradecimentos não é pequena.

    • Em primeiro lugar, agradeço ao Tiago Ferigoli, que aceitou vir a Floripa sem receber nada, disponibilizou dois dias inteiros de sua corrida agenda e desde o começo dos nossos contatos demonstrou ser uma pessoa extremamente educada, batalhadora e disponível. Foram dias e mais dias de contato intenso, troca de mensagens, telefonemas, e-mails, arquivos, informações, tudo sem hora para começar ou terminar. Planejávamos fazer muito mais do que a palestra. Infelizmente não tivemos verbas nem tempo. (A partir de agora os agradecimentos vão em meu nome e no do Tiago);
    • Depois, agradeço ao vice-presidente da RIC Record SC, Marcello Petrelli, que autorizou o patrocínio da RIC e do jornal Notícias do Dia;
    • Também não vou esquecer das equipes da RIC e do Notícias que deram uma super força com a divulgação através de matérias no jornal e no programa Ver Mais;
    • Em seguida pulo pra minha querida UFSC, onde fui muito bem recebida e atendida pela equipe da Pró-Reitoria de Cultura e Eventos, pela Rogéria e Cláudia Reis da AGECOM e pelos meus queridíssimos ex-companheiros de trabalho no NPD, Márcio Clemes, Jaime e João Batista;
    • À amiga Gabrielli que fez as fotos, obrigada! Aos queridos Gilvan e Maricota que foram atrás das pilhas no fim não usadas… Muito obrigada!;
    • Também ficam registrados os agradecimentos à equipe do auditório da Reitoria e à querida aluna de jornalismo Jéssica Fuchs, que entrevistou o Tiago para a Rádio Ponto da UFSC via celular;
    • Muito obrigada também aos que ajudaram na divulgação, inclusive os que o fizeram mesmo sabendo que não conseguiriam estar presentes ao evento. E por último mas não menos importante;
    • Obrigada a todos que compareceram ao evento, principalmente aos alunos da UFSC que estavam em semana sem aulas e aos alunos de uma das turmas de cinema da Unisul da professora Tatiana Lee, que também estava presente.
    • Em tempo: agradeço a quem eu possa estar esquecendo de agradecer, o que é quase certo de acontecer…
    Voltando às lições aprendidas. Aqui vale ressaltar que o aprendizado aconteceu não só na palestra em si, mas em todo o processo necessário para que ela viesse a Floripa…
    • Acredite no seu potencial de mobilização e realização. Uma onda de ações começa com um primeiro passo, por menor e mais insignificante que pareça ou efetivamente seja (é óbvio, mas a gente esquece!);
    • Quando acreditamos em algo e temos paixão em defender nossa posição, se mantivermos a fé e trabalharmos muito, de maneira ordenada e focada, os resultados virão (é óbvio, mas a gente esquece!);
    • Nem sempre tudo sai conforme o planejado… (é óbvio, mas a gente esquece! E muitas vezes justamente o que você mais contava como certo, é o que sai da linha);
    • Planejamento e visão estratégica são fundamentais pra tudo (não dá para lotar um auditório com alunos de cursos de comunicação sem antes combinar tudo com professores, coordenadores de curso e universidades, por exemplo. Só descobri que os Centro de Comunicação e Expressão e de Ciências Sociais da UFSC – justo os dois que concentravam os alunos-foco do workshop – estariam sem aulas durante a semana inteira logo depois de um feriadão, depois das passagens compradas e do auditório reservado);
    • Aprendemos mais com os erros do que com os acertos (é óbvio, mas a gente esquece!);
    • Se você não agir rápido, a oportunidade passa (se o Tiago não tivesse vindo exatamente no dia em que veio, não o veríamos por aqui tão cedo…);
    • Só ter boas ideias, boa vontade e boa intenção não bastam
    E esta última lição foi a que mais ficou marcada no antes-durante-depois e a venho percebendo e aprendendo há tempos…
    O workshop do projeto Vira-Latas é 100% direcionado para alunos e profissionais da área de comunicação e o único lugar onde ele foi aberto ao público foi aqui em Floripa. Assim, o Tiago tinha uma audiência totalmente mista, o que no fim o obrigou a improvisar e apresentar uma palestra inédita, com a estrutura de sempre, mas com outro enfoque.
    Com isso, de tudo o que ele falou, o que mais me marcou foi o chamamento à realidade de que, se temos um projeto em mãos, ele deve ser posto em prática de maneira a poder se auto-gerir. E tudo isso me lembrou de um texto que postei há tempos aqui no blog, sob o título “Assistencialismo é secar gelo“.
    É interessante ver como a mentalidade do “arrecadar” é muito maior do que a mentalidade do “produzir”. Vejo ONGs e pessoas agindo como mendigos, sempre pedindo, pedindo, pedindo, esquecendo de, antes de mais nada, se organizar de maneira a poder gerar renda e considerar as doações futuras como um dinheiro a mais, que possibilitará que mais seja feito, mas não fundamental para a realização do trabalho.
    Vejo a maioria das pessoas focadas em “O que esta iniciativa vai render pra minha realidade, para os meus problemas?“, esquecendo do global. Um exemplo: quando a campanha Adotar é Tudo de Bom terminar, o que realmente ficará e persistirá de ajuda real para os animais? As doações de ração, rapidamente consumidas, ou todo o material promocional e educativo que a campanha produziu e que existirá nada menos do que para sempre? As barrigas alimentadas e que agora já têm fome novamente, ou a gigantesca ajuda na cultura da adoção, inclusive o slong “Adotar é Tudo de Bom“, que ficou cravado no subconsciente de toda e qualquer pessoa exposta a ele? O que realmente fará diferença para um amanhã melhor para cães e gatos?
    Quando eu ainda estava na correria de trazer o Tiago, comecei a sentir uma certa inquietação de que eu não estava fazendo a coisa da maneira correta, pensando em trazer o workshop a Floripa porque o tema do projeto são os cães de rua. Sim, eu havia entendido tudo errado, interpretando da maneira que queria que as coisas fossem, não da maneira como realmente eram
    Depois, relendo a entrevista que fiz com o Tiago para o blog e ao ouvir in loco a entrevista via celular para a Rádio Ponto, tive a certeza de que eu realmente havia entendido – e até mesmo feito – tudo errado, mas que, justamente por isso, a Vida me jogava no colo dois grandes presentes: um amigo e várias lições.
    Termino então, como comecei: Vida Querida, muito obrigada!!    😉
    Categoria: Eventos, Projeto Vira-Latas, Textos favoritos
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    9 Comentários:

    1. Pamela disse:

      29 de novembro de 2011 às 20:48

      Oi Ana, estava muito triste pois perdi meu amigo no dia 25/11 6° feira, ele era um amigo sem raça definida, mas era meu amigo. Ele já fazia parte da nossa família à 18 anos, muitos diziam que ele já estava fazendo hora extra..rsrsrs…ele teve um AVC, foi jito triste. Minha família e eu ainda sofremos muito com isso, mas meu coração deu uma acalmada ao ler o “Recado de São Francisco”, e gostaria de te agradecer por ajudar tantas pessoas sem ao menos conhecer…Parabéns pelo seu blog.

      • Mãe de Cachorro – Ana Corina disse:

        30 de novembro de 2011 às 00:16

        Pôxa, querida… Sinto MUITO pela passagem do seu amigo e fico feliz em ter te ajudado a ficar um pouco mais leve. Beijo!

    2. Ana Corina disse:

      24 de junho de 2010 às 12:10

      hahaha Medo já me basta o de altura, kkk.
      😉

    3. Anonymous disse:

      24 de junho de 2010 às 11:21

      Já dizia Charles Chaplin,

      "A vida é maravilhosa se não se tem medo dela."

      Bjo Baiana

    4. Ana Corina disse:

      23 de junho de 2010 às 19:29

      Gilvas, obrigada pelo apoio. Desta vez quem mais ganhou em todos os sentidos fui eu, principalmente por tudo que aprendi. Engraçado isso, porque a intenção era presentear a cidade, os estudantes, sabe? E outra coisa excelente foi que em grande parte graças à vinda pra cá o Tiago logo em seguida conseguiu alguns avanços muito positivos para o projeto Vira-Latas, e isso quem me falou foi ele próprio, não é dedução minha.
      E quanto às questões de curto e longo prazo, bem… Não preciso dizer que temos a mesma linha de pensamento, né? Com relação a dar a cara ao tapa, ai amigo, só rindo. Prefiro ser assim e peitar tudo que vier de consequência do que ser o 'tipinho' que dá o tapa e esconde a mão, hahaha.

      Marina, a campanha tem data para acabar por um motivo bem simples: antes de mais nada é uma campanha promocional de uma grande marca. Óbvio que eles merecem salvas e mais salvas de palmas, mas é uma ação bem pensada e produzida com começo, meio e fim.

      Miguel, beijo pra vc!

      Carol, menina, não sei nem o que dizer. Acho engraçada essa imagem minha que vejo muita gente desenvolver… Quem me dera ser metade dessa celebridade toda que alguns me consideram porque então eu conseguiria fazer muito mais. Mas tudo bem, o momento agora é de focar e trabalhar para realizar muiiito mais logo, logo. Falando nisso, teu trabalho chamou minha atenção e está bem guardadinho para ser usado no momento certo em outro projeto em que estou envolvida e que está na fase da 'gestação'… Vamos mantendo contato, ok? Parabéns! Ah, eu já tinha visto as fotos do Rob, são excelentes. Amei a das 'patas em família'. E a das orelhas na boca enqto. ele corre é simplesmente sensacional… Posso usar algumas pra fazer um 'jabá' no facebook, né?

      Beijos a todos e vou voltar pra cama que hoje eu PRECISO ficar boa de vez!

    5. Carol disse:

      23 de junho de 2010 às 18:14

      Ana Corina!

      Tudo bem? Olha, nem acreditei que vc apareceu no meu site, afinal vc é praticamente uma celebridade 😀 Muito obrigada! Alias, se quiser dar uma passadinha lá, eu postei uma sessão com um basset hound… figuraça! E nesse mesmo post deixei um recado pras maes de cachorro como eu, na verdade foi meio que um desabafo, mas verdadeiro 😀
      AH! E muito obrigada pela indicação, viu? Obrigada mesmo!

      E eu um dia vou ter o meu SRD 😀

      Beijinhos! e obrigada pelo carinho.

    6. Miguel Eibel disse:

      23 de junho de 2010 às 17:06

      Boa tarde!!!!
      Muito boa a entrevista!
      Lindo projeto!
      Parabéns!

    7. marina disse:

      23 de junho de 2010 às 16:46

      Ana

      espero que o dia que a campanha 'adotar é tudo de bom' terminar, seja porque a cultura de que cão bom é cão comprado com pedigree também tenha acabado

    8. gilvas disse:

      23 de junho de 2010 às 16:08

      guria, o importante é que tu correste atrás, dando a cara a tapa, o que é especialmente louvável.

      o trabalho do tiago é excelente por estar no escopo mais essencial, de buscar uma educação de sensibilidade à causa animal. é necessário resgatar os cães da rua, mas isto é trabalho de curto prazo: é necessário garantir, no longo prazo, que os cães não sejam mais lançados à rua.

      parabéns aos dois!

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