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Assistencialismo é SECAR GELO!

Adorei o texto abaixo. O recebi ontem, da Izolina Ribeiro do Esquadrão Pet e o colo aqui pra gente na íntegra, tal como veio pra mim.

E por que gostei tanto das palavras da Vininha?
Porque me mostraram que não estou sozinha quando insisto em bater o pé e dizer que quem realmente ajuda e faz diferença são as pessoas que estão bem, antes de mais nada, com elas mesmas e  que com isso têm energia criativa e bom astral suficiente para realmente fazer a diferença na realidade da ajuda aos animais e que promovem a cada dia educação real e, com isso, mudança efetiva não só na vida dos animais, mas das pessoas que, afinal, são quem os maltrata ou cuida.

Pra mim, sinceramente, quem tem ‘trocentos‘ bichos em casa e com isso passa a viver praticamente através de esmolas [como muitas ONGs, por sinal] para poder sustentar os animais que tem sob sua responsabilidade não passa de um “secador de gelo”. Muito bem intencionado, na maioria esmagadora das vezes, mas tão carente de educação e direcionamento quanto aquela pessoa que desconhece qualquer noção de guarda responsável.

Já falei mil vezes e volto a dizer, precisamos promover educação, mostrar às pessoas que se não for para cuidar de um cão ou gato como ele não só precisa, mas merece, que então simplesmente não os tenham; fazer com que elas entendam que um animal de estimação é um companheiro com quem partilhamos nossas vidas e por quem somos, inclusive, moral e legalmente responsáveis.

Mas, antes de mais nada, precisamos ser pessoas equilibradas, educadas e agradáveis, a quem os outros enxergam vindo e não viram as costas, saindo de fininho e dizendo “Lá vem aquela(e) chata(o) querendo me empurrar bicho ou então me arrancar mais dinheiro para comprar tudo que sempre falta para ela(e) poder ajudá-los.“.

Devemos ser capazes de promover ações que façam com que as pessoas desejem tratar bem ou ainda melhor seus irmãos animais. Ou para quem trabalha com ‘a causa’, ações que façam com que as pessoas desejem ser adotantes, desejem ser voluntárias, desejem efetivamente ajudar e fazer a diferença. Mas não por obrigação ou coação moral e sim porque perceberam a diferença, porque foram educadas.

Mas chega de papo! Com vocês, o texto que recebi:

Precisamos promover o animal na sociedade, transformá-lo num ser que merece muito mais que esmolas, merece ser respeitado e protegido pelas leis.

Vininha F. Carvalho
Todo mundo consegue fazer a diferença como um protetor dos animais, mas a dúvida é: COMO?
Existe fórmula para criar um diferencial? Algumas posturas, que podem e devem ser adotadas em seu dia-a-dia tornarão suas atitudes produtivas, demonstrando grande competência. A vontade de ajudar nos impulsiona a levantar e ir à luta, não esperando apenas que as oportunidades cheguem até nós. Nos permite tomar iniciativas criativas e sensatas.

Grandes mentes não esperam oportunidades, as fazem acontecer.
Precisamos aprender a fugir do comum, do convencional, chamando a atenção para novas idéias.

O verdadeiro protetor é capaz de compreender que a responsabilidade social é algo que precisa ser despertado, de maneira totalmente independente da caridade.

Com uma boa idéia, consegue-se fortalecer princípios e agregar valores, criando uma nova mentalidade.

O dinheiro por maior que seja a quantia, só poderá amenizar o problema de alguns animais, dando a falsa impressão, que por meio de doações é que encontraremos a solução dos graves problemas que afligem os animais.


Precisamos promover o animal na sociedade, transformá-lo num ser que merece muito mais que esmolas, merece ser respeitado e protegido pelas leis. O fundamental é doar ações, não permitir que hajam maus-tratos, abandonos e exploração dos animais por circos, rodeios, touradas etc…

Sempre que você se deparar com isto, tome uma atitude, denuncie! Incentive a posse responsável, a castração e aprenda e saiba como cobrar das autoridades o cumprimento das leis. Estimule a busca de uma solução efetiva, para que seja combatida a causa do problema, não dando espaço para que as consequências se tornem incontroláveis.


Precisamos aprender a transmitir paixão pelo que fazemos. Os colaboradores da causa devem estar felizes com sua escolha pelos animais, tendo energia positiva para despender no trabalho e o fazê-lo de maneira otimista, jamais semeando discórdia.

Pessoas de baixo astral, desanimadas e desacreditadas não conseguirão desenvolver o potencial necessário para valorizar os animais na sociedade.

Na causa animal , os incompetentes serão sempre um grande empecilho para que possamos atingir nosso objetivo maior: o bem-estar.


Devemos estabelecer um objetivo real e prático. Demonstrando clareza e segurança no que se busca e onde se quer chegar. É preciso saber ampliar sua gama de atuação, sem fugir da meta. Muitas pessoas poderão ajudá-lo a caminhar para chegar lá. Por isto, cuidado para não se deixar influenciar pelos falsos protetores.


Ter um plano de ação para atingir sua meta é muito importante. Sonhar é ótimo, mas o sonho precisa tornar-se realidade. Não podemos ter um projeto que vise somente alimentar a esperança, temos que ser construtivos. Criar campanhas que sejam sustentáveis, jamais imediatistas.


Acredite sempre em você!
Descubra quais são suas qualidades, onde você se destaca, o que faz bem, quais são seus pontos fortes e onde poderá melhorar. Focalize a resolução dos problemas dos animais e não perca muito tempo, com os que, infelizmente não têm competência para se manter ao seu lado. Acredite na força do conjunto.

Lembre-se sempre do ditado de Marion Lawense, que diz: “Quem semeia um pensamento, colhe um ato; quem semeia um ato, colhe um hábito; quem semeia um hábito, colhe um caráter; quem semeia um caráter, colhe um destino”.

Vininha Carvalho

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