Para você, que abandona animais e ainda tem a cara de pau de pedir ajuda…

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Vocês acreditam que há pessoas que procuram voluntários e protetores pedindo ajuda para doar seus cães/gatos, companheiros de uma vida a quem chamam de filhos e dizem ‘amar muito’, mas deixando bem claro que, se não os ajudarmos a conseguir um novo lar para os animais, irão ABANDONÁ-LOS ou MATÁ-LOS (eutanásia é a palavra usada para disfarçar o assassinato)??
São pessoas que conheceram o trabalho de terceiros em prol dos animais e mesmo assim têm a CARA DE PAU de escrever com a desculpa esfarrapada de ‘pedir ajuda’, quando na verdade tudo que querem é transferir uma responsabilidade que é deles. Como se protetores tivessem casas com quintais mágicos, verdadeiros paraísos para recolher cães e gatos que viram, de um dia para outro, LIXO VIVO! Isso sem mencionar que devem pensar que protetores têm uma conta bancária com crédito infinito e um dia com 48h. Não sei quem as pessoas acham que protetores de animais e voluntários são,  talvez seres fantásticos e não pessoas comuns, com contas a pagar, famílias, cães, gatos e casas a cuidar.

Para vocês, escória humana, dedico este texto na esperança de reverter tanta maldade e fazer nascer um pingo de decência em seus corações, já que consciência é algo que vocês desconhecem.

Encontrei seu Cão

Autor desconhecido

Hoje encontrei seu cão. Não, ele não foi adotado por ninguém. Aqui por perto, a maioria das pessoas já têm vários cães; aqueles que não têm nenhum não querem um cão. Eu sei que você esperava que ele encontrasse um bom lar quando o deixou aqui, mas ele não encontrou.

Quando o vi pela primeira vez, ele estava bem longe da casa mais próxima e estava sozinho, com sede, magro e mancava por causa de um machucado na pata. Eu queria tanto ser você naquele momento em que parei na frente dele. Para ver sua cauda abanando e seus olhos brilhando ao pular nos seus braços, pois ele sabia que você o encontraria, sabia que você não esqueceria dele. Para ver o perdão em seus olhos pelo sofrimento e pela dor por que ele havia passado em sua jornada sem fim à sua procura…

Mas eu não era você. E, apesar das minhas tentativas de convencê-lo a se aproximar, seus olhos viam um estranho. Ele não confiava em mim. Ele não se aproximava. Ele virou as costas e seguiu seu caminho, pois tinha certeza de que esse caminho o levaria a você. Ele não entende que você não está procurando por ele. Ele só sabe que você não está lá, sabe apenas que precisa te encontrar. Isso é mais importante do que comida, água ou o estranho que pode lhe dar essas coisas.

Percebi que seria inútil tentar persuadi-lo ou segui-lo. Eu nem sei seu nome. Fui para casa, enchi um balde d’água e uma vasilha de comida e voltei para o lugar onde o havia encontrado. Não havia nem sinal dele, mas deixei a água e a comida debaixo da árvore onde ele havia buscado abrigo do sol e um pouco de descanso. Veja bem, ele não é um cão selvagem. Ao domesticá-lo, você tirou dele o instinto de sobrevivência nas ruas.

Ele só sabe que precisa caminhar o dia todo. Ele não sabe que o sol e o calor podem custar-lhe a vida. Ele só sabe que precisa encontrá-lo. Aguardei na esperança de que voltasse para buscar abrigo sob a árvore, na esperança de que a água e a comida que havia trazido fizessem com que confiasse em mim e eu pudesse levá-lo para casa, cuidar do machucado da pata, dar-lhe um canto fresco para se deitar e ajudá-lo a entender que agora você não faria mais parte de sua vida.

Ele não voltou aquela manhã e, quando a noite caiu, a água e a comida permaneciam intocadas. Fiquei preocupada. Você deve saber que poucas pessoas tentariam ajudar seu cão. Algumas o enxotariam, outras chamariam a carrocinha, que lhe daria o destino do qual você achou que o estava salvando – depois de dias de sofrimento sem água ou comida. Voltei ao local antes do anoitecer. Não o encontrei.

Na manhã seguinte, voltei e vi que a água e a comida permaneciam intactas. Ah, se você estivesse aqui para chamar seu nome! Sua voz é tão familiar para ele. Comecei a ir na direção que ele havia tomado ontem, sem muita esperança de encontrá-lo. Ele estava tão desesperado para te encontrar, que seria capaz de caminhar muitos quilômetros em 24 horas. Algumas horas mais tarde, a uma boa distância do local onde eu o havia visto pela primeira vez, finalmente encontrei seu cão. A sede não o atormentava mais. Sua fome havia desaparecido e suas dores haviam passado. O machucado da pata não o incomodava mais. Agora seu cão está livre de todo esse sofrimento. Seu cão morreu.

Ajoelhei-me ao lado dele e amaldiçoei você por não estar aqui ontem para que eu pudesse ver o brilho, por um instante sequer, naqueles olhos vazios. Rezei, pedindo que sua jornada o tenha levado àquele lugar que acho que você esperava que ele encontrasse. Se você soubesse por quanta coisa ele passou para chegar lá… E eu sofro, pois sei que, se ele acordasse agora, e se eu fosse você, seus olhos brilhariam ao reconhecê-lo, ele abanaria sua cauda, perdoando-o por tê-lo abandonado.

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Comentários

  • Fran e Dory disse:
    13 de maio de 2008 às 2:20 pm

    Esses peludos são seres sem maldade, aí está toda a questão… eles não possuem um pingo de maldade!!!!

    não a compreendem, não faz parte do mundo deles…

    E vejam bem (senhores Cacaus do mundo afora) atacar inimigos naturais é algo instintivo, pouca coisa aliás que sobrou após termos domesticado eles… e NUNCA maldade… não atribua nossos sentimentos e personalidades aos peludos, eles não conseguem ser maldosos, eles não abandonam… eles não planejam o mal, eles não fazem intrigas…eles não traem…

    Logo, não compreendem o mal que podemos fazer para eles… e nos buscam, querem o cuidado humano, o carinho, a proteção, … sem saber o preço de procurar e conviver com O HUMANO…….. tadinhos, fomos nós que ensinamos que isso seria interessante, esquecemos de ensinar o caminho devolta…

    odeio a minha “raça” sem mais palavras…

    Fran e Dory

  • Julia disse:
    17 de maio de 2011 às 9:14 pm

    Não sei o que acontece com essas pessoas. Não têm coração? Não sei como tem gente que consegue abandonar esses seres que dão um amor tão puro. E quem faz maldade com os bichos? acho que não devem nem ser considerados seres humanos. Deveriamos ter punições mais sérias para quem faz mal aos animais!
    Parabéns pelo trabalho, Ana Corina!
    beijos
    LUV!

  • Monya disse:
    17 de maio de 2011 às 9:50 pm

    Adorei o blog! Sou mãe de 3 cachorros, um deles pinscher, que por ter um tipo de sarna q n tem cura, foi enxotado ainda bebê por um pet shop de luxo! Me sugeriram q eu o mandasse sacrificar, mas eu lutei durante meses e junto com um veterinário q ama verdadeiramente os bichos, o salvamos. Hj ele convive bem, em harmonia com tds. É super educado, calmo e carinhoso, venceu tds os obstáculos e até preconceitos (pinscher é mal educado, agressivo, late muito). O Bruce chegou na minha vida para me ensinar muitas coisas e desconstruir muitos mitos sobre os animais. Jamais abandonaria um cão que só falta falar cmg…me espera quando n estou em casa, n sai do meu lado quando estou doente ou chorando, me faz rir, me faz feliz!! Quem abandona animal, n tem coração!!! Beijos a todos!

  • Vanessa Winehouse disse:
    18 de maio de 2011 às 8:46 pm

    Adorei! Chorei junto por já ter visto cena idêntica… Todos os animais que já tive na vida foram pegos da rua… Nunca tive condições melhores, mas ofereci o meu melhor para cada um deles… E quando alguns se foram, foi com brilho nos olhos que eles deixaram essa vida, por eu estar ali com eles…

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