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    Achei um cão na rua, e agora?

    Mãe de Cachorro - Ana Corina | 19 de junho de 2008
    Todos os dias recebo e-mails e/ou ligações com as mesmas dúvidas: “Vi um cachorro doente na rua“, “Tem uma cadela grávida ou no cio na minha rua“, “Achei uma caixa com filhotes“, ou ainda “Vou me mudar, o que faço com meus cães/gatos?“.
    Gostaria que todos os que me escrevem/ligam entendessem o seguinte: as pessoas que ajudam os animais fazem a mesma coisa que qualquer pessoa que quer ajudá-los, inclusive você, pode fazer. Estas pessoas gastam tempo, dinheiro e muita energia os ajudando, não é nem justo que ainda tenham que dar conta dos animais que outras pessoas encontraram. Não há um lugar mágico e agradável para onde levá-los. Não há uma conta bancária de onde sairá dinheiro infinito para comprar remédios, pagar veterinários etc.

    Então, por favor, leiam com atenção:
    Tem um cachorro abandonado/doente/machucado no meu caminho…

    Se você teve coração para se comover e quer socorrê-lo, o passo-a-passo de quem ajuda cães/gatos é o seguinte:

    • Recolher o animal da rua;
    • Levá-lo a um veterinário (já peguei táxi, já fui a pé, já chamei amigos, já pedi carona…);
    • Em casos tratáveis, pagar o veterinário, os gastos com o tratamento e, se for o caso, com hospedagem até o animal ficar bom (conheço pessoas que fazem empréstimos, vendem objetos pessoais, fazem rifas e ações entre amigos, mas nunca, jamais, deixaram de ajudar um animal porque não tinham dinheiro);
    • Castrar o animal (há clínicas que fazem esta cirurgia por um preço social e há prefeituras que fazem de graça. Aqui sim você pode me escrever dizendo qual seu bairro/cidade para eu pesquisar um local que possa lhe dar descontos etc.);
    • Tirar fotos para anunciar este animal por meio de e-mails, sites e cartazes. Anunciar em jornais é uma das melhores maneiras de divulgá-lo. A partir de hoje só divulgarei animais no blog se estiverem castrados. Nunca doe sem castrar e sem assinar um Termo de Adoção!

    Muitas vezes quem socorre um animal não tem como levá-lo para casa (eu, inclusive). Então esta pessoa fala com amigos, conhecidos, parentes e arruma um lugar onde ele possa ficar até ser adotado ou até ser castrado e ser devolvido às ruas com saúde, ou paga uma hospedagem.

    Não há nada de errado em cuidar de um animal, castrá-lo e devolvê-lo às ruas.
    Errado, é não socorrer o animal ou querer passar a responsabilidade para outros.

    Tem uma cadela grávida ou no cio na minha rua, o que eu faço?

    Siga todos os passos de “Tem um cachorro abandonado/doente/machucado no meu caminho“, com a diferença que a cadela deve ser castrada imediatamente, não importando quão grávida esteja. Veterinários experientes fazem a cirurgia com tranqüilidade e competência.
    Está pensando em deixá-la dar cria? Lembre que não existe lugar para levar os filhotes e que estes precisam ficar com a mãe por no mínimo 45 dias. Considere que eles precisarão de vermífugos mensais, três doses de vacina polivalente cada um, mais uma de raiva. Filhotes devem ser doados já castrados (existem veterinários que praticam castração pediátrica a partir de 3 meses de vida) ou com compromisso de obrigação castração. Se os adotantes não aceitarem a castração quando chegar a data (6 meses de idade ou antes se você conhecer um veterinário que faça a castração pediátrica), você deve pegar o animal doado de volta, castrá-lo e doá-lo novamente para outra pessoa. Se não quiserem lhe devolver o animal para que seja castrado, faça um Boletim de Ocorrência. Nunca doe sem castrar e sem assinar um Termo de Adoção!

    Achei uma caixa com filhotes, e agora?

    Procure um veterinário. Não existe lugar para levar os filhotes também. Pense que eles precisarão de vermífugos mensais, três doses de vacina polivalente cada um, mais uma de raiva. Não basta “doar ração” e tentar passá-los adiante. Filhotes devem ser doados com compromisso de castração. Se os adotantes não aceitarem a castração quando chegar a data (6 meses de idade), você deve pegar o animal doado de volta, castrá-lo e doá-lo novamente para outra pessoa. Se não quiserem lhe devolver o animal para que seja castrado, faça um Boletim de Ocorrência. Nunca doe sem castrar e sem assinar um Termo de Adoção!

    Vou me mudar e não posso levar meus cães/gatos?

    Estes animais são responsabilidade sua. São seres vivos e você deveria ter pensado em como sua vida poderia mudar antes de adquiri-los. Para doá-los, proceda da mesma maneira como se tivesse achado um cão/gato na rua. Nunca doe sem castrar e sem assinar um Termo de Adoção!
    –> Dicas para doar um cão/gato de maneira a realmente contribuir com a diminuição do abandono, maus-tratos e animais de rua:

    • Doar animais sem castrar é salvar uma vida e ser culpado por várias mortes. As chances de sobrevivência de todos os descendentes diretos e indiretos do animal que você não castrou (macho, inclusive) são pequenas.
    • Mesmo sobrevivendo e virando adultos as chances de todos os descendentes diretos e indiretos do animal que você não castrou (macho, inclusive) terem uma vida digna são mínimas.
    • Além disso, estes animais crescerão para gerar outros e outros e outros, que gerarão mais outros e mais outros etc;
    • O animal deve estar saudável e castrado;
    • Bata as fotos para divulgação do animal bonito e recuperado, assim suas chances de adoção aumentam muito;
    • Sempre visite o local para onde este animal irá. Não adianta retirá-lo de uma situação ruim e doá-lo sem critério algum, sem saber se ele terá um quintal de onde não possa fugir, se terá um abrigo que o protegerá do frio, do calor e da umidade, se o adotante terá dinheiro para sustentá-lo dignamente, além de vaciná-lo anualmente e levá-lo ao veterinário sempre que necessário. A pessoa também precisa ter espaço adequado ao porte do animal, além de tempo para brincar com ele;
    • Doar animais sem pesquisar o adotante é o mesmo que desová-lo de qualquer maneira;
    • Imprima e preencha o Termo de Adoção (disponível no site do Instituto É o Bicho);
    • Fique com sua cópia do Termo de Adoção e faça acompanhamento para saber se o animal está bem, se está integrado com a família e também para saber quando deverá castrar os filhotes doados;
    • Sempre deixe bem claro que a pessoa pode devolver o animal para você se tiver problemas;
    • Sempre deixe bem claro que a pessoa não poderá repassar o animal adiante sem sua autorização (neste caso você faz tudo que já fez com este adotante, visita o local etc.).
    “Ai, Ana, mas tudo isto?”

    Sim, e muito mais. Achou muita coisa? Achou difícil?
    Então, sinceramente, se não estiver disposto a fazer da maneira que realmente ajudará a diminuir o número de animais sofrendo no mundo, nem entre em contato pedindo ajuda, porque já deu para perceber o quão ocupadas estão as pessoas que se decidiram não só salvar a vida de um animal, mas também a ajudar a parar com a reprodução desenfreada.

    Se você não faz parte da solução, faz parte do problema.

    ps: Se você não concorda com a castração de cadelas prenhes, basta ignorar a sugestão de castrá-las. O que você não pode JAMAIS deixar de fazer é castrar os animais doados, adultos e filhotes, e NÃO acompanhar as adoções.

    Leia mais textos sobre o tema:

    Categoria: Adoção, Animais de rua, Animais e nós, Resgate, Textos favoritos
    Atenção!
    Plágio é crime federal previsto na Lei 9.610/98.
    Conheça a Licença de Uso do blog e saiba o que você pode fazer ou não com os posts do Mãe de Cachorro!

    73 Comentários:

    1. Renata disse:

      21 de Março de 2014 às 10:47

      Ana, que texto bonito e esclarecedor. Escrevo só para lhe dar os parabéns. Sou super cachorreira, mas nunca tinha adotado um cãozinho de rua. Já tive vira-latas e cães de raça, mas sempre adotados em pet shops ou comprados de criadores. Até ontem, tinha 2 cachorros, um buldogue francês e um pastor. Ontem, me deparei com uma cachorrinha filhote, totalmente perdida em frente à escola do meu filho. Muito mansinha, ela veio para o meu colo quando a chamei. Não tive coragem de deixá-la. Levei para casa, e já é a mais nova integrante da família. Veio na hora certa, substituir um cachorrinho meu que faleceu em dezembro, aos 18 anos, e deixou um vazio grande. É tão meiguinha que todos estão apaixonados. Na tentativa de saber qual era a melhor forma de cuidar dela, achei seu texto. Já agendei com o veterinário amanhã mesmo, para vermifugar, iniciar a vacinação e ver se já é possível castrar. Obrigada!

    2. Tamires Fogaça disse:

      9 de Março de 2014 às 19:36

      Ola, boa noite!
      Preciso de uma dica.
      Levei ao veterinario um cachorro que foi atropelado em frente de casa e teve ferimentos grave na pata da frente e mesmo com o cone na cabeça, ele consegui alcançar a pata e tirar todos os ponto, por isso, necessita de cuidados durante todo o dia, eu trabalho de dia e faço faculdade de noite, ou seja, nao estou em casa o dia inteiro e tambem nao tem quem cuide dele. Vocês podem me indicar algum lugar em sao paulo que hospede e faça os tratamentos ele ate que eu consiga doar, e que seja bom e com preço bom?
      Beijos
      fico no aguardo

    3. Mariana disse:

      6 de setembro de 2013 às 01:17

      Tenho duas cadelinhas adotadas, a primeira está comigo a mais de um ano e a outra a duas semanas, ao adotar as duas logo chamei o veterinário para vaciná-las, dei banho e vermifuguei( a mais velha já está castrada e a outra estou providenciando a castração até o final do ano), cuido da alimentação procurando rações com preços acessíveis mas de boa qualidade, procuro providenciar um ambiente lúdico, limpo e confortável para elas brincarem, comerem e descansarem, meu esposo é responsável pelos passeios aos finais de semana onde as duas se exercitam bastante. Não tenho uma grande condição financeira mas encaro a adoção delas como a adoção de uma criança humana, dou todo o meu amor e me comprometo todos os dias a cuidar do bem estar delas, se você não tem disponibilidade financeira, tempo ou não gosta de animais em casa,procure organizações e entidades onde você possa apadrinhar um animal sem leva-lo pra casa,pois estas instituições tem gastos absurdos com cuidados médicos e principalmente a alimentação dos bichinhos, a várias formas de ajudar, basta você querer se comprometer.

    4. Patricia disse:

      9 de agosto de 2013 às 00:00

      Olá, queria pedir uma ajuda ou opinião sua. Se trata de um cachorro que ja tem dono e mora em uma casa aqui perto da minha, mas tem um problema, sempre que passo ali na frente da casa pra ir pro colégio vejo esse cão (que se eu não me engano é da raça boxer) todo triste e preso em um lugar pequeno e acho que os donos só soltam ele quando eles saem. O cachorro é muito magro também (dá pra ver as costelas do cão)E fico com um aperto no coração só de olhar pra carinha dele. Dá pra ver que ninguém brinca com ele, ninguém cuida da saúde dele e que está se alimentando mal. Será que existe algo que eu possa fazer pra ajudar esse cão?

    5. Ana Clara disse:

      23 de Janeiro de 2013 às 23:17

      Esta é uma cachorra que encontramos hoje no Sonda-Cidade Dutra, carinhosa, mansa, uma vira-latinha linda.Ela esta com uma coleira vermelha, e já está algum tempo perdida pelo estacionamento do mercado, se alguém estiver a fim de adotá-la, ela se encontra no estacionamento do mercado Sonda Cidade Dutra, ou se você conhece o dono por favor, avise-o.

      FOTO DA CACHORRA
      https://www.facebook.com/photo.php?fbid=195401030606780&set=a.152068214940062.50602.100004106535140&type=1&theater

    6. Paula Almeida disse:

      1 de novembro de 2012 às 15:26

      Boa tarde! encontrei um filhote de cachorro na rua a 3 dias. levei ao veterinário e ela me disse que ele já tem 2 meses. Minha dúvida é: quando ele vê eu jogando as coisas no lixo, logo ele corre em minha direção e fica descontrolado. chega a chorar pq não deixo ele mexer. toda vez que ele vai no lixo, espirro água nele e falo que não pode e ele sai. Estou fazendo certo ou não? obrigada! Paula Almeida

    7. Marilia disse:

      30 de setembro de 2012 às 17:30

      Gostei muito do que você postou. Na verdade nunca apareceu um cão que eu precisa-se ajudar, então ajudo a alguns amigos protetores e acho um trabalho magnífico. Fica com Deus.

    8. monica disse:

      6 de Março de 2012 às 12:50

      tudo que vc falou esta certo mas infelizmente nao tenho dinheiro pois estou desempregada.

    9. Tatiana Rohricht disse:

      27 de Janeiro de 2012 às 10:12
    10. Fernanda disse:

      25 de Janeiro de 2012 às 10:29

      Oi Ana…depois desse perrengue todo que passei com os cães, entrei pra um grupo de voluntários, chama-se ADOTE ANIMAIS VIRA LATAS DE MARÍLIA!!! Estou amando!!! Fernanda Costa

    11. Tatiana Rohricht disse:

      25 de Janeiro de 2012 às 09:42

      Oi Ana, adorei o texto. Posso copiar a sua ideia para o meu blog http://www.livedog.com.br? Com os devidos créditos, é claro. Bjs

    12. Mãe de Cachorro – Ana Corina disse:

      4 de outubro de 2011 às 13:44

      Oieee,

      Vi lá, curti e respondi. PARABÉNS, viu? Beijo e obrigada, em nome da peluda e de todos os que não vão nascer para o sofrimento!

      =o)

    13. Anonymous disse:

      4 de outubro de 2011 às 13:29

      olá Ana,
      Depois do sufoco que passei com ameaças de vizinhos, tentativas de envenenamento aos cães que ficavam na calçada, recusa de hotéis e clínicas para abrigar a menina pq não é vacinada…resolvi arriscar e castrá-la hoje pela manhã, mesmo estando no cio. A cirurgia acabou as 9 horas e ela está ótima, não houve nenhuma intercorrência. Já deixei meus agradecimentos no Facebook a vc e as pessoa que me ajudaram com mais esse peludo…obrigada. Fernanda

    14. Mãe de Cachorro – Ana Corina disse:

      30 de setembro de 2011 às 12:03

      Fernanda,

      CALMA, faça contato com os veterinários que te indiquei e veja se eles podem te ajudar a abrigar a cadela em algum canto.

      POLPA DE SUCO DE CLOROFILA corta o cheiro do cio. Essa dica quem me passou foi uma protetora e presidente de ONG que cuida de mtos animais nas ruas mesmo.
      =o)

    15. Anonymous disse:

      30 de setembro de 2011 às 02:28

      olá Ana…
      Agradeço imensamente sua ajuda e sua atenção em prol dos animais. infelizmente o final dessa história não será o que eu estava lutando para acontecer. Alguns vizinhos reclamaram dos cães que apareceram por conta da cadela, do barulho que estão fazendo e da possibilidade de transmissão de doenças, carrapatos e pulgas, alguns vieram pedir educadamente que eu "desse um jeito" nela e outros "anonimamente" ameaçaram jogar veneno aos cães que estão se aglomerando na calçada…temo pela segurança dos cães que estão na rua e pela vida dos meus dentro de casa…argumentei exaustivamente e pedi para que eles tolerassem somente mais essa noite e que amanhã eu resolveria tudo. É com um nó imenso na garganta e o coração em pedaços, que decidi entrega-la ao centro de zoonoses. Mais uma vez, meu muuito obrigada, não te conheço pessoalmente, mas me cativou pela luta por uma causa nobre e pela ajuda a quem tenta ser tão nobre e digna de admiração como vc. Aubraços Fernanda

    16. Anonymous disse:

      29 de setembro de 2011 às 21:25

      Oi Ana
      Marília fica perto de Bauru, Assis, Presidente Prudente… Então, essa noite passei acordada, a cadela uivando, os outros acompanhando, a vizinhança chingando e os cachorros de rua chegando… e eu pensando que os homens deveriam se dedicar como os cães para conquistar as mulheres, alguns dos cães viraram ninjas e quase conseguiram escalar o muro. Não consegui conversar com a veterinária que vc passou o telefone, mas descobri um medicamento para "cortar", interromper o cio…comprei, vou ver se funciona, até agora perdi dois comprimidos tentando enfiar goela abaixo e a safada consegue separar a carne do remédio… enquanto isso, ela vai ter que me aturar e ficar quietinha em casa…vou tentar esse outro veterinário…obrigada pela ajuda e desculpe o texto longo…é mais um desabafo. bjos Fer

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