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    Mãe de Cachorro - Ana Corina | 2 de novembro de 2009
    Clique nas imagens para lê-las ampliadas.

    Agora sim a Folha publicou jornalismo de verdade, que apresenta fatos e opiniões dos dois lados da moeda de qualquer assunto. Como sempre, o Vieira nos presenteia com mais material sobre nossos queridos peludos.
    A primeira figura que ilustra este post traz algumas cartas comentando o ensaio “Encalhado“, que já discutimos semana passada e sobre o qual muiiiiitas e muiiiiiitas pessoas escreveram manifestando seu repúdio à leviandade com que um assunto tão sério quanto a castração e a procriação de cães foi tratado.

    Valeu a pena, porque a matéria de hoje trata do mesmo assunto, mas de maneira profissional.
    Claaaaro que há pontos que todos nós vamos torcer o nariz (já escrevo sobre eles), mas no geral a reportagem é instrutiva e valeu a publicação. A Folhinha também traz um material bastante pertinente para as crianças, lembrando-as que animais não são brinquedos. Vamos à leitura dos textos! Clique nas imagens e boa leitura.

    Agora só falta castrarem a Kiara e os filhotes que ficaram pra ela também, né? Pelo visto, a família do Spike é bemmm mais consciente. Mas como a reportagem fala em “criadores da mãe”, pelo visto a pobre é mais uma vítima dos pseudo-criadores, até porque a idade ideal para fêmeas começarem a reproduzir não é com apenas 1 aninho (ou seja, estando no seu primeiro cio!). Cruzar uma cadelinha assim nova já os descaracteriza como bons tutores, sejam “pais/mães” ou “criadores”. Vaias, muiiiitas vaias pra eles!

    “A idade certa para acasalar deve levar em conta o desenvolvimento dos cães. Os machos, a partir de 12 meses já podem acasalar, mas as fêmeas só devem acasalar após 18 meses ou do terceiro cio, o que vier depois. Antes disso, ambos estão imaturos e não completaram seu desenvolvimento físico e psicológico.O período ideal para a reprodução nas cadelas 1 ano e meio e 6 a 7 anos de idade.”
    fonte: Dog Times
    Quem compra um animal não o maltrata ou o abandona é a “defesa” dos criadores. MEUS DEUS, QUE ARGUMENTO MAIS FURADO!!!

    Só vou dar UM exemplo dos MILHÕES mundo afora: uma amiga minha aqui de Floripa estava na clínica veterinária com um de seus cães quando chega um babaca com uma cadela da raça Bernese Mountain Dog (Cão Bernês da Montanha) obesa, toda doente e que sequer consegue andar de tão gorda que ELE a deixou. E adivinhem o que ela estava fazendo lá??? Foi levada por seu próprio “tutor” para SER MORTA, EXECUTADA, ASSASSINADA! O motivo? “Está gorda demais. Claro que a veterinária não faria a eutanásia e minha amiga não perdeu tempo: adotou-a na hora e agora está gastando tempo, dinheiro e energia para deixá-la saudável novamente. Detalhe: o cara entregou toda a documentação da cadela (caríssima e ‘puríssima’) pra ela e saiu de lá dizendo que ia comprar um Border Collie…

    Então, senhores pseudo-criadores, abram seus olhinhos que andam embaçados de ganância para a realidade: quem compra se acha (ainda mais) no direito de usar e abusar do animal, como se ele fosse um objeto. O próprio ato/decisão de comprar já pressupõe uma relação de ‘possuidor x possuído’ (hehehe, que papo com cara de Halloween). Claro que as pessoas devem ter o direito de comprar cães e gatos se assim o quiserem, mas que o façam de criadores decentes, que saibam de sua real responsabilidade e papel no mundo (clique aqui para saber qual).

    Sobre o quadro dos ‘pós e contras’:

    • A castração não ‘reduz’ as chances das fêmeas desenvolverem câncer de ovários e útero: ela ELIMINA completamente esta chance até por um motivo óbvio: elas não terão mais úteros e ovários. A castração feita antes do primeiro cio faz com que as chances da cadela/gata desenvolver câncer de mama caiam para praticamente 0%;
    • Castração não engorda cães. Quem engorda cães são seus tutores. Já com gatos isto pode acontecer por eles ficarem mais propensos a fazer menos exercício, mas as quatro gatas castradas da minha sogra, por exemplo, são completamente “fit” e nenhum dos meus cães/cadelas jamais engordou por conta da castração;
    • O risco dos problemas urinários, até onde eu saiba, sempre existiu somente para gatos machos, não para as fêmeas e em nenhum momento para cães e cadelas (mas claro que posso estar errada, me lembrem de pesquisar sobre isso com veterinários decentes, por favor)

    Duas horas para castrar um cão ou uma cadela? Ha ha ha Só se o veterinário for muiiiiito capenga ou houver alguma complicação gravíssima. Gente, qualquer pessoa que lide com proteção animal e leve animais para castrar em mutirões sabe muito bem que meia hora já é até demais. Esse papo da demora só serve pra tentarem justificar os preços ridiculamente caros que estão sendo praticados. Se querem usar argumentos para justificar a facada no nosso bolso, que usem outros, reais, como “tenho que pagar aluguel da clínica, pagar funcionários, luz, água etc.”.

    Categoria: Adoção, Câncer, Castração
    Atenção!
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    7 Comentários:

    1. Ana Corina disse:

      5 de novembro de 2009 às 16:49

      Prezado Alberto,

      Releia o início da reportagem.

      "O cruzamento de Spike, 2, e de Kiara, 1 (…)". Logo, foi daqui que tirei a idade da Kiara, não da minha cabeça.

      E a maneira como o texto foi escrito me levou a pensar que você e a outra pessoa citada eram um casal, "proprietários do pai" (o Spike" e que a Kiara era dos "criadores da mãe". Está tudo lá. Inclusive, a sequência da leitura, que fala sobre noções de posse responsável, reforça meu entendimento e segue falando das crias do Spike sendo esterelizadas, como se somente os filhotes que ficarão com seus tutores é o que o serão.
      Quanto a idade por mim citada, estipula " as fêmeas só devem acasalar após 18 meses ou do terceiro cio, o que vier depois". Ou seja, a Kiara, não corresponde ao parâmetros porque não só não tem os 1 ano e 6 meses, como ainda está no segundo cio.
      Pelo visto, a cadela é sua e você demonstra cuidados já que consultou uma veterinária, só que infelizmente nem tudo o que os veterinários falam é lei e eu, que trabalho pela conscientização das pessoas sobre noções de guarda responsável posso te assegurar que o que mais temos visto, infelizmente, são veterinários falando e praticando absurdos (e aqui NÃO estou incluindo a veterinária de vocês até pq não conheço seu trabalho), inclusive aconselhando seus clientes a cruzar suas cadelas antes de serem castradas, o que demonstra profunda falta de atualização já que é um pensamento com no mínimo uns 10 anos de atraso, quando hoje já se sabe que, principalmente para as fêmeas, menos é mais e quanto mais cedo, melhor e muito mais saudável.

      Dê uma passeada pelo blog e verás que castrar é amar e para cada filhote nascido, mesmo que com futuro 'certo' e com garantia de que terá uma vida maravilhosa pela frente, um cão ou gato que já nasceu deixou de ser salvo. Também é interessante lembrar que apenas 1 cão de cada 10 fica por toda sua vida com sua família inicial, tenha o tamanho que tiver.

      Não faço este papel para ser chata, para falar mal das pessoas, até porque tenho uma vida maravilhosa e muito mais o que fazer com ela do que perder meu tempo e dinheiro no blog. Faço este papel porque acredito em educação e em uma convivência íntegra e respeitosa entre humanos e animais e porque tenho tido provas diárias de que pureza de raça e altos valores pagos na compra de um animal não lhes garantem em nada uma vida digna e sem sofrimento. Acredite, adoraria não ter blog algum, ou então só falar futilidades, mas infelizmente, minha consciência social e meu amor para com os animais, não me permite.

      Atenciosamente e feliciades para a Kiara e todos os seus descendentes que, espero profunda e sinceramente, sejam castrados e felizes até o fim de suas vidas.

    2. Alberto disse:

      5 de novembro de 2009 às 13:59

      Ana
      Quero apontar que seu comentário, especificamente sobre a Kiara e seus responsáveis, tem erros, no mínimo, deselegantes.
      Primeiro, quero destacar, enfáticamente, que em nenhuma parte da matéria Procriar ou Não?, publicada na Revista da Folha, do último dia 1º, a jornalista Flavia Gianni não mencionou que a Kiara seria castrada. Mencionou sim que os filhotes da ninhada seriam esterilizados. Isto se deve por um fato muito simples: a entrevista foi feita comigo e em nenhuma hipótese, assumi qualquer decisão presente ou futura no que se refere a esterilização ou não de uma cachorra que não é minha. Posso afirmar com muita certeza, que esta não é a posição dos pais/mantenedores da cachorra.
      Aqui também faço um exercício de auto-crítica: comentei que "todos" os filhotes seriam esterilizados, quando na verdade, a responsabilidade, tanto minha quanto da Claudia Saltini, é sobre os dois filhotes que ficarão sob nossa responsabilidade. Não quero e não entrarei no mérito da discussão do porque esterilizar. Isto é uma decisão de foro íntimo e como tal, se concordam ou não, deve ser, no mínimo, respeitada. Ponto final.
      Em segundo lugar, destaco que você erra ao afirmar que Kiara tem 1 ano. Antes de colocar o Spike para namorar com a Kiara, na verdade, o assunto foi estudado com muito carinho, com muita atenção, colhendo informações, obtendo orientações e acatando, cabalmente, todas as instruções da Drª Ana Luiza Mazorra que sempre teve um posicionamento muito transparente, muito ético e altamente profissional nestes quase 5 anos de convivência. A idade de 1 ano e 5 meses e segundo cio da Kiara é muito bem aceitável para um cruzamento saudável, idade esta que também é aceitável pela fonte, destacada em itálico, que você mesma destacou no seu comentário.
      Em terceiro lugar comento que a divulgação de qualquer informação, sob qualquer canal – inclusive este que você utiliza – deve sempre se pautar pela ética, transparência e, sobretudo, pela honestidade/integridade da mensagem veiculada.
      Considero ser extremamente relevante, em futuras colocações, uma simples consulta as diversas fontes para eliminar esses erros deselegantes e desnecessários.
      Alberto Penteado

    3. Anonymous disse:

      3 de novembro de 2009 às 12:33

      ja escrevi elogiando. Afinal não é só malhar o pau né! tem que elogiar tbém : )

      bjs
      Li

    4. Ana Corina disse:

      3 de novembro de 2009 às 01:38

      Claro que é louvável a 'retratação' e é por isso que está no blog pra gente! Até porque prefiro MUITO mais dar boas notícias que ruins, né?
      Beijooo

    5. Veridiana Maenaka disse:

      2 de novembro de 2009 às 23:42

      Achei muito legal a Folha ter tentado reparar o dano que causou com aquela porcaria daquele texto da Bergamo. Mostra que é um jornal preocupado com o público.
      Um fator pró-castração que eles deixaram de abordar foi o estado psicológico do animal inteiro que não cruza: ansiedade constante. Muita gente acha que castrar é violência, mas eu acho que não castrar é crueldade: o animal quer, o instinto grita, mas ele não pode…

    6. Kelen disse:

      2 de novembro de 2009 às 14:21

      A união faz (e fez) a força!
      😉

      ps: Não ficou uma matéria lá essas coisas… mas pelo menos falaram da castração…

    7. Não Compre, Adote disse:

      2 de novembro de 2009 às 12:44

      Ai, Ana, ADOREI o Folhinha! Além de colocarem foto de 2 cães ADOTADOS, apoiaram muito a adoção e a posse responável, não achas?

      Quanto à outra matéria, sim, concordo com todos aqueles pontos que tu clocastes (e aprendi várias daquelas coisas, que hoje posso contestar, aqui no teu super útil blog). "É mais comum ser displiscente om aquilo que não se paga", PELAMORDEDEUS, né, senhor Ailton Blois!!! Essa foi a coisa mais absurda da matéria. Prá ele então quem adota é porque tá querendo economizar uma grana, né???

      De resto, Ana, sabe que eu até gostei da matéria? Olha a grande EVLUÇÃO que a revista teve entre a do Encalhado e essa agora. Muitas questões legais foram tratadas e quem termina de ler acredito que concluí que a adoção e a castração é o melhor para eles.

      Mesmo com ressalvas, acho a Folha merece palmas por ter tratado o assunto de foma BEM mais responsável (apesar de que não ser difícil né, afinal a outra matéria tava um nojo). Vai lá, Folha, tu tá quase lá!

      Priscila Coelho
      Não Compre, Adote!

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